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sábado, 26 de maio de 2012

DOENÇA DE KIKUCHI E FUJIMOTO


DOENÇA DE KIKUCHI E FUJIMOTO
ALICE REICHERT, T. CORREIA, O. FREITAS, T. ALMEIDA, LINO ROSADO
Unidade de Imunohematologia. Hospital de Dona Estefânia. Lisboa.
Recebido para publicação: 19 de Fevereiro de 2004
R E S U M O
S U M M A R Y
A doença de Kikuchi e Fujimoto, também conhecida como Linfadenite Histiocítica
Necrosante, é uma entidade clínico-patológica rara cuja etiologia permanece
desconhecida; tem sido sugerida a possibilidade de uma etiologia auto-imune, mas
também tem sido descrita a associação com algumas infecções víricas.
Os autores apresentam o caso clínico de uma adolescente de 14 anos internada por
febre persistente, volumosa tumefacção cervical e alteração do estado geral.
Dos exames complementares efectuados a citologia aspirativa e a biopsia ganglionar
levaram ao diagnóstico da doença de Kikuchi e Fujimoto.
Após a instituição da corticoterapia, verificou-se uma notória melhoria do quadro clínico.
Palavras chave: Doença de Kikuchi, Biopsia Ganglionar, Corticoterapia.
KIKUCHI - FUJIMOTO DISEASE
Kikuchi and Fujimoto’s disease, also known as histiocytic necrotizing lymphadenopathy,
is a rare and benign disorder of the lymph nodes of young adults. The etiology of this
disease is unknown, an autoimmune mechanism has been suggested, although some
cases of association with several viruses has been described.
We report a pediatric case of Kikuchi and Fujimoto’s disease in a 14 years old girl with
persistent fever, enlarged cervical lymph node and weight loss.
A diagnosis of Kikuchi and Fujimoto’s disease was made by cervical lymph node
histology.
We present a case of Kikuchi and Fujimoto disease that benefited significantly from
steroids.
Key words: Kikuchi’s Disease, Lymph node Histology, Steroids232
ALICE REICHERT, T. et al
INTRODUÇÃO
A doença de Kikuchi e Fujimoto é uma entidade
nosológica rara, tendo sido descrito o primeiro caso, em
1972
1
, no Japão.
Afecta preferencialmente o sexo feminino, na razão de
4:1
2
 e compreende uma faixa etária dos 20 aos 30 anos
3
. A
etiologia não está esclarecida, embora tenha sido sugerida
a causa auto-imune. Também está descrita como associada a infecções por vírus.
O   d i a g n ó s t i c o   d e f i n i t i v o   é   d a d o   p o r   e x a m e
histopatológico
4
, caracterizando-se por uma destruição da
estrutura ganglionar com áreas de necrose circunscritas
ao paracórtex com detritos nucleares que determinam uma
marcada reacção dos macrófagos
5,6
.
CASO CLÍNICO
Doente do sexo feminino, de 14 anos de idade,
caucasiana, internada na Unidade de Imunohematologia
do Hospital de Dona Estefânia por tumefacção cervical e
febre.
Duas semanas antes do internamento iniciou quadro
de febre alta (39ºC) de difícil controlo com os antipiréticos,
tumefacção cervical à direita, de aumento progressivo,
dolorosa, emagrecimento acentuado (5 Kg) e astenia
marcada. Tinha entretanto sido medicada pelo seu médico
a s s i s t e n t e   c om  a   a s s o c i a ç ã o  Amo x i c i l i n a   e  Ác i d o
clavulânico.
Os antecedentes pessoais e familiares não eram relevantes.
À entrada na Unidade a doente apresentava mau estado ge r a l ,   a s t eni a  ma r c ada ,   f ebr e   (38ºC) ,  volumos a
adenomegália cervical direita junto ao ângulo maxilar, muito dolorosa, de consistência dura e móvel, pequenos
gânglios duros e dolorosos homolaterais a nível do escav a d o   s u p r a - c l a v i c u l a r,   h i p e r emi a   ami g d a l i n a   s em
exsudados e abdómen sem organomegálias.
Dos   exame s   e f e c tuados   à   ent r ada  de s t a c am- s e :
leucopenia (2.60x10
3
/¼l) com neutropenia (0.90x10
3
/¼l),
sem anemia e trombocitopenia. Velocidade de sedimenta-
ção de 42mm na primeira hora. As funções hepática e renal
eram normais, LDH 1027 IU/ml; ²2 microglobulina 4000 ¼g/
l. A ecografia cervical mostrou duas imagens ganglionares muito vascularizadas e sem necrose com cerca de 5,5cm
de diâmetro na região submaxilar direita. A ecografia abdominal revelou fígado e baço dentro dos limites da normalidade. Face a estes dados a doente ficou internada.
Foram consideradas como hipóteses diagnósticas mais
prováveis: adenofleimão e doença da arranhadela do gato,
embora não se tenha excluído doença linfoproliferativa. A
s e r o l o g i a   p a r a   B a r t o n e l l a   s p p  f o i   n e g a t i v a .   A s
hemoculturas foram positivas para  Streptococcus ±-
-hemolítico sensível às cefalosporinas. A pesquisa de
micobactérias típicas e atípicas foi negativa. Os testes
