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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

NEVO CONGENITO GIGANTE



SINOPSE
O correto manejo do nevo congênito gigante é de extrema importância clínica devido ao potencial de transformação maligna e à dificuldade terapêutica imposta por estas lesões. Apesar deste
tema ser bastante controverso, muitos aspectos conceituais, terapêuticos e prognósticos já estão estabelecidos e possibilitam uma conduta com embasamento clínico-epidemiológico para o nevo congênito gigante. O objetivo deste trabalho é ajudar o médico que se depara com um caso de nevo
congênito gigante a estabelecer um conduta correta e atualizada.
UNITERMOS: Nevo Congênito, Lesões Congênitas, Lesões Melanocíticas, Nevo Gigante, Melanoma, Expansores de Pele, Laserterapia.
ABSTRACT
The appropriate management of giant congenital nevi is of great clinical significance due to the
potential of malignant transformation and technical difficulty of surgical treatment. The management of these lesions is not a consensus, but recent studies have been established new concepts that
helped to adopt an evidence-based approach. Our purpose is to help physicians to procede an updated management when facing a giant congenital nevus.
KEY WORDS: Congenital Nevocellular Nevi, Giant Nevi, Congenital Lesions, Melanoma, Melanocytic Nevi, Skin Expansion, Laser for Cutaneous Lesions, Dermabrasion.
CARLOS RENATO KUYVEN – Residente do
Serviço de Cirurgia Geral do Hospital de Clínicas
de Porto Alegre.
RINALDO DE ANGELI PINTO – Professor,
Chefe do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital
de Clínicas de Porto Alegre – Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul.
ROBERTO CORREA CHEM – Professor Chefe da Unidade de Microcirurgia Reconstrutiva e
Cirurgia da Mão do Serviço de Cirurgia Plástica
do Hospital de Clínicas de Porto Alegre – Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul.
MARCUS VINICIUS MARTINS COLLARES
– Chefe da Unidade de Cirurgia Craniomaxilofacial do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital
de Clínicas de Porto Alegre – Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
GREGORIO DANIEL WAIZMAN – Residente do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital de
Clínicas de Porto Alegre.
Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre – Faculdade de Medicina da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Endereço para correspondência:
Dr. Carlos Renato Kuyven
Rua Silvério Souto, 116
91720430 – Porto Alegre – RS – Brasil
Fone: (51)336-8076 – (51)9965-3382
I NTRODUÇÃO
O nevo congênito gigante (NCG)
não é um achado freqüente. Sua incidência é de apenas 1:20000 (1, 2, 3, 4,
5). Por que motivo, então, esta lesão
recebe tamanha atenção e constitui um
tópico obrigatório dos livros de Dermatologia, Neonatologia e Cirurgia Plástica? A importância do NCG decorre do
seu risco de malignização, das dificuldades terapêuticas e do prejuízo estético
causado pela própia lesão ou pela seqüela do tratamento efetuado. O tratamento
destas lesões é um desafio para o cirurgião plástico, tanto do ponto de vista técnico como de manejo psicológico dos
pais e da criança. O objetivo deste artigo
é apresentar uma revisão atualizada deste tema, discutindo a conduta do médico
frente a um paciente com NCG, incluindo as novas perspectivas de tratamento.
D EFINIÇÃO
Os nevos congênitos são lesões
melânicas com bordas irregulares, bem
delimitadas e com pigmentação heterogênea, que em 95% dos casos possuem pêlos (nevo congênito piloso).
Estão  presentes em qualquer região
anatômica, mas alguns autores descrevem a região dorsal e coxas como
áreas de maior incidência (5, 6). As
lesões tendem a acompanhar um dermátomo. Em geral, não crescem e
apenas acompanham o  crescimento
corporal.
A classificação dos nevos congênitos é geralmente feita conforme o tamanho da lesão. Alguns autores definem os NCG como aqueles maiores do
que a superfície de duas palmas do paciente em qualquer região anatômica e
maior do que uma palma quando localizados na face (7, 8). Outros consideram a lesões maiores do que 20-30%
da superfície corporal (ou 930 cm2
 em
adultos) (2, 9). Um estudo demonstrou
aumento do risco de malignização já a
partir de lesões maiores que 5% da superfície corporal (10). A maioria dos
autores usa o maior diâmetro da lesão
acima de 20 cm para definir NCG (5,
6, 11, 12, 13, 15). Outros, mais abrangentes, incluem lesões com mais de 9,9
cm (5). Alguns autores dentro da Cirurgia Plástica definem o NCG como
aquele que, após sua excisão, não há
condições de fechamento primário, necessitando de técnicas especiais de cobertura (14).
Do ponto de vista histológico, o
NCG tem um padrão de nevo composto ou intradérmico. As células névicas
podem invadir anexos cutâneos, nervos
e vasos. Caracteristicamente, o NCG
possui um componente de acúmulo de
células névicas na camada basal e nas
camadas profundas da derme e subcutâneo, quando comparadas aos nevos
adquiridos que apresentam com freqüência componente intradérmico superficial (3, 6). Contudo, o diagnóstico diferencial histológico ainda não é
confiável (14). Linhas de pesquisa
atuais tentam encontrar um padrão
histológico ou histoquímico que identifique os NCG com potencial de malignização.
ARTIGOS DE REVISÃO
Revista AMRIGS, Porto Alegre, 44 (1,2): 69-73, jan.-jun. 2000 69



Um comentário:

presidencia estudandoraras disse...

meu nome é juliana o meu filho tem essa doenca eu queria saber se tem algum tipo de tratamento que possa melhorar ou curar o meu filho



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