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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Hermansky-Pudlak síndrome (HPS) , Sindrome Hermansky pudlak


 Hermansky-Pudlak síndrome (HPS) é uma
doença autossômica recessiva, hereditária caracterizada por
albinismo oculocutâneo e uma tendência ao sangramento devido à
ausência de plaquetas corpos densos. Alguns pacientes também têm fibrose pulmonar ou colite granulomatosa.
Diagnóstico Diferencial: albinismo oculocutâneo; albinismo ocular; Chédiak-Higashi doença; plaquetas
deficiência de pool de armazenamento.
Sintomas e sinais: O albinismo oculocutâneo
do HPS é variável em grau, mas se manifesta com congênita
nistagmo e diminuição da acuidade visual variando de 20/50
a 20/400. Pele, cabelo e olhos (íris) são hipopigmentadas
comparação com outros membros da família. Iris transiluminação e uma retina pálida são outros sinais relacionados com albinismo.
Os pacientes também apresentam sangramento devido à diminuição da
a agregação de plaquetas. Membranas mucosas e tecidos moles
sangra incluem hematomas no momento da deambulação, frequentes
hematomas de origem desconhecida, períodos menstruais abundantes,
e epistaxe. Sangramento prolongado pode ocorrer após a extração do dente, parto e pequenas cirurgias. A contagem de plaquetas,
factores de coagulação, tempo de protrombina e tempo parcial de tromboplastina é normal, o tempo de sangramento é muitas vezes prolongada. Os pacientes com um subtipo devido a mutações no
HPS1 ou HPS4 gene estão em maior risco para o desenvolvimento de
fibrose pulmonar. Os sintomas incluem falta de ar,
fadiga e tosse. Aproximadamente 15% dos pacientes têm uma
colite granulomatosa semelhante a doença de Crohn. Os sintomas incluem diarréia cólicas e sangrenta. Ocasionalmente,
comprometimento cardíaco e renal ocorre.
ETIOLOGIA / EPIDEMIOLOGIA: A desordem pode ser
causada por mutações em pelo menos quatro genes: HPS1,
ADTB3A, HPS3 e HPS4. Todos os tipos de HPS são herdadas
de uma forma autossômica recessiva, e ambos os sexos são
igualmente afetados. Há uma concentração de cerca de 450 pacientes, no noroeste Puerto Rico com o
mesma mutação no gene HPS1, e um pequeno grupo de
pacientes no centro de Puerto Rico, tendo cada um idêntico
mutação no HPS3. Fora de Porto Rico, a incidência
de todos os tipos de HPS está provavelmente na gama de 1 em 1 milhão de nados vivos.
DIAGNÓSTICO: Ausência de plaquetas corpos densos à microscopia eletrônica wetmount em um paciente com algum grau
de hipopigmentação faz o diagnóstico. A ausência de
gigantes grânulos intracelulares devem ser documentadas para governar
fora Chédiak-Higashi doença. Oculocutâneo albinismo é
diagnosticada pela demonstração nistagmo horizontal e diminuição da acuidade visual, bem como fibra nervosa anormal óptica
decussação na medição de potenciais evocados visuais.
Diátese hemorrágica pode ser documentado, demonstrando uma
falta de uma resposta de agregação secundária por plaquetas, como
bem como ausentes corpos densos. A alta resolução do tórax CT
verificação deve ser realizada em pacientes com pulmonar restritiva
doença. Para pacientes com sintomas gastrointestinais, um
colonoscopia pode ajudar a confirmar o diagnóstico de colite granulomatosa.
TRATAMENTO
Terapias Standard: para oculocutâneo albinismo, sol
evitar para prevenir câncer de pele é a intervenção mais importante. Em geral, as lentes corretivas não são úteis. Para
a diátese hemorrágica, intravenosa DDAVP (1-desamino-
8-D-arginina vasopressina) pode ser utilizado antes de menor sur-
13074C09.pgsII 10/30/02 03:13 Página 391392 Guia NORD para as Doenças Raras
procedimentos cirúrgicos e trombina tópica e pode gelfoam
também retardar a hemorragia. Para a grande cirurgia e profusa
hemorrágicos, as transfusões de plaquetas são indicados. Nenhuma terapia
existe para a fibrose pulmonar, mas a granulomatosa
colite parece responder a agentes que tratam a doença de Crohn, por exemplo, esteróides, ou factor de necrose tumoral-? inibidores.
Terapias experimentais: Pirfenidona, um agente de investigação antifibrótico, está sendo estudada para tratar a fibrose pulmonar do HPS. O transplante de pulmão não tem
sido realizada.
REFERÊNCIAS
Brantly M, Avila NA, Shotelersuk V, et al. A função pulmonar
e de alta resolução achados tomográficos em pacientes com herdado
forma de fibrose pulmonar, síndrome de Hermansky-Pudlak,
devido a mutações no HPS-1. Chest 1999; 117:129-136.
Gahl WA, Brantly M, Kaiser-Kupfer MI, et al. Defeitos genéticos e
características clínicas de pacientes com uma forma de albinismo oculocutâneo (Hermansky-Pudlak síndrome). N Engl J Med
1998; 338:1258-1264.
Huizing M, Y Anikster, Gahl WA. Hermansky-Pudlak síndrome
e perturbações relacionadas com a formação da organela. Tráfego 2000; 1:
823-835.
Shotelersuk V, Gahl WA. Hermansky-Pudlak síndrome: modelos para
vesícula intracelular formation.Mol Genet Metab 1998; 65:85-96.
Witkop CJ, MN Babcock, Rao GHR, et al. Albinismo e
Hermansky-Pudlak síndrome em Porto Rico. Bol Asoc Med P
Rico-Agosto de 1990; 82:333-3

