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quinta-feira, 21 de novembro de 2013
domingo, 17 de novembro de 2013
Holoprosencefalia (HPE)
Holoprosencefalia (HPE) é uma malformação complexa do cérebro resultante da clivagem incompleta do prosencéfalo, ocorrendo entre os dias 18 e 28 da gestação, e afectando tanto o cérebro anterior e do rosto, o que resulta em manifestações neurológicas e anomalias faciais de gravidade variável. prevalência estimada a ser 1/10, 000 ao vivo e ainda nascimentos e 1/250 conceptos. HPE tem distribuição mundial. três formas clássicas de HPE de gravidade crescente têm sido descritos com base em suas características anatômicas: lobares, semi-lobar e alobar HPE. Um subtipo mais suave conhecida como linha média interhemisférica variante (MIH) tem sido descrita. O fenótipo HPE também se estende a aprosencephaly / atelencephaly (o fim mais grave do espectro), Esquizencefalia e septopreoptic HPE (ver estes termos). As formas menos graves são chamados de microformas (ver este termo) e são caracterizadas por defeitos da linha média, sem o típico defeito do cérebro HPE. Há no entanto um espectro contínuo de separação anormal dos hemisférios, em vez de divisão claramente distinta para estas formas, com uma variabilidade inter-clínica e intrafamilial significativo. Na maioria dos casos, existe uma correlação entre a gravidade das anomalias faciais e o defeito do cérebro (excepto nos casos de mutação na ZIC2 gene). Em decrescente de gravidade, as principais características faciais são ciclopia, tromba, agenesia do pré-maxilar, mediana ou bilateral fissura lábio / palato, coloboma, displasia da retina, estenose coanal, estenose do seio piriforme, hipotelorismo, solitário maxilar mediana incisivo ou rosto, mesmo normal. As formas graves (especialmente na presença de uma anomalia cromossómica) são frequentemente fatal e mortalidade está relacionada com a gravidade da malformação cérebro e defeitos associados. Em crianças sobreviventes, é relatada uma ampla gama de manifestações associadas: atraso no desenvolvimento, hidrocefalia, deficiência motora, dificuldades de alimentação e disfunção oromotora, epilepsia, disfunção hipotalâmica. Doenças endócrinas, devido a defeitos hipofisários, como diabetes insípido central são freqüentes. A etiologia é muito heterogêneo: de anomalias cromossómicas (como a trissomia do cromossomo 13), síndromes conhecidas (como a síndrome de Smith-Lemli-Opitz, síndrome de carga) (ver estes termos) a fatores ambientais (diabetes maternal ou hypocholesterolemia durante a gestação). Em não-cromossômica HPE não-sindrômica, pelo menos 14 genes têm sido implicados: 4 principais genes ( SHH (7q36), ZIC2 (13q32), Six3 (2p21), TGIF (18p11)) e 10 genes menores e CDON (11q23-q24)). Análises moleculares dos quatro principais genes são realizados rotineiramente com uma taxa de 25%, a detecção de mutações. Array CGH (hibridação genômica comparativa) análise mostra 22% de micro-rearranjos na HPE. No entanto, a complexidade genética subjacente a HPE ainda está para ser esclarecido. casos mais graves são detectados por ultra-sonografia sistemática e ressonância magnética (MRI) durante a gravidez. Posteriormente, o diagnóstico é baseado em características clínicas. diagnóstico diferencial inclui anencefalia, hidrocefalia congênita grave, síndrome de Walker-Warburg (ver estes termos), grande cisto inter-hemisférica, otocephaly e outros defeitos da linha média. Devido à alta variabilidade diagnóstico clínico pré-natal baseia-se em ultra-som exames de ressonância magnética e, em vez de diagnóstico molecular, e pode ser útil em mães com diabetes e aqueles com história familiar de HPE. aconselhamento genético é particularmente complexa na HPE. tratamento é sintomático e de suporte, e exige uma abordagem multidisciplinar. prognóstico depende da gravidade e as complicações associadas.
http://blog.rarediseases.org/mothering-a-child-with-special-needs/
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sábado, 16 de novembro de 2013
PORFIRIAS AGUDAS – CONDUTAS NA CRISE AGUDA
PORFIRIAS AGUDAS – CONDUTAS NA CRISE AGUDA
As
porfirias agudas constituem um complexo grupo de doenças hereditárias
metabólicas de caráter autossômico dominante. As doenças hereditárias
metabólicas, também conhecidas como erros inatos do metabolismo (EIM),
constituem um grupo heterogêneo de defeitos genéticos que afetam a síntese,
degradação, processamento e transporte de moléculas no organismo. A maioria dos
EIM é de herança recessiva, ou seja, é preciso que existam dois genes mutados
para ocasionar a doença; no caso das porfirias agudas, a presença de um gene
mutante já pode ocasionar em sintomas clínicos,
embora saibamos que, por exemplo, no caso da porfiria aguda intermitente
(PAI), cerca de 70% dos pacientes com a
mutação presente não manifestam sinais da doença, o que sugere que outros
fatores – como os ambientais – também são responsáveis pelo deflagrar da “crise
porfirica”. A única porfiria aguda que não é de herança dominante é a rara
deficiência de ALA desidratase, com poucos casos descritos no mundo. Apenas
duas porfirias agudas têm sintomas de pele, o que causa confusão em muitos
clínicos com a porfiria cutânea tarda (PCT) – no entanto, as lesões de pele nas
porfirias agudas são muito diferentes da PCT e são geralmente caracterizadas
por aparecimento de pequenas vesículas em áreas fotoexpostas.
