AVISO IMPORTANTE

"As informações fornecidas são baseadas em artigos científicos publicados. Os resumos das doenças são criados por especialistas e submetidos a um processo de avaliação científica. Estes textos gerais podem não se aplicar a casos específicos, devido à grande variabilidade de expressão da doença. Algumas das informações podem parecer chocantes. É fundamental verificar se a informação fornecida é relevante ou não para um caso em concreto.

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sábado, 12 de setembro de 2009

Adipose Dolorosa

Lipomas Subcutâneos - Adipose Dolorosa - Síndrome de Dercum - Astenia - Artralgia - Fadiga Precoce

artralgia - dor nas articulações

artralgia - dor nas articulações

Esta síndrome caracteriza múltiplos desenvolvimentos de sintomas com lipomas subcutâneos, adipose dolorosa provocando dores a artralgia.

A doença está associada com a obesidade incluindo sintomas de fadiga, astenia, perda da força muscular, e distúrbios mentais com instabilidade, depressão, confusão, demência e epilepsia.

Esta síndrome geralmente ocorre em mulheres pós-menopáusicas entre 45 e 60 anos de idade, mas alguns casos foram notificados em indivíduos do sexo masculino.

Nesta síndrome os lipomas podem ser localizados ou difusos e pode ocorrer em qualquer local exceto a face e pescoço.

lipoma

lipoma

As localizações mais comuns para os lipomas são os joelhos, designado por adiposes dolorosas nas articulações, parte superior das coxas, costas e braços.

Os Lipomas perto das articulações causam artralgia.

Conforme o IMC (índice de massa corporal) e a obesidade a dor se torna mais intensa.

Pacientes com esta síndrome também apresentaram parestesia e equimoses na pele sobrejacente.

O diagnóstico diferencial nesta síndrome deve incluir fibromialgia e outras síndromes múltiplas: Lipoma, Lipomatose simétrica familiar, tais como as características da síndrome de Proteus, síndrome MERRF com lesões lipomatosas, neurofibromatose tipo 1 e neoplasia endócrina múltipla tipo.

As opções cirúrgicas incluem lipoaspiração ou excisão, porém a recorrência do lipomas depois da remoção cirúrgica, quer no mesmo local ou em outros locais, é comum.

Acrodesmatite

Acrodermatite enteropática

definição

Acrodermatite enteropática ocorre de duas formas:forma hereditária autossômica recessiva e forma adquirida. A forma congênita de AE é desordem genética rara caracterizada por defeito congênito da absorção gastrintestinal de zinco. Manifestações da doença tipicamente apresentam-se quando o infante afetado é retirado da amamentação. A forma adquirida é decorrente de deficiência nutricional de zinco, ou seja, em infantes prematuros que recebem alimentação parenteral prolongada. As lesões cutâneas características incluem erupção vesiculobolhosa periorificial e de extremidades levando a placas crostosas intensamente demarcadas e descamativas. Na fase aguda, irritabilidade e distúrbios emocionais são evidentes devido à destruição (atrofia) do córtex cerebral.

sinónimos

Acrodermatite enteropática

terça-feira, 8 de setembro de 2009

CONVITE FARMACIA HOMEOPATICA DRA AMARILYS

Prezados colegas
A Associação Paulista de Homeopatia e o Instituto de Cultura - Escola de Homeopatia, em um trabalho de colaboração e parceria, estará iniciando no dia 11 de setembro de 2009, um ciclo de Seminários sobre Pesquisa em Homeopatia e Altas Diluições, com a participação de pesquisadores de todo o país e aberto a profissionais homeopatas ou não, da área da saúde e de outras áreas do conhecimento, interessados no assunto, com participação aberta inclusive para estudantes da área da saúde e afins.
As inscrições poderão ser feitas na APH e no ICEH, por telefone ou e-mail.
Para maiores informações, consulte o site
Atenciosamente,
Rubens Dolce Filho Célia Regina Barollo
Presidente da APH Diretora do ICEH
--  Amarilys de Toledo Cesar HNCristiano Homeopatia amarilys.cesar@amarilys.com.br 