Reticulohistiocitose Multicêntrica


Reticulohistiocitose Multicêntrica – Artigo original no idioma Português Brasileiro – Volume 74 – Nº 5: Artigo de revisão
RESUMO
A reticulohistiocitose multicêntrica (RM) é doença sistêmica proliferativa de histióctitos de causa desconhecida, caracterizada por nódulos cutâneo-mucosos que se distribuem craniocaudalmente de forma decrescente e por lesões osteoarticulares distintivas. Evolui por surtos que progridem em gravidade por período de seis a oito anos, regredindo espontaneamente mas deixando, em geral, artrite incapacitante e lesões faciais desfigurantes. Acomete preferencialmente pessoas em torno dos 45 anos de idade, mormente mulheres caucasianas. Há significativa associação com câncer interno (de 15 a 31%, dependendo da série), sem apresentar com ele paralelismo evolutivo. Os aspectos histopatológicos são característicos, com denso infiltrado mononuclear contendo as típicas células multinucleadas que apresentam, em seu interior, material PAS-positivo e diastase-resistente, que confere aspecto de vidro moído na coloração pela hematoxilina-eosina. Embora se considere que não exista tratamento capaz de influir em sua história natural, esquemas recentes com imunomoduladores têm obtido resultados animadores.
Palavras-chave: Histiocitose; histiocitoses de células não Langerhans
INTRODUÇÃO
A reticulohistiocitose multicêntrica (RM) é doença multissistêmica rara que reflete um tipo peculiar de resposta inflamatória reativa a estímulo desconhecido. Em geral ocorre em adultos em torno dos 43 anos de idade, caracterizando­se clinicamente por erupção pápulo-nodular cutâneo-mucosa e poliartrite grave. Histopatologicamente, o achado característico de numerosos histiócitos contendo material PAS-positivo e diastase-resistente em seu citoplasma, conferindo-lhe aspecto de vidro moído, sela seu diagnóstico.
A RM situa-se nosologicamente no grupo das histiocitoses não-X (classe II)2 – que reúne os xantogranulomas (juvenil e adulto), a histiocitose benigna cefálica, a histiocitose benigna sinusal com linfadenopatia maciça, o xantoma papuloso, o xantogranuloma necrobiótico, o histiocitoma eruptivo generalizado, o xantoma disseminado – e inclui-se entre as reticulohistiocitoses benignas juntamente com o reticulohistiocitoma isolado e a reticulo­histiocitose cutânea difusa (histiocitose nodular progressiva). Apesar de sua denominação, o reticulohistiocitoma congênito de Hashimoto e Pritzker ou reticulohistiocitose auto-resolutiva 3 não pertence a esse grupo, sendo atualmente considerado forma congênita da histiocitose X (classe I, histiocitose de células de Langerhans.
Embora se trate de enfermidade rara, seu estudo é de relevância devido principalmente à gravidade de seu quadro clínico (a RM costuma cursar com lesões cutâneas desfigurantes, de grande impacto social, além de artrite mutilante em 45% dos casos)1 e a suas associações, em especial com doenças neoplásicas malignas.

Acne Fulminante (AF)