imunológicos ANA, anti-DNA, ASMA, APCA, AMA foram negativos. O doseamento de Imunoglobulinas e complemento foi normal.
O mielograma e a biopsia óssea não mostraram sinais
de doença linfo ou mieloproliferativa; apenas o mielograma
mostrou algum grau de displasia medular. A citometria de
f luxo do  s angue  medul a r  não mos t rou ma r c ador e s
monoclonais de doença linfoproliferativa.
A citologia aspirativa do gânglio submentoniano mostrou uma população linfóide heterogénea com áreas de
necrose e numerosos histiocitos com citoplasma esponjoso, e actividade fagocitária evidente, compatível com
linfadenite necrotizante. A biopsia do gânglio cervical direito confirmou o diagnóstico de Doença de Kikuchi tipo
necrosante.
Ao 18º dia de internamento observou-se agravamento
clínico caracterizado por aumento do volume e número
das adenomegálias, com as mesmas características na região cervical e supra-clavicular direita, atingindo sucessiv a m e n t e   a s   c a d e i a s   c e r v i c a l   e   s u p r a c l a v i c u l a r
contralaterais, axilar e inguinal esquerda; manutenção de
febre alta que cedia mal aos antipiréticos e aparecimento
de exantema máculo-papular, eritematoso, aveludado,
coalescente, céfalo-caudal com duração de três dias, iniciou corticoterapia com Deflazacort (1,5 mg/kg/d).
Observou-se notória melhoria do quadro clínico (regressão gradual da dor e do volume das adenomegálias) e
laboratorial, ficando a doente apirética ao terceiro dia de
corticoterapia (21º dia de internamento).
DISCUSSÃO
A doença de Kikuchi e Fujimoto é uma doença rara, na
qual têm sido descritas associações com os vírus de
Epstein Barr
7
, Citomegalovírus, Herpes simplex tipo 6,
HTLV 1
8
, e Parvovírus B19
9
.
Também tem sido sugerida etiologia auto-imune dada
a semelhança clínica com o Lúpus Eritematoso Disseminado (LED)
10
, podendo coexistir ou evoluir para o LED
justificando-se a vigilância destes doentes, através de testes imunológicos como os ANA’s em todos os doentes
com doença de Kikuchi e Fujimoto. Estão descritos na
literatura casos de associação da doença de Kikuchi e
Fujimoto com as seguintes entidades: doença de Still do
a d u l t o ,   p o l imi o s i t e ,   d o e n ç a   p u lmo n a r   i n t e r s t i c i a l ,
esclerodermia, vasculite, uveíte, e tiroidite
11
.
A   a p r e s e n t a ç ã o   i n i c i a l   m a i s   f r e q u e n t e   s ã o
adenomegálias na região cervical posterior, podendo exis-233
DOENÇA DE KIKUCHI E FUJIMOTO
t i r   r a r a m e n t e ,   e n v o l v i m e n t o   a x i l a r,   m e s e n t é r i c o ,
mediastínico, inguinal, intraparotídeo, ilíaco, celíaco, e
peripancreático
12
. Habitualmente estas adenopatias são
indolores, unilaterais e acompanhadas de febre alta
13
. Rash
urticariforme generalizado foi descrito em 25% dos casos
podendo também estar presente o rash malar em forma de
asa de borboleta
14
. Outras manifestações clínicas menos
frequentes incluem astenia, emagrecimento, sudação,
m i a l g i a s ,   a r t r a l g i a s ,   n á u s e a s ,   v ó m i t o s ,   d i a r r e i a   e
hepatoesplenomegália.
Laboratorialmente há neutropenia em 50% dos casos
associada ou não a linfocitose, trombocitopenia, velocidade de sedimentação e•60mm na primeira hora em 70%
dos casos, elevação da LDH15
, bem como aumento das
transaminases
16
. Podem apresentar ANA, anti-RNP, anti
DNA e anticoagulante lúpico positivos
17
.
O diagnóstico diferencial é feito com: linfoma
18
, podendo em cerca de 30% dos casos
19
 ser confundido com o
último, nos seus estádios iniciais (a imunofenotipagem
mostra uma população neoplásica monoclonal; a histologia
revela presença de imunoblastos, histiocitos atípicos e
perda da arquitectura do gânglio linfático), adenites infecciosas como: tuberculose (granulomas epitelióides, células de Langhans gigantes e necrose caseosa – são a favor
de tuberculose), adenites por micro abcessos (doença da
arranhadela do gato), toxoplasmose, infecção por Yersínia
e Lúpus Eritematoso Disseminado
20
.
O   d i a g n ó s t i c o   d e f i n i t i v o   é   e s t a b e l e c i d o   p e l a
histopatologia (biopsia ganglionar), podendo definir-se
três estádios histológicos
21
:
• Proliferativo ou inicial: no qual se observam numerosas células mononucleares atípicas.
• Necrosante: é o mais frequente, sendo encontrados
numerosos histiocitos.
• Xantomatosa: estádio pós-necrótico.
Os estudos imunohistoquímicos mostram que a lesão
é composta por histiocitos CD15+, células T CD4+ (nos
estádios iniciais), e células T CD8+ (nos estádios tardios)
com relativa escassez de células B e células NK22
.
