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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Doenças raras do fígado

Doenças raras do fígado

José Carlos Ferraz da Fonseca

Médico especialista em doenças do fígado (Hepatologia)



http://drjcfonsecaeofigado.blogspot.com.br/2010/01/doencas-raras-do-figado-jose-carlos_01.html

1. Cirrose biliar primária (CBP)

Descrita pela primeira vez em 1951, a cirrose biliar primária (CBP) é considerada uma doença hepática rara. Apesar do nome, a doença acomete essencialmente o fígado e não a vesícula biliar. Existem evidências de que a CBP está relacionada com fatores genéticos. Porém, estudos recentes sugerem que um retrovírus humano participaria do desenvolvimento da enfermidade. O uso de drogas antivirais no tratamento coadjuvante da CPB e, por sua vez, a melhora do quadro clínico e laboratorial reforçam tal hipótese.

Na maioria dos casos, a doença acomete pacientes do sexo feminino. O início dos sinais e sintomas ocorre entre 30 e 65 anos. Contudo, podem aparecer em mulheres adultas jovens, com menos de 20 anos ou mais de 90 anos de idade.

Em geral, durante anos ou décadas, a CBP não apresenta qualquer tipo de sinal ou sintoma, ou seja, é assintomática. Mais de 50% dos pacientes têm como primeiro sintoma a coceira (prurido). Em mulheres, a coceira pode se apresentar primeiramente durante a gravidez e, assim, ser confundida com um sintoma da própria gestação. Se após o período de gravidez houver permanência do sintoma, o diagnóstico de CBP pode ser considerado.

Em locais de clima quente e úmido, há piora da coceira, principalmente durante a noite. Alguns pacientes se coçam tanto que provocam lacerações sangrentas na pele e no couro cabeludo.

Atendi uma paciente que se coçava utilizando uma língua de pirarucu (peixe oriundo da região amazônica). Nativos da Amazônia usam a referida língua como ralador para o pau de guaraná.
Há ainda relatos de pacientes que se suicidaram em decorrência da coceira intensa.

Olhos e pele amarelados (icterícia) são sintomas tardios e revelam certa gravidade da doença. Em alguns enfermos, são observadas lesões protuberantes gordurosas sobre a superfície da pele, denominadas de xantelamas (principalmente nas pálpebras) e xantomas (nádegas, joelhos, cotovelos). O fígado (hepatomegalia) e o baço (esplenomegalia) também têm seu tamanho aumentado. Se o paciente apresentar quadro de barriga-d’água (ascite) e edema dos membros inferiores, pode-se afirmar que o fígado se encontra cirrótico.

O tempo de sobrevida dos pacientes com CBP varia entre 7 e 16 anos. Após o advento do transplante hepático, a sobrevida dos pacientes aumentou consideravelmente.

O diagnóstico da doença é bastante difícil para o clínico, contudo, a CBP deve ser considerada quando pacientes do sexo feminino apresentam coceira inexplicável, cansaço (fadiga), olhos amarelados, perda de peso e desconforto no quadrante superior direito do abdome. Níveis elevados de colesterol, gama-GT e fosfatase alcalina colaboram para que o clínico suspeite do diagnóstico da CBP – o qual deve ser confirmado com a biópsia hepática.

O tratamento da CBP é dirigido estritamente aos sintomas, principalmente em relação à coceira, pois não existe cura para a doença. O transplante hepático é o tratamento de escolha para os pacientes com CBP em grau avançado.


2. Doença de Wilson

A doença de Wilson foi descrita pela primeira vez em 1912, por Samuel Wilson. Mas somente em 1948 foi demonstrado o papel do metal cobre no desenvolvimento da doença, tendo-se em vista os elevados índices desse metal encontrados no tecido hepático e cerebral dos pacientes. Todos os sinais e sintomas identificados nos portadores da doença de Wilson ocorrem pela deposição do cobre em diversos órgãos do corpo humano.