MINHA CAMPANHA E DA CRIS DIVULGUEM E COLABOREM

Estamos promovendo uma campanha de incentivo à doação de faixas para crianças portadoras de Epidermólise Bolhosa , refere-se a grupo raro de doenças cutâneas hereditárias. É caracterizada por pele frágil na qual lesões e áreas em relevo, que geralmente contêm fluido (vesículas), desenvolvem após trauma mínimo. Em algumas formas de EB, as membranas mucosas estão envolvidas. A cicatrização está prejudicada em algumas formas, causando múltiplas cicatrizes ou dano ao tecido subjacente (contraturas). Lesões podem estar presentes ao nascimento ou desenvolverem na infância inicial ou tardia

As faixas serão arrecadadas em todas as atividades do Grupo de Doenças Raras e encaminhadas a presidência da SOSEB , que fará a distribuição aos portadores

Quem puder colaborar por favor repasse este aviso , as crianças precisam das faixas para um bom acompanhamento do tratamento.

Informações

http://estudandoraras.blogspot.com

email estudandoraras@hotmail.com

Fone 89425060 com Marcos

Transplante mais "suave" ataca diabetes

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

SINDROME BRAQUIO OCULO FACIAL

A síndrome Braquio-Óculo-Facial envolve um conjunto de sintomas característicos de malformações no nascimento, peso baixo ao nascer, retardo no crescimento, fissuras bilaterais branquiais,hemangiomatose, lesões da pele, lesões nas orelhas, anomalias nos cabelos, cabelos brancos precoce.

lesões na pele - hemangiomatose

lesões na pele - hemangiomatose

A malformação e anomalias nas orelhas estão presentes nesta síndrome, podendo ainda apresentar estrabismo congênito, obstrução nasal, ponte nasal achatada, deformações no nariz, protusão do lábio posterior e anomalias na boca.

Trata-se de uma doença rara com cerca de cinqüenta casos relatados até agora.

Outras malformações incluem pseudo-lábios com anomalias nos lábios superiores semelhante a uma fissura ou lábios fundidos, orelhas malformadas, surdez sensorioneural, poços pré-auriculares, poços labiais, palato altamente arqueado, anomalias dentárias, anomalias oculares (coloboma, microftalmia), cistos subcutâneos do couro cabeludo.

Esta síndrome em adultos provoca envelhecimento prematuro dos cabelos.

Em adulto pode ocorrer agenesia parcial vermis cerebelar, hemangiomatose, cistos, anomalias renais, hidronefrose.

Ocorre a presença de Cabelos brancos precoce, polidactilia, fala fanhosa, hipernasal.

Defeitos por brânquias postauricular cervical estão na maioria das vezes presentes nesta síndrome, sendo característicos.

O modo de transmissão é autossômica dominante. O diagnóstico é clínico e pode ser confirmado pela análise de DNA.

O diagnóstico diferencial deve ser diferenciado da síndrome braquio-oto-renal.

O tratamento é sintomático e inclui tratamentos combinados para a deficiência auditiva e das lesões cutâneas. O prognóstico está associado à gravidade das manifestações associadas.

SINDROME DE BOHRING

A síndrome de Bohring é uma doença com um conjunto de sintomas que incluem dismorfismo facial, hirsutismo, bochechas grandes, fissura lábio palatal, hipertelorismo, exoftalmia, fendas palpebrais, deformidades nas orelhas, deformidades de flexão dos cotovelos e punhos, anomalias nos pés e anomalias nas unhas.

doença ocular - exoftalmia

doença ocular - exoftalmia

A deformidade facial mostra características nas crianças apresentando testa proeminente, baixa frontal e temporal, bochechas grandes, fendas palpebrais, retrognatia, deformidades nas orelhas ou orelhas muito baixas, camptodactilia e, algumas vezes, retardo mental.

É uma doença rara com menos de 20 pacientes descritos até o momento.

Embora a grande maioria dos casos relatados ocorreu esporadicamente, herança autossômica recessiva também foi relatada.

YERSINIOSE

A yersiniose é uma infecção causada pela bactéria Yersínia (Pasteurella) pestis e a transmissão é feita de roedor para roedor ou de roedor para o homem, através da picada da pulga Xenopsylla cheopis.

Conhecida, também, como peste bubônica e peste negra, já vitimou milhões de pessoas em várias partes do mundo, principalmente na Ásia, Europa e África. No Brasil, a peste é endêmica em algumas cidades do Nordeste.

