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sábado, 17 de março de 2012
IGF1 DEFICIÊNCIA
Histidinemia
A histidinemia é uma doença autossómica recessiva do metabolismo da histidina provocada por uma deficiência de histidase. Esta deficiência enzimática resulta em: excreção urinária elevada de histidina e seus metabolitos, concentrações elevadas de histidina no sangue e líquido cefalo-raquidiano (LCR) e concentrações diminuídas de ácido urocânico no sangue e pele. A maioria dos casos descritos foram detectados em programas de rastreio neonatal. A incidência de histidinemia na América do Norte é estimada em 1:12.000 em mais de 20 milhões de recém-nascidos rastreados. Esta anomalia metabólica parece ser benigna na maioria dos indivíduos afectados, embora, em condições pouco habituais, possa ser patológica e provocar a doença do sistema nervoso central descrita em alguns doentes com histidinemia. Julga-se que a histidinemia materna seja benigna. A restrição da histidina da dieta resulta em diminuição dos níveis de histidina plasmática, mas não parece ser indicada para a maioria dos doentes, dada a aparente ausência de consequências clínicas. O gene da histidase, histidina-amonia liase (HAL), foi localizado no cromossoma 12q22-q24.1. As características moleculares e o defeito específico da histidase na histidinemia permanecem por determinar.
Editor(es)
- Prof Harvey LEVY
Homocarnosinose
A homocarnosinose é uma doença metabólica extremamente rara que foi descrita em apenas uma família(numa mulher e em três dos seu filhos). As crianças apresentavam diplegia espástica progressiva, atraso mental e retinite pigmentosa, embora a mãe fosse assintomática. Por isso, não é certo que exista qualquer relação entre o defeito bioquímico e os sintomas clínicos. O modo de hereditariedade na família descrita parece ser autossómico dominante.
Editor(es)
- Prof Jaak JAEKEN
Deficiência de GTP cicloidrolase I
A deficiência de GTP-cicloidrolase I, uma doença genética autossómica recessiva, é uma das causas de hiperfenilalaninemia maligna por deficiência de tetrahidrobiopterina. A deficiência em tetrahidrobiopterina não só causa a hiperfenilalaninemia, como também é responsável pela deficiência na neurotransmissão por monoaminas devido à disfunção das tirosina e triptofano hidroxilases, ambas enzimas dependentes de tetrahidrobiopterina. Deve-se suspeitar da deficiência de GTP-cicloidrolase I em todas as crianças com rastreio neonatal positivo para fenilcetonúria, especialmente quando a hiperfenilalaninemia é moderada. A forma mais eficaz de diagnosticar a doença consiste em medir os níveis de pteridina na urina, confirmando o resultado pela determinação dos neurotransmissores (ácido 5-hidroxindolacético e ácido homovanílico) no LCR e por um teste de sobrecarga com tetrahidrobiopterina (20mg/kg). Quando não é tratada, a deficiência causa sinais neurológicos aos 4-5 meses, embora os sinais clínicos sejam frequentemente óbvios ao nascimento. Os principais sintomas incluem atraso psicomotor, alteração do tónus, convulsões, letargia, irritabilidade, anomalias do movimento, hipertermia, hipersalivação e dificuldades de deglutição. O tratamento visa reduzir os níveis de fenilalanina para valores normais (dieta restrita em fenilalanina ou tratamento com tetrahidrobiopterina) e restaurar a normal neurotransmição monoaminérgica pela administração de percursores (L-DOPA/carbidopa e 5-hidroxitriptofano).
