AVISO IMPORTANTE

"As informações fornecidas são baseadas em artigos científicos publicados. Os resumos das doenças são criados por especialistas e submetidos a um processo de avaliação científica. Estes textos gerais podem não se aplicar a casos específicos, devido à grande variabilidade de expressão da doença. Algumas das informações podem parecer chocantes. É fundamental verificar se a informação fornecida é relevante ou não para um caso em concreto.

"A informação no Blog Estudandoraras é atualizada regularmente. Pode acontecer que novas descobertas feitas entre atualizações não apareçam ainda no resumo da doença. A data da última atualização é sempre indicada. Os profissionais são sempre incentivados a consultar as publicações mais recentes antes de tomarem alguma decisão baseada na informação fornecida.

"O Blog estudandoraras não pode ser responsabilizada pelo uso nocivo, incompleto ou errado da informação encontrada na base de dados da Orphanet.

O blog estudandoraras tem como objetivo disponibilizar informação a profissionais de cuidados de saúde, doentes e seus familiares, de forma a contribuir para o melhoramento do diagnóstico, cuidados e tratamento de doenças.

A informação no blog Estudandoraras não está destinada a substituir os cuidados de saúde prestados por profissionais.

Mostrando postagens com marcador GEDR MINAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador GEDR MINAS. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de janeiro de 2014

Neoplasia Endócrina Múltipla (MEN II)