As
manifestações clínicas das porfirias agudas decorrem dos distúrbios na via
biossintética do heme, causados por deficiência de enzimas que deveriam
funcionar na rota metabólica dessa substância. Em decorrência disso, surgem
metabólitos tóxicos, responsáveis pelos sintomas característicos desse grupo de
doenças. Essas manifestações usualmente envolvem o sistema nervoso periférico e
o central, causando alterações comportamentais, dor visceral, neuropatia motora
com paralisia da musculatura esquelética e crises convulsivas. Há vários sinais
clínicos que devem levar o médico a pensar em crise de porfiria: dor abdominal,
alteração da cor da urina, mudança no ritmo intestinal, déficit motor ou
sensitivo-motor, vômitos, alteração do nível de consciência ou confusão mental,
crises convulsivas, quadros disautonômicos cardio-vasculares e distúrbios
psiquiátricos. Diante desses sintomas, é fundamental se realizar os testes
bioquímicos no paciente.
O
diagnóstico bioquímico das porfirias agudas baseia-se na excreção urinária
elevada dos precursores das porfirinas ácido delta-aminolevulínico e
porfobilinogênio, além do aumento de porfirinas plasmáticas. Deve-se lembrar que o exame mais importante
para confirmar-se o “estado de crise” não é a quantificação das porfirinas
plasmáticas ou urinárias, mas sim o aumento do ácido delta-aminolevulínico (que
estará aumentado em todas as formas de porfiria aguda) e a quantificação do porfobilionogênio. O aumento das porfirinas, embora usual na descompensação
do paciente com porfiria, pode ou não ser constatado em uma crise aguda. A pesquisa de porfobilinogênio pode
ser feita como um teste rápido de grande sensibilidade para se verificar se um
paciente está em crise aguda.
Recomenda-se
que os pacientes, em vigência de alterações sugestivas de aumento dos
metabólitos causadores da porfiria, façam uso de infusão endovenosa lenta de glicose de 300-400g/dia , cujo efeito
consiste na inibição da enzima ALA
sintetase e assim diminuir a produção dos metabólitos tóxicos que se
acumulariam nos passos subseqüentes da cadeia metabólica. Essa infusão pode ser
feita em ambiente hospitalar e, após a mesma, estando o paciente em bom estado geral, sem fraqueza motora ou sinais
disautonômicos significativos, é possível continuar a reposição da glicose
em sua casa, procurando-se incrementar o
aporte calórico com 200g via oral e realização de dieta rica em carboidratos.
Para
pacientes com sintomas crônicos ou com sinais de neuropatia motora, é
imprescindível o uso da hematina
(3-4mg/kg/dia). A hematina serviria como bloqueador bioquímico da via
metabólica, produzindo-se um feedback negativo no fígado, evitando-se, assim, o aumento dos precursores do heme. Em uma
situação de crise aguda de porfiria, não responsiva à infusão de glicose com a
concomitante reposição oral, o a hematina torna-se uma medicação essencial para o tratamento do paciente. O conhecimento
do clínico dos sintomas que indiquem piora da crise – como fraqueza muscular e
piora da disautonomia – é crucial para que se administre a hematina em tempo
hábil.
O tratamento das dores abdominais deve
ser feito com medicações não-porfirinogênicas (vide lista de drogas seguras e
inseguras na porfiria aguda no apêndice) como a clorpromazina (Amplictil) ou outros fenotiazínicos (que
atuam provavelmente através da inibição da atividade autonômica). Essas
medicações são eficientes também no combate a outros sintomas que podem estar
associados a uma crise aguda ou descompensação metabólica decorrente do aumento
das porfirias como ansiedade, náuseas
e vômitos.
O quadro álgico também é
efetivamente combatido com o uso de narcóticos como codeína, meperidina ou morfina. A hiperatividade adrenérgica
(manifestada na hipertensão e na taquicardia) pode estar presente durante uma
descompensação e é controlada com bloqueadores
beta-adrenérgicos (propranolol)
. Deve-se lembrar de fazer controle
regular da pressão arterial e da freqüência cardíaca do paciente porfírico
durante o período da crise ao menos de 8 em 8 horas. Ansiedade e insônia
podem ser tratadas com lorazepan e
hidrato de cloral. A lactulose e a neostigmina podem ser usadas nos casos
paciente com obstipação mais grave. Por último, deve-se lembrar de dosar sódio, potássio e magnésio – evitando-se
a todo custo a hiponatremia que pode levar a crises convulsivas no paciente
porfírico.