A terapêutica é sintomática, não há resposta aos antibióticos, e a corticoterapia é reservada aos casos com clí-
nica grave e persistente
23
.
A evolução geralmente é benigna com regressão da
sintomatologia em três meses
24
 ou depende da doença
associada como é o caso do Lúpus Eritematoso Disseminado. A recorrência da doença é rara ocorrendo em 2 a 3%
dos doentes, e na grande maioria dos casos tem sido observada em poucas semanas após o primeiro episódio
25
.
Os casos fatais são uma excepção
26
.
O caso clínico apresentado trata de uma adolescente
com doença de Kikuchi e Fujimoto do tipo necrosante
diagnosticada através de biopsia ganglionar, na qual foi
instituída terapêutica com corticóides por se tratar de um
caso com clínica grave, nomeadamente apresentação de
adenomegálias muito dolorosas, bilaterais, com envolvimento de várias cadeias ganglionares, acompanhadas de
febre alta com pouca resposta aos antipiréticos, bem como
emagrecimento acentuado e aparecimento de exantema
máculo-papular. A terapêutica com corticóides permitiu
uma rápida melhoria clínica e laboratorial.
Este caso clínico reforça a importância do diagnóstico
histopatológico, dado tratar-se de uma situação na qual
não deverá ser instituída terapêutica empírica, sendo esta
potencialmente tóxica.
BIBLIOGRAFIA
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necrotizing lymphadenitis: a new clinicopathologic entity. Naika
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4 TAKAKUWA T, OHNUMA S, KOIKE J et al: Involvement of
cell-mediated killing in apoptosis in histiocytic necrotizing lymphadenitis (Kikuchi-Fujimoto disease). Histopathology 1996; Jan
28(1) :  41-8.
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Pa rvovi rus  B19  inf e c t ion pr e s ent ing wi th ne c rot i z ing  lymphadenitis. Am J Med 2003; 114(4): 340-1.
10 LORENZO HA, GAMALLO AC, ORTEGA L et al: Linfadenitis
ne c rot i z ant e  hi s t ioc i t a r i a :   enf e rmedad de  Kikuchi -Fuj imoto.  A
propósito de 6 casos. An Med Int 1999; 16:301-4.
11 FAMULARO G, GIUSTINIANI MC, MARASCO A et al: American Journal of Hematology 2003; 74: 60-63.
12 DORFMAN RF, BERRY GJ: Kikuchi’s histiocytic necrotizing
lymphadenitis: an analysis of 108 cases with emphasis on differential diagnosis. Semin Diagn Pathol 1988; 5: 329-345.
13 ROGER LS, FERRY JA: A 24- year old woman with cervical
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7; vol 336: 492-499.
1 4   LOP E Z   C ,  OL IVI E R  M,  OLAVAR R IA  R ,   SARAB IA MA,
CHOPITE M: Kikuchi-Fujimoto necrotizing lymphadenitis associated with cutaneous lupus erythematosus: a case report. Am J234
De rma t o p a t h o l   2 0 0 0 ;   2 2 ( 4 ) :   3 2 8 - 3 3 .
15 KIKUCHI M, TAKESHITA M, EIMOTO T et al: Histiocytic
necrotizing lymphadenitis: clinicopathologic, immunologic, and
HLA typing study. In: Hanaoka M, Kadin ME, Mikata A et al, eds.
Lymphoid Malignancy: Immunocytology and Cytogenetics. New
York, NY: Field and Wood 1990; 251-257.
16 SIERRA ML, VEGAS E, BLANCO-GONZALES J et al: Kikuchi’s
disease with multisystemic involvement and adverse reactions to
drugs. Pediatrics 1999; 104(2): 24.
17 PAPAIONNOU G, SPELETAS M, KALOUTSI V et al: Histiocytic necrotizing lymphadenitis (Kikuchi-Fujimoto disease) associated with antiphospholipid syndrome: a case report and literature review. Ann Hematol 2002; 81(12): 732-735.
18 EMIR S, GOGUS S, GULER E et al: Kikuchi-Fujimoto disease
(histiocytic necrotizing lymphadenitis) confused with lymphoma
in a child. Med Pediatr Oncol 2001; 37(6): 546-8.
19 RAM CA, GITA S: Kikuchi-Fujimoto Disease in Nepal: A study
of 6 cases. Arch Pathol Lab Med 2003; 127 (10): 1345-1348.
20 KHAROUBI S: Kikuchi-Fujimoto disease and systemic lupus
erythematous. Ann Med Interne 2000; 151 (4): 316-9.
21 KUO TT: Kikuchi disease (histyocytic necrotizing lymphadenitis): a clinicopathologic study of 79 cases with analysis of histologic subtypes, immunohistology, and DNA ploidy. Am J Surg
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22 OHSHIMA K, KIKUCHI M, SUNIYOSHI Y et al: Proliferating
cells in histiocytic necrotizing lymphadenitis. Virchows Arch B
Cell Pathol Incl Mol Pathol 1991; 61: 97-100.
23 JANG YJ, PARK KH, SEOK HJ: Management of Kikuchi disease using glucocorticoid. J Laryngol Otol 2000; 114(9): 709-11.
24 KIKUCHI M: Histiocytic necrotizing lymphadenitis (Kikuchi-
-Fujimoto disease) in Japan. Am J Surg Pathol 1991; 15: 197-198.
25 MOHANTY SK,  ARORA R,  SAHA M:  Kikuchi   -  Fuj imoto
disease: an overview. J Dermatol 2002; 29: 10-14.
26 CHAN JK, WONG KC: A fatal case of mulicentric Kikuchi’s
hi s t iocyt i c  ne c rot i z ing  lymphadeni t i s .  Canc e r  1989;  63:  1856-