Neoplasia Endócrina Múltipla (MEN II)
As Neoplasias Endócrinas Múltiplas Tipo 2 (MEN2) subdividem-se em 3 grupos: MEN2A, MEN2B e Carcinoma Medular da Tiróide Familiar.
O diagnóstico clínico de MEN2A está associado à presença de dois ou mais tumores endócrinos: carcinoma medular da tiróide (>95%), feocromocitoma (50%), adenoma (tumor, de modo geral benigno) ou hiperplasia (desenvolvimento anormal exagerado) da paratiróide (20-30%). Habitualmente, na síndrome MEN2A o carcinoma medular da tiróide desenvolve-se na idade jovem adulta.
À síndrome MEN2B está associado um risco para neuromas mucosos dos lábios e língua, lábios aumentados, ganglioneuromatose do tracto gastointestinal e características físicas da síndrome de Marfan. A presença de feocromocitomas é observada em cerca de 50% dos indivíduos com MEN2B, não sendo habitual neste síndrome o hiperparatiroidismo. Na síndrome MEN2B o carcinoma medular da tiróide ocorre normalmente na infância.
O Carcinoma Medular da Tiróide Familiar é diagnosticado em famílias com quatro casos de carcinoma medular da tiróide na ausência de feocromocitoma ou adenoma da paratiróide. Neste grupo, o carcinoma medular da tiróide desenvolve-se mais tarde entre a quarta e quinta década de vida.
As Neoplasias Endócrinas Múltiplas tipo 2 são doenças genéticas causadas por uma alteração (mutação) no gene RET. A prevalência das Neoplasias Endócrinas Múltiplas tipo 2 está estimada em cerca de 1: 35 000.
* Autor: Dr. Gabriel Miltenberger-Miltenyi (2011). * Fonte: texto elaborado especialmente para o projecto Linha Rara
PRIMEIROS RELATOS SOBRE A NEOPLASIA endócrina múltipla tipo 2 (MEN-2) datam de 1959, descritas por Sipple, que verificou a presença de feocromocitoma, carcinoma medular de tireóide (CMT) e hiperparatireoidismo primário (HPTP) em um mesmo paciente (1). É um quadro crônico, relativamente raro, determinado por uma herança autossômica dominante, ocorrendo na forma esporádica em pequena parte dos casos (1).
A MEN-2 subdivide-se em três síndromes: MEN-2 A, MEN-2B e o carcinoma medular de tireóide familiar. Acomete homens e mulheres em proporções semelhantes, já tendo sido descrita em todas as idades, com incidência estimada em 1 para cada 30.000 indivíduos.
A MEN-2A consiste na associação de CMT, feocromocitoma e HPTP, na maior parte dos casos. Estima-se em 50 anos a expectativa de vida no portador de MEN 2A (2). A MEN-2B, caracteriza-se pela presença de neuromas mucosos em 100% dos casos, CMT, hábito marfanóide e feocromocitoma. O HPTP é incomum nessa síndrome (3).
A presença de um caso na família exige investigação diagnóstica nos demais parentes, na busca de se estabelecer um diagnóstico o mais precocemente possível e instituir o tratamento profilático, reduzindo as taxas de morbi-mortalidade nessa população (3).
Apresentamos um caso de um paciente encaminhado ao endocrinologista para propedêutica de "hipertireoidismo" que evoluiu com sinais e sintomas compatíveis com MEN-2. Objetiva-se alertar a classe médica da importância do diagnóstico precoce dessa síndrome, discutindo-se as condutas propedêuticas e terapêuticas nesses casos.
As neoplasias endócrinas múltiplas tipo 2 (MEN2) são síndromes hereditárias, caracterizadas por carcinoma medular de tireoide (CMT), acompanhadas ou não por feocromocitoma (FEO) e hiperparatireoidismo (HPT), o que justifica suas classificações conforme as manifestações clínicas presentes, em MEN 2A, MEN 2B e carcinoma medular de tireoide familiar (CMTF).
Neoplasia endócrina múltipla tipo 2A: o carcinoma medular de tireoide é a forma mais comum. O tumor geralmente se desenvolve na infância, começando como hiperplasia das células produtoras da calcitonina (células C) da tireoide. Dosagem dos níveis de calcitonina sérica após injeções de cálcio ou pentagastrina torna possível o diagnóstico precoce. O feocromocitoma ocorre em cerca de 50% dos pacientes com NEM2 e causa hipertensão com palpitações, cefaleias e, às vezes, sudorese. Uma característica desse tumor é a elevação desproporcional da adrenalina em relação à noradrenalina. Essa característica difere os feocromocitomas da NEM2 das outras formas. O hiperparatireoidismo ocorre em 15% a 20% dos pacientes, com pico de incidência na terceira e quarta décadas de vida. As manifestações do hiperparatireoidismo não diferem das encontradas nas outras formas de hiperparatireoidismo primário. O diagnóstico é estabelecido pelo achado de hipelcalcemia, hipofosfatemia, hipercalciúria e nível inapropriadamente elevado de PTH.
Neoplasia endócrina múltipla tipo 2B: a associação de carcinoma medular de tireoide, feocromocitoma, neuromas de mucosa e um hábito marfanoide caracteriza essa síndrome. Na NEM2B o carcinoma medular de tireoide se desenvolve precocemente, e a morte ocorre, comumente, na segunda ou terceira décadas de vida. Os feocromocitomas ocorrem em mais da metade dos pacientes e não são diferentes dos da NEM2A. A hipercalcemia é rara e não existem casos de hiperparatireoidismo bem documentados. Os neuromas e a característica marfanoide são típicos e encontrados na infância. A apresentação mais comum em crianças está relacionada a sintomas gastrintestinais, incluindo cólica intermitente, pseudo-obstrução e diarreia.
Carcinoma medular de tireoide familiar: o carcinoma medular de tireoide pode ter origem ocasional (75% a 80%) ou hereditária (20% a 25%). Quando hereditária, pode ocorrer isoladamente, caracterizando o CMTF, ou como componente das síndromes de neoplasia endócrina múltipla tipo 2A e 2B ou ainda como outras formas hereditárias. O carcinoma é a primeira manifestação neoplásica de MEN2, devido à sua precocidade e alta penetrância (90%), e também a principal causa de morbidade em MEN 2.
A MEN2 é uma síndrome autossômica dominante com penetrância dependente da idade e está relacionada ao estado ativado do proto-oncogene RET, através de mutações localizadas principalmente nos exons 10, 11, 13, 14, 15 e 16. Há forte associação entre o genótipo das mutações e o fenótipo da doença. As mutações do RET são encontradas em 95% dos casos de MEN2.
A proteína RET é constituída por três domínios, denominados domínio extracelular (mutações nestas regiões – exons 10 e 11), domínio transmembrana e domínio intracelular (mutações nestas regiões – exons 13, 14, 15 e 16).

