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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Síndrome de Turner

Síndrome  de Turner é uma desordem cromossómica associada com uma falta parcial ou completa de um cromossoma X foi estimada prevalência de 1 em 5000 nascimentos (1 em cada 2500 nascimentos do sexo feminino). Os achados clínicos são heterogêneos e anormalidades físicas típicas são geralmente leves ou ausentes. Em todos os casos, dada uma altura baixa. A insuficiência ovariana muitas vezes começam variável de acordo com as anormalidades cromossômicas. Outras manifestações viscerais (anormalidades ósseas, linfedema, surdez e envolvimento gastrointestinal, tireóide e cardiovasculares) são menos comuns, mas devem ser considerados no momento do diagnóstico e para acompanhamento na idade adulta. A monossomia X é responsável por menos de metade dos casos de síndrome de Turner, a grande maioria dos casos são causados ​​por mosaicismo (com uma linha de 45, X) e / ou um cromossomo X ou Y anomalia ( exclusão, isocromossomo X, o cromossomo dicêntrico). Durante a gravidez, as formas típicas com malformações pode ser diagnosticada por ultra-som, enquanto formas leves não associadas com malformações são descobertos por acaso em amniocentese para outras indicações (por exemplo, idade materna avançada). Aconselhamento pré-natal após o diagnóstico de formas leves é particularmente problemático. Administração deve incluir terapia de hormônio de crescimento, o que aumenta significativamente a altura final. Qualidade de vida e integração social são melhores quando a puberdade é induzida não muito tarde, e na ausência de doença cardíaca e surdez. Surdez pode levar a dificuldades de aprendizagem e, na idade adulta, esterilidade tem um efeito negativo sobre a qualidade de vida. O prognóstico depende da presença de doenças cardíacas, obesidade, hipertensão e osteoporose, daí a necessidade de um acompanhamento de longo prazo.

 
 

Síndrome de Turner atinge 1 em cada 2 mil meninas

Redação
Ondiet

Os pais de meninas que apresentam déficit de crescimento, com ou sem atraso no desenvolvimento das características sexuais secundárias femininas, devem procurar um pediatra, indicam especialistas.
Esses são os principais e mais frequentes sinais clínicos da síndrome de Turner, caracterizada citogeneticamente pela perda parcial ou completa de um dos cromossomos sexuais (X ou Y) e que atinge somente meninas, em uma incidência estimada de 1 em cada 2 mil.
O destaque é da pesquisa Síndrome de Turner: Tumor Gonadal e Presença de Sequências do Cromossomo Y, coordenada por Gil Guerra-Júnior, professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
De acordo com Guerra-Júnior, o estudo foi dividido em três etapas: conhecer os casos diagnosticados da síndrome no Laboratório de Citogenética Humana do Departamento de Genética Médica da FCM; identificar por técnica de biologia molecular e citogenética molecular os casos com sequências de cromossomo Y; e identificar, nesses casos, as pacientes com tumor gonadal.
Para cumprir a primeira etapa do projeto, foi realizado um estudo retrospectivo. O estudo apontou a ocorrência, nas últimas quatro décadas, de um aumento significativo dos casos da síndrome diagnosticados pelo Laboratório de Citogenética Humana.
O estudo, publicado na revista Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, destaca que a inclusão de novas técnicas de análise citogenética aperfeiçoou o diagnóstico citogenético da doença.
“De 1970 a 2008, foram diagnosticados 260 casos da síndrome por exames realizados no mesmo laboratório da FCM. Desse total, 19 casos se referem aos anos de 1970 a 1980, com uma média de 1,7 caso por ano. De 1981 a 1988, foram 41 casos, média de 5,1 casos por ano. De 1989 a 2008, foram identificados 200, o que corresponde a 76,9% do total, uma média de dez casos por ano”, disse Guerra-Júnior.
Segundo ele, o aumento no número de casos não ocorreu por uma ocorrência maior da síndrome, mas por dois motivos principais.
“Em primeiro lugar, houve um maior número de casos com a suspeita da síndrome encaminhados a um serviço de referência criado pelo Hospital de Clínicas e FCM ,em 1989, o Ambulatório do Grupo Interdisciplinar de Estudos da Determinação e Diferenciação do Sexo”, disse.
“O outro motivo foi o aperfeiçoamento do diagnóstico a partir do desenvolvimento de métodos mais avançados e precisos, como o maior número de metáfases (fase da divisão celular em que cromossomos se alinham na região mediana da célula) contadas na análise citogenética e a inclusão de técnicas de biologia molecular e/ou citogenética molecular na avaliação de casos selecionados”, completou.
De acordo com o pesquisador, até a década de 1980 a análise citogenética era menos precisa, com técnicas de coloração convencional e com contagem de menos de 30 metáfases por cariótipo (análise laboratorial da constituição cromossômica).
“Por esses motivos, podem ter havido casos de síndrome de Turner que passaram sem diagnóstico. No fim daquela década, houve uma melhora nas técnicas de coloração e o aumento da contagem de metáfases para 30 e, frequentemente, 50, melhorando a precisão do diagnóstico citogenético. A síndrome é uma condição relativamente frequente, mas pouco diagnosticada ou identificada tardiamente. É preciso um laboratório com infraestrutura adequada e pessoal muito bem treinado para fazer o exame do cariótipo”, explicou.
As gônadas – glândulas reprodutivas, correspondente aos testículos no homem e aos ovários na mulher – das pacientes com síndrome de Turner são disgenéticas, ou seja, compostas por tecido fibroso sem capacidade de produção de hormônios ou gametas.
Quando associadas à presença de sequências do cromossomo Y, apresentam maior risco de desenvolver tumor. Por isso, na segunda etapa do projeto de pesquisa, o objetivo foi saber quais das pacientes com a síndrome apresentavam cromossomo Y.
A síndrome se caracteriza pela perda total ou parcial do segundo cromossomo sexual, que tanto pode ser X ou Y. Mas no estudo, Guerra-Júnior e equipe, ao analisar os 260 casos diagnosticados, observaram que 16 deles continham o cromossomo Y íntegro ou não.
“Alguns trabalhos apontam que a análise do DNA pela biologia molecular, especialmente quando utilizada a técnica de nested-PCR, não é um bom método para a pesquisa de Y na síndrome de Turner, por poder apresentar diagnósticos falso positivos. Nosso trabalho mostrou que os dois métodos (PCR e FISH) apresentam resultados exatamente iguais. Aquelas em que não se consegue diagnosticar por um método não se consegue com outro. E vice-versa. A correlação foi de 100%”, afirmou Guerra-Júnior.
Para a realização da terceira etapa do projeto, os pesquisadores analisaram as 32 gônadas das 16 meninas com diagnóstico de síndrome de Turner e presença de cromossomo Y íntegro ou não.
“Quando aplicamos uma técnica mais sofisticada de imuno-histoquímica no material dessas 32 gônadas, utilizando o anticorpo OCT4 – fator de transcrição importante para a manutenção das células primordiais germinativas –, em quatro delas, de três pacientes, ocorreu uma marcação fortemente positiva (mais de 80% de marcação nos núcleos das células) para esse anticorpo, mostrando que o tumor não diagnosticado pela técnica de coloração histológica convencional foi diagnosticado pela marcação imuno-histoquímica com o OCT4, reafirmando a necessidade de gonadectomia profilática das pacientes com síndrome de Turner e sequências de cromossomo Y”, disse Guerra-Júnior.
Guerra-Júnior ressalta que um problema importante ainda é o diagnóstico tardio da síndrome por pediatras, alguns por não pensarem na possibilidade desse diagnóstico e outros por não terem acesso fácil ao exame do cariótipo. O diagnóstico tem ocorrido frequentemente após os 11 ou 12 anos de idade, o que impede que algumas medidas terapêuticas benéficas a essas pacientes possam ser implementadas.
“A síndrome de Turner poderia e deveria ser diagnosticada nos primeiros anos de vida, pelas alterações físicas que essas pacientes podem apresentar (dismorfismos ou estigmas) e, principalmente, pelo déficit de crescimento”, explicou.
“O hormônio de crescimento é autorizado mundialmente para uso nessas pacientes e, no Brasil, é distribuído gratuitamente pelo SUS como medicação de alto custo para as portadoras da síndrome. No entanto, seu uso, para ser eficaz, tem que ser precoce, o que não tem ocorrido, pelo diagnóstico tardio”, disse.
Essas pacientes, além do déficit de crescimento e das alterações da puberdade (não desenvolvimento de mamas, ausência de menstruação e infertilidade), podem apresentar outras anomalias congênitas e adquiridas, como malformações cardiovasculares e renais, deficiência auditiva, hipertensão arterial sistêmica, doenças na tireoide, osteoporose e obesidade. O diagnóstico precoce da doença também permite uma melhor avaliação e conduta dessas outras doenças associadas.
“A presença de tantos sinais e sintomas pode levar a graves consequências na esfera psicológica e social das pacientes com síndrome de Turner, devido à própria reação da paciente a essas características ou à reação dos outros”, disse Guerra-Júnior.
“Os principais pontos são baixa estatura nas crianças, ausência de puberdade espontânea nas adolescentes e infertilidade nas mulheres adultas. A situação ideal é a de ter um diagnóstico preciso e precoce, com a instalação de medidas terapêuticas adequadas para cada fase da vida, e a atuação de um psicólogo junto com a equipe médica para o apoio à paciente e à família”, afirmou.

