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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica em medicina intensiva


Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica em medicina intensiva*

Stevens-Johnson syndrome and toxical epidermal necrolysis in intensive care medicine


Ana Carolina Pedigoni BulisaniI; Giselle Domingues SanchesI; Helio Penna GuimarãesII,III,IV; Renato Delascio LopesII; Letícia Sandre VendrameII,IV,V; Antonio Carlos LopesIV,VI
IMédica Especializanda da Disciplina de Clínica Médica da UNIFESP/EPM
IIMédico Diarista da UTI da Disciplina de Clínica Médica da UNIFESP/EPM e Coordenador do Núcleo de Estudos em Emergências Clínicas NEEC - Disciplina de Clínica Médica- UNIFESP/EPM
IIIMédico da Divisão de Pesquisa do instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
IVTítulo de Especialista em Medicina Intensiva pela AMIB-AMB
VMédica Coordenadora da UTI da Disciplina de Clínica Médica da UNIFESP/EPM
VIProfessor Titular da Disciplina de Clínica Médica da UNIFESP/EPM



RESUMO
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A Síndrome de Stevens Johnson (SSJ) e Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) são reações cutâneas graves, com potencial para morbidade e mortalidade elevadas acometendo a pele e a membrana mucosa necessitando de cuidados de medicina intensiva. O objetivo deste artigo foi apresentar revisão da literatura sobre SSJ e NET.
CONTEÚDO: Este artigo revisa os conceitos básicos, diagnóstico, quadro clínico e o princípio de tratamento em Unidade de Terapia Intensiva da SSJ e NET.
CONCLUSÕES: Estas doenças caracterizam emergências dermatológicas e seu adequado manuseio e cuidado deve fazer parte do conhecimento rotineiro do médico intensivista.
Unitermos: Medicina Intensiva; Necrólise Epidérmica Tóxica, Stevens Johnson

SUMMARY
BACKGROUND AND OBJECTIVES: The Stevens Johnson Syndrome (SJS) and Toxical Epidermal Necrolisys (TEN) are important skin and mucosal lesions that need intensive care treatment. The aim of this article is to show a literature review about SJS and TEN.
CONTENTS: This article reviews the concepts, diagnostic topics, clinical presentation and the principle of basic treatment in Intensive Care Unit for SJS and TEN.
CONCLUSIONS: These illnesses are characterized as dermatological emergencies and its adequate management and cares must be part of the routine knowledge of the intensive care doctors.
Key Words: Intensive Care Medicine; Stevens Johnson Syndrome, Toxical Epidermal Necrolisys,



INTRODUÇÃO
Em 1922, Stevens e Johnson descreveram dois pacientes com erupções cutâneas generalizadas, febre contínua, mucosa oral inflamada e conjuntivite purulenta grave1,2, quadro denominado de eritema multiforme (EM); em 1950, esse quadro foi dividido em duas categorias: eritema multiforme minor (Von Hebra) e eritema multiforme major (EMM), também conhecido como síndrome de Stevens Johnson (SSJ). Desde 1983, o epônimo de Stevens Johnson passou a ser usado como sinônimo de EMM.
Em 1993, Bastuji e Roujeau propuseram que EMM e SSJ eram doenças distintas e sugeriram que a denominação de eritema multiforme deveria ser restrita para pacientes com lesões em alvo ou pápulas edematosas, com ou sem lesões mucosas; a denominação de SSJ deveria ser usada como síndrome caracterizada por erosões mucosas, bolhas pequenas e lesões eritematosas ou purpúricas que são diferentes dos alvos clássicos3.
De acordo com esta classificação clínica, SSJ e EMM, passaram a ser consideradas doenças distintas, com lesões mucosas similares e diferentes padrões de lesões cutâneas.
A síndrome de Stevens Johnson (SSJ) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) são reações cutâneas graves, com potencial para morbidade e mortalidade elevadas acometendo a pele e a membrana mucosa, caracterizada por exantema eritematoso disseminado, com acometimento centrífugo, lesões em alvo, acometimento de mucosa oral, ocular e genital1,2,4.

