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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Linfoma Não-Hodgkin


Linfoma Não-Hodgkin
Linfomas são neoplasias malignas que se originam nos linfonodos (gânglios), muito importantes no combate às infecções.

Os Linfomas Não-Hodgkin incluem mais de 20 tipos diferentes. O número de casos praticamente duplicou nos últimos 25 anos, particularmente entre pessoas acima de 60 anos por razões ainda não esclarecidas.


Com base na média das taxas brutas encontradas nos 17 Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) do Brasil que possuem mais de 3 anos de informações consolidadas, estima-se que haverá aproximadamente 4.900 casos nos homens e 4.200 casos novos em mulheres no Brasil em 2009.


Fatores de Risco
Os poucos conhecidos fatores de risco para o desenvolvimento de Linfomas Não-Hodgkin são:

• Sistema imune comprometido - Pessoas com deficiência de imunidade, em conseqüência de doenças genéticas hereditárias, uso de drogas imunossupressoras e infecção pelo HIV, têm maior risco de desenvolver linfomas. Pacientes portadores dos vírus Epstein-Barr, HTLV1, e da bactéria Helicobacter pylori (que causa úlceras gástricas), têm risco aumentado para alguns tipos de linfoma;

• Exposição Química - Os Linfomas Não-Hodgkin estão também ligados à exposição a certos agentes químicos, incluindo pesticidas, solventes e fertilizantes. Herbicidas e inseticidas têm sido relacionados ao surgimento de linfomas em estudos com agricultores e outros grupos de pessoas que se expõem a altos níveis desses agentes químicos. A contaminação da água por nitrato, substância encontrada em fertilizantes, é um exemplo de exposição que parece aumentar os riscos para doença;

• Exposição a altas doses de radiação.

Prevenção
Assim como em outras formas de câncer, dietas ricas em verduras e frutas podem ter efeito protetor contra o desenvolvimento de Linfomas Não-Hodgkin.

Sintomas 
• Aumento dos linfonodos do pescoço, axilas e/ou virilha;
• Sudorese noturna excessiva;
• Febre;
• Prurido (coceira na pele);
• Perda de peso inexplicada.

Diagnóstico 
São necessários vários tipos de exames para o diagnóstico adequado dos Linfomas Não-Hodgkin. Esses exames permitem determinar o tipo exato de linfoma e esclarecer outras características, cujas informações são úteis para decisão da forma mais eficaz de tratamento a ser empregado.

Biópsia

Durante a biópsia, é retirada pequena porção de tecido (em geral linfonodos) para análise em laboratório de anatomia patológica. Há vários tipos de biópsia, incluindo os seguintes:

• Biópsia excisional ou incisional - através de uma incisão na pele, retira-se o linfonodo por inteiro (excisional) ou uma pequena parte do tecido acometido (incisional). É considerado o padrão de qualidade para o diagnóstico dos linfomas;

• Punção aspirativa por agulha fina - retira-se pequena porção de tecido por aspiração através de agulha;

• Biópsia e aspiração de medula óssea - retira-se pequena amostra da medula óssea (biópsia) ou do sangue da medula óssea (aspiração) através de uma agulha. Este exame é necessário para definir se a doença estende-se também à medula óssea, informação importante que pode ter implicações no tratamento a ser empregado;

• Punção lombar - retira-se pequena porção do líquido cerebroespinhal (líquor), que banha o cérebro e a medula espinhal (não confundir com medula óssea). Esse procedimento determina se o sistema nervoso central foi atingido;

Exames de Imagem

Estes exames são usados para determinar a localização dos sítios acometidos pela doença

• Radiografias de tórax - podem detectar tumores no tórax e pulmões;

• Tomografia Computadorizada - visualiza internamente os segmentos do corpo por vários ângulos, permitindo imagens detalhadas;

• Ressonância Nuclear Magnética (RNM) - também produz imagens detalhadas dos segmentos corporais;

• Cintigrafia com Gálio - uma substância radioativa que, ao ser injetada no corpo, concentra-se principalmente em locais comprometidos pelo tumor. Uma câmera especial permite ver onde o material radioativo se acumulou, e determinar o quanto se disseminou a doença.

Estudos Celulares

Junto com biópsias e exames de imagem, são utilizados alguns testes que ajudam a determinar características específicas das células nos tecidos biopsiados, incluindo anormalidades citogenéticas tais como rearranjos nos cromossomos, comuns nos linfomas. Esses testes permitem também realizar estudos de receptores para antígenos específicos nas células linfomatosas, que servem tanto para definir a origem celular, como também para estimar o prognóstico do paciente. Estes testes incluem:

• Imunohistoquímica - anticorpos são utilizados para distinguir entre tipos de células cancerosas;

• Estudos de Citogenética - determinam alterações no cromossomos das células;

• Citometria de Fluxo - as células preparadas na amostra são passadas através de um feixe de laser para análise;

• Estudos de Genética Molecular (Biologia Molecular) - testes altamente sensíveis com DNA e RNA para determinar alterações genéticas específicas nas células cancerosas.
Novos testes e procedimentos diagnósticos estão surgindo a partir de trabalhos com a análise do genoma e expressão gênica. Parecem trazer informações importantes no futuro, mas na atualidade ainda são experimentais.

Classificação 
Classificar o tipo de linfoma pode ser uma tarefa bastante complicada, mesmo para hematologistas e patologistas. Os Linfomas Não-Hodgkin são, de fato, um grupo complexo de quase 40 formas distintas desta doença. Após o diagnóstico, a doença é classificada de acordo com o tipo de linfoma e o estágio em que se encontra (sua extensão). Estas informações são muito importantes para selecionar adequadamente a forma de tratamento do paciente, e estimar seu prognóstico.

Os Linfomas Não-Hodgkin são agrupados de acordo com o tipo de célula linfóide, se linfócitos B ou T. Também são considerados tamanho, forma e padrão de apresentação na microscopia. Para tornar a classificação mais fácil, os linfomas podem ser divididos em dois grandes grupos: indolentes e agressivos.

Os linfomas indolentes têm um crescimento relativamente lento. Os pacientes podem apresentar-se com poucos sintomas por vários anos, mesmo após o diagnóstico. Entretanto, a cura nestes casos é menos provável do que nos pacientes com formas agressivas de linfoma. Esses últimos podem levar rapidamente ao óbito se não tratados, mas, em geral, são mais curáveis. Os linfomas indolentes correspondem aproximadamente a 40% dos diagnósticos, e os agressivos, aos 60% restantes.

Estadiamento 
Uma vez diagnosticada a doença, segue o procedimento denominado estadiamento. Consiste em determinar a extensão da doença no corpo do paciente. São estabelecidos 4 estágios, indo de I a IV. No estágio I observa-se envolvimento de apenas um grupo de linfonodos. Já no estágio IV temos o envolvimento disseminado dos linfonodos. Além disso, cada estágio é subdividido em A e B (exemplo: estágios 1A ou 2B). O "A" significa assintomático, e para pacientes que se queixam de febre, sudorese ou perda de peso inexplicada, aplica-se o termo "B".

Tratamento 
A maioria dos linfomas é tratada com quimioterapia, radioterapia, ou ambos. A imunoterapia está sendo cada vez mais incorporada ao tratamento, incluindo anticorpos monoclonais e citoquinas, isoladamente ou associados à quimioterapia.

A quimioterapia consiste na combinação de duas ou mais drogas, sob várias formas de administração, de acordo com o tipo de Linfoma Não-Hodgkin. A radioterapia é usada, em geral, para reduzir a carga tumoral em locais específicos, para aliviar sintomas relacionados ao tumor, ou também para consolidar o tratamento quimioterápico, diminuindo as chances de recaída em certos sítios no organismo mais propensos à recaída.

Para linfomas com maior risco de invasão do sistema nervoso (cérebro e medula espinhal), faz-se terapia preventiva, consistindo de injeção de drogas quimioterápicas diretamente no líquido cérebro-espinhal, e/ou radioterapia que envolva cérebro e medula espinhal. Naqueles pacientes que já têm envolvimento do sistema nervoso no diagnóstico, ou desenvolvem esta complicação durante o tratamento, são realizados esses mesmos tratamentos; entretanto, as injeções de drogas no líquido cérebro-espinhal são feitas com maior freqüência.

Imunoterapias, particularmente interferon, anticorpos monoclonais, citoquinas e vacinas tumorais estão sendo submetidos a estudos clínicos para determinar sua eficácia nos Linfomas Não-Hodgkin. Para algumas formas específicas de linfoma, um dos anticorpos monoclonais já desenvolvidos, denominado Rituximab, mostra resultados bastante satisfatórios, principalmente quando associada à quimioterapia. No caso dos linfomas indolentes, as opções de tratamento podem ir desde apenas observação clínica sem início do tratamento, até tratamentos bastante intensivos, dependendo da indicação mais adequada.

Consulte a publicação Estimativa 2008 Incidência de Câncer no Brasil. 