A acne em toda sua variável expressão clínica acomete
cerca de 80% dos jovens e representa, assim, uma
das doenças de maior prevalência na dermatologia. A
variante mais grave, denominada acne fulminans (AF),
representa menos de 1% desse espectro. A casuística da
Clínica e Policlínica Dermatológica da Universidade de
Munique permite relacionar suas manifestações clínicas
com os parâmetros laboratoriais e radiológicos e discutir a
sua etiopatogenia, assim como avaliar os diferentes esquemas
terapêuticos.
Antecedentes históricos
Em 1937, Pautrier,1 dermatólogo francês, descreveu,
em um paciente do sexo masculino de 23 anos, uma
acne papulopustulosa que, subitamente, teve agravamen-
INTRODUCTION
Acne, considering all the forms of clinical
expression, affects around 80% of young individuals and thus
presents one of the most prevalent diseases in
dermatology. The most severe variant, denominated acne
fulminans (AF), represents less than 1% of this spectrum. The
casuistic of the Dermatological Clinic and Policlinic of the
University of Munich allows a correlation of the
clinical manifestations of acne fulminans with laboratorial
and radiological parameters, and to discuss its etiopathogenesis,
as well as to evaluate the different therapeutic schemes.
Previous history
In 1937, Pautrier,1 a French dermatologist,
described a male patient aged 23 years, with a papular and
pustulous acne that presented sudden aggravation, not only
612 Romiti, Jansen & Plewig
An bras Dermatol, Rio de Janeiro, 75(5):611-617, set./out. 2000.
to não só das lesões cutâneas, mas também manifestações
de repercussão sistêmica (Figuras 1 e 2). Em 1958, Burns
& Colville2 descreveram exacerbação aguda e febril em
um doente com acne conglobata. Kelly & Burns3 propuseram,
13 anos mais tarde, a designação ‘acne conglobata
aguda, febril e ulcerativa com poliartralgias’. No
entanto, a associação com a acne conglobata mostrou-se
inadequada, uma vez que a AF manifesta um quadro
agudo, febril e multissistêmico, resistente à terapêutica
convencional em doentes com antecedente de acne leve ou
moderada. Desde então, a terminologia AF prevalece na
literatura.4
Definição e quadro clínico
Enquanto na acne vulgar raramente são observadas
manifestações sistêmicas, na AF predominam os sintomas
sistêmicos de início súbito, e a maior incidência é em homens
na faixa etária entre os 13 e os 22 anos.5 Acometimento de
mulheres é fato raro.6
A acne vulgar leve ou moderada precede a manifestação
explosiva.
A lesão dermatológica que predomina é a de arcos
necróticos perifoliculares que se expandem e coalescem.
Lesões úlcero-hemorrágicas, crostosas, ou ainda áreas purulentas
e serossecretantes, podem ser observadas (Figura 3).
No cortejo evolutivo vamos observar abscessos, ulcerações
e formação de áreas necróticas com a conseqüente perda de
tecido. A parte superior do tronco mostra-se invariavelmente
acometida, mas o envolvimento facial pode ser menos
intenso. O acometimento dos membros também é relatado.1,4
Lesões do tipo granuloma piogênico, semelhantes
àquelas observadas no decorrer da terapêutica da acne vulof
the cutaneous lesions but also of the systemic manifestations
(Figures 1 and 2). In 1958, Burns & Colville2
described severe and feverish exacerbation in a patient
with acne conglobata. Kelly & Burns3 proposed, 13 years
later, the designation ‘feverish and ulcerative severe
acne conglobata, with polyarthralgia’. The association
with acne conglobata proved to be inadequate, however,
once AF presents a severe, feverish and multisystemic
feature, in patients with a previous history of mild or
moderate acne, which is resistant to conventional
therapy. Since then, the term AF has been prevailing in
the literature.4
Definition and manifestations
Although in acne vulgar systemic manifestations
are rarely observed, in AF the systemic symptoms of sudden
appearance predominate, and the incidence is greater in
men aged from 13 to 22 years.5 The occurrence in women is
rare.6
Mild to moderate acne precedes the explosive
manifestations.
The predominant dermatological lesions are the
necrotic perifollicular arches that expand and coalesce.
Ulcerative, hemorrhagic and crusty lesions, or even
purulent or secreting serum, can be observed (Figure 3).
During the course, abscesses, ulcerations and the formation
of necrotic areas with consequent loss of the tissue can be
observed. The superior trunk is always affected, but the facial
involvement can be less intense. Manifestation on the limbs
has also been reported.1,4
Lesions of pyogenic granulomas type, similar
to those observed during the acne treatment with
Figura 1:
Caso original
de Pautrier
(1937),
descrevendo
doente com
acné conglobata
avec
placards
végétants
et ulcéreux
Figure 1:
Pautrier's
original case
(1937),
describing a
patient with
acné
conglobata
avec placards
végétants et
Figura 2:
Caso original
de Pautrier
(1937),
descrevendo
doente com
acné conglobata
avec
placards
végétants
et ulcéreux
Figure 2:
Pautrier's
original case
(1937),
describing a
patient with
acné
conglobata
avec placards
végétants
et ulcéRomiti,
Jansen & Plewig 613
An bras Dermatol, Rio de Janeiro, 75(5):611-617, set./out. 2000.
gar com isotretinoína, podem ocorrer,7 bem como fístulas
abscedantes e eritema nodoso.8,9
A ausência de cistos não inflamatórios e comedões
fistulizantes (polyporous comedones) auxiliam a diagnose
diferencial com a acne conglobata.
As manifestações sistêmicas incluem febre de até
41oC, perda de peso, astenia e adenopatias.3,10,11
O comprometimento osteoarticular é bastante
característico, mas nem sempre está presente. Diferentes articulações
podem estar comprometidas em um mesmo doente.
Os sintomas costumam arrastar-se por várias semanas
sem melhora, podendo anteceder ou acompanhar o quadro
cutâneo.
Poliartrite de grandes articulações, como a pelve, os
joelhos, os tornozelos, os ombros ou a articulação sacroilíaca,
pode ser observada. A deambulação com freqüência fica
prejudicada, e o doente caminha curvado para a frente, em
posição antálgica.
A presença de osteólise em 10 (48%) de 24 doentes
com AF ficou evidenciada pelos raios X em estudo finlandês,
enquanto 14 (67%) revelaram, pela cintilografia, perdas
de tecido ósseo.12 As áreas de osteólise acometem de
preferência o esterno e a clavícula, e, eventualmente, a
bacia, o úmero e os tornozelos,13,14,15 podendo mesmo simular
uma osteomielite.16
O comprometimento osteoarticular na AF não
deve ser confundido com aquele descrito na síndrome
Sapho, na qual doentes com acne conglobata evoluem
cronicamente com pustulose palmoplantar, hiperostose
(normalmente supraclavicular) e osteíte. A caracterização
da síndrome de Sapho, desde sua primeira descrição
em 1987,17 é bastante debatida na literatura. O comprometimento
agudo e autolimitado na AF, e o raro envolvimento
das articulações periféricas permitem sua nítida diferenciação
da síndrome de Sapho.
isotretinoin may occur,7 as well as suppurative fistulas
and erythema nodosum.8,9
The absence of non inflammatory cysts and comedones
forming fistulas (polyporous comedones) help to differentiate
the diagnosis from acne conglobata.
The systemic manifestations include high fever, of
up to 41oC, weight loss, asthenia and adenopathy.3,10,11
The osteo-articular involvement is very characteristic,
but is not always present. Different articulations
can be involved in the same patient. The symptoms
usually last for many weeks without improvement,
preceding or in conjunction with the cutaneous
manifestations.
The polyarthritis of major joints, such as the pelvis,