EPIDEMIOLOGIA
A síndrome de Stevens Johnson e necrólise epidérmica tóxica ocorrem em aproximadamente duas a três pessoas por milhão/ano na Europa e EUA5. Acometem pacientes de todas as idades, raças e sexo, e estão relacionadas principalmente ao uso de fármacos. Nos EUA, os casos tendem a aparecer na primavera e inverno1,2.
Dados brasileiros são escassos em relação à sua prevalência; a SSJ varia de 1.2 a 6 por milhões/ano e a NET, a 0.4 a 1.2 por milhões por ano. Esta síndrome é fatal em 5% dos casos e a NET em 30%6. Alguns fatores pode m ser predisponentes como comorbidades múltiplas e o uso de medicamentos para tratá-las, idade avançada, susceptibilidade genética e doenças com ativação imune7.
Na NET há extensa perda de epiderme, devido a necrose acometendo mais de 30% da superfície corpórea.

PATOGÊNESE E FISIOPATOLOGIA
A patogênese básica é uma reação de hipersensibilidade tardia a fármacos. Os três componentes do complemento e imunoglobulina (IgG) depositam-se na junção dermo-epidérmica e em torno dos pequenos vasos da derme. O estado ativado do antígeno leucocitário humano (HlA-DR) expresso nos queratinócitos é similar a outras desordens inflamatórias da pele. As células T CD8+ reconhecem o complexo maior de histocompatibilidade I (MHC-I), modificadas por um antígeno, e produzem lesões de pele de SSJ1,2. A deficiência de glutationa transferase, que está presente em 50% da população, e outros fatores, particularmente uma deficiência qualitativa de outras enzimas podem ter um papel na patogênese da SSJ8,9,10.Na histopatologia encontra-se necrose em células satélites nos estágios iniciais, progredindo para necrose da epiderme, contrastando com raros infiltrados inflamatórios da derme. A NET apresenta um infiltrado inflamatório menos proeminente e maior destruição epidérmica5. No quadro 1 estão apresentados os principais agentes relacionados a SSJ e NET.


ETIOLOGIA
SJS é uma doença causada por hipersensibilidade a imunocomplexos e pode ser desencadeada por distintos fármacos, infecções virais e neoplasia. Em metade dos casos nenhuma etiologia é encontrada: as drogas mais comuns são as sulfonamidas e penicilinas (26%) e o agente infeccioso mais relacionado é o herpes simples vírus (19,7%)10,11,12.
Os fármacos e as neoplasias são associados mais freqüentemente nos adultos. Em crianças são relacionadas mais freqüentemente as infecções; metade dos pacientes com relato de SSJ tem recente infecção do trato respiratório superior.
As drogas incluem penicilinas, sulfas, fenitoina (e anticonvulsantes relacionados), carbamazepina, nevirapina e outros inibidores da transcriptase reversa não nuclesosídeos, barbitúricos, inibidores da cicloxygenase 2 (valdecoxib); as doenças virais relatadas incluem o vírus herpes simples (HSV), HIV, Coxsackie, influenza, hepatites, linfogranuloma venéreo, varíola; os agentes bacterianos incluem o estreptococo beta hemolítico do grupo A, difteria, brucelose, micobactérias, micoplasma, tularemia, e febre tifóide; paracocidiodomicose, dermatofitoses e histoplasmose são as possibilidades fúngicas. A malária e o tricomonas foram relatados como protozoários. Nas crianças, as enteroviroses e Epstein Bar foram identificados. Vários carcinomas e linfomas também estão associados. A despeito das diversas etiologias, a SJS é considerada idiopática em até 25% a 50% dos casos1,2,10,13.

QUADRO CLÍNICO
O eritema cutâneo pode começar como máculas que se tornam pápulas, vesículas, bolhas, placas de urticária ou eritema confluente. O centro dessas lesões pode ser vesicular, purpúrico, ou necrótico. A lesão patognomônica tem a aparência em "alvo"; podem evoluir, coalescer, aumentar de tamanho e número; o sinal de Nikolsky pode estar presente (desprendimento da pele com leve fricção, tornando-a desnuda e suscetível à infecção secundária (Figura 1).