Dr. Ricardo Bigni
Serviço de Hematologia
Hospital do Câncer I / INCA





Linfoma não-Hodgkin

Existem trinta ou mais subtipos de linfomas específicos, mas para simplificar a classificação muitos oncologistas agrupam os vários subtipos de acordo com a velocidade média de crescimento e progressão do linfoma: muito lentamente (baixo grau) ou muito rapidamente (alto grau ou agressivo). Graças ao conhecimento da maneira pela qual os tipos específicos de linfoma progridem, pode-se determinar a possibilidade de progressão lenta ou rápida e os tipos de terapia necessários a esses subtipos.

A classificação dos tipos específicos de linfoma leva em consideração o padrão da biópsia do linfonodo feita ao microscópio e o tipo celular predominante dos linfócitos (T ou B).

Sinais e Sintomas Comuns

Muitos pacientes costumam notar linfonodos aumentados no pescoço, axilas ou virilha. Esse aumento dos linfonodos é menos freqüente próximo às orelhas, cotovelo, na garganta ou próximo às amídalas.

Raramente, a doença pode se iniciar em outro local, como ossos, pulmões ou pele. Nesses casos, os pacientes costumam apresentar sintomas referentes ao envolvimento local, como dor óssea, tosse, dor no peito, erupções ou nódulos na pele.

Os pacienteS podem também apresentar sintomas inespecíficos como febre, calafrios, suor exagerado (principalmente à noite), fadiga, perda de apetite ou perda de peso e durante o exame médico, pode ser percebido o baço aumentado.

Em alguns casos, é possível que a doença seja descoberta somente durante um exame médico “de rotina” ou enquanto o paciente esteja sob tratamento de uma condição não relacionada.

Fatores de Risco

Os fatores que provocam o linfoma ainda são desconhecidos, mas há muitas pesquisas em andamento em relação às causas dessa doença. O risco pode ser mais alto para indivíduos que:

1. Apresentam, alguma doença que enfraquece seu sistema imunológico ao nascer: denominadas imunodeficiências congênitas ou posteriormente como a infecção pelo HIV.

2. Tomam medicamentos devido ao transplante de órgãos.

3. Sejam do sexo masculino, uma vez que a incidência do Linfoma não-Hodgkin é mais comum em homens do que em mulheres.

4. O trabalho com produtos químicos inseticidas e herbicidas pode aumentar o risco de linfoma não-Hodgkin.

É importante salientar que muitos indivíduos com linfoma não se incluem nesses grupos de risco, e também que a maioria dos que se encontram nesses grupos nunca desenvolve a doença
.

Diagnóstico

Na maioria das vezes, linfonodos aumentados significam geralmente uma reação a uma infecção e não são sinônimos de câncer. O médico pode suspeitar de linfoma e encontrar linfonodos aumentados durante um exame físico ou um teste de diagnóstico por imagem (por exemplo, raios-X do peito) sem que haja uma explicação para o aumento, como, por exemplo, uma infecção na região.

O diagnóstico deve ser estabelecido através da biópsia de um linfonodo ou de outro órgão envolvido, como osso, pulmão, fígado ou outros tecidos.

Em alguns casos, o diagnóstico pode ser feito a partir de células do linfoma na medula óssea (mielograma), obtidas como parte de uma avaliação diagnóstica inicial.

A biópsia do gânglio geralmente pode ser realizada sob anestesia local. Ocasionalmente uma cirurgia do peito ou do abdome pode ser utilizada para o diagnóstico. A biópsia cirúrgica requer anestesia geral. No entanto, abordagens mais recentes utilizando a laparoscopia permitem que sejam feitas biópsias no interior de cavidades do corpo, sem grandes incisões e manipulações.

Após a biópsia, o tecido é preparado e examinado microscopicamente por um patologista, para que o padrão das anormalidades do tecido e o tipo de células envolvidas sejam analisados e a agressividade do tumor.

O tecido da biópsia deve ser estudado por imunohistoquímica para que se obtenham evidências adicionais do tipo de linfoma, isto é se trata-se de um linfoma do tipo T, B ou NK.

O tecido também pode ser estudado para verificar se anormalidades cromossômicas estão presentes. Esse tipo de exame é conhecido como citogenética.

Esses exames denomidados imunuhistoquímica e citogenética são importantes na identificação do tipo específico de linfoma, auxiliando na escolha do protocolo (grupo de medicamentos) a serem utilizadas no tratamento.

Se a biópsia determinar o diagnóstico de linfoma, há necessidade de avaliar a extensão da doença, que denominamos estadiamento: radiografia de tórax, ultra-som e tomografia computadorizada do abdome, cintilografia óssea e biópsia da medula óssea realizada sob de anestesia local, com punção no osso bacia, a fim de obter uma alíquota de medula óssea para ser examinado ao microscópio.

Tratamento

Os tratamentos utilizados no tratamento do linfoma não-Hodgkin são, geralmente, quimioterapia e radioterapia. O paciente poderá ser submetido a um ou outro, ou até mesmo à combinação dos dois tratamentos.

O plano de tratamento definido pelo seu médico dependerá de vários fatores, como seu histórico médico, a localização dos gânglios aumentados, o estadiamento da doença e o seu estado geral de saúde.

Cada organismo responde ao tratamento de forma individual. Por essa razão, algumas vezes o médico irá propor ao paciente o tratamento denominado protocolo, que determina o tipo de tratamento que o paciente irá receber. O diagnóstico com base na biópsia e no estadiamento fornece informações muito importantes para o planejamento do tratamento a ser proposto pelo médico. O tipo específico de linfoma (de células T ou B) e a localização dos linfonodos ou órgãos envolvidos são fatores determinantes para a seleção dos medicamentos e para a duração do tratamento.

O médico e equipe multidisciplinar darão instruções específicas sobre cuidados a serem tomados com o uso da quimioterapia e/ou radioterapia assim como os possíveis efeitos colaterais que poderão surgir durante a terapia.



Linfoma de Hodgkin 

O termo utilizado para descrever essa doença tem contexto histórico. O linfoma de Hodgkin foi assim chamado devido à descrição de vários casos em 1832 por Thomas Hodgkin, os quais foram reconhecidos como uma nova condição maligna que envolve os linfonodos. Foi aproximadamente 40 anos mais tarde que um novo conceito de linfoma (originalmente denominado linfossarcoma), diferente do linfoma de Hodgkin, foi proposto por Virchow, Conheim e Billroth, três proeminentes médicos do final do século XIX.

Os pacientes com linfoma de Hodgkin, apresentam células características denominadas: células de Reed-Sternberg.

O linfoma de Hodgkin geralmente se dissemina de uma cadeia para outra de maneira ordenada por meio dos vasos linfáticos, chagando aos gânglios linfáticos (conforme mostra a figura acima).

Sintomas

O sintoma inicial mais comum do linfoma de Hodgkin é um aumento indolor dos linfonodos no pescoço, porção superior do peito, interior do peito, axilas, abdome ou virilha. O envolvimento de linfonodos em outros locais ocorre com menor freqüência. Outros sintomas incluem febre, suor, principalmente à noite, perda de peso e coceira. É possível que os pacientes sintam dor nos linfonodos após a ingestão de álcool, um achado incomum, porém, característico do linfoma de Hodgkin. Pode também ocorrer um aumento do baço.

O médico, após um histórico e exame físico do paciente, se suspeitar da doença, poderá solicitar alguns exames para confirmar a suspeita desse diagnóstico. Essas técnicas podem revelar linfonodos aumentados no peito, no abdome ou em ambos. Massas tumoriais podem ocorrer fora dos linfonodos nos pulmões, ossos ou outros tecidos.

Diagnóstico

Os passos tomados para se determinar a presença e a extensão do linfoma de Hodgkin são importantes para o diagnóstico e para a avaliação da abordagem terapêutica. O diagnóstico definitivo do linfoma de Hodgkin requer biópsia de um linfonodo envolvido ou de outro local acometido pelo tumor. A avaliação da biópsia denomina-se: anátomo-patológico e após a avaliação do patologista, podemos ter a certeza do diagnóstico da doença.

Para definir a extensão da doença são necessários vários exames que os oncologistas denominam estadiamento. Estes exames definem a localização e a distribuição dos linfonodos aumentados, bem como um possível envolvimento de outros órgãos além dos linfonodos.

Na maioria dos casos, estes procedimentos incluem tomografia computadorizada ou ressonância magnética. As informações reunidas a partir desses estudos permitem que o “estádio” da doença do paciente seja determinado, conforme segue abaixo:

Estádio I – representa o envolvimento de um único grupo de linfonodos.

Estádio II – indica o envolvimento de dois ou três grupos vizinhos de linfonodos, do mesmo lado do diafragma (músculo que divide o tórax e o abdome).

Estádio III – representa o envolvimento de vários grupos de linfonodos acima e abaixo do diafragma (músculo que divide o tórax e o abdome).

Estádio IV – significa que há o envolvimento disseminado para outros órgãos, como pulmões, fígado e ossos.

Os quatro estádios do linfoma de Hodgkin podem ser ainda divididos em categorias “A” e “B”. A categoria “A” indica a ausência de febre, suor exagerado e perda de peso. Pacientes que apresentam esses sintomas pertencem à categoria “B”. Por exemplo, o estádio IIB indica que o paciente possui dois grupos vizinhos de linfonodos atingidos pela doença e apresenta febre, suor exagerado e perda de peso.