A peste é fatal aos roedores. As pulgas abandonam os animais mortos, parasitam outros roedores e, até mesmo, o homem. Na maioria dos casos de infecções sintomáticas, a parte do organismo mais afetada é o intestino delgado, o que se denomina enterocolite.

Essa doença atinge principalmente crianças, idosos, indivíduos debilitados e imunodeprimidos, por serem pessoas cujo sistema imunológico não responde bem às inflamações. Em cerca de 10% dos adultos infectados podem surgir nódulos bastante dolorosos nas pernas e pés, que são chamados de eritemas nodosos. Nas crianças, cerca de 10% a 30% apresentam também diarréia com sangue.

Peste bubônica - Peste Negra - YersinioseDiagnóstico

Para diagnosticar a doença, médicos recolhe amostras de líquido dos bubos, pús, sangue ou saliva, e analisados em microscópio.

Prevenção

Evitar o contato com roedores é a única proteção eficaz. O vinagre foi utilizado na Idade Média, já que as pulgas e as ratazanas evitam o seu cheiro.

Tratamento

A peste bubônica tem uma série de sintomas característicos, mas em alguns casos pode ser difícil diagnosticá-la. Sem um bubão visível, os primeiros sintomas simplesmente se parecem com os da gripe. Se bubões se formam no abdômen, pode ser confundido com apendicite ou com outras doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa.

A peste bubônica é uma doença perigosa e se não for tratada, é fatal na maioria dos casos.

Tratamentos mais recentes vêm utilizando a estreptomicina, tetraciclina e a gentamicina. Os médicos também podem isolar a pessoa infectada, principalmente se ela tiver contraído a peste pneumônica.

domingo, 6 de setembro de 2009

CLAUDIANE.ANDRE,TATI,ANA,SILVANIA,ZENILDA

HEMICRAMIA PAROXISTICA CRONICA

  1. CEFALÉIA EM SALVAS

Terminologia: hemicrânia angioparalítica, neuralgia ciliar, eritromeralgia da face, cefaléia histamínica, cefaléia de Horton, cluster headache e neuralgia migranosa crônica.

Características principais:

a. unilateralidade da dor

  • em 85%, a dor é estritamente unilateral;
  • em 95% das pessoas a dor não muda de lado no mesmo surto;
  • nos 15% não unilaterais, há duas possibilidades que necessitam de maiores estudos para comprovação: são duas doenças coexistentes (uma de cada lado) ou a mesma doença que pode mudar de lado?

b. tipo e intensidade da dor

  • geralmente é retro-orbitária, podendo ser infra-orbitária ou pré-auricular;
  • explosiva, pulsátil ou compressiva;
  • rapidamente se torna excruciante e a seguir diminui lentamente de intensidade;
  • geralmente a dor é mais intensa na metade do que no princípio ou fim do surto.

c. predomínio no sexo masculino

  • cerca de 80% dos casos ocorrem nos homens;
  • nas mulheres a dor não seria tão intensa nem afetada pela menstruação;
  • a moléstia persiste após a menopausa;
  • na forma crônica, o predomínio masculino é ainda maior.

d. envolvimento autonômico

  • durante a crise, principalmente no lado sintomático, há aumento da amplitude do pulso corneano, da pressão intra-ocular e da temperatura ocular;
  • sudorese;
  • lacrimejamento e hiperemia da mucosa ocular;
  • secreção nasal;
  • edema palpebral e facial;
  • Síndrome de Claude-Bernard-Horner (ocasionalmente): ptose, miose...;
  • aumento da pressão e freqüência cardíaca;
  • apnéia do sono.

e. aspecto temporal da salva e do ataque

  • salvas: duração de 7 dias a 1 ano (geralmente 1 a 2 meses);
  • 84% têm pelo menos uma salva a cada 2 anos;
  • remissão: pelo menos 14 dias (há casos de até 35 anos);
  • crise: duração de 15 a 180 minutos (a maioria de 15 a 30 minutos);
  • freqüência: 1 a cada 2 dias a 8 por dia;
  • ataques noturnos;
  • ritmicidade circadiana;
  • circanual.