Embora as lesões possam ocorrer em qualquer lugar; a face, o pescoço e o tórax são geralmente mais afetados na SSJ e são disseminadas na NET; a mucosa pode apresentar eritema, edema, ulceração e necrose (Figura 2).


Pode estar presente no exame inicial: febre, hipotensão postural, taquicardia, alteração nível de consciência, ulceração de córnea, vulvovaginite/balanite, epistaxe e coma1,2,14,15,16.
O envolvimento ocular pode estar presente em 39% a 61% dos casos11 apresentando complicações que incluem úlcera de córnea, uveíte anterior, panoftalmite.
Também não são raras as aderências gastrintestinais, incontinência urinária, estenose vaginal, necrose tubular renal, insuficiência renal, ulcerações de pele com re-infecção e cicatrizes não estéticas1,2.

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
Não há nenhum teste de laboratório que estabeleça qual fármaco causou o eritema, sendo então o diagnóstico empírico. Os testes de provocação não são indicados considerando que a exposição ao agente pode desencadear novo episódio grave de SSJ/NET5.
O hemograma pode revelar leucocitose inespecífica, porém quando presente pode indicar infecção bacteriana sobreposta; a cultura de sangue, urina e ferida são indicadas quando há suspeita de infecção subjacente.
Os níveis séricos do fator de necrose tumoral-alfa, receptor solúvel da Il-2, da Il-6, e da proteína C reativa estão tipicamente elevados nos pacientes com SSJ; no entanto, nenhum destes testes sorológicos é usado rotineiramente para diagnosticar SSJ1,2.
A biópsia da pele é exame complementar definitivo e são resultados da histologia: derme com mínimo infiltrado de células inflamatórias, predomínio de linfócitos T CD4+, e necrose da epiderme; a junção derme-epiderme mostra alteração vacuolar a bolhas subepidérmicas. O infiltrado dérmico é superficial e na maior parte perivascular e, na microscopia eletrônica, a conjuntiva revela metaplasia epitelial escamosa, rompimento vascular e reduplicação1,2.

CRITÉRIOS DE GRAVIDADE
Um escore denominado SCORTEN, desenvolvido por Bastuji-Garin e col., que determina as variáveis como fatores preditores do prognóstico e risco de morte dos pacientes com SSJ e NET, está apresentado na tabela 1 17.


DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
A síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) são espectros da mesma doença: são erupções graves reativas a drogas, com uma mortalidade em torno de 30% (particularmente para NET).
Destacam-se como diagnósticos diferenciais as desordens que envolvem a descamação da pele, em particular a síndrome de hipersensibilidade ou o eritema induzido por fármaco com eosinofilia, dermatite exfoliativa por psoríase, dermatite do linfoma, a linfadenopatia angio-imunoblástica, exantemas virais, sífilis secundária, gengivoestomatite herpética, síndrome da pele escaldada estafilocócica, doença enxerto versus hospedeiro e vasculite10.

TRATAMENTO DE SUPORTE
O reconhecimento precoce de reação e a retirada do fármaco é a mais importante ação terapêutica, visto que o atraso pode ser gravemente deletério ao paciente18.
Os pacientes com SJS devem ser admitidos em hospitais capazes de fornecer cuidados intensivos e, se possível, em unidades de queimados (Figuras 3 e 4).