A extensão da doença e a presença dos sintomas determinam o tratamento a ser seguido, denominado pelos oncologistas de protocolo. O tratamento da doença envolve quimioterapia e radioterapia, que podem ser mais ou menos extensas de acordo com o estádio da doença.

Tratamento

Os passos tomados para se determinar a presença e a extensão do linfoma de Hodgkin são importantes para o diagnóstico e para a avaliação da abordagem terapêutica. O diagnóstico definitivo do linfoma de Hodgkin requer biópsia de um linfonodo envolvido ou de outro local acometido pelo tumor. A avaliação da biópsia denomina-se: anátomo-patológico e após a avaliação do patologista, podemos ter a certeza do diagnóstico da doença.

Para definir a extensão da doença são necessários vários exames que os oncologistas denominam estadiamento. Estes exames definem a localização e a distribuição dos linfonodos aumentados, bem como um possível envolvimento de outros órgãos além dos linfonodos.

O objetivo do tratamento é a cura do paciente. O protocolo utilizado de acordo com o estádio da doença é estudado para que o paciente alcance a cura. A quimioterapia é utilizada em conjunto com a radioterapia.

Radioterapia: a radiação é gerada por aparelhos especiais que produzem raios de alta energia capazes de matar as células tumorais. A proteção dos órgãos não envolvidos, como os pulmões e o fígado, minimiza os efeitos colaterais. Além disso, melhorias contínuas dos dispositivos que geram a radiação permitem focar mais precisamente as áreas a serem tratadas. Ela é geralmente feita em grandes áreas delimitadas, denominada campos. Os campos são definidos de forma que tanto os linfonodos doentes como os vizinhos sejam tratados. Esses campos são denominados “manto” para designar o pescoço e o peito; “abdominal” quando se referem à porção inferior do peito e superior do abdome; e “pélvico” quando se referem à porção inferior do abdome e a virilha.

Quimioterapia: é um conjunto de drogas que são escolhidas e utilizadas para que haja maior destruição das células doentes visando maior índice de cura ao paciente. Como dito anteriormente, o protocolo utilizado depende do estádio da doença.

Prognóstico

A eficácia da terapia depende da idade do paciente e da extensão (estádio) da doença. Uma grande proporção dos pacientes se cura após o tratamento inicial. Para aquela pequena porcentagem que apresenta recidiva da doença, um segundo tratamento com radioterapia ou quimioterapia geralmente é bem-sucedido. Esses pacientes podem se curar ou apresentar longos períodos sem a doença após o segundo tratamento.

Em pacientes com evidência de doença progressiva, o uso de infusões de células-tronco da medula óssea autóloga (transplante autólogo de medula óssea) permite a aplicação de quimioterapia mais intensiva com re-infusão da medula óssea, podendo curar a doença.

Mais de 75% dos pacientes com diagnóstico de linfoma de Hodgkin podem ser curados por meio das abordagens atuais de tratamento.

Uma das características importantes do linfoma de Hodgkin é o comprometimento do funcionamento do sistema imunológico. As células do sistema imunológico, principalmente os linfócitos T, não reagem normalmente. Isso pode fazer com que os pacientes se tornem suscetíveis a certos tipos de infecção. Os efeitos da radioterapia e da quimioterapia podem aumentar essa suscetibilidade, já que esses tratamentos colaboram para a supressão do sistema imunológico.

As melhorias no tratamento do linfoma de Hodgkin, a maior consciência em relação ao risco de doenças infecciosas e uma melhor terapia antimicrobiana disponível tornaram as complicações infecciosas menos problemáticas para os pacientes. A função imunológica dos pacientes costuma melhorar após a cura, fazendo com que o risco de complicações infecciosas graves ou pouco comuns diminua durante o período pós-tratamento.
Fatores que influenciam o tratamento

1) Tipo de Linfoma - Trinta ou mais subtipos de linfomas específicos foram categorizados. Para simplificar a classificação, são agrupados de acordo com a velocidade média de crescimento e progressão do linfoma: muito lentamente (baixo grau) ou muito rapidamente (alto grau ou agressivo) e em relação ao padrão predominante microscópico do linfonodo biopsiado em relação aos lifócitos: T ou B. Graças ao conhecimento da maneira pela qual os tipos específicos de linfoma progridem, lenta ou rapidamente, bem como o tipo celular predominante, o tratamento escolhido é aquele com maior chance de cura.

2) Estádios da doença (determinação de sua extensão) – Após a confirmação do diagnóstico, a extensão da doença deve ser determinada. Isso é denominado estádio ou estadiamento. Técnicas de imagem, como a ressonância magnética ou a tomografia computadorizada, são utilizadas para procurar linfonodos que podem estar aumentados em tórax ou abdome. Uma punção da medula óssea denominada mielograma é realizada para determinar se há presença de células do linfoma naquele território.

Uma punção lombar e/ou a obtenção de imagem do cérebro ou da coluna vertebral pode ser requerida em casos em que o tipo de linfoma ou os sintomas do paciente sugerem que o sistema nervoso central (cérebro ou medula espinhal) possa estar afetado. Após a realização de todos os exames, o médico determina quais são as áreas envolvidas pela doença e determina o tipo e a duração do tratamento.

O linfoma não-Hodgkin é classificado em 4 estádios:

Estádio I
Quando há envolvimento de um grupo de gânglios linfáticos em uma área restrita do corpo, ou quando um único órgão ou local é afetado sem o envolvimento de gânglios linfáticos.

Estádio II
Quando há envolvimento de mais de um grupo de gânglios linfáticos, acima ou abaixo do diafragma, ou quando está afetado um único órgão ou local com gânglios linfáticos adjacentes do mesmo lado do diafragma.

Estádio III
Quando há envolvimento de gânglios linfáticos, várias localizações, podendo ser no mesmo lado do diafragma. Quando há envolvimento de gânglios do mediastino (dentro do tórax).

Estádio IV
Quando estão afetados além dos gânglios outros órgãos não considerados gânglios denominados extranodais como medula óssea, osso, coluna vertebral, sistema nervoso central.

3) Tipo de células - O tipo de células do linfoma (relacionadas às células T, B ou NK) pode fornecer ao médico a escolha do tratamento a ser utilizado. Essa classificação celular é feita por meio de imunohistoquímica realizada pelo patologista. As técnicas de diagnóstico molecular (citogenética) definem translocações específicas das células doentes.
A agressividade do linfoma bem como a resposta ao tratamento é definida a partir da determinação do tipo celular da doença.

4) Envolvimento extranoda - A abordagem terapêutica geralmente é afetada quando há envolvimento de órgãos externos aos linfonodos. Se o Sistema Nervoso Central, fígado ou ossos estiverem envolvidos, por exemplo, a abordagem terapêutica deve levar em consideração essas áreas externas aos linfonodos.

5) Idade - A idade avançada do paciente (mais de 60 anos) e as condições médicas coexistentes são também importantes pontos a serem considerados.

6) Sintomas associados - A presença de reações ao linfoma também define a abordagem terapêutica. Fatores como febre, suor exagerado e perda de peso de mais de 10% do peso corporal, podem definir o tipo de tratamento a ser escolhido pelo médico.

Objetivos do Tratamento

O objetivo do tratamento é a destruição das células malignas, induzindo à remissão completa, ou seja, o desaparecimento de todas as evidências da doença.

A remissão é atingida na grande maioria dos pacientes, por essa razão é uma doença com altas chances de cura. A quimioterapia é o principal tratamento utilizado para a cura dos pacientes portadores de linfoma não-hodgkin.

Nos linfomas denominados indolentes, isto é, de crescimento muito lento, o tratamento de escolha é para manter a doença controlada por muitos anos, e o paciente pode permanecer com uma boa qualidade de vida.

O período de tratamento pode ser longo, mas a maior parte da terapia é administrada em regimes ambulatoriais: o paciente visita periodicamente o médico e recebe as medicações no ambulatório e retorna para casa e suas atividades rotineiras.

Se houver febre ou outros sintomas de infecção, no entanto, pode ser necessária a hospitalização para administração de antibióticos.

Diferente do linfoma de Hodgkin, a radioterapia é utilizada com menos freqüência como única ou principal terapia para os linfomas não-Hodgkin. Ela pode, no entanto, ser uma forma de tratamento auxiliar muito importante em alguns casos.

Além dos tratamentos citados, a imunoterapia e o transplante de células-tronco hematopoéticas podem também ser opções de tratamento do linfoma não-Hodgkin.

Recidiva

A recidiva (reincidência) do linfoma, meses ou anos após o tratamento, pode ocorrer em alguns pacientes. Nesses casos, um tratamento adicional é freqüentemente bem sucedido no restabelecimento da remissão. Existem tantas drogas e abordagens diferentes para o tratamento do linfoma que o médico possui muitas possibilidades terapêuticas para oferecer ao paciente que mesmo após recidiva pode ser curado. Se a recidiva ocorrer muito tempo após o tratamento, os mesmos quimioterápicos ou agentes similares podem ser efetivos. Em outros casos novas abordagens podem ser utilizadas.

Efeitos Colaterais do Tratamento

Os efeitos colaterais dependem de vários fatores: da intensidade, da combinação e do tipo de quimioterapia, da localização da radioterapia, da idade do paciente e de condições médicas coexistentes (por exemplo, diabetes mellitus e doenças renais).