knees, ankles, shoulders or sacroiliac articulation,
can be observed. The locomotion is frequently impaired
and the patient walks leaning forward, in antalgic
position.
In a study from Finland, the presence of osteolysis
in 10 out of 24 (48%) patients with AF was evidenced by Xray,
while 14 (67%) revealed, through scintigraphy, loss of
bone tissue.12 The areas of osteolysis mainly affect the
sternum and the clavicle, and, eventually, the pelvis, the
humerus and the ankles,13,14,15 and may even simulate an
osteomyelitis.16
The osteoarticular impairment in AF should not be
confused with that described in Sapho's syndrome, in
which the patients with acne conglobata chronically evolve
with pustules on the palms and soles, hyperostosis
(normally supraclavicular), and osteitis. The characterization
of Sapho's syndrome, since it was first described in
1987,17 has been widely debated in the literature. The
severe and self-limiting impairment on AF, and the
sparse involvement of the peripheral articulations allows
its clear differentiation from Sapho's syndrome.
Figura 3: Acne fulminans. Paciente de 18 anos com lesões
ulcerocrostosas acometendo o dorso
Figure 3: Acne fulminans. Patient aged 18 years with ulcerous
and crusty lesions affecting the back
Figura 4: Quadro histopatológico evidenciando necrose, trombose
hialina dos vasos e hemorragias associadas a infiltrado inflamatório
misto (HE, x40) / Figure 4: Histopathologic manifestation
evidencing necrosis, hyaline thrombosis of vessels and hemorrhage
associated with a mixed inflammatory infiltrate (HE, x40)
614 Romiti, Jansen & Plewig
An bras Dermatol, Rio de Janeiro, 75(5):611-617, set./out. 2000.
Associações entre AF e mialgias,15 glomerulonefrite
com hematúria18 e hepatosplenomegalia8 também foram
relatadas.
Quadro histopatológico
O exame histopatológico de lesões recentes evidencia
a presença de abscessos perifoliculares e infiltrado inflamatório
polimorfonuclear, evoluindo com a presença de
trombose hialina dos vasos de pequeno calibre, hemorragias
e necrose (Figura 4). O tecido necrótico mostra-se rodeado
por um infiltrado inflamatório misto de intensidade variável.4
No entanto, na maioria dos casos, o quadro clínico é suficiente
para a conclusão diagnóstica.
Quadro laboratorial
Evidente leucocitose de até 40.000/ul com desvio à
esquerda e elevação na velocidade de hemossedimentação
são características, o que virá a expressar um ótimo parâmetro
da resposta terapêutica dos doentes. A leucocitose pode
ser tão intensa, a ponto de simular uma reação leucemóide.18
Associadamente, foram relatadas anemia ferropriva,
2 elevação de transaminases séricas18 e de proteína
C-reativa.15 A presença de imunocomplexos circulantes também
foi descrita.8
Etiopatogenia
Mecanismos infecciosos, imunológicos e genéticos
têm sido implicados na etiopatogenia da AF, sem que uma
relação causal direta tenha sido identificada.
É de realçar o fato de que as hemoculturas de
doentes com AF geralmente não evidenciam crescimento
bacteriano, afastando, assim, a possibilidade de se
tratar aqui de um quadro séptico. Nas culturas de pele
predomina o isolamento de Staphylococcus epidermidis
The association between AF and myalgia,15 glomerulonephritis
with hematuria18 and hepatosplenomegaly
has also been reported.8
Histopathological characteristics
The histopathological examination of recent lesions
shows the presence of perifollicular abscesses and
polymorphonuclear inflammatory infiltrate, evolving with
the presence hyalin thrombosis of small caliber vessels,
hemorrhage and necrosis (Figure 4). The necrotic tissue is
surrounded by a mixed inflammatory infiltrate of varying
intensity.4 However, in the majority of cases, the clinical
manifestation is sufficient to reach a diagnostic conclusion.
Laboratorial characteristics
Evident leukocytosis, of up to 40,000/ul, and
increase in blood sedimentation speed are characteristic,
this represents a good parameter for the therapeutic
response of the patients. The leukocytosis can be so
intense it even simulates a leukemoid reaction.18
AF has been reported in association with hypoferric
anemia,2 and with serum transaminases18 and of C-reactive
protein increase.15 The presence of circulating immunocomplexes
has also been described.8
Etiopathogeny
Infectious, immunologic, and genetic mechanisms
have been implicated in the AF etiopathogeny, without identifying
a direct causal relation.
A fact worth highlighting is that blood cultures of
patients with AF generally do not evidence bacterial
growth, thus excluding the possibility of a septic manifestation.
Skin cultures predominately isolate Staphylococcus
epidermidis and Propionibacterium acnes, and more
Figura 6: Detalhe de lesões acometendo a região pré-esternal
Figure 6: Detail of lesions affecting the pre sternal region
Figura 5: Acne fulminans relacionada ao uso de anabolizantes.
Tronco e membros superiores com pápulas inflamatórias, lesões
hemorrágicas e necróticas / Figure 5: Acne fulminans related
to the use of anabolic agents. Trunk and upper limbs with
inflammatory papules, hemorrhagic and necrotic lesions
Romiti, Jansen & Plewig 615
An bras Dermatol, Rio de Janeiro, 75(5):611-617, set./out. 2000.
e Propionibacterium acnes, e, mais raramente,
Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes e
Pseudomonas. No entanto, a relação direta com a erupção
cutânea parece pouco provável.
A sorologia para as provas reumatológicas não
demonstra quaisquer alterações. Elevação das imunoglobulinas
séricas14,18 e consumo de frações do complemento19
foram descritos. A ausência de sensibilização ao Dinitroclorobenzeno
(DNCB) e a arreatividade à injeção de candidina
espelham uma possível alteração da imunidade celular
nesses doentes.20,21
Quadros de AF foram paradoxalmente descritos
no decorrer da terapêutica sistêmica com isotretinoína,22
em associação com doenças inflamatórias intestinais23
e no decorrer do uso de anabolizantes (Figuras 5 e 6).24,25
A ocorrência de AF em gêmeos homozigóticos reforça
a hipótese da influência de fatores genéticos em sua gênese.21,26
A etiopatogenia da AF parece tão complexa quanto a
da própria acne, e talvez a elucidação dos fatores causais
desta última auxiliem no esclarecimento dos mecanismos
que levam à AF.
Terapêutica
Devido à gravidade do quadro e o comprometimento
do estado geral, a internação hospitalar deve ser o primeiro
passo no atendimento do doente com AF.
A terapêutica abrange medicações sistêmicas e
medidas locais.
Medicações sistêmicas
Preconiza-se, de início, a introdução de corticosteróides
sistêmicos (prednisona) em dosagem variável de 0,5
a 1mg/kg/dia durante aproximadamente duas semanas.
Com a regressão do quadro inflamatório, deve-se acrescentar
ao esquema terapêutico dose entre 0,5 e 1mg/kg/dia de
isotretinoína. Ambas as medicações devem ser mantidas por
até duas semanas, quando, então, pode ter início a retirada
progressiva do corticosteróide. A terapêutica com a isotretinoína
deverá se estender por até quatro ou mesmo seis
meses, tempo necessário para a regressão completa das
lesões inflamatórias.4
Na presença de lesões do tipo granuloma piogênico,
aconselha-se a redução da dose de isotretinoína. Infiltrações
intralesionais de corticosteróides ou o emprego de ácido
tricloroacético (ATA), ou mesmo o laser podem ser utilizados.
27
Os autores salientam a necessidade de exames laboratoriais
de controle devido ao uso da isotretinoína, bem
como a necessidade de métodos contraceptivos para mulheres
em idade fértil.