Trata-se de uma enfermidade hereditária e de caráter genético. Sabe-se que a bile é a principal via de excreção do cobre do corpo humano. O cobre é um elemento indispensável ao organismo e provém dos alimentos ingeridos. Quando um indivíduo apresenta a doença de Wilson, a excreção do cobre pela vesícula biliar é bastante diminuída. Como grande parte do cobre não é excretada, ele se acumula no fígado e retorna para a circulação, sendo depositado também no cérebro, nos olhos, nas hemácias, nos rins e nos ossos. Todavia, as alterações mais comuns e importantes são hepáticas, neurológicas, oftalmológicas e hematológicas.

A alta concentração de cobre no fígado é capaz de provocar cirrose hepática. A doença se manifesta, geralmente, entre os 10 anos e os 30 anos de idade e pode ser diagnosticada como uma hepatite aguda. Durante anos, ela pode passar despercebida e, quando se exacerba, o paciente manifesta sinais e sintomas clássicos de cirrose hepática.

Todos os pacientes por mim diagnosticados como portadores da doença de Wilson na forma hepática se apresentaram, na primeira consulta, como portadores de cirrose hepática, até então sem causa definida.

O diagnóstico da doença de Wilson é realizado através de exames laboratoriais específicos (dosagem de cobre total no sangue, cobre urinário em 24 horas, dosagem da ceruloplasmina sanguínea), biópsia hepática e exame de fundo de olho. A tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética do crânio têm sido utilizadas no diagnóstico das lesões cerebrais ocasionadas pelo depósito de cobre no cérebro.

Conforme descrito anteriormente, a doença de Wilson pode ocasionar as formas clínicas oftalmológicas, hematológicas, ósseas, renais, neurológicas e de manifestações psiquiátricas.
Pacientes portadores da doença de Wilson na forma hepática devem ser tratados durante todo o decorrer da sua vida e o transplante de fígado é a terapêutica extrema indicada.

3. Deficiência de alfa-1-antitripsina

A deficiência de alfa-1-antitripsina é uma doença de caráter genético, que afeta recém-nascidos, crianças e adultos. A carência dessa glicoproteína pode ocasionar problemas no pulmão e no fígado.

Com relação aos pulmões, observa-se um quadro evolutivo de enfisema pulmonar e sabe-se que os dois órgãos são comprometidos, principalmente as bases pulmonares. O quadro de enfisema surge, na maioria dos pacientes, na fase adulta, manifestando-se por obstrução respiratória e, após os 40 anos de idade, por falta de ar (dispneia).

O diagnóstico da deficiência de alfa-1-antitripsina é, comumente, efetuado por exclusão, diante da existência de doença hepática crônica de causa não conhecida. Em geral, quando os pacientes procuram um médico já apresentam sinais clínicos de cirrose hepática, tais como barriga d’água (ascite) e histórico de hemorragias digestivas por ruptura de varizes esofágicas.

O diagnóstico laboratorial da doença é feito através da dosagem de alfa-1-antitripsina no sangue – que, na ocorrência da doença, se apresenta reduzida. A biópsia hepática pode ser indicada para confirmação e estadiamento da doença.

Não existe tratamento específico para a doença hepática associada à deficiência de alfa-1-antitripsina. O transplante hepático é, atualmente, a alternativa mais procedente para os pacientes com doença hepática em fase bem avançada.

Na minha experiência clínica privada, atendi apenas dois pacientes portadores de deficiência de alfa-1-antitripsina, os quais foram transplantados e vivem muito bem. Um deles recebeu o transplante há mais de dez anos.


4. Colangite esclerosante primária (CEP)

A colangite esclerosante primária (CEP) é uma doença hepática crônica, caracterizada por inflamação e fibrose progressiva das vias biliares intra e extra-hepática. Diversos fatores são postulados como causadores da doença, todavia, entende-se que ela é ocasionada pelo sistema imune do paciente, ou seja, o organismo produz anticorpos que destroem as vias biliares.

Quanto ao quadro clínico da doença, a CEP acomete principalmente homens jovens, entre 30 e 40 anos de idade. Os sintomas mais frequentes são fadiga (70%) e coceira (65%). Podem ocorrer também febre e dor no quadrante superior direito do abdome.