domingo, 3 de agosto de 2014

Ebola , Lassa , Marburg

A febre hemorrágica viral é um grupo de infecções virais contagiosas recentemente descobertas caracterizadas por hemorragias graves, múltiplas e frequentemente fatais.

As febres africanas incluem a febre de Lassa descoberta em 1969, a doença de Marburg que ocorreu pela primeira vez em 1967, e a febre Ébola que surgiu em 1976.

Outros vírus podem causar febres hemorrágicas (por exemplo, febre a arbovirus; ver este termo). O reservatório da febre de Lassa é um roedor que transmite o vírus directamente aos humanos, sem necessidade de um vector. Após um período de incubação de 7 dias, ocorrem febre e faringite ulcerativa hemorrágica, seguida de pleuropneumonia. A doença progride então ou para cura espontânea ou para hemorragia digestiva ou pulmonar profusa que leva à morte em 35 a 70% dos casos. Os vírus do Ébola e Marburg pertencem à família viral filoviridae, mas os seus reservatórios permanecem desconhecidos. A origem da primeira epidemia de Marburg documentada foi um grupo de macacos verdes Africanos importados do Uganda. O vírus Ébola causa epidemias mortíferas localizadas em redor da África central. A transmissão entre humanos ocorre principalmente por contacto directo com a doença ou com produtos biológicos infectados, e não por via aérea. As manifestações clínicas aparecem após um período de incubação de 4-16 dias, inicialmente com febre, cefaleias, mialgia e sufusão conjuntival. Depois aparecem os sintomas digestivos, incluindo náuseas, vómitos e diarreia, e estão associados a leuco-trombocitopenia. O estadio seguinte é marcado por hemorragia no nariz, intestinos ou genitais. Os achados biológicos incluem um aumento isolado das transaminases e estigmas de coagulação intravascular disseminada. A doença é normalmente fatal dentro de alguns dias.

O tratamento é sintomático, a prevenção secundária dentro dos serviços hospitalares consiste no isolamento total dos doentes afectados. A doença é de notificação obrigatória.