Os principais efeitos colaterais durante o tratamento são:

1. Diminuição da formação das células do sangue: baixas contagens de células sangüíneas podem ocorrer em pacientes tratados com quimioterapia, levando a anemia, neutropenia (queda dos glóbulos brancos) e plaquetopenia (queda no número de plaquetas que tem como principal função a coagulação do sangue).

Transfusões de sangue e plaquetas podem ser necessárias para esses pacientes. Se a diminuição do número de glóbulos brancos for severa e prolongada, há maior risco de infecção, requerendo tratamento com antibióticos.

Algumas vezes, as doses da quimioterapia ou o intervalo entre os ciclos quimioterápicos precisam ser alterados para permitir que as células sangüíneas do paciente se recuperem dos efeitos do tratamento.

2. Efeitos orais e gastrointestinais: feridas na boca, náusea, vômitos, diarréia, constipação intestinal.

3. Efeitos renais e urológicos: irritação da bexiga e sangue na urina, alteração na função renal.

4. Outros efeitos: fadiga, erupções na pele, perda de cabelo, fraqueza, sensações de formigamento nas mãos e pés e outros efeitos. Esses efeitos dependem do tipo de medicação, da dose utilizada e da suscetibilidade do paciente.

Embora tal quadro pareça desanimador, a maioria dos pacientes apresenta poucos efeitos colaterais sérios. Quando os efeitos colaterais ocorrem, costumam ser de curta duração e desaparecem 2 a 3 dias após a infusão da quimioterapia.

Nos últimos anos, novas drogas aumentaram as possibilidades de controle dos efeitos colaterais como náuseas e vômitos, que podem ser muito desagradáveis para alguns pacientes. Na maioria dos casos os benefícios do tratamento, ou seja, a remissão e a grande possibilidade de cura, compensam os riscos, o desconforto e o incômodo.

Por essa razão converse sempre com seu médico a respeito do tratamento, efeitos colaterais e chances de cura.

Há também na maioria dos serviços que tratam pacientes portadores de câncer, uma equipe multidisciplinar composta de enfermeira, psicóloga, assistente social, nutricionista, que também podem sempre auxiliar o paciente durante seu tratamento.

Os efeitos colaterais após tratamento:

1. Perda da Fertilidade: os pacientes podem ter a fertilidade diminuída após o tratamento. O risco de infertilidade varia de acordo com a natureza do tratamento, dependendo do tipo e quantidade de quimioterapia e da idade. Homens com risco de infertilidade podem considerar a utilização de bancos de esperma. Mulheres que apresentam problemas nos ovários após o tratamento apresentam menopausa precoce e necessitam de terapia de reposição hormonal.

Quando uma criança é gerada após um dos parceiros ou ambos tiverem recebido tratamento contra o câncer, a incidência de aborto e as doenças que os filhos apresentam, inclusive o câncer, são idênticas aquelas geradas de casais que não receberam esse tipo de tratamento.

2. Existe um risco aumentado de câncer secundário em pacientes tratados dos linfomas de Hogdkin e não - Hogdkin. A exposição à quimioterapia tem sido associada com um aumento da incidência da leucemia mielóide aguda.

Aspectos Emocionais

O diagnóstico de linfoma pode provocar uma resposta emocional profunda aos pacientes, membros de sua família e amigos. Negação, depressão, desespero e medo são reações comuns.

O não entendimento do que está acontecendo, o desconhecido, o que acontecerá a seguir, são temas que os pacientes devem discutir a fundo e freqüentemente com suas famílias, médicos e enfermeiras. O estresse emocional pode ser agravado por dificuldades no trabalho, nos negócios ou na interação com a família e os amigos. Explicações abrangentes, abordando perspectivas de remissão e planos de tratamento, podem trazer alívio em termos emocionais, auxiliando o paciente a focar-se no tratamento que tem pela frente e nas perspectivas de recuperação.

Membros da família ou entes queridos podem ter perguntas a respeito da quimioterapia e de métodos alternativos de tratamento. É melhor conversar diretamente com o médico a respeito de todas as dúvidas em relação ao tratamento. Os problemas e reações devem ser discutidos com os profissionais de saúde, que compreendem a complexidade das emoções e as necessidades especiais daqueles que convivem com o linfoma.

fonte  ABRALE 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Doenças Raras no Programa Hoje em dia da Record

1º Simpósio Brasileiro OAPD de Doenças Neuromusculares.

1º Simpósio Brasileiro OAPD de Doenças Neuromusculares.



A equipe da OAPD convida todos a participarem do 1º Simpósio Brasileiro OAPD de Doenças Neuromusculares.

O simpósio reunirá os mais renomados especialistas em doenças neuromusculares do Brasil.
Data: 15/09/2011 – Horário: Das 13hs ás 19hs

Local: Câmara Municipal de São Paulo – Auditório Prestes Maia- 1º andar

Endereço: Viaduto Jacareí, 100 – Bairro: República

Entrada gratuita

Solicite seu certificado antecipadamente: contato@oapd.org.br
Veja abaixo a lista completa dos palestrantes e a programação do evento:

13h - Abertura do simpósio

1ª. Mesa Redonda: Doenças Neuromusculares no Brasil


Palestras:
13h15 - Doenças Neuromusculares no Brasil: situação atual e desafios

Profa. Dra Umbertina Conti Reed
Professora Titular do Departamento de Neurologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Chefe do Serviço de Neurologia Infantil do HC-FMUSP e Chefe do Serviço de Doenças Neuromusculares na Infância do HC-FMUSP
13h45 - Distrofia Muscular de Duchenne: abordagem e perspectivas terapêuticas
Dra. Maria Bernadete Dutra de Resende
Médica Assistente do Serviço de Neurologia Infantil do HC-FMUSP, Doutora em Medicina pela FMUSP, com especialidade em Doenças Neuromusculares, Membro do Grupo de Doenças Neuromusculares do HC-FMUSP, Responsável pelo Ambulatório de Distrofia Muscular do HC-FMUSP.
14h15 - Indicações e Manejo da Ventilação não Invasiva
Dr. Gustavo Antonio Moreira
Médico coordenador do ambulatório de distúrbios respiratórios de sono em crianças e do serviço de VNI em portadores de doenças neuromusculares, graduado em medicina pela Unversidade Federal do Estado de São Paulo e Doutor em ciências pela UNIFESP.
Intervalo com Workshop: Interfaces e Equipamentos para Pacientes com DNM

2ª. Mesa Redonda: Abordagem Multidisciplinar em Doenças Neuromusculares
15h - Cuidados de Fisioterapia Respiratória em Doenças Neuromusculares

Fta. Adriane Sayuri Nakagima Fernandes
Fisioterapeuta respiratória, com especialidade em Doenças Neuromusculares, Doutoranda pelo Departamento de Neurologia da FMUSP, Coordenadora do Setor de Fisioterapia Respiratória da ABDIM
15h20 - Importância da abordagem da Fisioterapia Motora quanto ao uso de órteses e cadeira de rodas adaptadas em Doenças Neuromusculares
Fta. Isabela Pessa Anequini
Fisioterapeuta motora com especialidade em Doenças Neuromusculares, Integrante da Equipe de Fisioterapia Motora do Ambulatório de Distrofia Muscular do HC-FMUSP
15h40 - Abordagem da Fisioterapia Neuropediátrica em Doenças Neuromusculares
Fta. Vivian Vargas de Moraes
Especialização em Fisioterapia Aplicada a Neurologia Infantil - HC UNICAMP, Mestre em Ciências pela USP, Professora da Faculdade de Fisioterapia da Universidade Santa Cecília - UNISANTA, Fisioterapeuta do Instituto de Fisioterapia de Santos - INFIS
16h - Avaliação das Vias Visuais em Jovens com Distrofia Muscular de Duchenne
Dra. Mirella Telles Salgueiro Barboni
Integrante do Laboratório de Psicofísica e Eletrofisiologia Visual Clínica Departamento de Psicologia Experimental da USP, Doutorado em Neurociências e Comportamento pela USP, Graduada em Tecnologia Oftálmica pela UNIFESP
Intervalo com Continuação do Workshop: Interfaces e Equipamentos para Pacientes com DNM.
3a. Mesa Redonda: Pesquisas experimentais em DMD: perspectivas no Brasil
16h35 - Terapia Celular no Tratamento da DMD.
Dr. João Carlos da Silva Bizário
Diretor Científico do Centro de Pesquisas em Distrofia Muscular da AADM, realiza pesquisa científica aplicada à busca de novas terapias para as distrofias musculares, Mestrado em Morfologia, Biologia Celular e Molecular pela FMRP-USP, Doutorado em Biologia Celular, Molecular e Bioagentes Patogênicos pela FMRP-USP, Doutorado pela Faculté de Médecine de l'universitè Paris Descartes
4a. Mesa Redonda: OAPD - conquistas e desafios
17h05 - OAPD: Realizações e Objetivos
Diego Simões Barreto
Presidente da OAPD e Portador de DMD
17h25 - Sessão de Perguntas e Respostas
18h15 - Palestra de Encerramento:
Deputada Federal Mara Gabrilli
18h35 - Considerações finais e entrega dos certificados

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

HCL HISTIOCITOSE DE CELULAS DE LANGERHANS


A Histiocitose de Células de Langerhans (HCL) é uma doença rara, que acomete principalmente crianças, sendo o 
envolvimento monostótico a forma de apresentação mais frequente. Esta caracteriza-se por envolver os ossos chatos 
e morfologicamente, por uma proliferação de células de Langerhans.
A circunstância de termos recentemente diagnosticado no nosso serviço dois casos de HCL  com uma apresentação 
pouco frequente (envolvimento orbitário), levou-nos a fazer uma revisão dos casos diagnosticados no nosso serviço 
nos últimos cinco anos. De uma série de onze casos apenas os dois casos referidos (duas crianças de diferente 
género e ambas com 5 anos) apresentaram envolvimento orbitário.
O exame histológico e o estudo imuno-histoquímico permitiram fazer o diagnóstico de HCL.

