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segunda-feira, 29 de junho de 2009

SIRENOMELIA

Sirenomelia A sirenomelia (ou síndrome da sereia) é uma doença rara que resulta de uma malformação nas pernas, que se mostram unidas por uma membrana, como uma cauda de peixe 13-Síndrome de Aase A síndrome de Aase ou síndrome de Aase-Smith é uma doença genética rara caracterizada por provocar anemia e deformidades esqueléticas. Pensa-se que seja autossómica dominante. A base genética desta doença ainda é desconhecida. A anemia é causada por um subdesenvolvimento da medula óssea. O nome da doença advém dos pediatras dos Estados Unidos da América, Jon Morton Aase e David Weyhe Smith.

PURPURA TROMBOCITOPENICA TROMBOTICA

Púrpura trombocitopênica trombótica Definição: Distúrbio do sangue caracterizado por quantidade baixa de plaquetas, contagem de glóbulos vermelhos também reduzida (por causa da decomposição prematura das células) e anomalias neurológicas. Causas, incidência e fatores de risco: Esta doença se manifesta com mais freqüência em adultos na faixa etária entre 20 e 50 anos, com uma incidência ligeiramente maior no sexo feminino. A púrpura se refere ao sangramento característico que surge embaixo da pele ou nas membranas mucosas, produzindo hematomas ou lesões com aparência de uma erupção avermelhada. Nas crianças ocorre uma condição semelhante chamada de síndrome hemolítico-urêmica, SHU. A doença pode ser precipitada pelo uso de estrogênio ou por gestação, sendo freqüentemente precedida por uma infecção viral e estando também associada à infecção por HIV. Os sintomas neurológicos relacionados a esta condição podem variar em questão de minutos e incluem: dores de cabeça, confusão, alterações da fala e alterações no estado de consciência, que variam deste letargia até coma. O distúrbio deixa a pessoa muito doente, podendo ocorrer o desenvolvimento de anomalias dos rins. A causa da doença é desconhecida, mas acredita-se que seja provocada pelo desenvolvimento de anticorpos. Os fatores de risco envolvem estar na faixa entre 20 e 50 anos de idade, ter feito uso de estrogênio durante a gestação e estar infectado(a) pelo HIV. A incidência é de 4 em cada 100.000 pessoas.

PNEUMONIA EOSINOFILICA

Pneumonia eosinofílica Pneumonia Eosinofílica (PE) é uma doença na qual um certo tipo de glóbulo branco chamado eosinófilo se acumula no pulmão. Estas células causam rompimento dos alvéolos, local onde é absorvido o oxigênio do ar. Existem vários tipos diferentes de pneumonia eosinofílica e podem acontecer em qualquer grupo e idade. Os sintomas mais comuns incluem: tosse, febre, dificuldade de respirar, e suor à noite. PE é diagnosticada por uma combinação de sintomas característicos, e achados em exames clínicos de rotina como exames de sangue e radiografias. O prognóstico é considerado favorável, já que a maioria dos casos de PE são reconhecidos rapidamente e o tratamento iniciado. // Tipos A pneumonia eosinofílica é dividida em categorias diferentes que dependem da determinação, ou não, da causa. Causas conhecidas incluem certos medicamentos, infecções parasitárias e câncer. PE também pode acontecer quando o sistema imune ataca os pulmões, uma doença chamada Síndrome de Churg-Strauss. Quando uma causa não pode ser achada, a PE é dita idiopática. PE idiopática pode ser dividida em pneumonia eosinofílica aguda (PEA) e pneumonia eosinofílica crônica (PEC) e isso depende dos sintomas apresentados pelo paciente. Sintomas A maioria das causas de pneumonia eosinofílica tem sintomas semelhantes. Tosse, febre, falta de respiração e suores noturnos são proeminentes e quase universais. Pneumonia eosinofílica aguda segue um curso rápido tipicamente. Febre e tosse podem desenvolver uma ou duas semanas antes do progresso das dificuldades de respiração para o ponto de fracasso respiratório que requer ventilação mecânica. Pneumonia eosinoílica crônica normalmente segue um curso mais lento. Sintomas acumulam durante vários meses e incluem febre, tosse, falta de respiração e perda de peso. Indivíduos com PEC são frequentemente diagnosticados com asma antes de PEC ser reconhecido finalmente. Patogênese A pneumonia eosinofílica pode desenvolver-se de vários modos diferentes que dependem da causa subjacente da doença. Crêe-se que os eosinófilos fazem um papel central defendendo o corpo contra infecção por parasitas. São causadas muitas doenças, como asma e eczema, quando eosinófilos reagem aos gatilhos ambientais e libertam um excesso de substâncias químicas (citocinas) como a histamina. A característica comum entre causas diferentes de PE é a reação dos eosinófilos ou deficiência orgânica no pulmão. Medicamentos e exposições ambientais Medicamentos, drogas de abuso e exposições ambientais podem engatilhar toda a deficiência orgânica dos eosinófilos. Medicamentos antiinflamatórios não-esteróides (ibuprofen), nitrofurantoína, fenitoína, L-triptofan e ampicilina e drogas de abuso como a heroína inalada e cocaína, podem ativar uma resposta alérgica que resulta em PE. Substâncias químicas como sulfitos, silicato de alumínio, e fumaça de cigarro podem causar PE quando inalada. Um bombeiro nova-iorquino desenvolveu PE depois de inalar pó do World Trade Center no dia 11 de setembro de 2001. Infecções parasitáriasParasitas causam PE de três modos diferentes. Parasitam ou podem invadir o pulmão, ou podem viver no pulmão como parte do ciclo de vida, ou ainda podem se esparramar no pulmão pela circulação sangüínea. Eosinófilos migram ao pulmão para lutar contra parasitas e resultados de PE. Parasitas importantes que invadem o pulmão incluem Paragonimus ferro pulmonares, Echinococcus tapeworms e Taenia solium. Parasitas importantes que habitam o pulmão como parte do ciclo de vida normal deles incluem as lombrigas, Ascaris lumbricoides, Strongyloides stercoralis e o Ancylostoma hookworms duodenale e Necator americanus. Quando a PE é causada por este último grupo, é chamado freqüentemente de síndrome de Löffler.