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Entrevista Orosco em Pariquera - Açu



Timoma é um tumor não muito frequente e de crescimento lento, localizado no 

timo, considerado raro, embora tenha sido referido como o tumor mais comum do 


mediastino anterior.
Ocorre mais comumente dentro da 5° e 6° década de vida, surge entre o esterno 

e o coração e são descritos dois tipos: não invasivo e encapsulado (benigno, 

sendo cerca de 2/3 dos casos); invasivo. Nesse último caso, as estruturas que 

poderão ser acometidas são: a pleura, os pulmões, o pericárdio e os grandes 

vasos presentes no tórax. Além de espalhar-se pelo mediastino, pode alcançar 

outras regiões do corpo, disseminando como metástases, embora isso não seja 

frequente nesse tipo de tumor.
A ausência de sintomas quando encontra-se uma lesão no mediastino, sugere 

que a neoplasia seja benigna. Já a presença de sintomas sugere malignidade. 

Todavia, 2/3 de pacientes com timoma não sentem nenhuma alteração no momento do diagnóstico.
As manifestações clínicas apresentadas pelos pacientes podem ser inespecíficas, 

como tosse, dispnéia, dor torácica, perda de peso e queda do estado geral. Cerca 

de 1/3 dos pacientes com timoma poderão apresentar uma síndrome 

paraneoplásica (fenômeno que pode acompanhar um tumor), denominada 

miastenia gravis. Estas pessoas apresentam fraqueza muscular que aumentam 

com a realização de atividades repetitivas.


O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, como uma radiografia 

torácica, que detecta mais de 90% dos timomas. Para coletar maiores 

informações, o médico poderá solicitar uma tomografia computadorizada do 

tórax. No entanto, o diagnóstico definitivo só é feito após a retirada e análise de

 um médico patologista.


O tratamento, mesmo para os tumores extensos, é cirúrgico. Normalmente, após 

a cirurgia é feita a radioterapia. De maneira geral, este tio de tumor apresenta 

bom prognóstico, em outras palavras, as chances de cura são elevadas e, mesmo

 quando ocorrem recorrências da doença, estas são potencialmente curáveis. 

Quando se trata de tumores inoperáveis, recorrentes ou metastáticos, 

geralmente, se obtém boa resposta com a quimioterapia.