A experiência demonstra que o uso de corticosteróides
em associação com a isotretinoína é superior a sua combinação
com antibióticos ou destes últimos com isotretinoína.
12 A introdução de antibióticos sistêmicos faz-se necessária
quando há presença de infecções secundárias e deve
rarely, Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes
and Pseudomonas. However, a direct relation with a cutaneous
eruption seems somewhat improbable.
The serology to rheumatologic exams do not
demonstrate any alterations. Elevation of seric
immunoglobulin14,18 and consumption of complement
fractions19 were described. The absence of sensitivity to
dinitrochlorobenzene (DNCB) and the arreactivity to a
candidina injection, demonstrate a possible alteration of
cell immunity in these patients.20,21
AF manifestations were paradoxically described
throughout a systemic therapy with isotretinoin,22
associated with intestine inflammatory diseases,23 and
during the use of anabolic agents (Figures 5 and 6).24,25
The occurrence of AF in homozygous twins reinforces
the hypothesis of the influence of genetic factors
in its genesis.21,26
The etiopathogeny of AF seems as complex as acne
itself, and probably, the elucidation of the causal factors
of the latter may help towards explaining the mechanisms
that lead to AF.
Therapeutic
Due to the severity of the manifestations and
impairment of general condition, hospital admission must
be the first step in the treatment of patients with AF.
The therapeutic involves systemic medications and
local procedures.
Systemic medications
The introduction of systemic corticosteroids (prednisone)
in doses varying from 0.5 to 1mg/kg/day, for approximately
2 weeks is recommended at the onset. With the
regression of the inflammatory manifestations, doses
between 0.5 to 1mg/kg/dia of isotretinoin should be added
to the therapeutic scheme. Both medications must be
maintained for up to 2 weeks, after which the corticosteroid
can be progressively eliminated. The therapy with
isotretinoin must be extended for up to 4 to 6 months: the
time required for complete regression of the inflammatory
lesions.4
In the presence of granuloma type pyogenic lesions,
a reduction of the isotretinoin dose is recommended.
Intralesional infiltrations, oral corticosteroids or the
use of trichloroacetic acid (ATA), or even laser therapy can
also be used.27
The authors highlight the necessity of laboratorial
control examinations in consequence of the use of isotretinoin,
as well as the necessity of birth control methods in
women liable to becoming pregnant.
Experience demonstrates that the use of corticosteroids
in association with isotretionoin is superior to its
combination with antibiotics, or the combination of the
latter with isotretionoin.12 The introduction of systemic
antibiotics is necessary in the presence of secondary
Romiti, Jansen & Plewig 616
An bras Dermatol, Rio de Janeiro, 75(5):611-617, set./out. 2000.
ser prescrita de acordo com o antibiograma. Cumpre
ressaltar a contra-indicação do uso de tetraciclinas e seus
derivados em associação com a isotretinoína, devido
ao risco do desenvolvimento de hipertensão intracraniana.
12,28
Antipiréticos e antiinflamatórios não hormonais
podem ser usados. Relatos sobre o uso de dapsona11 e
imunomoduladores, como clofazimina29 e levamisol30, são
esporádicos e não permitem a avaliação efetiva de sua
eficácia.
Durante e após o tratamento, o suporte psicológico
pode ser necessário.
Medidas locais
Na fase aguda da enfermidade os autores preconizam
o uso de corticosteróides tópicos de alta potência (classe IV),
devido a seu pronto efeito antiinflamatório. Eles devem ser
utilizados na forma de creme sobre as lesões ulceradas, duas
vezes ao dia, por período variável de sete a 10 dias.4
A superinfecção com S. aureus pode ser prevenida
com o uso de antibióticos tópicos à base de mupirocina ou
ácido fusídico.
Aconselha-se a remoção mecânica de escaras e crostas,
e o uso de compressas anti-sépticas.
Prognóstico
A intervenção habilitada no diagnóstico e na terapêutica
precoce evitará conseqüências residuais sob a forma
de cicatrizes extensas e deformantes. Assim também, a
pronta intervenção limitará a progressão da enfermidade e
reverterá os sintomas associados.
A retirada lenta e gradual da medicação sistêmica
evitará o risco de recidivas. Observa-se, porém, que, mesmo
com o tratamento adequado, alguns doentes referem artralgias
ou dores ósseas esporádicas anos após a regressão do
quadro.
CONCLUSÃO
A AF é a variante mais grave da acne vulgar, caracterizada
pela presença de lesões intensamente inflamatórias
e manifestações sistêmicas de intensidade e freqüência variáveis.
Acomete preferencialmente homens jovens com antecedente
de acne vulgar. O início é ‘explosivo’ e geralmente
se associa com febre alta, manifestações musculoesqueléticas
e articulares. Apesar da gravidade do quadro, o diagnóstico
precoce e a adequada intervenção terapêutica permitem
controle efetivo da enfermidade e minimizam o risco de
recidivas. q
infections, and must be prescribed in accordance with the
antibiotic tests. It is also necessary to highlight the contra
indication regarding the use of tetracycline and its
derivatives in association with isotretinoin, due to the risk
of developing intracranial hypertension.12,28
Antipyretic and non-hormonal antiinflammatories
can be used. Reports on the use of dapsone11 and immunomodulatory
agents, such as levamisole29 and clofazimine,30
are sporadic and do not permit the effective evaluation of its
efficacy.
During and after the treatment, psychological
support may be necessary.
Local procedures
In the acute phase of the disease, the authors
indicate the use of high-potency topical corticosteroids of
(class IV), due to their ready anti-inflammatory effect. The
cream form should be used on the ulcerated lesions, twice
daily, for a period varying from 7 to 10 days.4
Infection with S. aureus may be prevented with the
use of topical antibiotics that have mupirocine or fusidic
acid as their active agents.
The mechanical removal of the eschars and crusts
together with the use of antiseptic gauze is recommended.
Prognostic
Proper intervention on diagnosis and precocious
therapy will avoid residual consequences such as large and
deforming scars. Appropriate intervention also limits the
progression of the disease and helps revert the associated
symptoms.
The slow and gradual withdrawal of systemic
medication will avoid the risk of recurrence. Although, it
can be observed that, even with the right treatment, some
patients refer arthralgia or sporadic bone pain, years after
the regression of the manifestation.
CONCLUSION
AF is the most severe variation of acne vulgaris,
characterized by the presence of intensively inflammatory
lesions and systemic manifestations of varying intensity and
frequency. It mainly affects young men with a history of
acne vulgaris. The onset is ‘explosive’ and generally
associated with high fever, musculoskeletal and joint
manifestations. Despite the severity of the manifestation, an
early diagnosis and proper therapeutic intervention enables
effective control of the disease and minimizes the risk of
recurrence. q
617 Romiti, Jansen & Plewig
An bras Dermatol, Rio de Janeiro, 75(5):611-617, set./out. 2000.
ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA: / MAILING ADDRESS:
Ricardo Romiti
Rua Machado de Assis, 303
Santos SP 11050-060
Tel/Fax: (13) 235-6977
E-mail: rromiti@hotmail.com
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Paralisia periódica hipercalêmica; HYPP