A Organização Mundial de Saúde define Histiocitose 
de Células de Langerhans (HCL) como uma prolifera-
ção de células de Langerhans imunorreactivas “para” o 
CD1a e proteína S100 e presença intracitoplasmática 
de grânulos de Birbeck detectáveis na microscopia 
electrónica (1,2). 
A incidência anual é de cerca de 5 por milhão afectando 
maioritariamente crianças do género masculino com 
menos de 15 anos (1,3). A etiologia é desconhecida e, 
embora existam alguns relatos da ocorrência simultânea 
em irmãos e gémeos, não foi encontrada até à data 
uma alteração genética associada (3). A doença pode 
manifestar-se de 3 formas diferentes: unifocal, multifocal 
uni-sistémica e multifocal multi-sistémica (1,4). A forma 
unifocal é a mais frequente (60%) e apresenta-se em 75% 
dos casos com envolvimento ósseo (ossos craniofaciais, 
coluna, pélvis, costelas, e mandibula) mais frequentemente sob a forma de lesão osteolítica. O envolvimento 
da órbita ocorre em cerca de 20% dos casos (1,5-8).
Histologicamente caracteriza-se por uma proliferação 
em toalha de células de Langerhans, associando-se a 
maior ou menor infiltrado de polinucleares eosinófilos e 
neutrófilos, histiócitos e linfócitos. O diagnóstico deverá 
ser confirmado pela imunorreactividade das células neoplásicas “para” o CD1a e a proteína S100 (1,2,4).

Surge nos 1 os anos de vida R e s i s t ê n c i a   a o s   t r atamentos clássicos. Lesões retroauriculares,
nomeadamente pápulas i n f i l t r a d a s   a m a r e l o - avermelhadas e eritema descamat ivo do couro
cabeludo e tronco. Petéquias e atrofia da epiderme.
Nódulos purpúricos das palmas e plantas. M a n i f e s t a ç õ e s   s i s t é - mi c a s :   f e b r e ,   a n emi a ,
diarreia, trombocitopenia, hepatoespleno  megalia, linfadenopatia e tumores esqueléticos.Grupo de distúrbios resultantes de proliferação anormal de CÉLULAS DE LANGERHANS e infiltração do tecido por estes tipos celulares, o que pode ser detectado por seus grânulos de Birbeck característicos (corpos X), ou por coloração que usa anticorpos monoclonaisespecíficos aos seus ANTÍGENOS CD1 de superfície. A granulomatose de células de Langerhans pode envolver um único órgão ou pode ser um distúrbio sistêmico. 


Serratia




O género Serratia pertence à família Enterobactereaceae e contém 13 espécies descritas, sendo de referir a Serratia marcescens, Serratia liquifaciens, Serratia rubidaeum, Serratia ficaria, Serratia fonticola.

Distribuído amplamente na natureza, este género de microrganismos, são encontrados no solo, água, plantas e, como indica o nome da família, no trato intestinal de seres humanos e animais.

A espécie de maior preocupação é a S. marcescens, um patogénico humano responsável por uma grande percentagem de infecções hospitalares envolvendo o tracto respiratório e urinário, a fibrose cística, e queimaduras.

Este género de bactérias produz enzimas como Lipase, Gelatinase e Dnase que são importantes factores de sua patogenicidade. Actualmente a Serratia é uma bactéria emergente, apresenta resistência a antibióticos (colistina e cefalotina) e é responsável por infecções hospitalares graves.

Serratia, como outras Enterobacteriaceas, cresce bem em meios comuns sob condições anaeróbicas e aeróbias. Todas a suas espécies têm óptimo crescimento a pH 9 e a temperaturas entre 20-37º C, enquanto que, a pH inferior a 4,5 ou uma temperatura superior a 45º C o crescimento é inibido. Algumas espécies podem crescer bem em pH 5, enquanto outros, neste mesmo pH necessitam de períodos de incubação mais longo para apresentar crescimento.

As colónias de Serratia são conhecidas pela sua pigmentação vermelha. No entanto, essa pigmentação está presente apenas numa pequena percentagem de culturas isoladas. A produção do pigmento é altamente variável entre espécies e depende de muitos factores, como a espécie tempo e tipo de incubação.

Serratia liquefaciens

Serratia liquefaciens é um patogénico oportunista que é capaz de colonizar uma grande variedade de superfícies de água, o solo, o trato digestivo dos roedores, plantas, insectos, peixes e humanos. Como a maioria das espécies Serratia, S. liquefaciens segrega um amplo espectro de enzimas hidrolíticas para o meio circundante. S. liquefaciens são geralmente móveis, por meio de flagelos peritricoso (flagelos uniformemente distribuídos sobre o corpo). 



Bioquimicamente a Serratia liquefaciens é um bacilo:

- Gram negativo
- H2S negativo 
- Indol negativo
- Urease negativa
 - Lisina pisitiva 
 - Fenilalanina negativa
- Manitol negativa
- Citrato positivo
- VP positivo
- Galactosidase positiva 
- Lisina positiva
- Nitrato positivo 
- Oxidase negativa
- Simomon’s positivo
- Lactose negativa
- Sacarose positiva
- Maltose positiva
- Xylose positiva
- Utiliza o malolato
- Lipase positiva
- Dnase positiva
- Gelatinase positiva
- Lecitinase
- Quitinase
- Estrerase
http://blogdasmicro.blogspot.com/
Fonte 

EncontrAR 03 de setembro

Personagens Raros , habilidades raras

O corpo humano é a maior obra da natureza. Sua capacidade de adaptação é esplêndida. Nessa lista, você encontrará habilidades extraordinárias que a Ciência constatou nos seres humanos. Muitas dessas habilidades são frutos da genética, outras porém são resultado de um treinamento intensivo. Os “X-men’s” da realidade, confira:


20. Super-degustadores

Pessoas que experimentam sabores com maior intensidade do que o resto da população são chamadas de super-degustadores. Pesquisadores perceberam pessoas com habilidades de paladar diferentes quando Arthur Fox pediu que voluntários experimentassem o sabor de uma substância chamada de PTC, ou C7H8N2. Algumas sentiam um sabor extremamente amargo e outras não. Isso depende de um fator genético que faz variar a quantidade de papilas gustativas fungiformes na língua, ou seja, em formato de cogumelo. Uma em cada quatro pessoas pode sentir o extremo amargo do PTC e estas pessoas são super-degustadoras.É comum para super-degustadores não gostarem de certos alimentos, especialmente os amargas como couve de bruxelas, repolho, café e suco de toranja . Pessoas asiáticas, africanas e as mulheres têm maior probabilidade de serem super-degustadoras.
19. Magnetismo
Liew Thow Lin, um empreiteiro de 70 anos, aposentou-se em Portugal, ele foi noticia por puxar um carro de vinte metros ao longo de uma superfície plana por meio de uma corrente de ferro ligado a uma chapa de ferro em sua barriga. Ele diz que descobriu que tinha a incrível capacidade de fazer objetos de metal grudarem em sua pele, depois de ler um artigo sobre uma família de Taiwan que possuíam esse poder, ele diz que colocou varios objetos de ferro em seu abdômen, e para sua surpresa, todos os objetos, ficaram presos em sua pele e não cairam. Esse dom também está presente em três de seus filhos e dois netos, ele supõe que seja hereditário.
18. Digestão avançada
Michel Lotito (nascido em 1950) é um artista francês, famoso como o consumidor de coisas indigestas, e é conhecido como Monsieur Mangetout (Senhor Come-tudo). Os desempenhos de Lotito são o consumo do metal, vidro, borracha e assim por diante, nos artigos tais como bicicletas, televisões, um Cessna 150, e os artigos menores que são desmontados, cortados e engolidos. O avião levou aproximadamente dois anos para ser comido “de 1978 a 1980. Ele começou a comer material incomum quando criança e tem executado publicamente isso desde 1966. Lotito não sofre frequentemente dos efeitos negativos devido à sua dieta, mesmo após o consumo de materiais considerados geralmente venenosos. Ao consumir consome em torno de um quilograma do material diário, precedendo o com óleo mineral e bebendo quantidades consideráveis da água durante a “refeição”. Possui aparentemente um estômago e intestino com paredes de duas vezes a espessura do normal, e seus ácidos digestivos são raramente poderosos, permitindo que digira uma determinada parcela de suas refeições metálicas. O corpo dele simplesmente se adaptou a tal situação e agora ele é capaz de digerir tudo o que come.
17. Imunidade a Eletricidade
Levar um choque ao mexer em tomadas e fios causa uma sensação muito ruim. Isso quando não causa, além disso, prejuízo – ou até a morte. Mas ignore a frase acima caso você seja Rajmohan Nair, o indiano apelidado de “Electro Man”.