HEMOGLOBINURIA PAROXISTICA NOTURNA

Hemoglobinúria paroxística noturna Hemoglobinúria paroxística noturna (ou HPN) é uma anemia hemolítica crônica causada por um defeito na membrana das hemácias. Caracterizada pela presença de hemácias na urina (hematúria). O termo noturno se refere a crença de que a hemólise era causada pela acidose que ocorre durante o sono mas a hemólise ocorre continuamente. Esta doença rara atinge igualmente ambos os sexos. // Sintomas A forma mais clássica apresenta uma anemia hemolítica e presença dos produtos da hemólise na urina (hemoglobina e hemossiderina) faz com que ela fique com cor escura (cor de coca-cola) e as vezes o paciente apresenta icterícia e esplenomegalia (baço aumentado). A anemia é acompanhada de um sinal de regeneração moderada (reticulocitose) e de um certo grau de insuficiência medular. Os sintomas clássicos da anemia que podem estar presentes são fadiga, cansaço, falta de ar, cefaléia. O problema maior que agrava uma evolução de um paciente com HPN é a trombose. As duas localizações mais frequentes destas tromboses são nas veias sub-hepáticas (síndrome de Budd-Chiari) e no sistema nervoso central. Duas outras complicações são também frequentemente encontradas: as crises dolorosas abdominais (de etiologia incerta; microtrombose mesentéricas) e as infecções recorrentes. As infecções são resultado da baixa no número de leucóticos (ou leucopenia). E os problemas de coagulação podem ser agravados com a baixa no número de plaquetas (ou plaquetopenia). Muitos pacientes com anemia aplásica desenvolvem HPN, esta anemia pode ser um resultado de um ataque do sistema imune a medula óssea. Fisiopatologia No final do século XIX, Gull depois Strübing descreveram o caso de pacientes que apresentavam uma hemoglobinúria intermitente acompanhada de hemólise intravascular. Marchiafava e Nazani em 1911, depois Michelli em 1931, estabeleceram o quadro clínico clássico da doença. A hemoglobinúria paroxística noturna (HPN), ou doença de Marchiafava & Michelli, é hoje em dia considerada como uma doença da célula tronco hematopoiética. Desde o início dos anos 80 com o progresso da citometria de fluxo depois, mais recentemente, da biologia molecular conduziram a um avanço do conhecimento da fisiopatologia desta doença rara. Das primeiras descrições da doença, até o início do século, a sensibilidade anormal dos glóbulos vermelhos (ou hemácias) a ação lítica do complemento (proteínas do sistema imunitário) foram considerados como a característica principal da doença. No início dos anos 80 vários pesquisadores demonstraram que 2 proteínas inibem a ação do complemento, não estando expressas a superfície dos glóbulos vermelhos dos pacientes com HPN. Estas 2 moléculas são a DAF (decay accelerating factor) ou CD55 e a MIRL (membrane inhibitor of reactive lysis) ou CD59. Em seguida aos trabalhos que mostraram a deficiência da expressão do CD55 e do CD59, outras deficiências moleculares foram identificadas em pacientes com HPN. Todas estas moléculas tem um elemento estrutural comum : eles são ligados à membrana por uma glicosil fosfatidil inositol (GPI). Mesmo que as proteínas sejam expressas fisiologicamente à membrana das células sanguíneas são normalmente sintetizadas, eles não são expressas na HPN pelo defeito da síntese do sistema de ligação à GPI. Recentemente, uma etapa fundamental na compreensão da doença foi descoberta graças ao grupo do Dr. Kinoshita que demonstrou que a HPN estava ligada a anomalias de um gêne chamado PIG-A. O gêne PIG-A fica situado no cromossomo