Uma doença infecciosa viral que é uma febre hemorrágica, tem base material em zaire Ebolavirus, tem base material no Sudão Ebolavirus, tem base material na Costa do Marfim Ebolavirus, ou tem base material em Bundibugyo ebolavirus, que são transmitidos por o contato com os fluidos corporais de um animal infectado ou pessoa, transmitidos por fômites contaminados, ou transmitidos por equipamentos médicos infectado. a infecção tem sintoma febre, dor de cabeça tem sintomas, tem sintoma dor nas articulações, dores musculares tem sintoma, tem sintoma dor de garganta, fraqueza tem sintoma, sintoma tem diarréia, vômitos tem sintoma, tem dor de estômago sintoma, tem erupção sintoma, sintoma tem olhos vermelhos , tem soluços sintomas, e tem hemorragia interna e externa dos sintomas. MalaCards : Febre Hemorrágica Ebola, também conhecida como doença do vírus ebola , está relacionado com a febre de Lassa e doença hemorrágica , e tem sintomas que incluem vômitos , dor nas articulações e dor de cabeça . Um gene importante associado com Febre Hemorrágica Ebola é GP2 (glicoproteína 2 (membrana dos grânulos zymogen)), e entre os seus caminhos são relacionados

NF-kappaB Sinalização eTipo II, a sinalização do interferão (IFNg) . Os compostos 2,5-oligoadenilato e protamina foram mencionados no contexto desta desordem. Tecidos afiliadas incluem olho , as células NK e monócitos . CDC : 3 febre hemorrágica Ebola (Ebola HF) é um dos numerosos Febres hemorrágicas virais. É uma doença grave, muitas vezes fatal, em seres humanos e primatas não humanos (tais como macacos, gorilas e chimpanzés). Wikipedia : 63 a doença do vírus Ebola (DVE) ou febre hemorrágica Ebola (FHE) é a doença humana,

Ebola: febre hemorrágica Ebola (Ebola HF) é uma doença grave, muitas vezes fatal em humanos e primatas não-humanos (macacos e chimpanzés) que tem aparecido esporadicamente desde a sua ... mais sobre Ebola .

Ebola: vírus perigoso encontrados principalmente na África. Informações mais detalhadas sobre os sintomas , causas e tratamentos de Ebola está disponível abaixo

Os sintomas do Ebola

A lista de sinais e sintomas mencionados em várias fontes para Ebola inclui os 17 sintomas listados a seguir:
  • Febre alta
  • Dor de cabeça
  • Dores musculares
  • Dor de estômago
  • Fadiga
  • Diarréia
  • Garganta inflamada
  • Soluços
  • Erupção
  • Olhos vermelhos
  • Vômitos de sangue
  • Diarreia com sangue
  • Dor no peito
  • Choque
  • Morte
  • Cegueira
  • Sangramento
  • Causa Primária de Ebola

    A principal causa de Ebola é o resultado:
    • de transmissão de um agente infeccioso por outra pessoa por uma ou mais das seguintes opções: saliva, ar, tosse, via fecal-oral, superfícies, sangue, agulhas, transfusão de sangue, contato sexual, mãe para o feto, etc
    • Ebola: Relacionados Condições Médicas

      Para investigar as causas dos Ebola, considere pesquisando as causas desses essas doenças que podem ser semelhantes, ou associada a Ebola:
      • Síndrome de febre hemorrágica viral
      • Arenaviridae
      • Bunyaviridae
      • Flaviviridae
      • Filoviridae
      • EBO-Z
      • Vírus de Marburg
      • Infecção Ebola
      • Vírus Ebola Zaire
      • Vírus Ebola Sudão
      • EBO-S
      • Africano derivados vírus Ebola
      • Vírus Ebola Costa do Marfim
      • EBO-C
      • Vírus Ebola Reston
      • EBO-R
      • A doença é causada por infecção com o vírus Ebola, em homenagem a um rio na República Democrática do Congo (ex-Zaire), na África, onde foi reconhecido pela primeira vez. O vírus é um dos dois membros de uma família de vírus RNA chamado de Filoviridae. Três das quatro espécies de vírus Ebola identificados até agora tem causado doença em seres humanos: Ebola-Zaire, Ebola-Sudão e Ebola-Costa do Marfim. O quarto, Ebola-Reston, causou doença em primatas não-humanos, mas não em humanos
      • Genética do Ebola:

        Ebola não é uma doença genética. Ebola é uma doença infecciosa. Em geral, uma doença infecciosa pode ser provocada por um organismo patogénico (vírus, bactérias, fungos, vermes parasitas) que podem invadir o corpo e causar uma infecção. Algumas doenças infecciosas pode ser contagioso entre pessoas, enquanto outros são adquiridos de ambiente da pessoa, mas não se espalhar de uma pessoa para outra.

        Sobre a herança e genética:

        Herança de Ebola se refere a se a condição é herdada de seus pais ou "corre" nas famílias. O nível de herança de uma doença depende de quão importantes genética são para a doença. Doenças fortemente genéticos são geralmente hereditária, doenças parcialmente genéticas são por vezes herdadas, e as doenças não-genéticos não são herdadas. Para obter informações gerais, consulte Introdução à Genética .
      • Transmissão de Ebola de pessoa para pessoa

        Ebola é considerado contagioso entre as pessoas. Geralmente o agente infeccioso pode ser transmitida pela saliva, ar, tosse, via fecal-oral, superfícies, sangue, agulhas, transfusão de sangue, contato sexual, mãe para o feto, etc
        Ebola, embora infecciosa, não é uma doença genética. Não é causada por um gene defeituoso ou anormal.
        A doença contagiosa, Ebola, podem ser transmitidos:
        • de pessoa para pessoa através do sangue.
        • de pessoa para pessoa pela saliva, ar, tosse, contato, superfícies, via fecal-oral, etc Resumo Contágio:
        As pessoas podem ser expostas ao vírus Ebola do contato direto com o sangue e / ou secreções de uma pessoa infectada. É por isso que muitas vezes o vírus foi espalhado pelas famílias e amigos de pessoas infectadas: no curso de alimentação, exploração, ou de outra forma de cuidar deles, membros da família e amigos que entram em contato direto com essas secreções. As pessoas também podem estar expostos a vírus Ebola através do contato com objetos, tais como agulhas, que foram contaminados com secreções infectadas. (Fonte: trecho de Febre Hemorrágica Ebola: DVRD )