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Síndrome de Wiskott-Aldrich (WS)

Síndrome de Wiskott-Aldrich (WS) é uma imunodeficiência primária caracterizada por microthrombocytopenia, eczema, infecções e aumento do risco de manifestações auto-imunes e doenças malignas. A incidência de FOI foi estimado em menos de 1 em 100 mil nascidos vivos. A doença afeta quase exclusivamente os homens. era geralmente se manifesta na infância, mas o início também pode ocorrer durante o período neonatal. Na maioria dos casos os primeiros sinais clínicos são manifestações hemorrágicas com petéquias, equimoses, púrpura, epistaxe, sangramento oral, diarreia com sangue e hemorragia intracraniana.Eczema agudo ou crônico é o segundo achado característico do WAS. Devido à imunodeficiência combinada, a maioria dos pacientes também têm infecções das vias aéreas, intestinais ou de pele causadas por germes regulares ou oportunistas. Manifestações auto-imunes estão presentes em aproximadamente 40% dos casos e incluem anemia hemolítica auto-imune, neutropenia, vasculite, doença inflamatória do intestino, doença renal e artrite. FOI pacientes têm um maior risco de desenvolver tumores (principalmente os linfomas de células B), em qualquer idade. FOI é devido a mutações hemizigotos no WAS gene (Xp11.22-23), que codifica para a proteína síndroma de Wiskott-Aldrich, expresso exclusivamente em as células hematopoiéticas e que têm um papel importante na reorganização do citoesqueleto de actina, a transdução de sinal e apoptose.Mutações ativadoras no WS gene pode levar a uma forma atenuada de foi chamado trombocitopenia ligada ao X (XLT, ver este termo), que se caracteriza por geralmente leve trombocitopenia e eczema e um menor risco de auto-imunidade e malignidade a moderada, mas não mostrando imunodeficiência .Recentemente, uma mutação no WIPF1 gene (WAS / WASL interagindo família de proteínas, membro 1; 2q31.2), codificação de uma proteína que estabiliza e impede a degradação do WASP, também foi encontrado em um paciente que apresentou algumas características do WAS. O diagnóstico baseia-se, exame físico e pedigree investigações laboratoriais que revelam trombocitopenia grave com tamanho reduzido de plaquetas com um número geralmente normal dos megacariócitos, bem como a produção de anticorpo alterado (principalmente antipolysaccharid Abs). Ausência ou diminuição FOI níveis de proteína e testes genéticos confirmam o diagnóstico. diagnóstico diferencial principal é a trombocitopenia idiopática aguda ou crônica (ITP) ou aloimunização plaquetária em recém-nascidos. diagnóstico pré-natal é viável em fetos do sexo masculino quando a mutação causal na família é conhecida. FOI é uma doença recessiva ligada ao X. Mulheres portadoras têm um risco de 50% de transmitir a doença à sua descendência masculina. Alguns Novo de também pode ocorrer mutações. o único tratamento curativo até à data é transplante de células hematopoiéticas (TCTH), realizada o mais breve possível com a melhor HLA doador compatível.Em pacientes jovens carentes uma correspondência doador HLA, o transplante com doador haploidentical pode levar a um resultado favorável. Terapia Gene, ainda experimental até à data, pode ser um abordagem promissora para os pacientes que faltam um doador adequado. A terapia de substituição com imunoglobulina e antibióticos orais prevenir infecções. Eczema grave requer tratamento com corticóides sistêmicos tópicos ou de curto prazo. Tratamentos que poderia enfraquecer o sistema imunitário (esteróides, esplenectomia agentes imunossupressores) deve ser usado com o maior cuidado por pessoal médico qualificado. Romiplostim pode ser usado para aumentar a contagem de plaquetas em casos trombocitopenia refractários graves que estão a aguardar o transplante ou terapia génica. HSCT leva a uma taxa de sobrevivência de 80%, mas quando nenhum doador está disponível, o prognóstico é pobre e a esperança de vida reduzida, especialmente quando ocorre malignidade.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Amiloidose AA

Introdução
   A amiloidose é uma doença rara (afeta oito em cada 1 milhão de pessoas), progressiva e geralmente incurável, que ocorre quando há acúmulo, ao redor dos vasos sangüíneos, de pedaços de proteína dobrados em uma configuração altamente estável (em folhas de pregueamento "beta"). Essas proteínas são produzidas na medula óssea em conseqüência a uma série de doenças, o que torna a amiloidose não uma doença em si, mas uma manifestação de outra doença.