Os cuidados devem ser efetuados inicialmente com medidas de suporte e sintomáticos: hidratação e reposição de eletrólitos, cuidado especial a vias aéreas, controle de temperatura ambiental, manipulação cuidadosa e asséptica, criação do campo estéril, manutenção do acesso periférico venoso distante das áreas afetadas (nenhuma linha central quando possível!), nutrição oral precoce, anticoagulação, prevenção da úlcera de estresse e administração da medicação para o controle da dor e da ansiedade.
As seqüelas oculares exigem exames diários por um oftalmologista; a lavagem com solução fisiológica e colírios devem ser instilados a cada duas horas, quando necessário, antibióticos tópicos e retirada de sinéquias cirurgicamente podem estar indicado. Podem ser usadas lentes de contato permeáveis para redução da fotofobia e desconforto.
As lesões de pele são tratadas como queimaduras; os anestésicos tópicos são úteis em reduzir a dor das lesões orais. As áreas de pele desnudas devem ser cobertas com compressas de solução fisiológica. As doenças subjacentes e as infecções secundárias devem ser identificadas e tratadas. A despeito das semelhanças, o tratamento do SSJ e pacientes queimados não são idênticos: as queimaduras acontecem em um período muito curto (alguns segundos) e não espalham depois disso; o progresso de SSJ e NET ocorrem durante diversos dias após a admissão hospitalar. A necrose cutânea é mais variável e freqüentemente mais profunda nas queimaduras. O edema subcutâneo é uma característica incomum no SSJ/NET, em contraste com queimaduras, provavelmente por causa de ferimento mais suave dos vasos sanguíneos. Conseqüentemente as exigências fluidas de SSJ/NET são habitualmente 2/3 a 3/4 inferiores aquelas queimaduras que cobrem a mesma área. A regeneração da epiderme é rápida nos pacientes com SSJ-NET4.
Nenhum consenso existe sobre os cuidados tópicos: as abordagens podem ser conservadoras ou mais agressivas (desbridamento cirúrgico);os anti-sépticos tópicos são usados. Novas técnicas estão sendo investigadas como a remoção de crostas da cavidade oral e nasal e pulverização com os anti-sépticos, diversas vezes por dia4.
A inspeção diária cuidadosa é necessária para monitorar superinfecções secundárias: o uso de antibiótico profilático não é recomendado, especialmente devido indução de resistência; os antimicrobianos são indicados apenas nos casos de infecção urinária ou de infecções cutâneas, bem como se a traquéia e os brônquios forem envolvidos (o que em geral demanda intubação e a ventilação mecânica).
A nutrição enteral precoce e contínua diminui o risco de úlcera de estresse, reduz a translocação bacteriana e a infecção enterogênica; a hipofosfatemia grave é freqüente e pode contribuir com alterações no metabolismo e controle da glicemia, além de causar disfunção muscular. Também a proteção gástrica não deve ser esquecida pelo risco associado de sangramento digestivo.
Os cateteres devem ser mudados de local periodicamente; a amostragem bacteriana das lesões de pele é executada no primeiro dia e a cada 48 horas. As indicações para o tratamento antibiótico incluem número aumentado das bactérias cultivadas da pele com seleção de uma única cepa, alteração repentina na temperatura, e/ou deterioração na condição do paciente. O S. Aureus é a bactéria principal nos primeiros dias, e as gram-negativas aparecem mais tarde. A profilaxia do tétano deve ser lembrada, considerando as lesões cutâneas "portas de entrada".
A temperatura ambiental deve oscilar entre 30 a 32º C a fim de reduzir as perdas calóricas através da pele; a perda de calor pode também ser limitada elevando a temperatura de banhos anti-sépticos para 35 a 38º C e utilizando os protetores de calor, as lâmpadas infravermelhas, e camas ar-air-fluidized.
O tromboembolismo é uma importante causa de morbidade e mortalidade, logo a anticoagulação profilática eficaz com heparina é recomendada durante a hospitalização embora resulte em sangramento aumentado da pele, apesar de geralmente limitado.
O suporte emocional e psiquiátrico não deve ser esquecido. Os hipnóticos tais como o diazepam e opióides à base de morfina podem ser usados se a condição ventilatória permitir4.