         

        Ebola Febre Hemorrágica: DVRD (Trecho)

        A infecção pelo vírus Ebola em humanos é incidental - os seres humanos não "carregar" o vírus. Uma vez que o reservatório natural do vírus é desconhecida, a maneira pela qual o vírus aparece em primeiro lugar um ser humano, no início de um surto não foi determinada. No entanto, os pesquisadores levantaram a hipótese de que o primeiro paciente torna-se infectado através do contato com um animal infectado. (Fonte: trecho de Febre Hemorrágica Ebola: DVRD )

        Ebola Febre Hemorrágica: DVRD (Trecho)

        A transmissão nosocomial tem sido associado frequentemente com surtos de Ébola HF. Ele inclui os dois tipos de transmissão acima descrita, mas é usado para descrever a difusão da doença em um ambiente de cuidados de saúde, tal como um hospital ou clínica. Em centros de saúde africanos, os pacientes muitas vezes são tratados sem o uso de uma máscara, avental, ou luvas e exposição ao vírus ocorreu quando os trabalhadores de saúde tratados indivíduos com Ebola HF sem usar esses tipos de roupas de proteção. Além disso, quando as agulhas ou seringas são usados, eles podem não ser do tipo descartável, ou pode não ter sido esterilizado, mas apenas enxaguado antes de re-inserção no multi-uso de frascos de medicamento. Se as agulhas ou seringas contaminados com vírus e depois são reutilizadas, o número de pessoas pode ser infectado.
        Ebola-Reston, que apareceu em um centro de pesquisa de primatas na Virgínia, pode ter sido transmitida de macaco para macaco através do ar na instalação. Embora todas as espécies de vírus Ebola têm mostrado a capacidade de se espalhar através de partículas suspensas no ar (aerossóis) em condições de pesquisa, este tipo de propagação não foi documentada entre os humanos em um cenário do mundo real, tais como um hospital ou casa. (Fonte: trecho de Febre Hemorrágica Ebola: DVRD )

        Sobre o contágio e contágio:

        Contágio e contágio refere-se a facilidade com que a propagação do vírus Ebola é possível a partir de uma pessoa para outra. Outras palavras de contágio incluem "infecção", "contágio", "transmissão" ou "transmissibilidade". Contágio não tem nada a ver com genética ou doenças herdadas dos pais. Para uma visão geral de contágio, consulte Introdução ao contágio .

quarta-feira, 30 de julho de 2014

SINDROME DE PARRY ROMBERG

SINDROME DE PARRY ROMBERG
PESQUISA GLOBAL COM 205 PESSOAS, UTILIZANDO INTERNET
DOUTOR JON STONE
Dept Clinical Neurosciences
Western General Hospital
Edinburgh, UK
Tradução feita por Vladimir Bosio (vladibosio@uol.com.br) Maio, 2007
Obrigado a todos que participaram!

Obrigado a cada um que participou desta pesquisa nos últimos 12 meses. Esta é uma versão atualizada do relatório que alguns de vocês receberam cerca de seis meses atrás. Estou contente em relatar que tive 214 respostas através da internet, de todos os lugares do mundo. Isto é muito mais do que o numero de respostas que eu estava esperando. Sou particularmente grato a Theresa Hildebrand e Marilyn Neal da Romberg Connection, que ajudaram a promover este estudo através do seu site, e pelo seu suporte pessoal. Também estou em divida com Adele Liu que conduziu uma pesquisa anterior e me deu uma serie de idéias úteis assim como ajuda pessoal. Obrigado também a Ann Houliston em Edimburgo, que me ajudou muito em alguns aspectos do estudo.
Espero que a informação da pesquisa possa ser de algum interesse cada um. Como vocês verão, se trata de uma situação na qual conhecemos muito pouco a respeito. Esta é a primeira vez que um grande número de pacientes participa em um estudo de pesquisa para se ter uma idéia sobre os vários sintomas são comuns na síndrome, quem ela afeta e o quão útil as pessoas julgam os diversos tratamentos aos quais tem se submetido.
Introdução

Como vocês provavelmente sabem, a síndrome de Parry Romberg é uma condição na qual existe um encolhimento dos tecidos e às vezes do osso de uma das metades da face. Ocasionalmente afeta os dois lados. Elas se sobrepõem com uma outra condição, o escleroderma de �golpe de sabre�, em um percentual tal que algumas pessoas se questionam se não são mais ou menos a mesma coisa.
Vários problemas foram relatados como sendo associados com a síndrome, incluindo problemas nos olhos, enxaqueca, epilepsia e problemas com braços e pernas mas as condições são tão raras que tem sido difícil ter uma idéia do quanto possam ser comuns esses sintomas, ou se não são os mesmos que teriam uma pessoa sem a síndrome.
Existem incertezas similares a respeito de tratamentos. é difícil para os cirurgiões acumularem experiência com esta condição, assim a pesquisa tentou dar alguma idéia do quão bem sucedida a cirurgia tem sido às pessoas.
Finalmente, espero que a pesquisa, colocando junto uma grande quantidade de pessoas com esta condição possa trazer aspectos surpreendentes da síndrome que não haviam sido esclarecidos antes, e que possa ajudar a aumentar o nosso conhecimento a respeito.
Conduzir a pesquisa foi certamente um prazer e uma experiência educacional para mim. Eu não posso realmente fazer justiça ao total de detalhada informação que todos enviaram a mim, mas farei o meu melhor.
Quem, onde e quanto comum?

Cento e trinta e sete pessoas responderam à pesquisa inicial (118 mulheres e 19 homens). Cento e vinte e nove responderam à segunda parte da pesquisa. A idade média das pessoas que responderam foi de 33 anos (o mais jovem 4 anos, o mais velho 64). Noventa e dois por cento são destros.