Trata-se de uma doença progressiva, sendo que a sobrevida, em 5 anos, é de 72%. Após o diagnóstico, a sobrevida varia de 12 a 21 anos.

Os maiores problemas dos pacientes com CEP estão relacionados com o alto risco de desenvolverem carcinoma de cólon e colangiocarcinoma (tumor cancerígeno do fígado). Periodicamente, é indicada a colonoscopia, como método de diagnóstico precoce do câncer de cólon.

Até o presente momento, todas as tentativas de terapêutica se revelaram ineficazes na cura da CEP, tendo sido suficientes apenas para o controle da enfermidade. O transplante hepático é o tratamento de escolha para a CEP em fase terminal.Apenas um paciente integra a minha casuística e aguarda transplante hepático.

5. Síndrome de Budd-Chiari

O quadro clínico da síndrome de Budd-Chiari foi descrito, inicialmente, por Budd, em 1845, e o quadro histológico por Chiari, em 1849. A síndrome se caracteriza pela obstrução completa ou parcial das veias hepáticas, principalmente da veia cava inferior (93%).

Diversas situações levam à obstrução completa ou parcial do fluxo venoso do fígado. As principais são estado de hipercoagulação, ou seja, formação de coágulos de sangue nas veias hepáticas; insuficiência cardíaca direita; inflamação do pericárdio (membrana que envolve o coração); uso de estrógenos; uso de contraceptivos orais; gravidez e pós-parto; infecção crônica pelo vírus Epstein-Barr (mononucleose); pancreatite; tumores (mieloma múltiplo); câncer de fígado e rim; cisto hepático maciço (único); estreitamento das veias hepáticas após traumas (acidentes de trânsito, lutas marciais, quedas que lesionam a barriga, tiros, facadas).

A doença acomete homens e mulheres. Clinicamente, a síndrome de Budd-Chiari pode apresentar as seguintes formas: aguda ou fulminante e crônica.

Na forma aguda ou fulminante, o quadro é muito grave e se caracteriza por aparecimento súbito de barriga d’água e sinais clínicos e laboratoriais de insuficiência hepática.

Na doença crônica, as manifestações clínicas são inchaço dos membros inferiores (edema), fígado aumentado (hepatomegalia), dor abdominal (pode ser simplesmente a primeira manifestação da doença), pele e olhos amarelados (pequena incidência).

Geralmente, o diagnóstico da síndrome de Budd-Chiari é efetuado através de exames de imagem, sendo a ultrassonografia (US) abdominal com Doppler colorido o passo inicial.

O tratamento da doença pode ser clínico ou cirúrgico, mas o transplante hepático tem sido considerado uma boa opção no tratamento da síndrome de Budd-Chiari.


6. Hemocromatose hereditária

A hemocromatose é um distúrbio metabólico genético ocasionado pelo depósito excessivo de ferro em células de diversos órgãos do corpo humano, sendo o fígado o mais comprometido. O acúmulo de ferro no fígado ocasiona lesão nas suas células, provocando, portanto, prejuízo funcional grave.

O termo hemocromatose provém do grego haima (sangue) e chromatos (cor). Grande parte dos portadores da doença apresenta pele bronzeada, decorrente da deposição de pigmentos que contêm ferro.

O ferro é um dos elementos mais importantes para a vida do ser humano, pois é utilizado no transporte de oxigênio para as células. O excesso de ferro no organismo, por sua vez, pode levar a várias situações clínicas e as mais importantes estão relacionadas a facilitação de infecções bacterianas, prejuízo da resposta imunológica e celular do indivíduo, lesão celular do fígado e, consequentemente, fibrose.

No que diz respeito especificamente ao comprometimento hepático, a sobrecarga do depósito de ferro pode ocasionar um processo contínuo de agressão do fígado e, sendo assim, o paciente pode desenvolver cirrose hepática.

Nos pacientes cirróticos, a hemocromatose hereditária se caracteriza, clinicamente, por fígado aumentado (hepatomegalia), pigmentação cutânea da pele (cor bronzeada), baço aumentado, barriga d’água, olhos amarelados (icterícia) e edema dos membros inferiores. É comum os pacientes com hemocromatose hereditária se queixarem de artralgia, perda da libido e ausência de menstruação (no caso das mulheres). Mesmo tendo aparecimento tardio, portadores dessa síndrome apresentam sintomas clássicos do diabetes mellitus.

O diagnóstico é realizado através de exames de sangue e biópsia hepática. O tratamento da hemocromatose é essencialmente clínico e alguns pacientes precisam fazer flebotomias (sangrias venosas) semanais ou bissemanais. Diversas drogas são utilizadas na remoção do ferro do organismo. Recomenda-se a abstinência de álcool e fumo.

O transplante hepático em portadores da enfermidade revela resultados desanimadores, com elevada mortalidade pós-transplante. É comum o
acúmulo de ferro também no fígado transplantado.

FEIRA SAÚDE CIDADE ADEMAR -CONSCIENTIZAÇÃO DE POMPE

A  Subprefeitura da Cidade Ademar, A Igreja Presbiteriana da Cidade Ademar Gedrbrasil e a Apartesp agradecem:

Agradecemos ás escolas de enfermagem: São José e Cadem que cederam os alunos para realizar  exames de avaliação renal e detecção  do virus da hepatite C, a Duca e sua equipe de palhaços, a Afag pela distribuição das Cartilhas e material 
Em especial as mais de 1500 pessoas que compareceram 
A saúde ao alcance de todos!! 

Parabéns aos 67 anos do Bairro Cidade Ademar!!!

Cássia Barbosa
Presidente da Apartesp. 
Marcos Teixeira 









GEDR 

sábado, 29 de junho de 2013

GEDRBRASIL APOIA PROFESSOR OROSCO NA ELEIÇÃO CONSELHO ESTADUAL PARA ASSUNTOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
































VOÇE QUE VOTA , VOTA OROSCO COM O GEDR
O GEDR como é conhecido o Grupo de Estudos de Doenças Raras existe desde janeiro de 2009 e foi oficializado com o inicio das atividades na internet em maio daquele ano com o blog HTTP://estudandoraras.blogspot.com   que já recebeu mais de 870.000 visitas
Inicialmente concebido para ser um portal de informações municipais conseguiu alcançar destaque em todo o estado de São Paulo com a atuação do Professor Orosco como Coordenador de Assuntos Interdepartamentais Destinado a apoiar e fomentar políticas publicas para as doenças raras e as deficiência hoje alem de São Paulo atua em quase todo o Brasil
Paralelamente desde o primeiro momento a GEISER. Grupo de Enlace, Investigación y Soporte para Enfermedades Raras tornou-se um parceiro na troca de conteúdo motivando a realização do  Primeiro Congresso Brasileiro de Doenças Raras nas dependências da Câmara Municipal de São Paulo com presença de entidades de todo o Brasil , desta atividade originou-se o primeiro documento oficial de doenças raras que faz parte hoje das solicitações nacionais para atuação de políticas publicas no segmento anexado a consulta publica nacional sobre o tema com ênfase nas deficiências.
Sempre atuando na causa o Professor Orosco foi um dos idealizadores e realizadores da Caminhada de Apoio ao Paciente de Doenças Raras no parque da juventude com a presença de 60 entidades e 2000 pessoas .

Em 2011 realizamos a segunda edição da caminhada, no parque na aclimação com a participação  de + de 4000 pessoas e tivemos como marco daquele ano o inicio de diversas entidades constituídas oficialmente ou como movimentos sociais que se motivaram a  organizar seus pacientes , necessidades  comuns  e trabalhos científicos  e de grande importância social  fortalecendo parcerias na área de  transplantes, renais crônicos,oncologia,nutrição em todo os aspectos e direito