SUPRESSÃO
A eficácia dos fármacos usados em alguns casos clínicos é de difícil avaliação: as imunoglobulinas, a ciclosporina, a ciclofosfamida, a pentoxifilina, e a talidomida, por via venosa, foram avaliadas, ainda sem real comprovação de sucesso4.
Embora não tenham sido realizados estudos aleatórios, diversas revisões concluíram que os esteróides não encurtam o tempo de doença e ainda podem aumentar as complicações, como infecções. Neste cenário, a maioria de autores hoje não recomenda o uso rotineiro de esteróides sistêmicos no tratamento do SSJ e NET, ainda que alguns centros defendam um pulso precoce dos esteróides em pacientes selecionados4.
O uso de imunoglobulina (IMG) aparece como estratégia promissora, porém nenhum efeito foi observado na progressão do desprendimento ou na velocidade de renovação ou reconstrução da epiderme. Estes resultados porém são insuficientes para suportar seu uso rotineiro no tratamento de pacientes com SSJ/NET19.
Alguns estudos defendem o benefício da plasmaférese para o tratamento de SSJ/NET, entretanto em estudo clínico aberto (oito pacientes consecutivos com controles históricos), a "troca do plasma" não alterou significativamente a mortalidade e o tempo de hospitalização20.
A ciclofosfamida também foi avaliada em oito pacientes com SSJ e NET tratados somente por ciclofosfamida; todos sobreviveram4, porém foram relatados alguns casos de SSJ e NET induzidos por ciclofosfamida.
A ciclosporina e a talidomida receberam também a atenção enquanto um fármaco útil para um tratamento, entretanto; investigações adicionais são necessárias para avaliar o seu real valor6,19.
A N- acetilcisteina pode reduzir o valor sérico de algum fármaco e seus metabólitos in vitro, bem como a produção de TNF-alfa e de Il- I, porém não há evidência clínica para seu uso. Uma experimentação aleatória mostrou a falta da eficácia da N-acetilcisteina para a prevenção de reações de hipersensibilidade ao sulfametoxasol-trimetoprim nos pacientes com HIV4,21.

PROGNÓSTICO
As lesões de pele geralmente não deixam cicatrizes, mas lesões de mucosa podem ser uma complicação tardia, podendo causar sangramentos e estreitamentos dos locais afetados4. Os pacientes devem evitar exposição futura ao agente implicado na ocorrência de SSJ.

CONCLUSÃO
SSJ e NET caracterizam emergências dermatológicas freqüentes isoladas ou associadas a outras doença e o conhecimento de seu adequado manuseio e cuidados deve fazer parte da rotina das unidades de terapia intensiva.

AGRADECIMENTOS
Agradecemos a Cynthia Clabunde dos Santos e Regina Dantas Jales pela colaboração.

REFERÊNCIAS
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 Endereço para correspondência:
Dra. Ana Carolina Pedigoni Bulisani
Av. Napoleão de Barros,715, 3 andar
Hospital São Paulo-UNIFESP-EPM
Fone (11) 55764302
E-mail: bulicaro@yahoo.com.br
Apresentado em 23 de maio de 2006
Aceito para publicação em 04 de julho de 2006


* Recebido da Unidade de Terapia Intensiva da Disciplina de Clínica Médica-Universidade Federal de São Paulo-UNIFESP-EPM

domingo, 28 de abril de 2013

ENCONTRO DE IMUNODEFICIÊNCIA EM CAMPINAS ABRI,AFAG,BLOG ESTUDANDORARAS









Estande no XVI Congresso de Nefrologia Pediátrica. em Campinas.


3 ª Reuniao BRASILEIRA DE citogenética

ROGRAMA 
3 ª Reuniao BRASILEIRA DE citogenética 
IV Simpósio LATINO AMERICANO DE citogenética E Evolução 
26 a 29 de maio de 2013 - Guarujá - SP 

26/05/2013 - Domingo 
12:00-18:00 h - Abertura da Secretaria 

13:00-17:00 h - CURSOS Intensivos

Sala Princesa Leopoldina 

citogenética HUMANA
A interface Entre a citogenética ea Biologia Molecular
Carmen Sílvia Bertuzzo, UNICAMP, Campinas, SP - Maria Isabel Melaragno, UNIFESP, São Paulo, SP 

Sala Duque de Caxias 
citogenética VEGETAL 
Métodos parágrafos Integração de Dados cromossômicos de e filogenéticos
Luiz Gustavo R. Souza, UFPE, Recife, PE, Brasil 
Sala Princesa Isabel 
citogenética ANIMAL 
Elementos transponíveis: SUA Organização e função não genoma
Daniela Cristina Ferreira, UFMT, Cuiabá, MT, Brasil 