NOSSA VISITA HOJE NA HOSPITALAR 2012


Países participantes como expositores : Alemanha, Argentina, Áustria, Austrália, Brasil, Canadá, China, Colômbia, Coreia do Sul, Costa Rica, Dinamarca, Egito, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Inglaterra, Irã, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Malásia, México, Paquistão, Portugal, República Tcheca, Suécia, Suíça, Taiwan, Turquia e Uruguai.










Visitação: 91.000 visitas profissionais (2011) 

Países visitantes (2011): 
Angola, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Bolívia, Bulgária, Canadá, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Curaçao, Chipre, República Tcheca, Dinamarca, República Dominicana, Equador, El Salvador, Finlândia, França, Alemanha, Groenlândia, Guatemala, Guiana, Índia, Indonésia, Israel, Itália, Japão, Malaui, Malásia, México, Marrocos, Moçambique, Holanda, Nova Zelândia, Nicarágua, Paquistão, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Porto Rico, Rússia, Arábia Saudita, Singapura, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suriname, Suazilândia, Suécia, Suíça, Taiwan, Trinidad e Tobago, Turquia, Ucrânia, Reino Unido, Uruguai, Estados Unidos e Venezuela.


Perfil do evento: 
feira anual, voltada à apresentação de produtos e desenvolvimento de negócios na área médico-hospitalar. Acesso gratuito, mediante convite ou credenciamento. Credenciais de acesso não dão direito a participação nos congressos e eventos paralelos à feira. Não é permitida a entrada de menores de 16 anos, mesmo acompanhados.

Perfil dos visitantes: médicos, enfermeiros, diretores e administradores de hospitais, clínicas e laboratórios, fabricantes de produtos hospitalares, distribuidores e representantes, estudantes, secretarias de saúde e demais organismos públicos e privados atuantes na área de saúde.


Realização: Hospitalar Feiras e Congressos

terça-feira, 22 de maio de 2012

PACMAN DISPLASIA


Títulos alternativos; símbolos
Pontilhado EPIFISÁRIO com Hiperplasia osteoclástica

Shohat et al. (1993) descreveu um feto (28 semanas) prematuro do sexo feminino com uma "nova" displasia letal esquelética caracterizada por distintivo epifisária cloaking, stippling periosteal, e morfologia microscópica incomum. Radiologicamente lá foi marcado stippling da região coccígea e sacral vertebral, bem como das epífises.Os ossos longos mostrou cloaking periosteal ampla e curvando-se. Clefting sagital estava presente na parte superior da coluna. Em contraste com a morfologia normal das epífises e placas de crescimento, a medula foi preenchido com tecido fibroso solto contendo numerosas grandes osteoclastos multinucleadas que estavam associados com Howship lacunas na superfície endosteal. As características morfológicas foram consistentes com reabsorção óssea.Shohat et al. (1993) sugeriu "displasia Pacman", o epônimo pseudo-baseado no jogo de vídeo em que pequenas criaturas redondas ativamente "comer pontos. Wilcox et al. (1998) relataram 2 fetos de irmãos com radiológicos e descobertas morfológicas semelhantes às do Pacman displasia. Os fetos masculinos e femininos foram eletivamente denunciado em 20 e 16 semanas, respectivamente, após estudos de ultra-som de rotina mostraram curto limbed nanismo. A aparência radiográfica foi caracterizada por osso undermineralized, falta pontilhado, rizomélica e mesomelic, platyspondyly, e uma pélvis, curto e largo. As metáfises eram densas, mas os córtices foram fina da diáfise com undermodeled ossos longos, e havia um padrão deficiente trabecular sugerindo substituição de medula.Estrutura Chondroosseous foi caracterizada por formação de osso trabecular deficiente, uma medula fibrosa, e numerosos grandes, osteoclastos multinucleadas que revestem as superfícies endosteal do osso metafisário. Wilcox et ai. (2005) sugeriu herança autossômica recessiva. Miller et al. (2003) relataram um feto do sexo masculino de uma gravidez eletivamente denunciado em 24 semanas devido a suspeita de displasia esquelética. Radiografia post-mortem mostrou "quase idênticos de recursos para a caixa original do Pacman displasia ( Shohat et al., 1993 ) com encurtamento dos ossos longos, leve a moderada femoral curvando-se, dramático epifisária, do tarso, e espinhal puncta fissuras, vertebral e platyspondyly, falangeana encurtamento, osteopenia, cloaking periosteal sobre os ossos longos, e metafisárias bandas Lucent. Saul et al. (2005) descreveu um sib fêmea do feto relatado por Miller et al.(2003 ). Ela teve uma evolução clínica e características bioquímicas, citológicas, e radiográficos consistentes com o diagnóstico de mucolipidose tipo II (ML II; 252.500 ). Saul et al. (2005) sugeriram que o que é chamado Pacman displasia pode representar uma manifestação pré-natal de ML II. Wilcox et ai. (2005) indicou que a displasia Pacman é distinta da ML II, notando que a análise enzimática de cultura de fibroblastos a partir de um dos sibs relatados por Wilcox et ai. (1998) revelou atividades normais, excluindo assim ML II. Wilcox et al. (2005) observou que critérios radiográficos e morfológicas não pode ser usado para distinguir entre as desordens; para um diagnóstico definitivo, material patológico deve ser examinada para armazenamento lisossomal ou ensaios enzimáticos deve ser realizada.