Idade Gráfico
Abaixo vocês podem ver uma tabela de onde as pessoas que responderam à pesquisa moram. Tive respostas de pessoas de todas as origens étnicas, embora a maioria fosse branca.

origens étnicas
Assumindo que Parry Romberg não esteja se transformando em uma síndrome nem mais rara e nem mais comum, e usando os dados da faixa de 31 a 40 anos, a conclusão pode ser que ela afete ao menos 1 a cada 700.000 pessoas. Como é razoável pensar que mesmo na faixa de 31 a 40 anos há pessoas que não tenham respondido à pesquisa, eu estimaria que esta razão seja na verdade algo em torno de 1 a cada 250.000 pessoas.
Diagnostico

A idade media para o inicio da síndrome resultou em 10 anos, embora existam casos de início constatado ao nascimento e aos 50 anos.

idade para o início do síndrome
Em media há um atraso de 4 anos entre os primeiros sintomas e o diagnostico, mas novamente aqui algumas pessoas foram diagnosticadas logo no inicio e outras tiveram uma longa e horrível espera pelo diagnostico.

anos entre os primeiros sintomas eo diagnóstico
A tabela abaixo mostra os diferentes rótulos usados pelos seus médicos para descrever a condição. Os números somam mais do que 100% porque alguns deram mais do que um rótulo (classificação)

rótulos usados ??para descrever a condição
Localização e Severidade da Atrofia (ou golpe de sabre)

Perguntei como vocês classificariam, quanto à severidade, a sua doença e essas foram as respostas.

gravidade da doença
Todos têm alguma forma de atrofia afetando a face.
Em 50% das pessoas o lado afetado é o direito, em 48% o esquerdo e em 2% ambos.
Perguntei:
  1. havia uma linha vindo para baixo da cabeça à testa, terminando no canto do olho; ou terminando no meio da sobrancelha; ou no meio da testa.
  2. se afetava a bochecha
  3. se havia uma incidência ou linha sobre o queixo
(nota da tradução: havia fotografias para explicar/guiar as respostas, as fotografias estão no texto original).


Localização afetada
Face -    100%(48% esquerda, 50% direita, 2% ambos).
 Testa- como uma linha 51% -10% no canto do olho
     20% no meio da sobrancelha
     19% dentro de um cm do centro da testa
 
  - envolvimento da testa em algum modo 63%
 
 Problemas nos olhos ou na visão 49%
 
 Bochechas 75%
 
 Lábios 55%
 Dentes / gengivas 50%
 Língua 25% (todos no mesmo lado)
 
 Queixo 43%
 
Sobreposição �golpe de sabre� com semi atrofia facial � 61% dos pacientes com golpe de sabre tem incidência na face também.
 
 Braços9% (74% no mesmo lado da face, 24% no oposto)
 
 Tronco14% (81% no mesmo lado da face, 19% no oposto)
 
 Pernas10% (75% no mesmo lado da face, 25% no oposto)
 
 Alguma perna, tronco ou braço19%
 

Envolvimento do braço, tronco ou pernas é incomum, afetando cerca de 1 em cada 5. Quando ocorre, é usualmente no mesmo lado afetado na face mas algumas no oposto. Algumas pessoas relataram apenas alguns sinais de atrofia no corpo. Essas são normalmente chamadas "morpheas". Não coletamos bons dados com relação à perda de cabelo ou pigmentação mas muitos relataram manchas de perda de cabelo e áreas onde a cor da pele tornou se mais escura ou mais pálida que a pele ao redor da mancha.
Quanto Parry Romberg se sobrepõe com Golpe de Sabre?
Uma das perguntas que eu estava muito interessado em tentar responder. Como se pode ver da tabela acima, 61% das pessoas que disseram ter sido diagnosticadas com golpe de sabre ou escleroma linear também tiveram envolvimento da face. Não parece, no entanto, que as duas condições são sobrepostas e que elas certamente estão acima do mesmo problema.
Problemas Associados