A paralisia periódica hipercalêmica; HYPP

Títulos alternativos; símbolos
Adinamia EPISODICA hereditária COM OU SEM miotonia 
GAMSTORP DOENÇA

Outras entidades representadas neste post:
A paralisia periódica NORMOKALEMIC, potássio sensível, INCLUÍDOS

Gene Relacionamentos fenótipo
LocalizaçãoFenótipoFenótipo 
Número MIM
Gene / LocusGene / Locus 
Número MIM
17q23.3A paralisia periódica hipercalêmica, tipo 2170500SCN4A603967


TEXTO
Um sinal de número (#) é usado com esta entrada, porque a paralisia periódica hipercalêmica (HYPP) é causada pela mutação no gene do canal de sódio SCN4A ( 603.967 ). distúrbios alélicas com fenótipos sobrepostos incluem paramiotonia congênita ( 168.300 ) e os miotonias potássio (agravados 608390 ). Paralisia periódica hipocalêmica (HOKPP; 170400 ) também pode ser causada por mutações no gene SCN4A.


Descrição
Os 2 tipos de herança dominante, clinicamente similares de fraqueza generalizada flácida episódica, HOKPP e HYPP, distinguem-se pelas alterações nos níveis séricos de potássio durante os ataques paralisantes. Uma diferença importante entre os 2 clínico entidades é representado pelos gatilhos de ataques de fraqueza, por exemplo, HYPP pode ser provocada por administração por via oral de potássio, enquanto que este é um remédio para HOKPP.Concordância de miotonia é encontrado em HYPP mas normalmente não nos pacientes HOKPP ( Jurkat-Rott et al., 2000 ). Jurkatt-Rott e Lehmann-Horn (2007) forneceu uma revisão dos aspectos clínicos, patogênese e opções terapêuticas para PPH.