Embora ainda controverso, o uso
via oral da cimetidina , quando o
tratamento com a hematina não estiver disponível, na dose de 400mg ( duas vezes ao dia)
aparenta ser útil em crises de porfiria por inibição da rota metabólica
da P-450 , podendo evitar o stress hepático que leva ao aumento dos precursores
do heme . Durante a crise aguda, pode-se
usar dose de ataque de 300mg, IV, durante 3 a 4 dias, uma vez ao dia , com
lenta infusão (8 horas). Não sendo
possível o uso IV, há a possibilidade de administração via oral, na dose de 400
a 800mg enquanto o paciente estiver em crise.
Charles Marques Lourenço
CRM 110991 - Médico Geneticista
Imunodeficiência Comum Variável (ICV)
A Imunodeficiência Comum Variável (ICV) é uma síndrome de imunodeficiência heterogênea caracterizada por hipogamaglobulinemia de início tardio, infecções bacterianas de repetição e várias anormalidades imunológicas, incluindo uma inci-dência aumentada de doenças auto-imunes e ma-lignidade1. Esta é uma síndrome rara, com uma prevalência estimada de 1:50.000 até 1:200.000 na população geral2,3.
A presença de uma produção deficitária de an-ticorpos e de infecções piogênicas de repetição, que melhoram sensivelmente após a reposição com imunoglobulinas, são características comuns aos pacientes com ICV4. Estes pacientes repre-sentam um grupo heterogêneo tanto do ponto de vista clínico, assim como imunológico5,6.
A causa da ICV ainda é desconhecida. Além da deficiência de linfócitos B, a ICV é associada a várias outras anormalidades imunológicas. Alte-rações no número e proporção de leucócitos; res-postas proliferativas linfocitárias diminuídas à es-timulação com antígenos e mitógenos; produção alterada de citocinas; alteração de expressão de moléculas de adesão e aumento da atividade su-pressora linfocitária são alguns dos mecanismos fisiopatológicos demonstrados6-10.
Os pacientes com ICV apresentam quadro clí-nico similar à agamaglobulinemia ligada ao cro-mossomo X; geralmente com infecções sinusais e pulmonares de repetição, na maioria das vezes causadas pelo S. pneumoniae e H. influenzae. Estas infecções são o resultado da deficiência na produção de anticorpos (especificamente IgG). Ao contrário da agamaglobulinemia ligada ao X, os pacientes com ICV habitualmente tornam-se sintomáticos na segunda ou terceira década da vi-da11,12, com prevalência semelhante entre homens e mulheres4.
A imunidade celular pode estar preservada ou diminuída6. A proteção contra infecções oportu-nistas virais e fúngicas é geralmente adequada. No entanto, vários indícios de deficiência celular existem: a incidência de infecções virais do tipo herpes zóster ocorre em cerca de um quinto dos pacientes com ICV e infecções graves por cito-megalovírus(CMV) foram descritas13,14.
Pacientes com ICV freqüentemente desenvol-vem doenças linfoproliferativas heterogêneas, va-riando de distúrbios benignos como esplenomega-lia ou linfadenopatia difusa até uma incidência de linfoma 30 vezes maior do que a da população geral15. A presença de hiperplasia linfóide atípica reacional nestes pacientes torna necessário, por vezes, estudos imunohistoquímicos que mostram uma mistura de células B e T, para diferenciá-la de um linfoma1
A Imunodeficiência comum variável (CVID) é uma enfermidade que acomete um grupo heterogêneo de pacientes em qualquer fase da vida, embora seja mais comum no
adulto jovem. Os pacientes apresentam níveis séricos de imunoglobulinas abaixo de 300 mg/dL e resposta deficiente
Esta deficiência afeta em igual proporção indivíduos do sexo masculino e feminino,
tendo padrão de distribuição tanto esporádico quanto familiar3,4.Diferentes pesquisas demonstraram que esta enfermidade acomete um em cada 10.000-50.000 nascidos vivos,
com prevalência de dois para cada 100.000 habitantes na população adulta e de três para cada 100.000 em crianças na Suécia, um para cada 100.000 na Dinamarca e 0,5
para cada 1.000.000 no Japão5,6. O primeiro relato de hipogamaglobulinemia provém da
década de 507 sendo posteriormente confirmado por Rosecan et al em 19558, e por Wall e Saslaw em 19559. A terminologia “imunodeficiência comum variável” foi descrita
primeiramente por Douglas e Geha em 1974, em duas publicações distintas10,11. O fato dos sintomas surgirem tardiamente fez com que esta doença também fosse conhecida
como hipogamaglobulinemia de início tardio ou adquirida3,4,12- 4.