Modelo estrutural da proteína amilóide. Aqui estão representadas 4 folhas paralelas.
Sunde M, Serpell LC, Bartlam M, Fraser PE, Pepys MB, Blake CCF J Mol Biol 1997 Oct 31;273(3):729-739
   Como essas proteínas (que variam de acordo com a causa) são muito estáveis, vão se depositando em um ou mais órgãos, podendo comprometer o seu funcionamento e, em casos mais graves, morte. Os órgãos mais afetados são o coração, rins, trato gastrintestinal e sistema nervoso central, mas pode afetar também língua, músculos, pele, ligamentos, articulações, baço, pâncreas e, claro, o fígado. A amiloidose ocorre com a mesma freqüência em homens e mulheres, geralmente após os 40 anos de idade e, se não tratada a causa, evolui para o óbito em 1 a 2 anos após o diagnóstico (mas depende muito da causa e gravidade da doença).
Tipos de Amiloidose
   Há três tipos principais de amiloidose, a primária, a secundária e a genética.
   A amiloidose primária (AL) é a mais comum, aonde a proteína amilóide é um fragmento da cadeia leve de imunoglobulinas (proteínas que fazem parte do sistema imunológico), que é produzida em excesso por células imunológicas. Geralmente está associada a uma doença da medula óssea, o mieloma múltiplo. O acúmulo de amilóide geralmente afeta o coração, rins, pulmões, pele, língua, nervos e intestino.
   Na amiloidose secundária (AA), a proteína depositada é chamada de amilóide sérico A e é uma proteína produzida pelo fígado em resposta a processos inflamatórios. Por esse motivo, essa amiloidose é observada em pessoas portadoras de doenças inflamatórias sem tratamento adequado por mais de uma década, especialmente doenças inflamatórias intestinais (Crohn e retocolite ulcerativa), artrite reumatóide, osteomielite, tuberculose, hanseníase e outras doenças.
   A amiloidose hereditária é muito rara e ocorre quando uma mutação genética leva a produção de uma proteína amilóide (transtiretina, proteína beta-amilóide P, apolipoproteína A1, procalcitonina e beta-2-microglobulina). A identificação da proteína envolvida é importante para prever suas possíveis complicações, tratamento precoce e risco de transmissão para os filhos.
Sintomas
   Como as proteínas amilóides só foram identificadas recentemente, os estudos sobre sintomas da amiloidose tratam todas como uma proteína só. Com o avanço nos próximos anos, poderemos diferenciar mais adequadamente os sintomas dependendo da causa.
Sinais e Sintomas da Amiloidose
Primária
Doença cardíaca e arritmia
Doença renal, incluindo insuficiência
Distúrbios gastrintestinais, como perfuração, sangramento, dismotilidade e obstrução
Aumento do fígado (hepatomegalia)
Redução na função do baço
Insuficiência da adrenal e outras glândulas
Neuropatia, levando a impotência, problemas gastrintestinais e hipotensão ortostática (quando se levanta rapidamente)
Síndrome do túnel do carpo
Alterações neurológicas, como espessamento, mudança de cor, púrpura ao redor dos olhos
Aumento na língua, dificuldade respiratória e apnéia noturna
Doenças pulmonares
Inchaço nas articulações dos ombros
Facilidade de sangramento
Secundária
Doença renal, incluindo insuficiência (causa do óbito em 40-60% dos casos)
Aumento do fígado (hepatomegalia)
Aumento do baço (esplenomegalia)
Doenças cardíacas (mais leve que nas outras amiloidoses)
Hereditária
Distúrbios do sistema nervoso
Distúrbios gastrintestinais, como diarréia e perda de peso
Doenças cardíacas
Doença renal
   Em geral, a pessoa tem queixas antigas de fadiga, perda de peso, edema (inchaço) nas pernas e falta de ar antes do diagnóstico. Podem ainda apresentar sensibilidade diminuída nos dedos, diarréia, empachamento após alimentação, aumento na espessura da língua e tonturas ao se levantar.
   O fígado costuma estar aumentado (hepatomegalia) pela deposição dos amilóides, mas isso raramente chega a prejudicar a sua função. Algumas vezes surge ascite, mas ela também está associada a insuficiência do coração e perda de (outras) proteínas pelos rins (síndrome nefrótica).
Diagnóstico
   Após a suspeita clínica, pode ser realizada a pesquisa de amilóides de cadeia leve no sangue ou urina, que serve como exame de rastreamento. Depois disso, são realizadas biópsias de gordura subcutânea, mucosa retal e/ou medula óssea para confirmação diagnóstica. Em alguns casos, é necessária a coleta de biópsia do órgão afetado. Essas biópsias mostrarão o acúmulo da proteína amilóide.