Como você provavelmente não é Rajmohan, continuaremos contando a história dele. O indiano apareceu no canal de TV History Channel, em uma série chamada Os super-humanos de Stan Lee. Stan Lee, no caso, é o famoso escritor de histórias de super-heróis, entre elas X-Men, Homem-Aranha, Homem de Ferro, Hulk e Quarteto Fantástico. Eles estavam procurando heróis da vida real e encontraram Rajmohan. O que faz o cara diferente de todo mundo? Ele pode levar choques elétricos numa boa, que não sente nada. Segundo o apresentador do programa, Daniel Smith, Rajmohan é aproximadamente dez vezes mais resistente à eletricidade do que um ser humano comum. Levando isso em conta, crianças, não tentem isso em casa. A não ser que você seja Rajmohan Nair, o “Electro Man”.
16. Super Regeneração
Vittorio Messori é um conhecidíssimo escritor italiano, jornalista e historiador famoso que publicou em 1998 um estudo sobre um fato acontecido em Calanda em 1640. Calanda é um vilarejo de Zaragoza, na Espanha, sem nenhuma significação social.

Foi documentado um caso extraordinário em Calanda 1640, talvez único em toda História: um camponês, que teve uma perna amputada recuperou a mesma da noite para o dia miraculosamente depois de mais de dois anos. Este acontecimento extraordinário, até então sobrenatural, foi estudado exaustivamente, com todo o rigor científico, por Messori no seu livro “O grande milagre”.

Entre as dez e onze da noite do dia 29 de março de 1640, enquanto Miguel Juan Pellicer (camponês de 23 anos), dormia em sua casa foi-lhe reconstruída – repentina e definitivamente – a sua perna direita. A perna, feita em pedaços pela roda de um carro e posteriormente gangrenada, foi-lhe amputada no fim de outubro de 1637 (2 anos e 5 meses antes da impressionante “restituição”), no hospital público de Zaragoza. Dois fatos levam a crer que a vítima era portadora de uma avança regeneração celular: o primeiro foi que a perna enterrada não poderia ser a sua nova perna que, segundo diz o povo, foi reimplantada por uma santa, mesmo após estar despedaçada e enterrada por dois anos e cinco meses e o segundo, foi a recuperação completa, horas após, como se a perna nunca tivesse sido amputada. O médico da época relata que o fazendeiro não apresentava cicatrizes no corpo, embora trabalhasse na lavoura e com equipamentos cortantes. Outro fato interessante é que o mesmo reclamava de dores constantes na perna, um formigamento, que fazia a perna esquentar. Na noite do ocorrido, ao acordar com nova perna, o fazendeiro notou uma especie de mucosa sobre a pele que constituia esse pedaço da perna . Vittori acredita na hipotese da Santa e o milagre, contudo durante o periodo em que investigou para escrever o seu livro, teve uma discussão com cientistas, que apresentaram uma suposição do que poderia ter ocorrido: já foi detectado, embora raramente e em pequena escala no organismo humano, uma reação semelhante a regeneração da salamandra, onde uma proteína chamada nAG é secretada por células nervosas e da pele, iniciando a produção de uma massa de células imaturas, o blastema, que regenera a parte perdida. O tempo de regeneração das salamandras varia com o dano. Nos humanos portadores dessa habilidade em menor intensidade também foi detectado um período para iniciar a atividade regerativa, porém nunca alcançaram o patamar de recuperar uma perna, no máximo, uma falange do dedo. Entretanto, o fazendeiro parecia possuir o incrível poder da super regeneração e por algum motivo atingiu o ápice aquela noite, levando o organismo a produção em massa de uma proteína que tem função semelhante a nAG. O acontecimento até hoje é tido como milagre da Nossa Senhora do Pilar.

15. Ecolocalização
Ben Underwoodtaught é cego, ambos os olhos foram removidos (câncer), quando ele tinha 3 anos. No entanto, ele joga basquete, passeia de bicicleta, e vive uma vida normal. Ele aprendeu sozinho a usar a ecolocalização para navegar ao redor do mundo. Sem cães-guia, ele nem sequer precisa de mãos, ele usa som. Ele faz um estalo com a ponta da língua. Surpreendentemente, suas orelhas pegam os ecos, para que ele saiba onde os objetos estão. Ele é a única pessoa no mundo que consegue usar de forma semelhante a um golfinho.
14. Audição absoluta
Pessoas com esta habilidade são capazes de identificar e reproduzir um tom sem a necessidade de uma referência anterior. Não se trata exatamente de uma audição melhor, mas sim da habilidade de classificar mentalmente sons em categorias, na memória.

Exemplos de pessoas com audição absoluta são aquelas que ouvem sons do dia-a-dia como buzinas, sirenes, motores, etc. e são capazes de dizer exatamente a nota de cada um; ser capaz de cantar uma nota específica sem ouvir uma referência; dar nome às notas de um acorde, ou identificar a nota principal de uma música. Isto é um ato cognitivo: requer a memorização da freqüência de cada nota e ser capaz de nomeá-la (por exemplo: Si-bemol, dó, lá…).
Ainda não se sabe se a audição absoluta é genética ou aprendida durante a vida. Mas é se sabe que cerca de 3% da população geral possui esta habilidade. Nos EUA e na Europa 8% dos músicos semi-profissionais ou profissionais possuem audição absoluta enquanto 70% dos músicos japoneses possuem esta capacidade. A razão parece estar ligada ao fato do japonês ser um idioma de freqüência alta. O mesmo ocorre com pessoas de idiomas tonais (que possuem palavras que, mesmo que tenham mesma fonética, possuem significados diferentes de acordo com o tom da pronúncia) como o chinês, cantonês e vietnamita. É como se, em português a palavra “sapato” e “sapatô”, pronunciada apenas com sílabas tônicas diferentes, significasse o nome de objetos totalmente distintos.

13. Super-Memória

Tammet detém o recorde europeu de memorização de 22.514 dígitos em pouco mais de cinco horas. Ele também fala várias línguas, incluindo Inglês, francês, finlandês, alemão, espanhol, lituano, romeno, estoniano, islandês, galês e esperanto. Ele gosta particularmente da Estónia, porque ele é rico em vogais.

Tammet é capaz de aprender novas línguas muito rapidamente. Para provar isso para o documentário do Channel Five, Tammet foi desafiado a aprender islandês em uma semana. Sete dias depois, ele apareceu na televisão islandesa conversando em islandês com o seu instrutor de língua islandesa. O espanto do instrutor foi tanto que declarou que Tammet ”não era humano”.

Mas existe um caso ainda mais espantoso. Uma californiana de 41 anos tem, reconhecidamente, a melhor memória do mundo. A mulher, que é conhecida apenas como “AJ”, lembra-se de quase todos os dias de sua vida, a partir dos 11 anos de idade. Segundo ela, sua memória passa como um filme, “ininterrupta e incontrolável”. Ela, por exemplo, lembra claramente do que ocorreu no episódio de “Murphy Brown” em 28 de março de 1988. Além disso, ela recorda-se de fatos mundiais, idas ao mercado, temperatura e outras tantas informações que pessoas comuns não conseguem recordar.

A capacidade AJ é tão difícil de explicar que James McGaugh, Elizabeth Parker e Larry Cahill, neurocientistas da Universidade da Califórnia em Irvine, que a estudam já há sete anos, tiveram de batizar sua anomalia de síndrome hipertimésica.

12. Quimerismo genético

Na Ilíada, Homero descreve uma criatura com partes do corpo de diferentes animais, uma quimera, a partir deste monstro mitológico vem o nome do equivalente genético – Quimerismo. Quimerismo genético, ou tetragametism, nos seres humanos, e em outros animais, acontece quando dois óvulos fertilizados se fundem, ou embriões, no início da gravidez. Cada zigoto carrega uma cópia do DNA de seus pais e, assim, um perfil genético distinto. Quando estes se fundem, cada população de células mantém seu caráter genético e o embrião resultante torna-se uma mistura de ambos. Essencialmente, uma quimera humana é o seu próprio gêmeo.

Quimerismo em humanos é muito raro. A Ciência conhece apenas 40 casos comunicados . Testes de DNA são frequentemente usados para determinar se uma pessoa é biologicamente relacionado a seus pais ou filhos e pode detectar os casos de quimerismo quando os resultados de DNA mostram que as crianças não são biologicamente relacionado a suas mães – porque a criança herdou um perfil de DNA diferente do mostrado por um exame de sangue. Foi o que aconteceu no caso de Lydia Fairchild: testes de DNA em si mesma e seus filhos levaram o estado a pensar que ela não era realmente sua mãe.

Pessoas nascidas com quimerismo tipicamente possuem um sistema imunológico diferenciado, que os tornam tolerantes a ambas populações geneticamente distintas de células no seu corpo. Isto significa que uma quimera tem a sua disposição um número muito maior de pessoas para escolher caso precisem de um transplante de órgão. Ela é praticamente compatível com qualquer outro organismo.