Epilepsia
11% das pessoas relataram um histórico de epilepsia.
Como um neurologista, eu estava particularmente interessado em quanto esta epilepsia tem em comum com a síndrome.
Como a epilepsia afeta de 2 a 5% da população, alguns desses casos (os 11%) podem simplesmente serem casuais. No entanto, nove pessoas relataram convulsões onde um lado do corpo puxa e isto quase certamente está relacionado à síndrome. Duas destas pessoas tiveram convulsões afetando o corpo no mesmo lado afetado da face e em quatro destas pessoas o lado afetado foi o oposto. Epilepsia iniciou se a uma idade media de 9 anos após os primeiros sintomas faciais, mas em muitos casos aconteceu ao mesmo tempo mas não há certeza de que o resultado é confiável. Genericamente falando a epilepsia parece ter sido fácil de controlar ou cessava espontaneamente.
Enxaqueca
Foi perguntado às pessoas se elas tinha algum tipo de dor de cabeça relacionado a enxaqueca, 52% disseram que sim. Isto parece ser um grande problema para quem tem a síndrome, embora não haja muitos relatos sobre isso em livros.
Em 55% dos casos onde há a enxaqueca, esta tende a ser em um lado da cabeça, em 90% das vezes no mesmo lado afetado pela síndrome.
Doze dos entrevistados relataram zumbidos ou fraquezas juntamente com a enxaqueca, isso normalmente ocorre em casos de enxaqueca, qualquer que seja sua causa. Em 50% destas pessoas o zumbido e o entorpecimento ocorre no mesmo lado da síndrome, e 15% no oposto.
Muitos relataram que as enxaquecas são muito difíceis de controlar.
Muitas das descrições pareciam ser como se os entrevistados tivessem dores de cabeça sim e não por um longo período de tempo, a ponto de desenvolver um tipo cr�nico de dor de cabeça, que é o que normalmente acontece nos piores casos de enxaquecas.
Ocasionalmente, enxaquecas em quem tem a síndrome podem ser associadas com mudanças no tamanho da pupila, o que pode ser persistente
Dores na Face
46% de vocês reportaram dores faciais, o que, assim como as enxaquecas, parece ser comum em quem tem a síndrome. Quando vocês mencionaram o lado da dor, este era sempre o mesmo lado da síndrome.
Vocês descreveram um número de diferentes tipos de dor, variando de tipo leve, quase imperceptíveis, sensações ocasionais a mais freq�entes, queimaduras ou choque elétrico. Frequentemente transformou se em uma dor mais persistente em suas faces. Novamente, isto não é algo que parece ter tido muita atenção na literatura medica.
Sintomas Visuais
46% de vocês relataram algum problema no olho do lado afetado. Sintomas comuns incluem retração do globo ocular (pequeno afundamento do olho), o olho aparentemente caído um pouco ou dificuldade em fechar as pálpebras, deixando o olho seco e vulnerável a infecções. Alem disso, 17% de vocês tiveram inflamação do olhos, seja como resultado da secatividade do olho ou espontaneamente inflamado por uma outra causa qualquer.
Mãos Frias
31% de vocês disseram apresentar mãos frias frequentemente. Perguntei esta questão porque dois dos pacientes que conheci me relataram este sintoma e o mesmo parecia não ser particularmente reconhecido. Muitos de vocês parecem ter este problema frequentemente mas talvez isto não esteja ligado à síndrome. Creio que devemos interpretar isso com muito cuidado, se perguntássemos a uma centena de pessoas sem a síndrome se essas apresentam mãos frias, provavelmente elas diriam que sim.
Sintomas nas mandíbulas
35% de vocês relataram problemas com as mandíbulas. Dificuldades comuns foram problemas para abrir ou fechar, sensação de mandíbula bloqueada onde não era possível mover. Alguns de vocês relataram dores ou sensações de estalos. Um ou dois dos entrevistados relataram que se submeteram a cirurgia na mandíbula também.
Depressão ou Ansiedade
Muitas pessoas me disseram após eu ter lançado a primeira pesquisa que se sentiam muito para baixo ou muito cansadas, assim decidi estudar mais cuidadosamente isso na segunda pesquisa.
Questionários não são o modo ideal para avaliar como as pessoas se sentem a respeito dos seus problemas, e eles certamente não dão um bom entendimento a respeito da complexidade envolvida em ter a síndrome. No entanto, de acordo com o questionário, 46% de vocês apresentam uma ansiedade significante, 28% marcaram mesmo como altamente significante. Níveis de depressão foram muito mais baixos com somente 10% marcando significante para depressão e apenas 5% como altamente significante. Espero que esta parte da pesquisa evidencie aos seus médicos que, embora não muitos sejam afetados, conforme os dados da pesquisa, ter a síndrome tem um impacto emocional que deve ser considerado e tratado corretamente.
Outras Condições Médicas
Abaixo uma tabela com outras condições medicas que lhes perguntei a respeito. Muitas são condições de auto imunidade. Talvez a coisa mais interessante a respeito desta tabela é a alta incidência de problemas na tiróide (incidência muito maior do que na população em geral). Depressão também parece ser um pouco superior do que na população em geral. Para as outras condições, os números são tão baixos que não creio haver nenhuma conclusão.

Lupus (SLE)42%
Escleroma sistêmico95%
Artrite reumática74%
Síndrome de Raynud63%
Esclerose múltipla00%
Doença inflamatória Bowel95%
Problemas de Tiróide1910%
Ankylosing Spondylitis32%
Inflamação no olho2814%
Asma2814%
Síndrome cr�nica do cansaço168%
Depressão6935%
Vitiligo3317%

Grupos Sanguíneos
Perguntei sobre os grupos sanguíneos. Para aqueles de vocês que sabiam qual era o grupo sanguíneo, 44% tinham A, 35% O, 17% B e 2% AB. Isso é mais ou menos o que se esperaria e portanto não parece haver nenhuma relação particular. Status do fator RH também nada demonstrou.
O que causa a Síndrome de Parry Romberg?

Eu não teria a pretensão de que esta pesquisa pudesse nos dar uma resposta a esta questão, mesmo assim estava interessado em algumas questões pra ver se haveria algum progresso.
é hereditário ou genético? (histórico familiar de Parry Romberg ou de semi atrofia facial)
Sete dos 205 (3%) disseram que havia alguém na família que tinha com assimetria na face. Devo dizer que nenhum foi definitivamente diagnosticado com Parry Romberg e é importante reconhecer que existem outras causas para uma aparente assimetria facial. Muitas pessoas tem faces levemente assimétricas, assim um pouco de assimetria não é anormal. Ainda mais outras condições tais como Bell�s Palsy podem resultar em um lado da face fraco, o que pode ser semelhante a uma semi atrofia. Dado que muitos de vocês devem estar interessados, eu montei uma tabela com as respostas das pessoas que disseram que tinham alguém na família com um problema similar.