Para 2012 nosso objetivo era iniciar uma caminhada para o interior de São Paulo e desta maneira pela intervenção direta do Professor Orosco fechamos uma parceria com o Conselho Estadual de Assuntos para a Pessoa com Deficiência e Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, recebendo o precioso apoio da Dra Linamara  Batistella que entendeu que a doença rara tem sempre como consequência alguma deficiência e apoiar a causa do GEDRBRASIL   seria uma atribuição da secretaria como prevenção e orientação , esta parceria  possibilitou mais de 20 seminários no interior de São Paulo atendendo 7000 pessoas e iniciando  uma consultoria independente em permanente em dezenas de cidades como ;
Como exemplo em Santos o GEDR BAIXADA SANTISTA conta com um curso universitário sobre doenças raras junto a UNIP ,Parceria coma Câmara Municipal de Santos para  treinamento de alunos , Parceria com a secretaria de Saúde de Santos para treinamento de agentes de saúde em doenças rara e em breve um ambulatório multidisciplinar para atendimento aos pacientes da cidade com deficiência e doenças raras Também em 2012  foi iniciado através do trabalho de  marketing do grupo e o acesso aos direitos do paciente com a parceria com a AFAG Associação de Familiares Amigos e Portadores de Doenças Graves  presidida pela Dra Maria Cecilia J.B.M.Oliviera , notadamente uma das maiores entidades de pacientes  do pais,  que tomou a frente o trabalho dos outros estados  já consolidando ações conjuntas de rotina com a colocação de delegados em Pernambuco, Rio de Janeiro , Paraná, Minas Gerais , Rio Grande do Sul , Bahia,Brasilia, Alagoas e em breve Sergipe e Piauí.
O blog Estudandoraras  como movimento social   a AFAG e o SAUDEZEN  hoje são entidades  complementares que já em 2013 organizaram  mais uma vez o Dia Mundial de Doenças Raras  em 8  estados e mais de 20 cidades ,nesta edição tivemos a presença de 166 palestrantes e 5000 pessoas assistiram nossos seminários .
Temos uma agenda marcada de ações para todo o ano e para todos os públicos, leigos, cientistas, governos, estudantes e pacientes , alem de participações em congressos ,  feiras e eventos de terceiros como convidados e expositores.

Um novo caminho se abre para o GEDRBRASIL  também na área governamental federal e de educação e por tudo isso o Professor Orosco é nosso candidato