X. Estas descobertas fundamentais abriram uma série de estudos moleculares da HPN. Várias equipes demonstraram que as alterações moleculares do gêne PIG-A estão presentes entre todos os pacientes de HPN. [editar] Diagnóstico Testes não específicos: Hemograma: presença de uma anemia microcítica. O pacinte pode apresentar pancitopenia ou seja baixa na três linhas celulares, isto é, além de uma baixa quantidade de glóbulos vermelhos, o paciente apresenta baixa na quantidade de glóbulos brancos ou leucócitos (leucopenia) e no número de plaquetas (plaquetopenia). Reticulócitos: aumentado pela presença de hemólise. Hemoglobina, bilirrubina total e livre, HDL aumentadas em caso de hemólise. Haptoglobina: baixa ou ausente. Testes Específicos: Teste de HAM: hemólise provocada em meio ácido. Quando o teste for positivo indica HPN positivo. Teste da Sacarose Citometria de fluxo: Ausência ou redução da CD59 e CD55. Testes de diferenciação em relação a outras doenças: Eletroforse de Hemogolbina: para descartar uma hemoglobinopatia. Teste de G6PD: para descartar deficiência de G6PD. Teste de Coombs direto: para descartar doença auto-imune.

DEFICIENCIA PRIMARIA EM CARNITINA

Deficiência Primária em Carnitina A Deficiência Primária em Carnitina (Carnitine Uptake Deficiency, CUD) é uma doença metabólica hereditária da ß-oxidação mitocondrial dos ácidos gordos, com transmissão autossómica recessiva. Esta patologia caracteriza-se por uma baixa concentração sanguínea e intracelular de carnitina devido à deficiência no seu transportador plasmático. A deficiência deste transportador a nível renal afecta a reabsorção da carnitina originando a sua excreção massiva na urina e consequente deplecção intracelular. Na ausência dos altos níveis intracelulares de carnitina essenciais ao transporte dos ácidos gordos de cadeia longa para o interior da mitocôndria, a ß-oxidação mitocondrial dos ácidos gordos, que é uma das principais formas de obtenção de energia pelo nosso organismo, fica comprometida.O tratamento destes doentes consiste essencialmente na administração de carnitina.

DEFICIENCIA MULTIPLA DAS ACIL COA DESIDROGENASES DOS ACIDOS GORDOS

Deficiência Múltipla das Acil-CoA Desidrogenases dos Ácidos Gordos A Deficiência Múltipla das Acil-CoA Desidrogenases dos Ácidos Gordos ou Acidúria Glutárica Tipo II (GA II) é uma doença metabólica hereditária com transmissão autossómica recessiva, que se pode incluir no grupo das acidúrias orgânicas ou das doenças hereditárias da ß-oxidação mitocondrial dos ácidos gordos. Esta patologia pode ser devida à deficiência na flavoproteína de transferência de electrões (ETF) ou na sua desidrogenase (ETF-ubiquinona oxidoreductase, ETF-QO), ambas enzimas mitocondriais envolvidas na transferência de electrões de várias acil-CoA desidrogenases para a cadeia respiratória. Assim, a deficiência numa destas duas enzimas (ETF ou ETF-QO) interfere com os diferentes metabolismos em que participam as acil-CoA desidrogenases dadoras de electrões à ETF: ß-oxidação mitocondrial dos ácidos gordos, metabolismo dos aminoácidos de cadeia ramificada, da lisina e da colina. O tratamento destes doentes consiste essencialmente numa dieta hipoproteica, restrita em ácidos gordos e com alto teor de carbohidratos. Devem fazer-se refeições frequentes e é muito importante evitar o jejum prolongado para que o organismo não tenha que recorrer à ß-oxidação mitocondrial dos ácidos gordos para obter energia. A administração de Riboflavina é também recomendada nos casos em que se verifica uma resposta a este co-factor.