Nomenclatura
Feingold (2006) e Saul et al. (2006) discutiu a necessidade de um termo mais apropriado e preciso para essa síndrome, talvez baseado na histologia ou bioquímica da doença.

Referências
1.Feingold, M. O uso de aviltante, inadequado e pejorativo terminologia para descrever síndromes.(Carta) Am. J. Med. Chem. Genet. 140A:. 410-411, 2006 [PubMed: 16419131 , citações relacionadas ] [Texto Completo: John Wiley & Sons, Inc. , Pubget ]

2.Miller, SF, orgulhoso, VK, Werner, AL, Campo, FM, Wilcox, WF, Lachman, RS, Rimoin, DL Pacman displasia: uma displasia esquelética letal com variáveis ​​aspectos radiográficos. Pediat. Radiol. 33:. 256-260, 2003 [PubMed: 12709756 , citações relacionadas ] [Texto Completo: Springer , Pubget ]

3.Saul, RA, orgulhoso, V., Taylor, HA, Leroy, JG, Spranger, J. pré-natal mucolipidose tipo II (I de células-doença) pode se apresentar como displasia Pacman. Am. J. Med. Chem. Genet. 135A:. 328-332, 2005[PubMed: 15887289 , citações relacionadas ] [Texto Completo: John Wiley & Sons, Inc. , Pubget ]

4.Saul, RA, Taylor, HA, Leroy, J., Spranger, J., orgulhoso, V. Resposta de Feingold. (Carta) Am. J. Med. Chem.Genet. 140A: 412 apenas de 2006.

5.Shohat, M., Rimoin, DL, Gruber, HE, Lachman, R. Nova síndrome epifisária pontilhado com hiperplasia osteoclástica. Am. J. Med. Chem. Genet. 45:. 558-561, 1993 [PubMed: 8456823 , citações relacionadas ] [Texto Completo: Pubget ]

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▸ Colaboradores:Marla JF O'Neill - actualização: 2006/03/07
Data de criação:Victor A. McKusick: 1993/03/24
▸ Editar História:wwang: 2006/03/16

WAGR - Tumor de Wilms, aniridia, anomalias geniturinárias, e síndrome de retardo mental



SÍNDROME WAGR 
CROMOSSOMO síndrome de deleção 11p13
TEXTO
Um sinal de número (#) é usado com essa entrada, pois a síndrome de WAGR é uma síndrome gene contíguo devido ao apagamento, seja microscópica ou submicroscópicas, em 11p13 cromossômicas em uma região que contém o WT1 ( 607.102 ) e PAX6 ( 607.108 ) genes. A subphenotype de WAGR incluindo obesidade (WAGRO) tem sido associada com haploinsuficiência para o gene BDNF ( 113,505 ) e é discutido em 612.469 .