MARCOS ANTONIO TEIXEIRA
COORDENADOR NACIONAL DO GEDRBRASIL E BLOG ESTUDANDORARAS

CONSCIENTIZAÇÃO DA ESCLEROSE SISTÊMICA -ESCLERODERMIA











terça-feira, 25 de junho de 2013

Leucodistrofia metacromática

Leucodistrofia metacromática é uma doença neurodegenerativa caracterizada por uma acumulação de sulfatidos (glicoesfingolípidos sulfatados, especialmente sulfogalactosylceramides ou sulfogalactocerebrosides) no sistema nervoso e os rins. Existem três formas da doença: infantil tardia, juvenil e adulta. Sua incidência varia entre 0,5 e 1/50 000 (60%, sendo infantil tardia, juvenil 20-30% e 10-20% de adultos). A prevalência é estimada em 1 caso em 625 000. A forma infantil tardia é a mais frequente e começa a andar em torno de idade, com hipotonia, dificuldades de locomoção, atrofia óptica e regressão do motor precedente deficiência mental. O sistema nervoso periférico é sistematicamente afetado (velocidade de condução nervosa são reduzidas). A doença progride para um estado de descerebração, em poucos anos, com a morte ocorrendo dentro de 5 anos após o início dos sintomas. Sinais de acumulação sulfatide deve ser sistematicamente procurado, principalmente na urina (sulfatiduria). A forma juvenil começa em torno da idade de 4 ou 5, com o desenvolvimento intelectual detidos, seguida pela regressão motora, convulsões epilépticas e ataxia. A doença progride menos rapidamente do que a forma infantil, mas o resultado é sempre fatal, a maioria dos pacientes morrem antes dos 20 anos. Na forma adulta, o início pode ocorrer em torno de 15 anos de idade, mas muitas vezes a doença não é diagnosticada até a vida adulta. Os sinais clínicos incluem tanto desordens motoras ou psiquiátrico, mas a progressão é lenta. A doença pode se manifestar como convulsões epilépticas. Sulfatiduria está presente, mas em menor grau do que em formas de início mais cedo. Leucodistrofia metacromática é autossômica recessiva e resulta de uma incapacidade de metabolizar sulfato cerebrósido. Na maioria dos casos, a enzima é deficiente arilsulfatase A, o gene para o qual foi localizado no cromossoma 22 (22q). Na forma infantil tardia, a atividade de arilsulfatase A é muito baixo ou inexistente. Na forma juvenil, deficiência enzimática e sulfatiduria também estão presentes, mas menos acentuado do que na forma infantil, enquanto que na forma adulta, a actividade enzimática residual é encontrado. Em casos raros, foram encontradas mutações no gene que codifica para um activador envolvidas na hidrólise enzimática dos lípidos, chamado SAP-B, localizado no cromossoma 10 (10q21-22). Os sintomas clínicos da leucodistrofia metacromática, devido à deficiência de activador são idênticos aos encontrados nos leucodistrofia metacromática infantil ou juvenil.Arilsulfatase A é normal, mas sulfatide níveis são elevados. Triagem de indivíduos heterozigotos e diagnóstico pré-natal pode ser realizado. Não existe um tratamento específico disponível para esse transtorno. O transplante de medula óssea pode ser considerado para os indivíduos que sofrem de início juvenil ou formas infantis final antes do aparecimento dos sintomas, a fim de estabilizar as suas funções cognitivas, mas a sua eficácia não é justificada.Terapia enzimática substitutivo está atualmente investigados.

Perito avaliador (s)

CUIDADOR

Atualmente, não existem políticas públicas para oferecer o serviço de cuidador para pessoas que necessitam desse suporte. Além disso, a profissão não é
regulamentada e, ainda,  falta profissional adequado para executar esse tipo de trabalho". A observação foi feita pela deputada federal Mara Gabrilli (PSDB) durante audiência pública sobre o profissional cuidador para pessoas com deficiências e idosos, realizada nesta segunda feira na Câmara Municipal. A parlamentar é autora do Projeto de Lei 5765/2013, que determina a criação do auxílio de cuidador em tempo integral para pessoas com doenças graves raras, deficiências severas de mobilidade e idosos.

O PL foi protocolado nos Ministérios da Assistência Social e da Previdência. Segundo Mara Gabrilli, "a renda não deve ser o fator decisivo para uma pessoa ter ou não o auxílio de um cuidador. Mas sim que a gravidade da doença ou deficiência seja o primeiro critério a ser julgado. O que permite que uma pessoa de classe média, por exemplo, que seja contribuinte do INSS, também tenha acesso a esse profissional".

Já o Projeto de Lei 4815/2012, também de autoria da deputada Mara Gabrilli, prevê que o governo crie um  Serviço de Apoio Especializado para aqueles que comprovadamente   necessitam de um cuidador. Para a parlamentar, "isso melhoraria a qualidade de vida, daria mais autonomia para ir e vir  podendo estudar e trabalhar". "Eu mesma que, desde 1994, não tenho nenhum movimento do pescoço para baixo sem o apoio 24 horas de um cuidador, não teria condições de fazer absolutamente nada do que faço", completou.

Mara Gabrilli também discutiu na audiência pública a necessidade da profissão de cuidador se regulamentada o mais breve possível. Isso  porque, segundo ela, "esse profissional  acaba sendo contratado como empregado doméstico". Com a PEC das domésticas em discussão, o serviço se torna oneroso, fazendo com que muitas pessoas demitam por não terem condições de pagar. Mara Gabrilli deixou claro que "contratar um cuidador não é capricho, e sim uma necessidade".

Durante a  audiência pública, o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) lembrou que a criação e regulamentação da profissão de cuidador foi uma das propostas do PSDB durante a campanha à prefeitura de São Paulo. "Vamos acompanhar de perto essa discussão para que possamos ter subsídios para criar o um Projeto de Lei que regulamente esse profissional  no município de São Paulo.