Características Clínicas
Gamstorp ( 1956 , 1963 ), primeiro descrito paralisia periódica hipercalêmica, que ela chamou de "adinamia episodica hereditária. Ataques foram caracterizadas por fraqueza muscular, ou seja, adinamia, em vez de completa paralisia, e ocorreu sem periodicidade reconhecível. Miotonia era às vezes coexistentes. Samaha (1965) relataram uma família afetada em que miotonia também estava presente. van't Hoff (1962) relataram uma família em que 9 pessoas em 4 gerações foram afetados com paralisia periódica miotônica. Todos sofreram de ataques periódicos de fraqueza que podem ser induzidas pela administração de potássio e aliviados pela administração de cálcio. Entre e durante os ataques, as pessoas afetadas tiveram atraso tampa miotônica (ocular muscular miotonia) com duração de 15-20 segundos após a elevação dos olhos. Saunders et al. (1968) relataram paralisia periódica familiar miotônica com perda de massa muscular. Gould et al. (1985) relataram um menino de 11 anos com paralisia periódica hipercalêmica e arritmia cardíaca bidirecional (BVT). A mãe também mostrou BVT, bem como a estatura curta, microcefalia e clinodactilia mostrado pelo filho. A mãe, mas não o filho, teve miotonia lingual, que tem sido pensado por Lisak et al. (1972) e por Layzer et al. (1967) para a expressão mínima desta desordem. Morte súbita com esta complicação cardíaca tem sido relatada ( Lisak et al., 1972 ). Lehmann-Horn et al. (1987) reconheceu 3 tipos de adinamia episodica: (1) formam, em combinação com um clínico ou eletromiográficas miotonia ( Carson e Pearson, 1964 ; van't Hoff, 1962 ; . Krull et al, 1966 ; . van der Meulen et al, 1961 ), (2) uma forma sem quaisquer sinais de miotonia ( Bradley, 1969 ), e (3) uma forma em combinação com paramiotonia, o qual é presumivelmente o mesmo que paramiotonia de von Eulenburg (paramiotonia congénita). Bradley et al. (1990) sugeriram que a miopatia progressiva pode ser tão comum na paralisia periódica hipercalêmica como é na desordem hipocalêmica.Eles estudaram 4 famílias com a forma hipercalêmica em que alguns membros desenvolveram uma miopatia progressiva. Episódios de paralisia foram prolongada, com duração de meses em alguns casos, e em um caso paralisia foi suficientemente grave para requerer suporte ventilatório. A miopatia progressiva tendem a se desenvolver em um momento em que os ataques de paralisia foram diminuindo de frequência. A biopsia muscular foi consistente com a miopatia. Brancati et al. (2003) relataram um parente italiano com 9 indivíduos afetados com uma forma severa de recursos PPH e leve de paramiotonia congênita. Aparecimento de episódios paralítico foi nos primeiros 6 a 12 meses em todos os pacientes. Os episódios eram frequentes, 2 a 3 vezes por semana, com duração de 10 minutos a 2 horas, e foram geralmente acompanhada por rigidez muscular, geralmente nos membros inferiores. Durante a adolescência, os episódios foram precipitadas pelo repouso após o exercício, o frio, o consumo de álcool, e de jejum. A freqüência ea gravidade dos ataques agravou ao longo dos anos, ocorrendo diariamente e de forma espontânea. Cinco dos 6 pacientes tiveram de potássio soro normal durante os ataques. Fraqueza interictal difusa, principalmente nos músculos proximais, ocorreu por volta da quarta para quinta década. Gay et al. (2008) descreveram uma criança do sexo feminino com miotonia nondystrophic grave neonatal fatal que se apresentou com dismorfismo facial, hipertrofia muscular, constipação severa, retardo psicomotor, e freqüentes frio induzidas episódios de miotonia e fraqueza muscular, levando a hipóxia grave e perda de consciência, ela morreu aos 20 meses de idade após uma infecção broncopulmonar. Paralisia de potássio sensível ao Normokalemic Periódica Vicart et al. (2004) relataram 4 famílias distintas com 'paralisia de potássio sensível normokalemic periódica "causada por uma mutação no gene SCN4A ( 603.967,0022 - 603.967,0024 ). Em uma família com pelo menos 5 membros afetados, a idade de início dos ataques de paralisia variou de 14 meses a 3 anos. Durante a infância e adolescência, os ataques foram caracterizadas por fraqueza generalizada, como adultos, os ataques foram normalmente restrito aos membros inferiores. A maioria dos pacientes relataram rigidez muscular, cãibras e dor depois dos ataques. Dois membros da família tiveram ataques graves após anestesia geral. Repetidas níveis séricos de potássio durante os ataques eram normais em 3 pacientes. Quatro pacientes adicionais de 3 famílias não relacionadas tinham uma idade mais tarde de início (15 a 23 anos) e curso de doença mais branda. Miotonia não era uma característica de qualquer um dos doentes, excepto em 1 doente com lag tampa, e a maioria dos pacientes responderam ao tratamento com acetazolamida. Dois pacientes não relacionados demonstraram paralisia depois do desafio de potássio em uma situação controlada. Vicart et al. (2004) afirmou que o diagnóstico de paralisia periódica hipercalêmica foi sugerido pelos relatos de rigidez muscular e cãibras e achados EMG, no entanto, a constatação de níveis normais de potássio sérico durante os ataques em 5 pacientes sugeriu que a paralisia periódica normokalemic pode ser uma variável expressão de PPH. Clinical Variabilidade Abbott et al. (2001) relataram um probando masculino com um HYPP atípico que foi negativo para as mutações no gene SCN4A. Ele apresentou em 22 meses de idade com fraqueza episódica das extremidades. A maioria dos episódios veio durante o sono e foram breves (12 horas), embora, ocasionalmente, durou dias. Os níveis séricos de potássio durante os ataques eram normais. Refeições ricas em carboidratos ajudou a resolver ataques e tratamento com um inibidor da anidrase carbônica impediu ataques. A idade de início, a natureza freqüente de ataques, e melhora com carregamento de carboidratos foram todas consistentes com HYPP, no entanto, testes provocativos com potássio não tinha sido realizada. Ataques frequentes ao acordar e ausência de miotonia foram consideradas atípicas para esse diagnóstico.

Características bioquímicas
Nas fibras musculares intactas de um paciente com paralisia periódica com miotonia, Lehmann-Horn et al. (1987)encontraram evidências de um canal de sódio noninactivating tetrodotoxina-sensíveis. Em uma solução de potássio elevados, o músculo paciente despolarizada, tornou-se inexcitable, e foi paralisado.

Mapeamento
Em uma grande família com paralisia periódica hipercalêmica com miotonia, Fontaine et al. (1990) encontrada ligação estreita com o gene da hormona de crescimento humano (GH1; 139,250 ) no cromossoma 17 e para o músculo adulto canal de sódio gene subunidade alfa (SCN4A) que tinham mapeado no cromossoma 17. Análise usando uma sonda no canal e o GH1 intimamente ligada rendeu um multiponto lod score de 7,02 a teta = 0,00.Ptacek et al. (1991) confirmaram a ligação de uma grande família segundo afectado, o primeiro com esta desordem a ser bem caracterizada ( Tyler et al., 1951 ). Fontaine et al. (1990) que se refere a um relatório de G. Couzot em 1887 (citado por Burama e Schipperheyn, 1979 ) de uma linhagem paralisia periódica com cosegregating baixa estatura, levantando a possibilidade de uma mutação ligada GH1 nessa família. Eles afirmam que a recombinação entre o gene do canal de sódio e paralisia periódica hipocalêmica tinha sido encontrado em, pelo menos, uma instância. Em 6 famílias europeias com HYPP, Koch et al. (1991) demonstrou não recombinantes entre a doença e tanto SCN4A e GH1 (máximo = 7,14 em lod theta = 0,00). Ptacek et al. (1991) encontraram ligação estreita de paramiotonia congênita (PMC) para SCN4A (lod score = 4,4 na teta = 0,0), levando-os a sugerir que PMC e HYPP são distúrbios alélicas. Utilizando polimorfismos de repetição dinucleotidicos, McClatchey et al. (1992) mostraram ligação de ambos HYPP e PMC para o gene SCN4A. Genetic Heterogeneidade Abbott et al. (2001) relataram um probando masculino com um HYPP atípico que foi negativo para as mutações no gene SCN4A. Neste paciente e seu pai ligeiramente afectada, Abbott et al. (2001) identificaram uma substituição no gene KCNE3 (R83H,604433,0001 ). No entanto, os estudos de Sternberg et al. (2003) e Jurkat-Rott e Lehmann-Horn (2004) concluíram que a variante R83H não desempenha um papel causal na paralisia periódica e que se trata de um polimorfismo.Para uma discussão mais aprofundada, ver 604.433,0001 .
Genética Molecular
Em 3 de 7 pacientes não relacionados com HYPP, Ptacek et al. (1991) identificou a mesma mutação no gene SCN4A (T704M, 603967,0001 ). Em uma forma grave de HYPP com recursos do PMC, Brancati et al. (2003)identificaram a mutação T704M, demonstrando a grande variabilidade fenotípica da doença. Em 9 de 12 famílias com HYPP, Feero et al. (1993) identificaram as mutações no gene SCN4A: 3 famílias com M1592V ( 603967,0002 ), e 6, com T704M ( 603967,0001 ). Nenhuma mutação foi identificada em 3 famílias afectadas, e em uma destas 3 famílias a doença não foi ligado ao gene SCN4A, sugerindo a existência de uma forma clinicamente semelhante, mas geneticamente distintas de paralisia periódica hipercalêmica. Hisama (2005) descreveram um 7 - geração da família em que vários membros foram afetados com um fenótipo neurológico complicada incluindo características variáveis ​​de neuropatia, miotonia e paralisia periódica. A mesma família tinha sido descrita na literatura médica desde 1934. Probando teve início tardio desmielinizante doença de Charcot-Marie-Tooth (CMT1B; 118200 ), cãibras musculares, e miotonia. Sua irmã teve paralisia periódica hipercalêmica, e seu pai tinha CMT de início na infância severa e paralisia periódica. Vários outros parentes tinham características semelhantes de um ou ambos os transtornos. A análise molecular identificaram uma mutação missense no gene MPZ ( 159.440 ) no probando e uma mutação missense no gene SCN4A ( 603.967,0001 ) na irmã, o pai era falecido. Um outro membro da família tinha testado a mutação MPZ, e 4 outros membros da família tinham a mutação SCN4A. Hisama (2005) comentou sobre a ocorrência incomum de 2 geneticamente desvinculadas distúrbios neurológicos desta família e enfatizou as dificuldades de diagnóstico. Em um bebê do sexo feminino com grave miotonia nondystrophic fatal neonatais e sobreposição de recursos do PMC e HYPP, Gay et al. (2008) identificaram uma mutação heterozigótica (N1297K;603967,0027 ) no gene SCN4A.