Características Clínicas
Miller et al. (1964) descrito pela primeira vez a associação de aniridia, hemi-hipertrofia, e outras anomalias congênitas com tumor de Wilms. A síndrome posteriormente ficou conhecida como a síndrome de WAGR. Além de "anomalias genito-urinárias, 'a' G 'na síndrome de WAGR pode se referir a" genitália ambígua "( Riccardi et al., 1978 ) ou "gonadoblastoma" ( Anderson et al., 1978 ). Riccardi et al. (1978) observaram uma tríade de aniridia, ambigüidade genital e retardo mental (AGR tríade) em 3 pacientes com uma deleção intersticial do braço curto do cromossomo 11. Um paciente também teve tumor de Wilms. Entre 6 casos de aniridia, Francke et al. (1978)mostraram que tumor de Wilms não estava presente em todos os casos: monozigóticos tinha aniridia e atraso mental, mas apenas 1 tinha tumor de Wilms, e apenas um dos outros 4 pacientes tiveram tumor de Wilms. O segmento eliminado comum a todos foi a meia distai do 11p13. Anderson et al. (1978) descreveu aniridia, catarata e gonadoblastoma em uma menina mentalmente retardada com uma deleção intersticial do braço curto do cromossomo 11. Gonadoblastoma ocorre como parte do complexo de WAGR ( Junien et al, 1980. ; . Turleau et al, 1981 ). Num relatório que se concentrou no componente aniridia da síndrome WAGR, Gilgenkrantz et al. (1982)analisou os casos de aniridia com intersticial del (11) p. Eles relataram uma observação única de cardiomiopatia hipertrófica, em associação com aniridia e catalase (CAT; 115.500 ). deficiência em um paciente com del (11) (p15.1p12) Riccardi et al. (1982) relataram um paciente com tumor de Wilms e displasia da íris, não aniridia. No Reino Unido, Shannon et ai. (1982) encontraram a incidência de aniridia em casos de tumor de Wilms será de 1 em 43. Uma pesquisa detectou 8 de estar e 3 crianças mortas com tumor de Wilms e aniridia. Todos os 8 filhos vivos tinham supressão de 11p13. A alta incidência de tumor de Wilms bilateral (36%), sexo masculino, apresentação precoce e idade materna avançada foram características dos casos combinados. Entre 49 crianças com tumor de Wilms sem aniridia, apenas 1 teve bilaterais tumores renais. Usando cromossomo alta resolução de bandas,Marshall et al. (1982) estudaram 14 pacientes com aniridia. Sete eram familiares e tinham cromossomos normais; de 7 casos esporádicos, 1 mostrou cromossomos normais e 6 tiveram deleção intersticial do 11p de vários comprimentos. 11p13 da banda foi incluído na supressão em todos os 6 casos. Little et ai. (1993) sugeriu que a nefropatia grave associada a síndrome de Denys-Drash ( 194.080 ), o que freqüentemente leva à insuficiência renal precoce, pode resultar da ação de WT1 alteradas em bloquear a atividade normal da proteína de tipo selvagem. Em contraste, por causa das anomalias menos graves genitais e aparente falta de nefropatia associada com WAGR, uma dosagem WT1 reduzida durante a embriogénese é pensado para ter um efeito menos pronunciado sobre o desenvolvimento, especialmente em que a do sistema renal. Breslow et al. (2000) Comentários cerca de 6.000 pacientes inscritos em 4 ensaios clínicos da Wilms Nacional dos EUA Grupo de Estudos de Tumores entre 1969 e 1995 que foram acompanhados até a morte ou por uma média de 11,0 anos de sobrevida para o início da insuficiência renal. Dos 22 pacientes com síndrome de Denys-Drash, 13 desenvolveu falência renal; de 46 pacientes com WAGR, 10 desenvolveram insuficiência renal. Os riscos cumulativos de insuficiência renal a 20 anos foram de 62% e 38%, respectivamente. Os achados sugerem que a nefropatia não está associada exclusivamente com mutações missense no gene WT1 e que os pacientes com tumor de Wilms e aniridia ou anormalidades geniturinárias deve ser seguido de perto por toda a vida a sinais de nefropatia. WAGR Síndrome de Down com alterações oculares atípicas Kawase et al. (2001) relataram um caso de síndrome de WAGR com alterações oculares atípicas. O menino apresentou no 1 º mês de idade, com microftalmia bilateral, microcórnea e cisto de córnea no olho direito e opacidade da córnea (consistente com a anomalia Peters) e da câmara anterior ausente no olho esquerdo. Eletrorretinograma foi normal no olho direito e subnormal no olho esquerdo, sugerindo disfunção da retina. A criança foi encontrada para ter tumores de Wilms bilaterais com a idade de 3 anos. Ele também tinha testículos que não desceram e retardo mental. Análise cromossômica revelou deleção do cromossomo 11p15.1-p13.