A hipogamaglobulinemia e as infecções por bactérias encapsuladas constituem as características mais marcantes da CVID. Os pacientes que apresentam estes sintomas têm
disfunções predominantemente da resposta humoral, porém um subgrupo deles com disfunções na resposta celular tem sido descrito. Tais pacientes podem apresentar resposta linfoproliferativa diminuída contra antígenos e mitógenos; produção alterada de citocinas; defeitos na expressão de moléculas de adesão e atividade supressora linfocitária2,12,13,15- 17, deste modo, as infecções por fungos, bactérias intracelulares e protozoários tornam-se as patologias ais evidentes.
Pacientes com CVID geralmente possuem expressão normal de receptores de superfície específicos em linfócitos de sangue periférico e/ou tecidos linfóides. Essas células são capazes de reconhecer e proliferar mediante estimula-
Rev. bras. alerg. imunopatol.
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10
ção antigênica ou mitógenos in vitro. As células B, em sua
maioria, são incapazes de se diferenciar em células produtoras
de anticorpos e sintetizar quantidades de imunoglobulinas
que se equiparem às encontrados no soro de pessoas
normais, estando muitas vezes acompanhada de
resposta anormal a protocolos de imunização contra antígenos
protéicos e polissacarídeos4,18.
Alterações gastrintestinais, manifestações autoimunes e
neoplasias ocorrem em freqüência maior que o esperado
na população em geral, desenvolvendo-se em pacientes
com evolução da doença superior a dez anos18,19. Evidências
de transmissão autossômica recessiva, infecção pelo
vírus Epstein-Barr (EBV) em indivíduos geneticamente predispostos,
ou deficiência de C2 foram descritos nesses pacientes13,20,21.
Casos sem evidência de transmissão familiar
ou infecciosa têm sido relatados, e a utilização de sais de
ouro e glicocorticóides pode induzir o aparecimento de um
quadro persistente de hipogamaglobulinemia, enquanto a
utilização de sulfasalazina, carbamazepina e difenil-hidantoína
podem induzir um quadro similar, porém transitório2,13.
Antes da conclusão do diagnóstico de CVID é necessário
eliminar a presença de possíveis fatores ambientais indutores
de hipogamaglobulinemia além da exclusão de outras
síndromes com características semelhantes como agamaglobulinemia
ligada ao cromossomo X (XLA), síndrome da
hiper-IgM22, síndrome de Duncan23, síndrome de Good24,25,
linfoma e leucemia, sobretudo em adultos.
Manifestações clínicas
Enfermidades infecciosas
Pacientes com síndromes de imunodeficiência acompanhada
de hipogamaglobulinemia possuem risco aumentado
de desenvolverem infecções do trato respiratório, otite média
ou gastrenterite. Os patógenos mais comuns responsáveis
por estes quadros são Streptococcus pneumoniae e
Haemophilus influenza em infecções respiratórias; Campylobacter
jejuni, Cândida albicans, rotavírus e Giardia lamblia
em infecções do trato gastrintestinal1,2,4,12,19.
Pacientes com CVID apresentam infecções por bactérias
encapsuladas como Staphylococcus aureus, Streptococcus
pneumoniae, Haemophylus influenzae, Pseudomonas aeruginosa
e Branhamella catarrhalis18,19,26 levando a formação
de abscessos que podem contribuir para o surgimento
de septicemia. A maioria das infecções nestes pacientes
apresenta-se como otite média, sinusite aguda ou crônica
e pneumonia, freqüentemente a derrame pleural. A evolução
deste quadro pulmonar pode levar ao surgimento de
bronquite crônica, enfisema pulmonar, bronquiectasia e fibrose
pulmonar1-4,12,14,18,19.
Pacientes com CVID podem apresentar artrite por Mycoplasma
homini, M. pneumoniae, M. salivarium.e Ureaplasma
urealyticum, causando poliartropatia grave acompanhada
de artrite com envolvimento de tecidos moles ao
redor de articulações2. O comprometimento articular pode
ser a primeira manifestação da doença ou aparecer no curso
da mesma na forma de artralgia, artrite séptica ou asséptica12,13.
A artrite séptica em alguns pacientes está associada
com Mycoplasma spp., e a artrite asséptica apresenta
caráter poliarticular crônico, envolvendo médias e
grandes articulações, caráter erosivo e ausência de fator
reumatóide, embora tenham sido descritos casos de poliartrite
deformante não erosiva ou associação com o fator
reumatóide27,28.
Os principais agentes infecciosos causadores de diarréia
são a Giardia lamblia e o Campylobacter enteritis2-4,12,19,
embora existam relatos de infecção por Entamoeba histolitica,
Endolimax nana, Strongyloides stercolaris, Trichuris
trichiura, Ascaris lumbricoides e Enterobius vermicularis13,29,30.