14:00-18:00 h - Abertura da Feira de Exposição 


Salão imperial
19:30-20:00 h - SOLENIDADE DE ABERTURA DA 3 º RBC E IV-Slace
Homenagem ESPECIAL - Prof ª. Yonenaga Yatiyo Yassuda, IB / USP, São Paulo, SP 
Angela Maria Vianna Morgante, IB / USP, São Paulo, SP 

Salão imperial 

20:00-21:00 h - CONFERÊNCIA DE ABERTURA
Impacto da Citogenômica no século 21 

Jeremy Andrew Squire, do Departamento de Patologia e Medicina Molecular, Universidade de Queen, Kingston, Canadá.
 
Coordenador: Marcelo Baruffi, UNESP, Botucatu, SP 
21:00 H - Coquetel DE BOAS VINDAS
27/05/2013 - Segunda-feira

Salão imperial
08:00-09:30 h - MESA REDONDA
Abordagens EM citogenética HUMANA
Coordenador: Spencer Luiz Marques Payao, FAMEMA, Marília, SP 

citogenética e Envelhecimento 

Marília de Arruda Cardoso Smith, UNIFESP / EPM, São Paulo, SP 

A importancia da citogenética na Clínica 
Ester Silveira Ramos, FMRP, Ribeirão Preto, SP 

A era da citogenômica 
Milena Simioni, UNICAMP, Campinas, SP 

Sala Princesa Isabel 
08:00-08:45 h - CONFERÊNCIA
Análisis de Complejos agámicos: ¿Secuencias, o citogenética marcadores moleculares? 
Pablo Speranza, Universidade de la Republica, Montevideo, Uruguai 
Coordenador: Eliana Forni-Martins, UNICAMP, Campinas, SP, Brasil 

08:45-09:30 h - CONFERÊNCIA
Microdissecção e microbibliotecas 
André Luís Laforga Vanzela, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR, Brasil 
Coordenador: Eliana Forni-Martins, UNICAMP, Campinas, SP, Brasil 
9:30-10:00 h - Intervalo 


Salão imperial
10:00-11:00 h - CONFERÊNCIA
Diferentes Aplicações da citogenética Humana 
Angela Maria Vianna Morgante, IB / USP, São Paulo, SP
Coordenador: Spencer Luiz Marques Payao, FAMEMA, Marília, SP 


Sala - Princesa Isabel
10:00-12:00 h - MESA REDONDA
citogenética e Evolução (especiação) 
Coordenador : Marcelo Guerra, UFPE, Recife, PE, Brasil
Mecanismos de origen y Establecimiento de autopoliploides en poblaciones naturales de Turnera (Passifloraceae) 
Viviana Solis Neffa, Instituto de Botánica del Nordeste, Universidad Nacional del Nordeste, Argentina
Simpatria e Híbridos los Epidendrum (Orchidaceae) 
Ana Paula de Moraes, Universidade Federal do ABC, Santo André, SP, Brasil

El género Alstroemeria . y sus Complejos en Chile desde una Perspectiva citogenética 
Carlos Baeza, Universidad de Concepción, Concepción, Chile 

Salão imperial
11:00-12:00 h - CONFERÊNCIA 

filogenia dos Primatas fazer Novo Mundo, Moléculas e Cromossomos 
Horacio Schneider, UFPA, Bragança , PA
Coordenador: 

12:00-14:00 h - Almoço 

Salão imperial
14:00-15:00 h - CONFERÊNCIA
Genômica Clínica Baseada no Sequenciamento de Exomas 

Sérgio Danilo Junho Pena, UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil Coordenador: Marcelo Baruffi, UNESP , Botucatu, SP 

Sala Princesa Isabel
14:00-15:00 - Conferências Temáticas
Citogenômica evolutiva de Pequenos Mamíferos sul-Americanos: Morcegos e roedores 
Júlio Cesar Pieczarka, UFPA, Belém, PA, Brasil
Coordenador: 
Cleusa Y. Nagamachi, UFPA, Belém , PA, Brasil 

Salão imperial
15:00-16:00 h - Conferencia
GTF2I modelos de mouse: insights sobre a base molecular e celular para a síndrome de Williams. 