Acidúria piroglutâmica
descrita em mais de 65 doentes (correspondendo a mais de 50 famílias em todo mundo). Em termos clínicos, a deficiência de glutationa sintetase pode ser classificada como ligeira, moderada ou grave. Os sintomas incluem anemia hemolítica, acidose metabólica, 5-oxoprolinúria, sintomas neurológicos progressivos e infecções bacterianas recorrentes. Vários doentes morrem no início da vida. A acidose deve-se à deficiente inibição por feed-back do ciclo do gama-glutamilo, resultando na sobre-produção e acumulação de 5-oxoprolina. A glutationa sintetase catalisa o último passo da síntese de glutationa e a deficiência resulta em baixos níveis de glutationa. O tratamento inclui a correcção da acidose, suplementação com anti-oxidantes e evitar a toma de medicamentos conhecidos por precipitar crises hemolíticas em doentes com deficiência de glucose-6-fosfato desidrogenase. O diagnóstico é geralmente composto pelas seguintes fases: achados clínicos, detecção de 5-oxoprolinúria, baixos níveis de glutationa e glutationa sintase e análise mutacional do gene da glutationa sintetase. O diagnóstico pré-natal é possível.
Editor(es)
- Dr Agne LARSSON
- Dr Ellinor RISTOFF
Glicogenose tipo 1
A glicogenose tipo I (doença de von Gierke) é causada por disfunções no sistema da glucose-6-fosfato (G6P), um passo-chave na regulação da glicemia. A deficiência diz respeito à subunidade catalítica da glucose-6-fosfatase (tipo Ia) ou ao transportador de G6P (tipo Ib). A sua incidência é aproximadamente de 1/100.000 nados vivos e o modo de transmissão é autossómico recessivo. Os doentes têm uma baixa tolerância ao jejum: hepatomegalia grave; atraso de crescimento (baixa estatura e puberdade tardia), que melhora geralmente com uma dieta apropriada; osteoporose; face redonda, bochechas cheias; hipotonia com atraso na aquisição das competências motoras; rins de tamanho aumentado e disfunção plaquetária. No tipo Ib estão também presentes os seguintes sintomas: tendência para infecções associadas com neutropenia, gengivostomatite aftosa recurrente e doença inflamatória intestinal. A suspeita de diagnóstico surge com base em valores basais anormais e no resultado de testes funcionais, sendo confirmada pela demonstração da deficiência enzimática em biópsia hepática (utilizando preferencialmente material fresco em vez de congelado). Os genes para os tipos Ia e Ib foram localizados nos cromossomas 17 e 11 respectivamente, tendo já sido clonados. Foram identificadas mutações que permitem a realização de diagnóstico pré-natal para os dois tipos. O tratamento dietético visa evitar a hipoglicemia (refeições frequentes, alimentação entérica nocturna através de tubo naso-gástrico, suplementação oral com amido não cozinhado), a acidose (restrição da ingestão de frutose e galactose) e as complicações hepáticas (adenomas). A possibilidade remota de transformação dos adenomas em hepatocarcinoma poderá justificar o transplante hepático, o que corrige a hipoglicemia.
Editor(es)
- Dr Roseline FROISSART
- Dr Irène MAIRE
Glicogenose tipo 0
A glicogenose tipo 0, ou deficiência de glicogénio sintase, não é uma glicogenose no sentido estrito, dado que a deficiência enzimática diminui as reservas de glicogénio. É uma doença hereditária autossómica recessiva extremamente rara. Os doentes apresentam fadiga matinal, hipoglicemia durante o jejum (sem hepatomegalia) associada a hipercetonemia, mas sem hiperalaninemia ou hiperlactacidemia. Após as refeições, verifica-se uma hiperglicemia marcada, associada a aumento dos níveis de lactato e alanina. Os resultados biológicos após teste de sobrecarga de glucose são fortemente sugestivos, mas o diagnóstico formal exige biópsia hepática com uma concentração de glicogénio ligeiramente diminuída e demonstração da deficiência enzimática (não é expressa no músculo, eritrócitos, leucócitos ou fibroblastos). O gene foi localizado no cromossoma 12 (12p12.2). A sua estrutura é conhecida e foram identificadas mutações. O tratamento consiste numa dieta específica com refeições frequentes muito ricas em proteínas durante o dia e ingestão de amido não cozinhado à noite.
