AVISO IMPORTANTE

"As informações fornecidas são baseadas em artigos científicos publicados. Os resumos das doenças são criados por especialistas e submetidos a um processo de avaliação científica. Estes textos gerais podem não se aplicar a casos específicos, devido à grande variabilidade de expressão da doença. Algumas das informações podem parecer chocantes. É fundamental verificar se a informação fornecida é relevante ou não para um caso em concreto.

"A informação no Blog Estudandoraras é atualizada regularmente. Pode acontecer que novas descobertas feitas entre atualizações não apareçam ainda no resumo da doença. A data da última atualização é sempre indicada. Os profissionais são sempre incentivados a consultar as publicações mais recentes antes de tomarem alguma decisão baseada na informação fornecida.

"O Blog estudandoraras não pode ser responsabilizada pelo uso nocivo, incompleto ou errado da informação encontrada na base de dados da Orphanet.

O blog estudandoraras tem como objetivo disponibilizar informação a profissionais de cuidados de saúde, doentes e seus familiares, de forma a contribuir para o melhoramento do diagnóstico, cuidados e tratamento de doenças.

A informação no blog Estudandoraras não está destinada a substituir os cuidados de saúde prestados por profissionais.

sábado, 17 de março de 2012

Deficiência de 3-hidroxiacil-CoA desidrogenase de cadeias longas


A 3-hidroxiacil-CoA desidrogenase de cadeias longas (LCHAD) é uma das constituintes da proteína trifuncional mitocondrial (ver deficiência de proteína trifuncional mitocondrial). A deficiência isolada da actividade de LCHAD é uma doença autossómica recessiva, caracterizada por hipotonia, hipoglicemia hipocetótica durante o jejum prolongado ou infecções, ao que se associa c geralmente cardiomiopatia hipertrófica, de aparecimento antes dos 2 anos de idade. A maioria dos doentes desenvolve retinopatia e neuropatia periférica. A mães heterozigóticas podem desenvolver um síndrome HELLP (hemólise, enzimas hepáticas elevadas, trombocitopenia) durante o último trimestre da gravidez quando o feto é afectado. A mutação G1528C é muito frequente (90% dos alelos mutantes) nos doentes com deficiência de LCHAD. O estudo dos ácidos orgânicos na urina e das acilcarnitinas plasmáticas permite suspeitar do diagnóstico, mas não é capaz de distinguir a deficiência de LCHAD da deficiência de proteína trifuncional. O diagnóstico só pode ser confirmado pela identificação da mutação G1528C ou pela determinação da actividade enzimática. O diagnóstico pré-natal é possível e envolve a medição da actividade da LCHAD e identificação da mutação G1528C em vilosidades coriónicas (directa ou em cultura) ou em amniócitos cultivados.

Editor(es)

  • Dr Christine VIANEY-SABAN

Nenhum comentário: