AVISO IMPORTANTE
| "As informações fornecidas são baseadas em artigos científicos publicados. Os resumos das doenças são criados por especialistas e submetidos a um processo de avaliação científica. Estes textos gerais podem não se aplicar a casos específicos, devido à grande variabilidade de expressão da doença. Algumas das informações podem parecer chocantes. É fundamental verificar se a informação fornecida é relevante ou não para um caso em concreto. "A informação no Blog Estudandoraras é atualizada regularmente. Pode acontecer que novas descobertas feitas entre atualizações não apareçam ainda no resumo da doença. A data da última atualização é sempre indicada. Os profissionais são sempre incentivados a consultar as publicações mais recentes antes de tomarem alguma decisão baseada na informação fornecida. "O Blog estudandoraras não pode ser responsabilizada pelo uso nocivo, incompleto ou errado da informação encontrada na base de dados da Orphanet. O blog estudandoraras tem como objetivo disponibilizar informação a profissionais de cuidados de saúde, doentes e seus familiares, de forma a contribuir para o melhoramento do diagnóstico, cuidados e tratamento de doenças. A informação no blog Estudandoraras não está destinada a substituir os cuidados de saúde prestados por profissionais. |
domingo, 27 de outubro de 2013
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Policitemia Vera (PV)
A policitemia vera (PV) é uma doença mieloproliferativa adquirida caracterizada por um aumento absouto da massa de glóbulos vermelhos causada pela produção descontrolada de glóbulos vermelhos, estando tambem frequentemente associada à produção descontrolada de glóbulos brancos e de plaquetas.
A incidência anual está estimada em cerca de 1/36,000 - 1/100 000 e a prevalência em 1/3, 300. A PV ocorre em todas as idades, mas é mais comum em pessoas com 50-70 anos de idade.
No início os sintomas são muitas vezes subtis e podem incluir cefaléias, tonturas, vertigens, zumbidos, disturbios visuais, prurido após o banho e pele avermelhada na face, mãos, leito ungueal, mucosas e conjuntivas. Podem estar associadas complicações, incluindo trombose arterial (nos territórios cerebrovascular, miocárdio ou periféricos), angina de peito ou claudicação intermitente, ou tromboses venosas, incluindo trombose venosa profunda, embolia pulmonar, trombose esplâncnica (trombose da veia porta e síndrome de Budd-Chiari; ver estes termos) e hemorragia, incluindo hemorragia das gengivas, equimoses e hemorragia gastrointestinal. A PV também pode apresentar esplenomegalia. Mielofibrose e leucemia aguda ou síndrome mielodisplásico desenvolve-se numa minoria dos doentes, geralmente numa fase tardia da doença.
Os sintomas estão relacionados com a hiperviscosidade sanguínea, o que compromete a microcirculação e é causada por um aumento acentuado nos elementos celulares do sangue. Tal deve-se à expansão de células estaminais clonais anormais que interfere ou suprime o crescimento e maturação normal das células estaminais. A origem exata dessa transformação das células estaminais ainda é indeterminada, no entanto, na grande maioria dos doentes está presente uma mutação somática (JAK2-V617F) no exão 14 do gene JAK2 (9p24) e, menos frequentemente, uma mutação somática no exão 12 do JAK2 .
O diagnóstico é baseado na combinação de alguns dos seguintes critérios: hematócrito (Hct) superior a 52% ou hemoglobina (Hb) superior a 185 g/L em doentes do sexo masculino, Hct superior a 48% ou Hb superior que 165 g / L em doentes do sexo feminino, um aumento (superior a 125% do valor normal) da massa de glóbulos vermelhos, a presença da mutação V617F ou uma mutação no exão 12 de JAK2 , baixos níveis de circulação de eritropoietina (EPO), formação espontânea de colónias de células progenitoras eritróides, e, em casos raros em que não existe uma mutação no gene JAK2 , a evidência de uma doença mieloproliferativa na biópsia de medula óssea.
O diagnóstico diferencial inclui a eliminação da doença mieloproliferativa Ph1-negativa (DMP), incluindo trombocitose essencial e metaplasia mielóide agnogénica (ver estes termos). Nos doentes com poliglobulia sem mutação no gene JAK2 , devem ser consideradas causas de eritrocitose primária congénita e eritrocitose secundária (ver estes termos). Nos doentes com PV associados a DMP na mesma família, deve ser equacionado o diagnóstico de predisposição familiar para DMP.
Os doentes com PV devem ser avaliados de forma personalizada. O tratamento é baseado na flebotomia para melhorar a circulação sanguínea. O Hct ideal é de 45%. Nos doentes com um risco aumentado de trombose devido à idade (superior a 60 anos), antecedentes de trombose, doença vascular periférica ou hipertensão, deve ser considerada a citorredução. A hidroxiuréia continua a ser o fármaco de referência para doentes idosos. Para aqueles sem contra-indicação específica, uma dose baixa de aspirina comprovadamente reduz o risco de trombose. O tratamento com interferon alfa pode ser proposto para grávidas. A anagrelida também pode ser usada para diminuir o número de plaquetas.
A PV é uma doença crónica. A sobrevivência dos doentes tratados descritos na literatura é idêntica à da população em geral ou diminuída (com mortalidade 1,6 vezes superior à da população geral).
A incidência anual está estimada em cerca de 1/36,000 - 1/100 000 e a prevalência em 1/3, 300. A PV ocorre em todas as idades, mas é mais comum em pessoas com 50-70 anos de idade.
No início os sintomas são muitas vezes subtis e podem incluir cefaléias, tonturas, vertigens, zumbidos, disturbios visuais, prurido após o banho e pele avermelhada na face, mãos, leito ungueal, mucosas e conjuntivas. Podem estar associadas complicações, incluindo trombose arterial (nos territórios cerebrovascular, miocárdio ou periféricos), angina de peito ou claudicação intermitente, ou tromboses venosas, incluindo trombose venosa profunda, embolia pulmonar, trombose esplâncnica (trombose da veia porta e síndrome de Budd-Chiari; ver estes termos) e hemorragia, incluindo hemorragia das gengivas, equimoses e hemorragia gastrointestinal. A PV também pode apresentar esplenomegalia. Mielofibrose e leucemia aguda ou síndrome mielodisplásico desenvolve-se numa minoria dos doentes, geralmente numa fase tardia da doença.
Os sintomas estão relacionados com a hiperviscosidade sanguínea, o que compromete a microcirculação e é causada por um aumento acentuado nos elementos celulares do sangue. Tal deve-se à expansão de células estaminais clonais anormais que interfere ou suprime o crescimento e maturação normal das células estaminais. A origem exata dessa transformação das células estaminais ainda é indeterminada, no entanto, na grande maioria dos doentes está presente uma mutação somática (JAK2-V617F) no exão 14 do gene JAK2 (9p24) e, menos frequentemente, uma mutação somática no exão 12 do JAK2 .
O diagnóstico é baseado na combinação de alguns dos seguintes critérios: hematócrito (Hct) superior a 52% ou hemoglobina (Hb) superior a 185 g/L em doentes do sexo masculino, Hct superior a 48% ou Hb superior que 165 g / L em doentes do sexo feminino, um aumento (superior a 125% do valor normal) da massa de glóbulos vermelhos, a presença da mutação V617F ou uma mutação no exão 12 de JAK2 , baixos níveis de circulação de eritropoietina (EPO), formação espontânea de colónias de células progenitoras eritróides, e, em casos raros em que não existe uma mutação no gene JAK2 , a evidência de uma doença mieloproliferativa na biópsia de medula óssea.
O diagnóstico diferencial inclui a eliminação da doença mieloproliferativa Ph1-negativa (DMP), incluindo trombocitose essencial e metaplasia mielóide agnogénica (ver estes termos). Nos doentes com poliglobulia sem mutação no gene JAK2 , devem ser consideradas causas de eritrocitose primária congénita e eritrocitose secundária (ver estes termos). Nos doentes com PV associados a DMP na mesma família, deve ser equacionado o diagnóstico de predisposição familiar para DMP.