11. Sinestesia

Estas é uma formas da uma condição neurológica chamada de sinestesia. Sinestesia é quando um estímulo de um caminho neurológico cognitivo ou sensorial leva a uma resposta em outra via cognitiva ou sensorial. A sinestesia costuma ter causa genética.

Outras formas de sinestesia incluem:

*A sua forma mais comum se manifesta transformando grafemas (letras, números e outros símbolos) em cores;



*Outros podem sentir uma sinestesia de seqüência especial, como datas tendo locais específicos no espaço;



*Personificação ordinal lingüística faz com que números possuam “personalidades”;



*Ou sinestesia de som para cor, em que acordes são percebidos como cores. Alguns sinestésicos manifestam que podem sentir a música com as mãos e podem explicar verbalmente a cor de um acorde, por exemplo.



A sua forma mais comum se manifesta transformando grafemas (letras, números e outros símbolos) em cores;

Outros podem sentir uma sinestesia de seqüência especial, como datas tendo locais específicos no espaço;

Personificação ordinal lingüística faz com que números possuam “personalidades”;

Ou sinestesia de som para cor, em que acordes são percebidos como cores. Alguns sinestésicos manifestam que podem sentir a música com as mãos e podem explicar verbalmente a cor de um acorde, por exemplo.

A diferença entre uma pessoa portadora de Sinestesia e uma normal, é que os estimulos do ambiente em uma pessoa normal é interpretado individualmente no cérebro , já a portadora dessa condição interpreta o estimulo com uma associação dos sentidos, como se agissem em conjunto e por isso que alguns cientista defendem que sinestesia é uma forma de percepção avançadíssima.

Apesar de a sinestesia ser uma condição neurológica não deve ser considerada uma doença, pois não costuma interferir na habilidade funcional das pessoas. A maioria dos sinestésicos sequer sabe que suas experiências levam a mais respostas sensoriais do que em outras.

Aqueles que são sinestésicos raramente consideram a condição como tendo um impacto negativo em suas vidas.

Estudos mostrando o percentual de sinestésicos no mundo variam muito, alguns dizem que uma a cada vinte pessoas possuem a condição outros dizem que é uma a cada 20 mil. Estudos entre 2005 e 2006, usando amostras aleatórias da população, sugeriram que uma a cada 23 mil pessoas são sinestésicas.

Daniel Tammet é um sinestésico incomum pois além de ver números com formas, consegue usar sua sinestesia para fazer incríveis cálculos mentais. Cada número até 10 mil tem, em sua mente, um formato específico. Ele pode sentir os números e vê-los com cores e formas. Ele enxerga números maiores como se fossem paisagens.

Os cálculos que ele faz não são conscientes, ele diz que as respostas surgem para ele espontaneamente através das imagens mentais dos números que aparecem em sua mente. Ele pratica matemática, mas nem sequer “sabe” disso.

Ele participou de diversos experimentos científicos para provar suas habilidades. Em um deles os cientistas o conectaram a uma máquina similar ao detetor de mentiras e exibiram o número pi com milhares de casas decinais para ele. Alguns dígitos haviam sido deliberadamente adulterados pelos cientistas. Daniel mostrou severas reações nervosas a estas alterações. Consternado ele disse “Eu estava vendo uma linda paisagem, [o número pi], e repentinamente uma montanha que costumava estar ali não estava mais. Como pode fazer isso com algo tão lindo?”.

Sinestesia pode ser adaptada e alguns sinestesicos consegue identificar padrões complexos matemáticos, escondido em formas geometricas e codigos em linguagens criptografadas com apenas um olhar. No meio cientifico, existem linhas que defendem que a sinestesia será parte do ser humano no próximo passo da nossa evolução.



10. Calculadoras Mentais

O grupo mais extraordinário de pessoas vocacionadas para executar complexos cálculos mentais são aqueles que também são autistas savants . Embora existam muitas pessoas treinadas que podem trabalhar com um grande número de multiplicações (entre outros cálculos) em sua cabeça de forma extremamente rápida – em sua maioria matemáticos, escritores e linguistas – a habilidade de autistas savants inexperientes são as mais interessantes. A maioria destas pessoas nascem com a Síndrome de Savant (apenas uma estimativa de 50% das pessoas com savantismo também são autistas), que ainda é pouco compreendida pela Ciência e raramente se desenvolve depois de adulto ( em alguns casos, essa Síndrome se desenvolveu devido a um ferimento na cabeça do portador mas por favor, não martele sua cabecinha)

Há menos de 100 savants prodigiosos reconhecidos em todo o mundo e os sábios com autismo que são capazes de usar técnicas de cálculo mental, há ainda menos. Pesquisas recentes sugerem que o fluxo de sangue para a parte do cérebro responsável por cálculos matemáticos de seis a sete vezes a taxa normal é um dos fatores que permite esse tipo de calculo mental.

Exemplos de pessoas com habilidades extraordinárias cálculo incluir Daniel McCartney, Salo Finkelstein, e Alexander Aitken. Tammet Daniel é um dos poucos que também são autistas savants.



9. Visão Extra Sensorial


Aos 53 anos, o turco Esref Argaman impressiona a comunidade médica e científica mundial com sua habilidade extraordinária: cego de nascença, ele pinta usando uma técnica considerada dificílima: a da perspectiva de três pontos.

- Eu nasci cego e não sei o que significam luz, cores e formas. Comecei usando pregos para desenhar, depois lápis de cor – contou ele.

- Gosto muito de pintar flores, peixes e pássaros. E nunca sei se o que desenhei ficou bonito ou feio até mostrar para alguém. E, quando gostam, eu sinto muita paz.

Ele disse que, quando começou a pintar, aos 6 anos, não tinha pretensões de virar um artista:

- Eu só queria entender melhor o ambiente onde vivo.

Argaman, que nunca estudou arte, tem sido comparado ao pintor renascentista Brunelleschio, que também usava a tal técnica.

- Deus me deu a habilidade de pensar e usar esses pensamentos através das mãos. Este é o jeito pelo qual eu conheço o mundo – disse.

Ele já passou por vários testes médicos e científicos e disse que, às vezes, sente-se cansado e preocupado. O pintor contou que não se considera um super-humano.

- Como não sei exatamente o que os médicos querem descobrir, meu medo é que eu esteja sendo usado como cobaia. Mas se eu puder contribuir para a melhoria de vida dos deficientes físicos fico extremamente feliz – explicou.

De alguma forma, o pintor consegue captar as imagens que nunca viu e retratá-las com extrema perfeição.

8. Controle da Temperatura Corporal

O holandês Wim Hof, de 48 anos, tem a impressionante habilidade de suportar temperaturas incrivelmente baixas, que poderiam ser fatais à maioria das pessoas.

Conhecido como “O Homem de Gelo”, Hof, tem desafiado os cientistas que continuam sem conseguir explicar como seu corpo não sofre nenhum dano ao ser exposto a temperaturas tão baixas.

Em Janeiro de 1999 ele viajou ao Pólo Norte, onde correu meia maratona vestindo apenas um short e descalço. Três anos depois, voltou ao local e entrou para o Guiness Book por nadar 80 metros sob o gelo, quase duas vezes o tamanho de uma piscina olímpica.Já em 2007, fez uma tentativa de escalar o Monte Everest só de shorts, mas não concluiu, tendo marcado uma nova investida em 2008.No começo desse ano ele quebrou seu próprio recorde ao permanecer imerso em água gelada por uma hora e doze minutos, em Nova York.

Hof começou a chamar a atenção pois não sofre ulcerações do frio e nem hipotermia, reações comuns do corpo humano quando exposto ao frio extremo.

Normalmente, quando uma pessoa é exposta à temperaturas congelantes por um período prolongado o corpo entra em “modo de sobrevivência”, com os líquidos começando a congelar.O fluxo sangüíneo para as extremidades é sacrificado para manter a circulação apenas para os órgãos necessários para sobrevivência.Em seguida, iniciam os efeitos da hipotermia e a morte pode chegar em alguns minutos.

Inexplicavelmente, não é isso o que acontece com o holandês.
7. Super Sistema Imunologico


Contaminada há pelo menos 10 anos com o vírus da AIDS pelo marido, essa mulher consegue de alguma maneira controlar naturalmente esse vírus mortal, enquanto seu marido precisa consumir coquetéis de medicamentos com sérios efeitos colaterais.
Ela é chamada de “supressora de elite”, e estudos das suas células imunológicas começaram a oferecer pistas sobre como seu corpo atua, segundo uma equipe da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore.


“Esta é a melhor prova até agora de que os supressores de elite podem ter vírus plenamente patogênicos (ativos)”, disse Joel Blankson, diretor do estudo. “A sensação inicial era de que eles tinham um vírus defeituoso”, acrescentou ele por telefone.



O casal é monogâmico há 17 anos e ambos têm a mesma cepa do vírus, segundo Blankson. A diferença está no sistema imunológico da mulher, cuja identidade é protegida. O homem, segundo os cientistas, é um ex-usuário de drogas injetáveis, razão da sua contaminação.