1.Minha avó. Ela nunca foi diagnosticado mas o problema é igual ao meu. Ela tem dois lábios pequenos em um lado e uma marca no queixo. A minha é mais perceptível enquanto que a dela você tem que realmente prestar atenção para perceber.
2.Minha filha esta mostrando sintomas de semi atrofia facial e a assimetria foi confirmada pelo doutor. O doutor disse que ela tem assimetria orbital e que algumas vezes as crianças tem assimetria e que esta pode se compensar mais tarde, possivelmente na adolescência. Ele não tem toda a certeza de que possa ser Parry Romberg.
3.Talvez uma tia, mas ela morre jovem e nunca foi diagnosticada. Todos costumavam perguntar quem a havia ferido quando ela era criança, devido à assimetria em seu rosto.
4.Mas minha avó, de quem tomo conta, tem o lado esquerdo menor também. O rosto do meu pai é ligeiramente menor no espelho. O rosto de minha avó ficou nítido quando ela ficou mais velha.
5.Minha mãe e meu avo nasceram ambos com assimetria facial que não progrediu durante a vida deles. Também tiveram sinais de cabelo branco e minha mãe teve vitiligo na pele, que piorou (concentrado nas mãos e na face). Minha mãe também teve olhos que não combinavam um com o outro. Ela me disse que uma vez um medico lhe disse, nos anos 60, que ela tinha algum tipo de síndrome rara, mas ela não se lembra como era chamada. Nunca lhe causou nenhuma dificuldade e nunca lhe causou nenhuma mudança durante sua vida, exceção ao vitiligo. (Autor: provavelmente esta � um descrição de algo conhecido como microssomia semi facial, conhecida por ser genética e de algum modo diferente da síndrome de Parry Romberg)
6.�Meu marido se recorda de um tio �que � �tinha algo errado na face�, mas deve ter sido alguma atrofia muscular�. Seu irmão mais velho também tem algo na face. Ele não consegue fechar seus lábios totalmente e seus dentes estão sempre aparecendo
7.Estou incerto se minha irmã de 11 anos tinha algo ou não.

Acho que podemos concluir a partir destes resultados que permanece a possibilidade que em uma quantidade muito pequena dos casos há o risco que na família alguém também desenvolva a síndrome, mas ao nível de um a cada trinta.
Com que freq�ência há um histórico familiar de problemas de imunidade ou epilepsia?
Perguntei se havia alguém na família com alguma condição medica que vocês achassem ser relevante. Trinta e um de vocês mencionaram problemas médicos, mas nenhuma tendência surgiu destes casos.
Somente 8% de vocês tem alguém na família com um histórico de epilepsia. Frequentemente era um parente distante e não penso que exista alguma conexão neste sentido.
Inicio
Perguntei a vocês se achavam que algo pudesse ter iniciado a síndrome. E lhes permiti fazer qualquer comentário relevante a respeito
Machucados / Feridas
38% de vocês relataram algum tipo de acidente na cabeça quando crianças. O problema com esta pergunta é que isto pode ser algo perfeitamente dento da media geral da população e, portanto, não ter nenhuma relação.
No entanto, 25 de vocês (12%) relataram machucados que vocês sentiram serem relevantes. Estes incluíram alguns casos de choques que tiveram pontos ou infecção, com a atrofia começando a partir desta, no mesmo lugar. Isto ou significa que os machucados são relevantes para iniciar a síndrome ou talvez esta estivesse para começar mesmo assim, e escolheu um ponto de menor resistência na face. Eis alguns exemplos relatados:

  • houve um arranhão de cachorro bem no lugar onde começou
  • antes do inicio da doença, minha filha chocou se com o seu irmão causando uma grande contusão na sua testa. Duas semanas mais tarde ela colidiu se com um canto de parede, também causando mais contusão, que nunca desapareceu.
  • Fui atingido na testa (lado direito) por uma bola e os sintomas pareciam como se a contusão tivesse desaparecido. Mas durou bem seis meses.
  • Cai quando tinha 9 anos, batendo bem forte minha cabeça
  • Mais ou menos um mês antes, eu percebi um escurecimento da minha face e do meu pescoço, eu havia sido atingido bem forte varias vezes no lado esquerdo da minha face, sempre achei isso apenas uma coincidência

O que podem acelerar a síndrome
28% de vocês disseram que a sua Parry Romberg pareceu acelerar em algum momento após ter começado
Gravidez ou parto?
Das que responderam sim a esta questão, 68% responderam que a coisa piorou durante a gravidez ou após o parto. Alguns de vocês foram meio vagos a respeito, mas sete relataram que definitivamente piorou após o parto e sete relataram que não. Já que foram somente 25% de vocês, acho que isso significa que muitas de vocês ficaram grávidas sem notar alguma mudança na síndrome.
Deixei aberta uma seção final para que marcassem outras causas pelas quais a síndrome pudesse ter piorado e um terço de vocês disseram que stress piora, 8% acham que cirurgia ou alguma batida na cabeça pode ter acelerado, 3% acharam que uma infecção ou a adolescência pode também ter acelerado.
O que pode fazer frear ou parar
48% de vocês disseram que a síndrome ou freou ou parou completamente, suspeito que esse valor possa ter sido maior, mas provavelmente perguntei de modo errado.
Foi difícil ter uma idéia do quanto normalmente a síndrome dura. Para muitos de vocês ela pareceu parar e recomeçar por varias vezes durante a vida e muitos de vocês desenvolveram o problema bem rápido, e tiveram ele parando rápido também.
Investigações

Não há investigações que especificamente precisam ser feitas para diagnosticar esta condição, dado que a condição clínica é diagnosticada pela aparência da face e de tecidos macios. Alguns de vocês tiveram um CT scan do cérebro (62%), MRI do cérebro (44%) ou eletro encefalogramas (19%).
Tratamentos

Cirurgia
Cirurgia foi de longe o tratamento mais comum que as pessoas usaram (63%). Certamente o resultado da cirurgia depende muito de onde e quando vocês a fizeram e o quão ruim a atrofia estava no momento. No entanto, coletei dados básicos a respeito de quanto satisfatórias foram as cirurgias, apresentados na tabela abaixo:

 
%Bem sucedida
(%)
Razoavelmente
bem sucedida
(%)
Não bem
 sucedida
(%)
Qualquer tipo de cirurgia62   
Injeção de gordura39195328
Procedimento flap / pedicle19245521
Implante ósseo11454114
Injeção de silicone8133850

Outras operações

Número de pessoas
Injeções de alloderm2ambos com sucesso
Expansor de tecidos2ambos sem sucesso
Cirurgia a laser1sucesso razoável
Injeção de stylane1bem sucedida
Injeção de goretex1razoável
�extirpação� da atrofia2bem sucedida e razoável