Também infecções intestinais por enterovírus
como ecovírus, coxsackievírus ou poliovírus, podem acometer
estes pacientes, podendo levar ao surgimento de
meningoencefalite e dermatomiosite. Além da enterite
causada pelo Campylobacter jejuni, este agente foi implicado
no surgimento de aborto de repetição31. A literatura
descreve casos de poliomielite paralítica pela utilização de
vacina viva atenuada com o vírus da poliomielite, acompanhada
de eliminação do patógeno pelas fezes por longos
períodos2.
Doenças auto-imunes
Um terço dos pacientes com CVID apresentam enfermidade
auto-imune, como lúpus eritematoso sistêmico, anemia
hemolítica auto-imune, púrpura trombocitopênica idiopática,
tireoidite, doença de Basedow-Graves, dermatomiosite,
artrite reumatóide e anemia perniciosa. Cerca de 1%
dos pacientes desenvolvem enfermidade auto-imune do
sistema nervoso central como neuropatia sensorial periférica
ou síndrome de Guillain Barré2,3,19,26. As doenças auto-imunes
podem acometer os portadores da imunodeficiência
bem como seus familiares, sugerindo o caráter hereditário
destas doenças em associação com CVID, além do fato das
mulheres apresentarem maior predisposição a essas manifestações1,7,19,32.
Em função da alta prevalência de anticorpos
contra IgA em pacientes com CVID, e pela observação
que mães deficientes em IgA podem transmitir a doença
através de anticorpos contra IgA, Webster e Hammarstroem
sugeriram que a CVID seja uma doença autoimune33.
Doença granulomatosa pode acometer até 20% dos pacientes,
usualmente acompanhada de esplenomegalia e/ou
linfoadenopatia. Os órgãos mais acometidos são fígado,
baço, pulmão e rins. Em menor proporção ocorre o comprometimento
dos olhos, cérebro, coração e pele. Vinte por
cento dos pacientes com granuloma apresentam aumento
dos níveis séricos de fosfatase alcalina, hipertensão portal,
varizes esofagianas e cirrose hepática em um período de
evolução da doença superior a 25 anos. Histologicamente,
estes granulomas não caseosos são indistinguíveis da sarcoidose2,14,26.
Cerca de 10% dos pacientes desenvolvem
fibrose pulmonar acompanhada de granuloma e aumento
de tamanho dos linfonodos mediastínicos em 50% dos
casos34.
Neoplasias
Pacientes com CVID podem desenvolver doença linfoproliferativa,
como esplenomegalia ou linfoadenopatia, e
incidência de linfoma é 300 vezes maior do que a população
geral, muitos relacionados à infecção prévia pelo EBV
ou retrovírus. Outros podem apresentar linfoma do tipo
não Hodgkin, embora alguns apresentem a forma de Hodgkin1-
4,12,35.
Nestes pacientes, existe um risco 50 vezes superior que
a média da população para o desenvolvimento de câncer
gástrico, e alta freqüência de acloridria35, o que sugere que
o mesmo seja resultado da ação conjunta de fatores ambientais
e predisposição genética. Inúmeras alterações de
genes supressores de tumor têm sido descritas36. Mutação
pontual em p53 tem sido descrita não apenas em pacientes
com câncer gástrico, mas também em lesões pré-cancerosas.
Existem evidências de que a presença de Helicobacter
pylori causa gastrite crônica e adenocarcinoma gástrico. A
presença de H. pylori em pacientes com CVID tratados com
IVIG não demonstrou qualquer impacto na prevenção do
surgimento de atrofia gástrica37. A partir destes estudos,
pela observação de alterações histológicas e genéticas na
mucosa gástrica de pacientes com CVID, somada a presença
de H. pylori, acredita-se que a ação conjunta destes fatores
seja capaz de levar ao surgimento de câncer gástrico
nesses pacientes38.
Afora estes fenômenos, são relatadas neoplasias de origem
linfo-hematopoiética ou epitelial gastrintestinal e
CVID Rev. bras. alerg. imunopatol. – Vol. 31, Nº 1, 2008 11
genital induzidas por infecções persistentes por vírus
oncogênicos como HHV-4, HHV-2, HTLV-1, HTLV-2 e HPV-
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Deficiência de metilenotetraidrofolato redutase
A homocistinúria por deficiência da metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR) é uma doença metabólica caracterizada por manifestações neurológicas.
A prevalência é desconhecida.
A apresentação ocorre normalmente durante o primeiro ano de vida com sinais neurológicos graves, apneia, microcefalia e convulsões. Não existe anemia megaloblástica. Existem algumas formas com apresentação durante a infância, na adolescência, ou na vida adulta, com regressão mental, ataxia, e, mais frequentemente, doenças psiquiátricas do tipo esquizofrénico que podem estar relacionadas com acidentes cerebrovasculares. Foram descritos também outros sintomas, como a degeneração subaguda da medula espinal.
A doença é transmitida de forma autossómica recessiva e é causada por mutações no gene MTHFR (1p36.3). A deficiência de MTHFR resulta no metabolismo intracelular anormal do ácido fólico e impede a redução de 5-10 metilenotetrahidrofolato a 5-metilenotetrahidrofolato, dador do grupo metil para a remetilação da homocisteína em metionina. Como resultado, a doença leva à deficiência de metiletrahidrofolato e, consequentemente, a homocistinúria com hipometioninemia.
O diagnóstico pode ser suspeitado após a análise de aminoácidos por cromatografia e medição dos níveis totais de homocisteína no sangue, revelando valores muitos elevados, superiores a 100 micromol/L. Outros achados biológicos incluem níveis baixos de metiltetrahidrofilato tanto no plasma quanto no fluido cerebrospinal. O diagnóstico é confirmado medindo-se a atividade enzimática em linfócitos ou em fibroblastos.
O diagnóstico diferencial deve excluir outras doenças de remetilação da homocisteína.
O diagnóstico pré-natal é possível através de análise molecular ou enzimática.
O tratamento da deficiência grave envolve a administração de altas doses de betaína, em combinação com metionina, piridoxina, vitamina B12 e suplementos de ácido fólico ou ácido folínico.
O prognóstico é variável.
A prevalência é desconhecida.
A apresentação ocorre normalmente durante o primeiro ano de vida com sinais neurológicos graves, apneia, microcefalia e convulsões. Não existe anemia megaloblástica. Existem algumas formas com apresentação durante a infância, na adolescência, ou na vida adulta, com regressão mental, ataxia, e, mais frequentemente, doenças psiquiátricas do tipo esquizofrénico que podem estar relacionadas com acidentes cerebrovasculares. Foram descritos também outros sintomas, como a degeneração subaguda da medula espinal.
A doença é transmitida de forma autossómica recessiva e é causada por mutações no gene MTHFR (1p36.3). A deficiência de MTHFR resulta no metabolismo intracelular anormal do ácido fólico e impede a redução de 5-10 metilenotetrahidrofolato a 5-metilenotetrahidrofolato, dador do grupo metil para a remetilação da homocisteína em metionina. Como resultado, a doença leva à deficiência de metiletrahidrofolato e, consequentemente, a homocistinúria com hipometioninemia.
O diagnóstico pode ser suspeitado após a análise de aminoácidos por cromatografia e medição dos níveis totais de homocisteína no sangue, revelando valores muitos elevados, superiores a 100 micromol/L. Outros achados biológicos incluem níveis baixos de metiltetrahidrofilato tanto no plasma quanto no fluido cerebrospinal. O diagnóstico é confirmado medindo-se a atividade enzimática em linfócitos ou em fibroblastos.
O diagnóstico diferencial deve excluir outras doenças de remetilação da homocisteína.
O diagnóstico pré-natal é possível através de análise molecular ou enzimática.
O tratamento da deficiência grave envolve a administração de altas doses de betaína, em combinação com metionina, piridoxina, vitamina B12 e suplementos de ácido fólico ou ácido folínico.
O prognóstico é variável.
Neuropatia Motora Multifocal
Neuropatia Motora Multifocal
O termo Neuropatia Motora Multifocal (NMM) foi introduzido na literatura médica em 1988 por Pestronk. Corresponde a uma doença rara, com uma prevalência de 1 a 2 indivíduos por 100.000, mais frequente no sexo masculino (2,6:1), com idade média de início nos 40 anos (80% entre os 20 e os 50 anos).
A NMM apresenta-se como uma fraqueza muscular assimétrica, na distribuição de nervos individuais, de predomínio distal, progressiva, usualmente com os membros superiores atingidos de modo mais precoce e mais grave (em mais de 80% dos casos inicia-se pelos músculos dos antebraços e das mãos). Os nervos cranianos e os nervos proximais dos membros são habitualmente poupados. Mais de 50% dos doentes referem fasciculações e cãibras; podem estar presentes atrofias musculares; os reflexos miotáticos usualmente estão diminuídos, mas podem estar normais ou mesmo vivos em 20 a 30% dos casos.
O estudo de condução nervosa revela bloqueios de condução nervosa motora, parcial ou total, em locais não habituais de compressão nervosa.
O envolvimento de fibras sensitivas tem sido descrito na NMM, contudo sintomas/sinais sensitivos, se presentes, não são proeminentes, ao contrário do que acontece na síndrome de Lewis-Summer.
Em 40 a 80% dos doentes estão presentes anticorpos IgM contra o gangliosídeo GM1; com menos frequência, outros anticorpos anti-glicolípidos poderão ocorrer (anti-asialo-GM1, GD1 e GM2).