Para ele, “isso é um bom sinal em termos de desenvolver uma vacina terapêutica” — ou seja, usada no tratamento, não na prevenção.
Estudos publicados na Journal of Virology mostram que, nessa mulher, as chamadas células-T CD8, um tipo de célula imunológica, impediram a replicação do vírus em até 90 por cento, enquanto no marido dela as mesmas células só contiveram 30 por cento da replicação. Após detectar o vírus da AIDS, seu marido começou a adoecer aos poucos, enquanto ela não sofria com os sintomas. No inicio pensavam que o organismo dela está resistindo bravamente ao vírus mas 10 anos se passaram e ela continuava a mesma, saudavel e disposta, já o marido estava acabado por causa do virus e os coquiteis de controle. Enfim, os médicos decidiram investigar a história e descobriram que ela possui um super sistema imunologico. Hoje ela participa de pesquisas para achar a cura da AIDS.

Mas isso não é um caso isolado. Foi registrado que um homem tem um istema imunológico muito superior ao de um ser humano comum, aos ponto de todos os microorganismos patológicos ao ser humanos que foram textados nele não poderem causar problema algum a ele. Nada, nem bactérias , nem vírus … o organismo dele é imune a tudo. Os cientistas concluíram que esse homem, o qual o nome não foi revelado, era portador de um super sistema imunológico, capaz de impedir a ação de qualquer vírus ou bactéria conhecida. Assim como a mulher imune ao vírus da AIDS, o tal homem virou alvo de centro de pesquisas.
6. Visão Noturna

Um garoto deixou estupefata a comunidade médica chinesa: o pequeno, que nasceu com os olhos azuis, tem a faculdade de enxergar no escuro, assim como um gato. Nong Youhui, oriundo da cidade de Dahua, ao sul da China, padeceria de uma estranha doença chamada leukodermia.

Tudo começou com uma visita do pai do garoto ao médico dizendo que os olhos de seu filho brilhavam na escuridão como se fossem lanternas.
Depois de fazer alguns exames de rotina, os médicos descobriram que Nong Youhui pode ler sem dificuldade em completa escuridão e sem a ajuda de nenhuma luz. E mais, pode ver com tanta clareza como se fosse dia.
Estudiosos sobre o assunto afirmam que o menor nasceu com uma rara condição, que deixa seus olhos com menos proteção tornando os mais sensíveis à luz.
Por outro lado, o pai do garoto apelidado de “Cat-Boy” (menino gato) advertiu que há tempos atrás os médicos disseram que os olhos de seu filho deixariam de brilhar, para se converter em negros, como a maioria dos chineses. Mas isso nunca ocorreu.



5. Visão de Raio-X


Em Saransky, capital da Moldávia, uma das repúblicas mais pobres da antiga união soviética, eles a chama de o milagre. Natasha Deminka, hoje com mais de 20 anos, parece possuir a incrível habilidade de enxergar o interior do corpo humano. Ela tem ajudado pessoas que não conseguem tratamento e muitos acreditam que os diagnósticos que ela fez salvaram suas vidas.

Ela despertou a curiosidade do mundo inteiro e todos se perguntam a mesma coisa: o dom dela é verdadeiro? O que Natasha mais quer é que acreditem em si, por isso concordou a se submeter a exames realizados pelos cientistas mais respeitáveis e céticos do mundo. O Discovery Channel acompanhou o desafio e exibiu o documentário “A Menina com visão de raio-X”. No documentário, ela tinha 7 pessoas na sua frente para dizer qual seu problema médico. Se acertasse 5, os céticos estariam convencidos. Ela acertou 4 e alegou que o ambiente estava muito tenso.

Mas este resultado não afetou seu prestígio e seu apartamento continuou sendo uma espécie de consultório, onde muitas pessoas doentes iam buscar ajudar. Ela conta que uma mulher foi até sua casa, pois não conseguia engravidar, mesmo após nove anos de tentativas. Pouco tempo depois, após a intervenção da Natasha, a mulher conseguiu dar à luz a um menino.
4. Super Velocidade


Lu Dei, tem só seis anos de idade. Reside na localidade Chinesa de Guilin (região sul de Guangxi), e freqüenta uma escola de Kung-fu em Songshan, junto a muitas outras crianças. No entanto, sua supervelocidade chamou a atenção de seus professores. Segundo o presidente da instituição, os músculos de seu pequeno aluno são sumamente especiais: tanto, que lhe permitem fazer 30 flexões de braços em apenas 10 segundos, ou superar as 10.000 flexões em pouco menos de três horas e meia.

O pequeno e rápido Lu Dei vive com seu pai, e começou (vá se saber porquê) a fazer flexões aos quatro anos. Este pequeno arremedo do “Flash” sonha em ingressar no Guiness. Tendo em conta a velocidade que tem para se mover, seria muito raro que não o consiga.
3. Super Grito

A Justiça chinesa sentenciou o pai de um menino de 4 anos a pagar uma indenização de US$ 230 a criadores de galinhas. A corte concluiu que um grito dado pelo garoto provocou a morte de 443 frangos em um vilarejo na província de Jiangsu, no leste da China.

O episódio ocorreu durante o verão, quando o pai da criança foi ao vilarejo vender gasolina. O menino se assustou com um cão latindo e gritou desesperado. O barulho deixou em pânico as galinhas criadas no local, que acabaram se pisoteando até a morte.
“Um vizinho contou à polícia que tinha ouvido o menino chorar naquela tarde e um outro morador confirmou os gritos do garoto”, divulgou o jornal local Nanjing Morning Post. A Justiça determinou que o grito do menino foi “o único som anormal inesperado” ocorrido e que os frangos se pisotearam até a morte por medo desse barulho.
O Grito do garoto foi investigado e foi diagnosticado que o menino emite frequencias sonoras elevadíssimas, capaz de atordoar animais e deixá-los descontrolados e o mesmo só não acontece com os humanos porque nossa capacidade auditiva não permite escutar essa faixa (os pais deles agradecem). Imagino esse “chinesinho” no zoológico.
2. Super Força

Mais um candidato a integrar o clube “X-Men da China” é Jin Linlin, um garoto de quatro anos e 20 quilos de peso. Não há nada especial no aspecto físico de Jin, mas a sua pequena idade é capaz de levantar e transportar pesos de até 50 quilos com facilidade. Este pequeno “Superman” vive no povoado de Shangqiu, na província central chinesa de Henan. Suas fantásticas habilidades, segundo contam seus familiares, se manifestou no dia que estava visitando a casa de seus tios, pegou 12 tijolos e os levantou como se fosse nada.

Os amáveis tios de Linlin foram lhe dando cada vez mais peso, para ver o quanto era capaz de resistir. Longe de morrer esmagado, o garoto levantou duas vezes e meia o seu próprio peso, 50 quilogramas. A notícia no Daily Mail não conta que sinal viram seus tios para decidir parar com a prova. O pai do menino assegura que seu filho “come o mesmo que todos os meninos de sua idade, só um pouquinho mais que o normal.” Os pediatras dizem que os garotos de sua idade podem levantar no máximo cinco quilos. O moleque já foi mais longe. Para testar seus limites, o garotinho foi submetido a um teste controlado (para evitar que ele fosse esmagado). Ele conseguiu levantar 100kg….com quatro anos de idade. Se um garoto da idade dele consegue levantar 5Kg e ele levanta 100kg, isso significa que o Hercules Jr. consegue a proeza de levantar 20 vezes mais peso que uma criança normal.
1. Células Imortais
Há somente um caso conhecido de uma pessoa que tenha células imortais (células que podem se dividir indefinidamente fora do corpo humano, desafiando o limite de Hayflick) e que é de uma mulher chamada Henrietta Lacks. Em 1951, 31 anos, Henrietta Lacks foi diagnosticada com câncer cervical, que morreu dentro de um ano. Desconhecido para ela e sua família (ou seja, sem o consentimento) um cirurgião tomou uma amostra de tecido do seu tumor, que foi transferida para um Dr. George Gey. Um cientista da Universidade John Hopkins Laboratório de Cultura de Tecidos, Gey propagada amostra Lacks e obteve um tecido com uma linhagem de células imortais – a linhagem de células HeLa (foto acima). As células do tumor de Lacks tinha uma versão ativa da enzima telomerase e se proliferam rapidamente de forma anormal. No dia da morte de Henrietta Lacks, o Dr. Gey anunciou ao mundo que uma nova era na investigação médica havia começado – aquela que poderia proporcionar a cura do câncer.

As células de HeLa foram utilizados em 1954 por Jonas Salk para desenvolver a cura para a poliomielite. Desde então, elas foram utilizadas na pesquisa de câncer, AIDS, e para os efeitos da radiação e substâncias tóxicas, além de servir no mapeamento de genes, dentre outras coisas.

Hoje, as células HeLa são tão comuns em laboratórios que contaminam muitas culturas de células. Há mais células de HeLa vivas hoje do que quando a própria dona estava viva – eles compensam sua massa física, muitas vezes. Tragicamente, ela nunca foi informada da valiosa contribuição que suas células fizeram a ciência e mesmo sua família não foi informada até muitos anos depois que suas células estavam sendo usados para fins de investigação (a decisão judicial de 1990 verificou mais tarde o hospital como o proprietário de seus tecidos e células recolhidos).