Foram uma grande variedade de experiências cirúrgicas.
Como se pode notar da tabela, cirurgias podem ser bem sucedidas. Algumas pessoas ficaram muito felizes com a cirurgia. A principal razão pela qual as injeções de gordura não foram bem sucedidas foi que a gordura foi simplesmente absorvida rapidamente após a injeção.
Ocasionalmente, à medida que as pessoas envelheceram após a injeção de gordura, o lado da injeção tornou se mais inchado que o outro, e neste caso foi necessário remover então a gordura anteriormente aplicada.
Aparentemente os doutores tentaram um diverso número de cirurgias e injeções. Olhando para os resultados não parece haver anda que indique esta ou aquela. Não sou um cirurgião plástico, portanto penso que seja melhor seguirem o que um cirurgião plástico possa indicar. Talvez o único comentário desta seção seja que os dois pacientes que disseram que tiveram um �expansor de tecidos� inseridos em suas faces tiveram depois vários problemas inclusive com infecção.
Tratamento Médico
Alguns poucos de vocês tentaram tratamentos com drogas para tentar controlar a atrofia. Esteróides (cortisona e prednisolona) � 8%; metotrexato � 4%; azotioprina (Imuran) � 1,5%; penicilamina � 2,2%; hemoglobina intravenosa � 0,7%.
Há relatos de que isso tenha funcionado em casos isolados mas isto não foi sistematicamente avaliado. Uma pessoa que tomou hidroxicloroquina (plaquenil) pareceu pensar que isso ajudou a frear o processo e alguém mais teve sucesso com metotrexato. Todas essas drogas são danosas na medida em que afetam o sistema imunológico e devem ser prescritos por um especialista. Dado que Parry Romberg é uma condição que pode às vezes parar sozinha, é importante lembrar que alguns desses sucessos podem ser pura coincidência. Eu não recomendo o uso desta pesquisa como um guia para o tratamento dom remédios.
Conclusões
Parry Romberg é uma doença rara, mas talvez não tão rara como outras
Presume se que afete 2 a cada 1 milhão de pessoas, talvez mais
Pode afetar mais mulheres que homens, mas talvez isto seja porque mulheres são mais abertas a responderem pesquisas pela internet
Não afeta mais um lado do que outro, e sua condição parece muito com a condição de �golpe de sabre�, que talvez sejam a mesma coisa
Enxaqueca e dores faciais são comuns, afetando cerca de 50% dos que tem a síndrome
Epilepsia é rara, afetando apenas 10%
Ter mãos constantemente firas pode ser um sintoma de Parry Romberg
Ansiedade é comum, depressão menos
Não há evidências definitivas que é hereditária
Há casos onde uma batida ou acidente tenha ocorrido pouco antes do início dos sintomas
Há casos que indicaram piora durante a gravidez e após parto
Estresse pode piorar os sintomas, porque aparentemente abaixa o sistema imunológico e esse pode afetar os efeitos da síndrome
Vários procedimentos cirúrgicos foram testados, muitos dos quais com sucesso
Pode haver uma ligação entre Parry Romberg e problema de tiróide
Pensamentos Finais
Como tudo isso se relaciona como que já sabemos sobre Parry Romberg? Espero que os resultados desta pesquisa não seja decepcionante, Parry Romberg tem sido um mistério para os doutores desde oprimeiro caso descrito, e ainda temos uma vaga idéia do que possa causar. Algumas pesquisa francesas tem demonstrado que animais podem desenvolver sintomas semelhantes se parte do nervo que abastece a face (ou parte do abastecimento de sangue ao nervo) for interrompido. Mas de um modo geral Parry Romberg pode representar uma combinação de um número de fatores trabalhando juntos, ilustrados no esquema abaixo:

número de fatores trabalham juntos
Meu principal objetivo ao realizar esta pesquisa era dar a alguém recém diagnosticado com Parry Romberg uma idéia a respeito dos vários sintomas que esta nova condição pode trazer. Espero ter conseguido fazer isso.
Gostaria de agradecer todos os que me ajudaram. Foi realmente um prazer me corresponder com todos e aprender mais a respeito desta condição.
Atenciosamente
Doutor Jon Stone
Edimburgo, Escócia, fevereiro de 2002.
Última atualização em 26 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Apresentação 'DMP M. Angela Gianni DMP. M. Angela Gianni Doenças geneticamente determinadas que cursam com degeneração progressiva do músculo esquelético. Divididas.'

Apresentação 'DOENÇAS NEUROMUSCULARES Esclerose Lateral Amiotrófica Síndrome de Guillain-Barré Miastenia Gravis Distrofias Musculares Prof.ª Viviane Marques Fonoaudióloga,'

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domingo, 8 de junho de 2014

Síndrome Opsoclonia myoclonus

Síndrome Opsoclonia myoclonus é uma desordem neurológica em crianças adquirido como resultado da presença de um neuroblastoma (síndrome paraneoplásica) ou, mais raramente, de uma infecção viral. A incidência é estimada em cerca de 0,2 novos casos por milhão de habitantes por ano. Seu diagnóstico deve estar presente três dos quatro critérios seguintes: Opsoclonia (movimentos oculares rápidos involuntários), ataxia / mioclonia, mudanças de comportamento e de sono e neuroblastoma. Neuroblastomas estão presentes em 80% dos casos. Os métodos mais eficientes para detectar estes tumores são imagiologia usando ressonância magnética do corpo inteiro com a injeção de gadolínio ou por varredura helicoidal centrada na região paravertebral. O tratamento requer a ablação do tumor, a injecção intravenosa rápida aplicacón de doses elevadas de esteróides e, se os sintomas, injecção de imunoglobulinas, a administração de ciclofosfamida, plasmaferese, ou a utilização de anticorpos monoclonais anti-CD20 persistem . A evolução do câncer de neuroblastoma associado a esta síndrome é geralmente favorável. No entanto, em algumas crianças, manifestações comportamentais e cognitivas apenas respondem parcialmente ao tratamento