Biópsia renal corada com vermelho Congo, mostrando o aspecto "fluorescente" da proteína amilóide.
   No fígado, além da hepatomegalia observável ao exame físico e de imagem, a biópsia revela birrefringência esverdeada no espaço de Disse após coloração com o vermelho Congo e atrofia hepatocelular (por redução do transporte de nutrientes e oxigênio). Como geralmente há alteração de coagulação (anormalidades vasculares, plaquetopenia, redução de fatores IX e X que se ligam às proteínas amilóides), não recomenda-se a realização de biópsia do fígado.
Tratamento
   Não há cura para a amiloidose. Os objetivos do tratamento, a partir do diagnóstico, são reduzir ou diminuir a produção do amilóide, eliminar depósitos, aliviar ou curar a doença de base e tratar as complicações decorrentes pelos depósitos nos órgãos acometidos.
   Diversas drogas estão sendo utilizadas em situações específicas, como melfalan, prednisona, colchicina, talidomida, dexametasona e outros, mas com resultados limitados.
   No caso da amiloidose hereditária com produção de transtiretina, por exemplo, essa proteína causa lesões neurológicas e cardíacas fatais, mas é produzida no fígado e a realização de transplante hepático é capaz de prevenir essas complicações.
   Em casos selecionados, a quimioterapia seguida de transplante autólogo de células-tronco da medula óssea traz bons resultados.
Bibliografia
  • Habib, A e Neuschwander-Tetri, BA em Friedman, SJ, McQuaid, KR e Grendell, JH. Current Diagnosis & Treatment in Gastroenterology, Second Edition, McGraw Hill, 2003
  • Scheuer PJ, Leftkowitch, JH; Liver Biopsy Interpretation. Saunders, 2000
  • Cannon JD, Pullen RL e Rushing JD Managind the Patient with Amyloidosis, Dermatol Nurs 16(3): 255-230, 234-235, 2004

 

http://emedicine.medscape.com/article/335559-overview

No Reino Unido, heterozigose ou homozigose para o alelo 1,1 SAA está associada a um maior risco de amiloidose em brancos com artrite crônica juvenil, no entanto, em pacientes adultos com RA, o aumento não foi estatisticamente significativa.

Mortalidade / Morbidade:


Em alguns casos, geralmente de origem infecciosa, as conseqüências clínicas de amilóide pode dissipar com redução ou desaparecimento dos depósitos de tecido, se a doença inflamatória podem ser suprimidas total ou eliminados. Se o tratamento da doença primária é vencida, a morte de falência de órgãos secundária à deposição de amilóide é a regra. Nos pacientes tratados em centros nos Estados Unidos, o Reino Unido e Europa a partir de 1956-1992, insuficiência renal ou sepse foi o modo de exitus em uma metade a três quartos dos casos de amiloidose AA, com uma sobrevida média de 24-36 meses . Series que são mais atuais mostram uma sobrevivência mais longa, que se baseia em grande parte do aumento da disponibilidade de terapia renal substitutiva.

Race


Muito poucos dados controlados adequadamente a questão da prevalência racial de amiloidose AA, com excepção das observações que sugerem que um aumento da frequência de amiloidose AA ocorre no curso da AR, que está relacionada à variação na distribuição de alelos SAA1 amyloidogenic particularmente entre grupos étnicos diferentes . Dentro de um único centro médico na Califórnia, autópsias de pacientes da situação econômica semelhante, com diferentes origens étnicas apresentado diferenças na freqüência de amiloidose AA. Nessa série, a amiloidose AA foi mais comum em pacientes latino-americanos de origem mexicana que em brancos ou Africano americanos.

Sexo


Nos Estados Unidos, a amiloidose AA é mais comum em mulheres, reflectindo o facto de a principal doença predisponente, RA, é predominantemente uma doença de mulheres jovens e homens de meia idade, daí, as mulheres tendem a ter a doença por um longo período que os homens.
  • Apesar da predominância do sexo feminino estatística em termos de número total de casos a amiloidose AA, os machos parecem ter um início idade média de início.
  • FMF é mais comum em homens que em mulheres (sexo masculino para o feminino razão, 60:40), mas a freqüência de amiloidose renal em pessoas que são afetadas parece ser semelhante.

Idade


A idade de início de amiloidose está relacionada com a idade de aparecimento da doença inflamatória, a sua gravidade ea duração da doença dentro das limitações impostas pela alelos da AEA realizado pelo paciente. Assim, no curso da artrite reumatóide juvenil (ARJ), amiloidose ocorre nos adolescentes. Quando se é uma conseqüência de adultos com AR, que se desenvolve na meia idade tardia. No decurso da FMF inadequadamente tratada, a amiloidose renal também é relativamente precoce.