Outras características:

  • tabagista;
  • aspectos físicos: atléticos, pesados, pletóricos, pele em casca de laranja, sobrancelhas espessas, sulcos profundos da face, fácies leonina;
  • comportamento maníaco: são indivíduos "grandões" e dóceis. Nas vésperas das crises fica nervoso e irritado. Nas crises ficam andando de um lado para o outro, dão socos na parede, esfregam álcool, ficam desesperados com a dor (padrão de vulcão).

A prevalência é de aproximadamente 7:10.000. O pico de incidência ocorre no adulto jovem.

Critérios diagnósticos da Sociedade Internacional de Cefaléia (IHS/1988):

  1. pelo menos 5 crises obedecendo B-D;
  2. dor intensa, unilateral, orbitária, supra-orbitária e/ou temporal, durando de 15 a 180 minutos quando não tratada;
  3. a cefaléia está associada a pelo menos um dos seguintes sinais que devem estar presentes no lado doloroso:
  • hiperemia conjuntival
  • lacrimejamento
  • congestão nasal
  • rinorréia
  • sudorese da face e fronte
  • miose
  • ptose
  • edema palpebral

D. freqüência das crises: 1 a cada 2 dias até 8 por dia.

As seguintes tabelas auxiliam no diagnóstico diferencial com a migrânea e a trigeminalgia:

CaracterísticasSalvasMigrânea
Sexo

M

F

Unilateralidade

+

+/-

Sinais hemisféricos

-

+/-

Náuseas e vômitos

raro

comum

Disautonomias

comum

raro

CaracteresSalvasMigrânea
Início antes dos 40 anos81%Raro
Duração do ataque15 min - 2h2 min
Fenômenos autonômicosfreqüentesausentes
Localização supra-orbitalfreqüente5%
Zona de gatilhoausentepresente
Despertar noturnocomumraro
Ação da carbamazepina+++-

Tratamento:

a. das crises:

  • Oxigênio a 7 l/min por 15 a 20 minutos com o paciente sentado e inclinado para a frente;
  • Diidroergotamina spray nasal – um spray por narina;
  • Sumatriptan – injeção de 6mg subcutâneo (máximo 2 vezes por dia).

b. profilático para cefaléia em salva episódica:

  • Verapamil 240-480mg em doses fracionadas;
  • Lítio em doses fracionadas que mantenham a litemia em 0,5 a 1 mol/l;
  • Prednisona: para interromper o ciclo (pode ser usada como primeira escolha e na monoterapia), 40-80mg/manhã, retirando em 2-3 semanas;
  • Ergotamina 1-2mg duas vezes por dia, no máximo por 6 semanas (somente quando falharem os outros tratamentos).

Obs: Os tratamentos devem ser mantidos durante a salva e reduzidos em cerca de 1 semana.


SÍNTESE

Paciente do sexo masculino, 30 anos, tabagista, refere dor intensa, unilateral, na região da órbita direita. É acompanhada de lacrimejamento, hiperemia conjuntival ("olhos vermelhos"), sudorese, miose ("contração pupilar"), ptose ("queda da pálpebra") e edema palpebrais e congestão nasal no lado doloroso, sem náuseas ou vômitos. Cada crise dura aproximadamente 20 minutos, numa freqüência de 3 vezes ao dia, inclusive durante a noite. "Chego a bater em minha cabeça de tanta dor".


2. HEMICRÂNIA PAROXÍSTICA CRÔNICA

Crises bastante semelhantes às da cefaléia em salvas no que diz respeito às características da dor e sinais e sintomas associados, mas são menos demoradas e mais freqüentes. Características:

  • predominância feminina;
  • local: orbitária, supra-orbitária e/ou temporal;
  • unilateral;
  • intensidade excruciante;
  • duração do ataque: curta duração (2 a 45 minutos, sendo de 5 a 20 minutos na maioria das vezes) várias vezes ao dia;
  • fenômenos autonômicos presentes;
  • freqüência dos ataques: 5 a 38 por dia;
  • ataques noturnos (típicos)
  • padrão "cluster" modificado, de intensidade variável é também conhecido como Hemicrânia Paroxística Episódica;
  • idade de início: mais cedo que salvas e provavelmente mais tarde que migrânea (usualmente na idade adulta);
  • náuseas e vômitos raramente acompanham a crise.

Tratamento:

  • indometacina