DEPARTAMENTO DE NEUROLOGIA E NEUROCIRURGIA -UNIFESP
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO
TEORIAS E TÉCNICAS PARA CUIDADOS INTEGRATIVOS
Realização:
Departamento de Neurologia e Neurocirurgia – Disciplina de Neurologia Clínica/Setor de Investigação em Doenças Neuromusculares da Universidade Federal de São Paulo
Objetivo:
Habilitar profissionais das áreas de saúde, educação e áreas afins nas práticas de cuidados integrativos em qualquer ambiente e para qualquer público, com uma consciência ampliada de saúde, exercendo alteridade e transdisciplinaridade, promovendo bem-estar biopsicossociocultural-espiritual e ambiental.
Conteúdo Programático:
Módulo 1 – Fundamentos dos Cuidados INTEGRATIVOS e ECOLOGIA;
Módulo 2 – Teorias e práticas CORPORAIS e a expansão PERCEPTO-ACIONAL;
Módulo 3 – Teorias e práticas da Psique e a Biblioteca da “ALMA”;
Módulo 4 – Teorias e práticas ARTÍSTICAS e a influência da CULTURA na saúde;
Módulo 5 – Teorias e práticas ESPIRITUALISTAS e o despertar da CONSCIÊNCIA COLETIVA;
Módulo 6 – Teorias e técnicas ORIENTAIS, BIOÉTICA, DIDÁTICA DO ENSINO SUPERIOR e PESQUISA
Público alvo: profissionais da saúde, educação e áreas afins.
Local: Universidade Federal de São Paulo – Setor de Investigação em Doenças Neuromusculares
Período: Quintas-feiras (19h às 23h) e um final de semana por mês (8h às 18h)
Carga horária: 360h (220h práticas e 140h teóricas)
Investimento:12 parcelas de R$ 530,00
Período de inscrição: 25/04/2011 a 22/06/2011
acessar o link para inscrições:
http://procdados.epm.br/dpd/proex/asp/index.asp?page=INS&tipo=E
Processo seletivo: 07/07/
1º grupo – Manhã das 9h às 12h
2º grupo – Tarde das 14h às 17h
Endereço:
Setor de Investigação em Doenças NeuromuscularesRua Estado de Israel, 899 – Vila Clementino (metrô Santa Cruz)
Resultado:11/07/2011
Período de matrícula:12/07/2011 a 22/07/2011
Início do curso: 11/08/2011
Término do curso: 22/07/2012
Informações: marcias.epm@gmail.com – c/ Márcia
annaintegrativos@gmail.com – c/ Anna Paula
Apoio: Associação Verde Vida Saúde
sexta-feira, 16 de março de 2012
APDIP ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE DOENTES COM IMUNODEFICIÊNCIAS PRIMARIAS
O Dia das Doenças Raras é comemorado todos os anos, no último dia do mês de Fevereiro, este ano bissexto, incidiu no dia 29 de Fevereiro de 2012, um dia raro, que corresponde à raridade dos seus pacientes.
Um dos eventos comemorativos foi organizado pela Aliança Portuguesa de Associações das Doenças Raras e pela Orphanet-Portugal, e aconteceu na Fundação António de Almeida, no Porto. O tema da conferência foi “Raros… mas a união faz a força!”.
A APDIP participou na iniciativa com três elementos. Durante a iniciativa foi efetuado um ponto de situação do Plano Nacional de Doenças Raras, tendo sido abordado o tema dos Centros de Referência e o Cartão de Doente Raro. Foi apresentado o portal da Orphanet, portal de referência para a informação sobre doenças raras e medicamentos órfãos, em Português, que se dirige a todos os tipos de público, o objetivo é ajudar na melhoria do diagnóstico, cuidados e tratamento dos doentes com doenças raras.
quinta-feira, 15 de março de 2012
CONVITE REATECH 2012 G.E.D.R. RUA 100 ESTANDE E134
AGUARDAMOS SUA VISITA!
Mais informações, envie e-mail para estudandoraras@hotmail.com
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