Clínica


História


A apresentação mais comum de amilóide A (AA) amiloidose renal é, assim, os sintomas refletem o aparecimento de proteinúria, desenvolvimento progressivo de insuficiência renal ou síndrome nefrótica.
  • Fraqueza, perda de peso e edema periférico são os sintomas mais comuns.
    • Nos pacientes com AR ativa, estes sintomas podem ser atribuídos incorretamente a progressão da doença inflamatória ou aos efeitos adversos das drogas.
    • Os depósitos de amilóide primeiro ocorrer no baço e no fígado. No entanto, mesmo uma carga significativa esplênico e hepático pode permanecer assintomática por longos períodos. Raramente, os indícios do envolvimento do intestino (associados à constipação, diarréia, hemorragia digestiva) domina a apresentação. Bócio também tem sido relatada como uma característica possível de amiloidose AA sintomático.Depósitos AA cardíacas podem ser revelados com ecocardiografia em aproximadamente 10% dos pacientes.
    • Mais uma vez, em pacientes com doença inflamatória comum, os sintomas gastrintestinais também pode ser secundária ao tratamento, particularmente com anti-inflamatórios não esteróides.
  • Em contraste com a amiloidose AL e outros amiloidoses, insuficiência cardíaca congestiva, neuropatia periférica, ou síndrome do túnel do carpo, ocasionalmente, ocorre durante o curso de amiloidose AA, mas são raramente, ou nunca, uma manifestação de apresentação.
  • Em pacientes com FMF, a história da febre periódica, artrite, serosite, ea presença da doença mesmo em outros membros da família são característicos. Alguns casos foram relatados em episódios febris que não são aparentes, e renal amyloid é a primeira manifestação da doença.
  • Em pacientes com mixoma atrial ou carcinoma renal, o aparecimento de sintomas consistentes com síndrome nefrótica ou insuficiência renal devido a amiloidose pode ser a primeira evidência da doença neoplásica primária.
    • Em geral, o aparecimento de sintomas sugestivos de doença renal em um paciente com inflamação infecciosa ou não infecciosa crônica deve levantar uma bandeira de advertência com relação à presença de amiloidose AA como uma complicação.
    • Raramente, um dos sintomas mais específicos, como a plenitude ou desconforto abdominal do quadrante superior direito (refletindo hepatomegalia), pode levar o paciente ao médico.

Física


  • Pacientes com doença renal amyloid normalmente são hipertensos, mas se a hipertensão está associada com o amiloidose renal ou é um achado casual nem sempre é clara.
  • Tez pálida e edema periférico são as principais conclusões físico em indivíduos com ou insuficiência renal ou síndrome nefrótica.
  • A púrpura e macroglossia observada na amiloidose AL não são características de amiloidose AA nem é a hipotensão ortostática associada à amiloidose AL ou a amiloidoses familiar, salvo se o sangramento gastrointestinal ou outras formas de hipovolemia associada com disfunção renal estão presentes.
  • Os principais achados físicos podem ser associados com a doença inflamatória primária, nomeadamente artrite deformante.
  • O aparecimento de hepatoesplenomegalia em um paciente com inflamação em curso deve levar a investigação para a amiloidose, embora alguns pacientes com AR grave desenvolver esplenomegalia com síndrome de Felty subseqüente (esplenomegalia e neutropenia ou pancitopenia no decurso do RA). Estes pacientes com síndrome de Felty geralmente têm a função renal normal, embora possam ter uma doença renal que não deposição AA.