A frequente associação de NMM com anticorpos anti-glicolípidos e a melhoria dos doentes após o uso de medicação imunomoduladora/imunossupressora são fortes argumentos a favor de ser uma doença imunologicamente mediada. Quase 80% dos doentes melhoram com imunoglobulinas humanas (IVIg), consideradas o “gold standard” no que se refere ao tratamento de NMM.
* Autor: Dr. Pedro Velho (2006). * Fonte: Excertos de Recomendações Terapêuticas em Doenças Neuromusculares. SPEDNM – Sociedade Portuguesa de Estudos de Doenças Neuromusculares
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Trimetilaminuria
A trimetilaminuria é uma doença metabólica caracterizada por um mau cheiro corporal semelhante ao de peixe em decomposição.
A prevalência é desconhecida. Esta doença está presente desde o nascimento mas pode tornar-se apenas aparente quando as crianças deixam de ser amamentadas e/ou quando são introduzidos na sua dieta alimentos que contêm precursores da trimetilamina (TMA) (como por exemplo colina, lectina e carnitina).
Os doentes exibem um odor corporal semelhante ao de peixe em decomposição, como resultado da excreção de quantidades excessivas de TMA na transpiração, saliva, urina, respiração e secreções vaginais. O odor pode intensificar-se depois de exercício físico, aumento da temperatura, e alterações emocionais, podendo ocorrer de forma intermitente. Sabe-se que o mau odor pode aumentar nas mulheres imediatamente antes, ou durante a menstruação. Os indivíduos afectados podem manifestar uma variedade de distúrbios psicossociais como personalidade evitante, isolamento social, higiene pessoal obsessiva, depressão clínica, abandono escolar, problemas matrimoniais, e intenções suicidas. Foram descritos alguns casos de trimetilaminuria que ocorreram em associação com outras entidades clínicas, como o síndrome Prader-Willi (ver este termo), convulsões, e distúrbios comportamentais.
A trimetilaminuria é causada pela excreção de quantidades excessivas de TMA livre de amina, com mau odor, nas secreções corporais. Pode ocorrer como doença hereditária autossómica recessiva ou ser uma forma adquirida. A primeira é causada por mutações homozigóticas ou heterozigóticas compostas no gene da flavina possuidora de monooxigenase-3 (FMO3; 1q24.3), resultando numa deficiência no sistema da oxidase microssomal hepática que metaboliza a TMA com mau odor em trimetilamina N-oxido que é inodora. Foram descritas numerosas mutações no gene FMO3 e foi proposta uma frequência de portadores de aproximadamente 1% num estudo britânico. A doença hepática crónica pode também levar à excreção de quantidades excessivas de TMA, como resultado de um deficiente metabolismo de TMA.
A trimetilaminuria é diagnosticada pela quantificação de excreção de TMA livre na urina. Podem ser realizados estudos genéticos moleculares e testes de sobrecarga com precursores de TMA para confirmar o diagnóstico. O desconhecimento sobre a doença, a necessidade de investigações especializadas, e a incapacidade de alguns indivíduos identificarem o mau odor pode atrasar o diagnóstico.
Os diagnósticos diferenciais incluem causas locais de percepção olfactiva alterada, má higiene pessoal, causas sistémicas de mau odor (como doença hepática ou renal crónica) e outras doenças como infecções génito-urinárias.
Deve ser oferecido aconselhamento genético aos doentes com a forma hereditária da doença.
Não existe tratamento curativo disponível. Na abordagem destes doentes é essencial uma explicação sobre a natureza da doença. As dietas controladas em percursores de TMA (i.e. eliminação ou redução do consumo de peixe fresco, ervilhas, fígado e ovos) e o tratamento a curto prazo com antibióticos (metronidazole ou neomicina) ou lactulose, podem ajudar a reduzir os odores corporais. O uso de antitranspirantes, desodorizantes, tomar banho frequentemente, e o uso de sabonetes com um pH de 5.5-6.5 são também técnicas úteis. A introdução num grupo de apoio é também um aspecto importante dos cuidados do doente.
O prognóstico depende dos sintomas psicossocial acompanhantes ou das doenças associadas.
A prevalência é desconhecida. Esta doença está presente desde o nascimento mas pode tornar-se apenas aparente quando as crianças deixam de ser amamentadas e/ou quando são introduzidos na sua dieta alimentos que contêm precursores da trimetilamina (TMA) (como por exemplo colina, lectina e carnitina).
Os doentes exibem um odor corporal semelhante ao de peixe em decomposição, como resultado da excreção de quantidades excessivas de TMA na transpiração, saliva, urina, respiração e secreções vaginais. O odor pode intensificar-se depois de exercício físico, aumento da temperatura, e alterações emocionais, podendo ocorrer de forma intermitente. Sabe-se que o mau odor pode aumentar nas mulheres imediatamente antes, ou durante a menstruação. Os indivíduos afectados podem manifestar uma variedade de distúrbios psicossociais como personalidade evitante, isolamento social, higiene pessoal obsessiva, depressão clínica, abandono escolar, problemas matrimoniais, e intenções suicidas. Foram descritos alguns casos de trimetilaminuria que ocorreram em associação com outras entidades clínicas, como o síndrome Prader-Willi (ver este termo), convulsões, e distúrbios comportamentais.