Genótipo / fenótipo Correlações
Miller et al. (2004) identificaram as mutações no gene SCN4A em 30 de 47 (64%) famílias com HYPP; 10 famílias tinham a T704M ( 603967,0001 ) mutação e 10 tiveram o M1592V ( 603967,0002 mutação). A idade média de início em pacientes com mutações foi de 2 anos, em comparação a 14 anos de pessoas sem mutações. Clinical miotonia ocorreu em 74% dos pacientes com mutações e 55% dos pacientes sem mutações. A biópsia muscular mostrou miopatia vacuolar em 67% dos pacientes com mutações. Pacientes com a mutação T704M teve início antes 1 ano de idade, apresentaram aumento na freqüência de ataques em comparação com os outros, e teve uma chance de 50% de resposta favorável a acetazolamida. Em um fluxograma de diagnóstico para as paralisias periódicas, Miller et al.(2004) indicaram que mostra HYPP início precoce e é caracterizada por ataques frequentes com duração inferior a 24 horas, com o aumento dos níveis séricos de potássio.

Nomenclatura
Lehmann-Horn et al. (1993) sugeriram a doença canal de sódio "o termo para abranger as diferentes síndromes causadas por mutações alélicas SCN4A.

Modelo Animal
Em cavalos Quarto de Milha, Rudolph et al. (1992) encontrada ligação estreita da paralisia periódica hipercalêmica ao gene SCN4A, indicando que se trata de um modelo autêntico da doença humana. Rudolph et al. (1992)identificaram uma mutação phe-leu-a no domínio transmembrana IVS-3 do gene SCN4A como a causa da doença de cavalo. A experiência reflete o efeito adverso de criação proposital em puros-sangues, apenas quatro garanhões foram disse ser responsável por 30% do pool genético. Cavalos de um quarto, a raça mais popular, eqüinos, nos Estados Unidos, foram originalmente criados em 1600 para correr a milha de um trimestre. Musculosidade pronunciado foi uma característica desejável e freqüentemente mencionada nas descrições da raça. Tem sido sugerido que a actividade eléctrica espontânea detectada por electromiografia de HYPP afligidas cavalos pode levar à hipertrofia muscular característico desta linha. HYPP em cavalos como em humanos mostra herança dominante, a indução de ataques de potássio, potássio sérico elevado durante os ataques, e anormalidades potencial de membrana das células musculares isoladas. Hayward et al. (2008) introduziu uma substituição missense correspondente à mutação M1592V humano para o gene Scn4a rato e descobriu que alguns mutantes homozigóticos (m / m) e os ratinhos sobreviveram que fez mostrou fraqueza do membro fixo, a atrofia muscular e morfologia muscular anormal. Heterozigotos (+ / m) ratos mostrou apenas uma leve miopatia aos 4 meses de idade, mas as mudanças miopáticos desenvolvidos com a idade e incluiu miotonia elétrica, tipo de fibra a mudança para um tipo mais oxidativo, variação de tamanho, e núcleos internalizada, e + / músculo m desenvolveram menos força tetânica e exibiu relaxamento mais lento em comparação com o músculo de controlo de tipo selvagem. Fraqueza rápida e sustentada do músculo mutante isolado foi induzida quando o K + extracelular concentração foi aumentada para que a observada no exercício do interstício do músculo humano, e fraqueza foi exacerbada pela diminuição Ca extracelular (2 +) e através da inibição parcial da Na + / K +. Músculo mutante recuperado da estimulação induzida por fadiga mais lentamente do que o músculo de controlo, em particular, na presença de K + extracelular elevado. Hayward et al. (2008) concluíram que este miotonia é consistente com o influxo de Na + persistente pelo noninactivating mutante canal de Na +, que despolariza a membrana suavemente e, consequentemente, aumenta a excitabilidade.


Veja também:
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