Causas


  • Doenças infecciosas crônicas, incluindo tuberculose, hanseníase, bronquiectasia, osteomielite crônica, pielonefrite crônica, têm sido associados com a amiloidose AA. As freqüências precisas são difíceis de verificar, mas podem ser tão elevadas quanto 10% em algumas doenças crônicas supurativas, por exemplo, a osteomielite.
  • Nos países industrializados, doenças inflamatórias crónicas não infecciosas são mais comumente causa da amiloidose AA. Na AR, a incidência é de 5-26%, sendo mais freqüentemente encontrados na autópsia de biópsia. A freqüência de amiloidose AA pode ser menor em pacientes tratados mais cedo e mais agressivamente. Outras doenças inflamatórias associadas com a amiloidose AA incluem o seguinte:
    • Doença inflamatória intestinal (% 0.4-2)
    • Síndrome de Behçet na Turquia (1-2%)
    • Artrite reativa em adultos (0,3%)
    • Espondilite anquilosante em crianças (4-5%)
    • Artrite psoriática (3-13%)
    • Artrite juvenil crônica: Este parece ser um caso especial, com uma grande variação geográfica (% 0.14-17) na incidência de amiloidose AA, consoante a análise foi realizada nos Estados Unidos (baixo) e Europa Oriental (alta).
    • Abuso de drogas subcutânea: Na década de 1980, uma alta freqüência de amiloidose AA renal foi observado entre usuários de drogas por via subcutânea em algumas cidades nos Estados Unidos. Se esta foi relacionada à droga ou a alguma substância contaminante que a inflamação crônica provocada quando injetada por via subcutânea, não é clara.
    • FMF e outras síndromes de febre: amiloidose AA renal é uma complicação praticamente universal da FMF em algumas populações, se os pacientes não são compatíveis com a profilaxia colchicina. Outras síndromes febre hereditárias, como receptor do fator de necrose tumoral associado a síndrome periódica (armadilhas), crônica infantil síndrome neurológica cutaneous articular (CINCA), Muckle síndrome de Wells, e hyperimmunoglobulinemia D com síndrome de febre periódica (HIDS), pode ser complicada por AA amiloidose.
    • Tumores: Dentre os tumores, hypernephroma tem sido associada a amiloidose AA. Mais recentemente, a doença de Castleman (hiperplasia angiofolicular nó de linfa) tem sido reconhecida como uma causa da amiloidose. Ressecção do tumor pode levar à regressão dos sinais clínicos da nefropatia amilóide. [1]
  • Entre outras doenças inflamatórias crónicas não infecciosas, amiloidose AA tem sido relatada em lúpus eritematoso sistêmico, polimiosite e polimialgia reumática e tem sido observado em amostras de biópsia da artéria temporal de tais pacientes. A amiloidose AA também tem sido observado em pacientes com gota, pseudogota, e alguns casos de sarcoidose, aparentemente, não-inflamatória.
  • SAA, porque a produção é mediada através de citocinas inflamatórias, principalmente IL-6, a deposição de AA foi observado em outros transtornos associados com aumento da IL-6 de produção. Ocasionalmente, os pacientes com mixoma atrial, carcinomas de células renais, doença de Hodgkin, leucemia e carcinomas do pulmão e do estômago foram encontrados para ter a amiloidose AA renal, presumivelmente devido a produção da citocina pelas células do tumor. Paradoxalmente, alguns pacientes com Agamaglobulinemia também desenvolveram amiloidose AA, demonstrando a dissociação entre a produção de citocinas e síntese do seu horário normal de moléculas efetoras jusante, imunoglobulinas.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

DOENÇA DE ERDHEIM-CHESTER





A doença de Erdheim-Chester (também conhecida como síndrome de Erdheim-Chester ou histiocitose esclerosante poliostótica) é uma forma rara de histiocitose de células que não de Langerhans. Acontece por depósito de lipídios e se enquadra no grupo das xantogranulomatosis lipoídeas que incluem: granuloma necrobiótico, histiocitose de Langerhans e síndrome de Rosai Dorfman. Etiologia De etiologia desconhecida, se diferencia da Histiocitose X, ou de Langerhans, em que se apresenta com mais freqüência. Afeta pessoas de mais idade e tem um pior prognóstico. O primeiro caso de Erdheim-Chester foi diagnosticado pelo patologista americano William Chester em 1930. Sintomas Pode apresentar sintomas como febre e perda de peso, no entanto as manifestações clínicas mais freqüentes são dor nos ossos, principalmente nas extremidades inferiores, exoftalmos xantomas palpebrais e diabetes insípida. São detectados níveis baixos de lipoproteínas de baixa densidade, LDL-Colesterol. Apesar da presença de xantomas, os pacientes não têm nenhum sinal de arteriosclerose. Outros sintomas incluem: Dispnéia Fibrose Retroperitoneal Problemas neurológicos (incluíndo Ataxia) Tratamento Quimioterapia Tratamento com radiação Tratamento com altas doses de Corticosteróides Interferon-α Ciclosporina Também tem sido usado o tratamento com alcalóides da vinca e antraciclina.