A trimetilaminuria é causada pela excreção de quantidades excessivas de TMA livre de amina, com mau odor, nas secreções corporais. Pode ocorrer como doença hereditária autossómica recessiva ou ser uma forma adquirida. A primeira é causada por mutações homozigóticas ou heterozigóticas compostas no gene da flavina possuidora de monooxigenase-3 (FMO3; 1q24.3), resultando numa deficiência no sistema da oxidase microssomal hepática que metaboliza a TMA com mau odor em trimetilamina N-oxido que é inodora. Foram descritas numerosas mutações no gene FMO3 e foi proposta uma frequência de portadores de aproximadamente 1% num estudo britânico. A doença hepática crónica pode também levar à excreção de quantidades excessivas de TMA, como resultado de um deficiente metabolismo de TMA.
A trimetilaminuria é diagnosticada pela quantificação de excreção de TMA livre na urina. Podem ser realizados estudos genéticos moleculares e testes de sobrecarga com precursores de TMA para confirmar o diagnóstico. O desconhecimento sobre a doença, a necessidade de investigações especializadas, e a incapacidade de alguns indivíduos identificarem o mau odor pode atrasar o diagnóstico.
Os diagnósticos diferenciais incluem causas locais de percepção olfactiva alterada, má higiene pessoal, causas sistémicas de mau odor (como doença hepática ou renal crónica) e outras doenças como infecções génito-urinárias.
Deve ser oferecido aconselhamento genético aos doentes com a forma hereditária da doença.
Não existe tratamento curativo disponível. Na abordagem destes doentes é essencial uma explicação sobre a natureza da doença. As dietas controladas em percursores de TMA (i.e. eliminação ou redução do consumo de peixe fresco, ervilhas, fígado e ovos) e o tratamento a curto prazo com antibióticos (metronidazole ou neomicina) ou lactulose, podem ajudar a reduzir os odores corporais. O uso de antitranspirantes, desodorizantes, tomar banho frequentemente, e o uso de sabonetes com um pH de 5.5-6.5 são também técnicas úteis. A introdução num grupo de apoio é também um aspecto importante dos cuidados do doente.
O prognóstico depende dos sintomas psicossocial acompanhantes ou das doenças associadas.
Editor(es)
- Dr G. ARSECULERATNE
domingo, 10 de novembro de 2013
Síndrome parkinsoniano-piramidal
| Paralisia agitante, juvenil, DE CAÇA | |||||||||||||||
| Títulos alternativos; símbolos | |||||||||||||||
| Doença de Parkinson juvenil, DE CAÇA | |||||||||||||||
| Sinopse Clínica | |||||||||||||||
| TEXTO | |||||||||||||||
| Características Clínicas | |||||||||||||||
| Ramsey Hunt (1917) descreveu uma doença típica de parkinsonismo com início na adolescência ou antes, com tremor, facies masklike, bradicinesia, disartria e rigidez. Progressão foi muito lento. David B. Clark tinha visto a desordem em pai e filha ( Ford, 1961 ). A substância negra era normal mas a degeneração e perda de grandes células do núcleo lenticular ocorreu. Segundo caso de Hunt foi a prole de primos em primeiro grau. Ela morreu com a idade de 65 anos. A autópsia mostrou doença pallidopyramidal (PARK15; 260.300 ). Allen e Knopp (1976) observaram uma família com três mulheres afetadas: probando, sua avó paterna, ea filha de sua irmã. O pai do proband morreu aos 34 anos. Um distúrbio da marcha ('caminhando sobre a bola do pé ") começou no proband na idade de 6 anos, e tremor nas mãos aos 10 anos. Aquiles tenotomia foi realizada aos 11 anos. Em seus 30 anos, a melhoria marcante ocorreu com L-DOPA e medicamentos anticolinérgicos. A avó paterna teve início de tremores na idade de 13 anos. Flexão distonia dos dedos e expressão facial fixa eram evidentes por 54 anos. Ela ficou imóvel e acamado depois de 64 anos e morreu aos 80 anos. A sobrinha, de 15 anos no momento do relatório, mostrou movimentos distônicos da mão direita e um de perturbação de longa data da marcha. L-DOPA melhora efectuada. Martin et ai. (1971) descreveu pacientes com 'parkinsonismo juvenil ", que, como os pacientes relatados por Allen e Knopp (1976) pode, de fato, ter distonia dopa-responsiva ( 128.230 ). Achados patológicos foram relatados por Hunt (1917) e por Van Bogaert (1930) . | |||||||||||||||
| Referências | |||||||||||||||
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