DEFICIENCIA DA CARNITINA PALMITOIL TRANSFERASE II

Deficiência da Carnitina-Palmitoil Transferase II As Carnitina-Palmitoil Transferases I e II são enzimas que se localizam na membrana da mitocôndria e cujas deficiências estão na origem de duas patologias hereditárias do metabolismo com transmissão autossómica recessiva, a Deficiência em Carnitina-Palmitoil Transferase I e a Deficiência em Carnitina-Palmitoil Transferase II, respectivamente. Estas enzimas são essenciais para a entrada dos ácidos gordos de cadeia longa na mitocôndria e consequentemente para a ß-oxidação mitocondrial dos mesmos. A ß-oxidação mitocondrial dos ácidos gordos é uma importante fonte de energia celular, principalmente em situações de jejum, e por essa razão, o tratamento destes doentes consiste fundamentalmente em evitar o jejum prolongado para que o organismo não tenha que recorrer à oxidação de ácidos gordos para obter energia. Deve também ser efectuada uma dieta restrita em ácidos gordos.

DEFICIENCIA DA DESIDROGENASE DE 3

Deficiência da Desidrogenase de 3 A Deficiência da Desidrogenase de 3-Hidroxi-Acil-CoA de Cadeia Longa é uma doença hereditária do metabolismo, com transmissão autossómica recessiva, e que se caracteriza por uma deficiente ß-oxidação mitocondrial dos ácidos gordos de cadeia longa.A ß-oxidação mitocondrial dos ácidos gordos é uma importante fonte de energia celular, principalmente em situações de jejum, e por essa razão, o tratamento destes doentes consiste fundamentalmente em evitar o jejum prolongado para que o organismo não tenha que recorrer à oxidação de ácidos gordos para obter energia. Deve também ser efectuada uma dieta restrita em ácidos gordos de cadeia longa e enriquecida em ácidos gordos de cadeia média

DEFICIENCIA DA DESIDROGENASE DOS ACIDOS GORDOS DA CADEIA MUITO LONGA

Deficiência da Desidrogenase dos Ácidos Gordos de Cadeia Muito Longa A Deficiência da Desidrogenase dos Ácidos Gordos de Cadeia Muito Longa é uma doença hereditária do metabolismo com transmissão autossómica recessiva, e que se caracteriza por uma deficiente ß-oxidação mitocondrial dos ácidos gordos de cadeia muito longa.A ß-oxidação mitocondrial dos ácidos gordos é uma importante fonte de energia celular, principalmente em situações de jejum, e por essa razão, o tratamento destes doentes consiste fundamentalmente em evitar o jejum prolongado para que o organismo não tenha que recorrer à oxidação de ácidos gordos para obter energia. Deve também ser efectuada uma dieta restrita em ácidos gordos de cadeia muito longa e enriquecida em ácidos gordos de cadeia média.

DEFICIENCIA DA DESIDROGENASE DOS ACIDOS GORDOS DA CADEIA MEDIA

Deficiência da Desidrogenase dos Ácidos Gordos de Cadeia Média A Deficiência da Desidrogenase dos Ácidos Gordos de Cadeia Média é uma doença hereditária do metabolismo com transmissão autossómica recessiva, e que se caracteriza por uma deficiente ß-oxidação mitocondrial dos ácidos gordos de cadeia média. A ß-oxidação mitocondrial dos ácidos gordos é uma importante fonte de energia celular, principalmente em situações de jejum, e por essa razão, o tratamento destes doentes consiste fundamentalmente em evitar o jejum prolongado para que o organismo não tenha que recorrer à oxidação de ácidos gordos para obter energia.