Os doentes com PV devem ser avaliados de forma personalizada. O tratamento é baseado na flebotomia para melhorar a circulação sanguínea. O Hct ideal é de 45%. Nos doentes com um risco aumentado de trombose devido à idade (superior a 60 anos), antecedentes de trombose, doença vascular periférica ou hipertensão, deve ser considerada a citorredução. A hidroxiuréia continua a ser o fármaco de referência para doentes idosos. Para aqueles sem contra-indicação específica, uma dose baixa de aspirina comprovadamente reduz o risco de trombose. O tratamento com interferon alfa pode ser proposto para grávidas. A anagrelida também pode ser usada para diminuir o número de plaquetas.
A PV é uma doença crónica. A sobrevivência dos doentes tratados descritos na literatura é idêntica à da população em geral ou diminuída (com mortalidade 1,6 vezes superior à da população geral).
Erros Inatos do Metabolismo , Teste do Pezinho
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
EPIDERMOLISE BOLHOSA SEMINÁRIO
"Seminário
Epidermolise Bolhosa de Todas as Formas"
Workshop Sobre Atualização de Tratamentos
19 de Outubro de 2013 – Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacareí , 100
oitavo Andar Centro
Gostaríamos de convidá-lo , e seus alunos e professores para o evento sobre
o Impacto da Qualidade de Tratamento em
pacientes com Epidermolise Bolhosa, fundamental para enfermeiros, médicos e
cuidadores , o qual será gratuito com certificado , mas necessidade de inscrição antecipada ate dia
16/10 .
Objetivo: esclarecer e educar sobre a doença que causou comoção nacional
por sua raridade e ao mesmo tempo totalmente tratável quando diagnosticada a tempo,
apresentando profissionais que vão explanar todas as formas de tratamento.
Contaremos com a participação de palestrantes convidados pela SOSEB
Enfermeiro Professor Antônio Rangel
Secretaria de Saúde de Curitiba
Ficaremos honrados com sua presença.
Após confirmação da sua participação, através do
link http://www.afag.org.br/index.php/inscricoes , detalhes logísticos serão providenciados,
bem como grade de palestras
Para mais detalhes, entre em contato com Marcos
Teixeira 11 39836852
Atenciosamente,
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
domingo, 29 de setembro de 2013
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
ARTRITE REUMATOIDE E ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL
EVENTO EM SÃO PAULO CHAMA ATENÇÃO DA COMUNIDADE PARA A
ARTRITE REUMATOIDE E ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL
Outubro é mês de conscientização mundial da artrite reumatoide, pensando nisso, o Grupo EncontrAR e Grupar-RP, promoverá em São Paulo, evento especial onde serão abordados a Artrite Reumatoide e Artrite Idiopática Juvenil, com apoio e presença da ACREDITE "Amiga da Criança com Reumatismo", juntos trazendo informações para promoção da qualidade de vida do adulto, da criança e da família convivendo com AR e AIJ.
O evento realizado em parceria com o Vereador Marco Aurélio Cunha, Portal Reumatoguia e AFAG (Associação dos Familiares e Amigos de Doenças Graves), acontecerá no dia, 05 de Outubro, na Câmara Municipal de Vereadores, das 9h às 16h, sendo aberto aos profissionais da saúde, pacientes com doenças reumáticas, familiares, estudantes e o público em geral.
Atenção este evento será transmitido online, o link será divulgado em nossos blogs e redes sociais no dia do evento!!! Fique atento, o Brasil e o Mundo vão poder acompanhar e participar simultâneamente!!!
A programação será divulgada em breve.
Participação Gratuita, mediante inscrição prévia, no Blog Artrite Reumatoide no link:
E-mail para informações: encontrar@encontrar.org.br
Será fornecido certificado digital para os participantes (fazer essa escolha ao se inscrever)
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Assinar:
Postagens (Atom)