Citogenética
Puissant et ai. (1988) relataram um paciente com WAGR e uma translocação de novo recíproco 46, XY, t (5; 11) (Q11; p13). Em Southern blot, o gene que codifica a catalase tinha sido suprimido, mas o gene que codifica a subunidade beta de hormona folículo-estimulante (FSHb) estava intacto. A evidência de estudos de translocações equilibradas e outras observações sugeriram que a displasia genito-urinário, como aniridia, foi devido a um gene separado em estreita proximidade com o gene WT1 na banda 11p13 ( Bickmore et ai, 1989. ; . Glaser et al, 1989 ) .Por HRAS1-selecionado transferência de cromossomos, Porteous et al. (1987) definiu 10 regiões distintas do braço curto do cromossomo 11, 5 dos quais 11p13 banda subdivididas. Eles também mapeada 2 independentes pontos de interrupção de translocação 11p13 para dentro da mais pequena região de sobreposição definidas pelas deleções WAGR. Uma delas veio de um paciente com aniridia familiar eo segundo de um paciente com fácies de Potter e displasia geniturinário (atresia de uretra e ureteral e criptorquidia bilateral). Porteous et al. (1987) levanta a questão de saber se tumor de Wilms e displasia genitourinário são manifestações alternativas de mutações no mesmo locus.Um gene que codifica para a displasia separado genitourinário (simbolizado GUD) também foi sugerido porBonetta et al. (1989) , que descobriu que o ponto de interrupção de eliminação de uma translocação t (11; 2) (p13; p11) em um paciente com fácies de Potter e displasia geniturinário mapeados para a 225-kb pulsado mesmo campo fragmento de eletroforese em gel como se o fragmento excluído em tumor de Wilms. No entanto, van Heyningen et al. (1990) sugeriram que o gene tumor de Wilms em si pode ser responsável por anormalidades de desenvolvimento genitourinário em WAGR como um efeito pleiotrópico. A sugestão foi baseada nas observações de que a predisposição do tumor e as malformações geniturinárias mapeiam precisamente a mesma área e que o gene candidato WT mostra a expressão em ambos rim em desenvolvimento e gónadas. Que não existe qualquer gene GUD separado a partir do gene WT1 é suportado pelo facto de o síndrome de Denys-Drash (nefropatia, tumor de Wilms, e anomalias genitais; 194,080 ) é causada por mutações pontuais específicas no gene WT1 (por exemplo,607102,0003 ).

Diagnóstico
Estreita ligação aparente da região a determinação do síndrome de WAGR ao locus da catalase (CAT; 115.500 ) significa que doseamento da actividade de catalase pode utilmente indicar os casos de aniridia nova mutação que deveriam ter vigilância para o desenvolvimento de tumores renais ou gonadal ( Junien et ai., 1980 ).

Genética Molecular
Na síndrome de WAGR, aniridia é devido ao gene PAX6, enquanto que as outras características são provavelmente devido ao gene WT1.

Referências
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▸ Colaboradores:Victor A. McKusick - actualização: 2005/04/26
Data de criação:Victor A. McKusick: 1994/04/06
Características Clínicas
Gul et al. (2002) descreveu um paciente com a síndrome WAGR combinado com obesidade grave e encontrou relatos de 2 pacientes (tais Marlin et ai, 1994. ; . Tiberio et al, 2000 ). A sua paciente eo paciente de Marlin et ai.(1994) tiveram supressão do 11p14-p12. Eles sugerem a existência de um gene da região 11p14-p12 responsável para a obesidade e propôs a sigla WAGRO (O para a obesidade) para a associação de WAGR com a obesidade.Bremond-Gignac et al. (2005) relataram um paciente demonstrando WAGRO, que tinha sido previamente indicado relatado em 4 casos.


Genética Molecular
Devido à sido implicadas BDNF ( 113,505 ) na homeostase de energia nos seres humanos, Han et al. (2008) a hipótese de que o subphenotype de hiperfagia e obesidade visto num subgrupo de pacientes com síndrome de WAGR é atribuível a deleções que induzem haploinsuficiência de BDNF. Han et al. (2008) estudou a relação entre o genótipo eo índice de massa corporal (IMC) em 33 pacientes com síndrome de WAGR que foram recrutados através da Síndrome de WAGR Internacional Association. A extensão de cada deleção foi determinada com a utilização de hibridação genómico oligonucleótido comparativo. Exclusões de 11p cromossômicas nos pacientes estudados variou de 1,0 a 26,5 Mb, 58% dos pacientes apresentavam deleções BDNF heterozigotos. Esses pacientes tinham significativamente maiores escores z de IMC durante a infância do que os pacientes com BDNF intacta: média + / - desvio padrão (SD) escore Z de 8 a 10 anos de idade, 2,08 + / - 0,45 em pacientes com deleções heterozigotas BDNF, contra 0,88 + / - 1,28 em pacientes sem eliminações do BDNF, P = 0,03. Por 10 anos de idade, 100% dos pacientes com deleções BDNF heterozigotas (intervalo de confiança de 95% 77 a 100) eram obesos (IMC maior do que 95 ° percentil para a idade e sexo), em comparação com 20% das pessoas sem deleções BDNF (95% intervalo de confiança, 3 a 56; P inferior a 0,001), uma taxa que Han et al. (2008) observou foi semelhante ao relatado na população em geral pediátrica. A região crítica para início na infância a obesidade na síndrome de WAGR foi localizado dentro de 80 kb do exon 1 de BDNF. As concentrações séricas de BDNF foram aproximadamente 50% menor entre os pacientes com a deleção do BDNF heterozigotos (P = 0,001). Embora muitos outros genes deitar no intervalo entre WT1 e BDNF, apenas os pacientes sem deleção BDNF eram de peso normal.
terry: 2009/08/18