Lucy Osborne, da Universidade de Toronto, Faculdade de Medicina, Toronto, Canadá
Coordenador: Danilo Moretti-Ferreira , UNESP, Botucatu, SP, Brasil
Sala Princesa Isabel - CONFERÊNCIA
15:00-16:00 h - Citogenômica comparativa los Plantas
Andrea Pedrosa-Harand, UFPE, Recife, PE, Brasil 
Coordenador: Marcelo Guerra, UFPE, Recife, PE, Brasil 
16:00-16:30 h - Intervalo 

Salão imperial
16:30-18:00 h - Apresentações Orais

18:00-20:00 HS - Sessão DE PAINEIS 
( Números Impares ) 
28/05/2013 - Terça-feira

Salão imperial 
08:00 - 09:00 h - CONFERÊNCIA 
Muitas perguntas e algumas respostas: 8 anos de Investigação POR array-CGH de patients com Deficiência intelectual 

Carla Rosenberg, IB USP, São Paulo, SP, Brasil 
Coordenadora: Ester Silveira Ramos, FMRP, USP, Ribeirão Preto, SP, Brasil 
Sala Princesa Isabel 
8:00-10:00 h - MESA REDONDA 
citogenética evolutiva 

Coordenador: Fausto Foresti, UNESP, Botucatu, SP, Brasil 

citogenética Evolutiva de Peixes: em Preto e Branco e los núcleos 
Roberto Ferreira Artoni , UEPG, Ponta Grossa, PR, Brasil 

Genômica comparativa los aves: pintura Cromossômica e Mapeamento gênico evidenciam uma Ocorrência de muitos rearranjos intracromossômicos 
Edivaldo Herculano Correa de Oliveira, ICEN / UFPA / SAMAM / IEC, em Belém, PA, Brasil 
ADN Satélite y Evolución GENOMICA : paradojas y Futuro del principais (pero poco conocido) Componente de los genomas eucariotas Susana Maria Rossi, Universidad de Buenos Aires, Argentina 
DNAs Satélites: avanços sobre SUA Origem, Evolução e Impacto no genoma de Drosophila 
Gustavo Campos e Silva Kuhn, UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil 
Salão imperial 
9:00-10:00 h - CONFERÊNCIA 
A importancia dacitogenética NAS Doenças hematológicas malignas e não monitoramento dascélulas-tronco mesenquimais Humanas 
Spencer Luiz Marques Payao, FAMEMA, Marília, SP / Tarsis Antonio Paiva Vieira, INCA, no Rio de Janeiro, RJ 
Coordenador: Marcelo Baruffi, UNESP, Botucatu, SP 

10:00-10:30 h - Intervalo 

Salão imperial 
10:30-00:00 h - MESA REDONDA 
Doenças genômicas: como microdeleções 

Coordenador: Danilo Moretti-Ferreira, UNESP, Botucatu , SP, Brasil 
1 - del 17q11.2 - síndrome de Smith - Magenis 
Danilo Moretti-Ferreira, UNESP, Botucatu, SP, Brasil 
2 - del 7q11.23 - síndrome de Williams-Beuren 
Lucy Osborne, da Universidade de Toronto, Faculdade de Medicina , Toronto, Canadá 
3 - del 22q11 - síndrome velocardiofacial 
M. Gabriela Repetto, Facultad de Medicina Clínica Alemana, Universidad del Desarrollo, Santiago, Chile 

4 - del 4p - síndrome de Wolf-Hirschhorn Mariluce Riegel, UFRGS / HCPA, Porto Alegre, RS , Brasil 

Sala Princesa Isabel 
10:30-12:00 h - MESA REDONDA 
Contribuições da citogenética Clássica 
Coordenador: Margarida LR Aguiar Perecin, ESALQ / USP, Piracicaba, SP, Brasil 
La citogenética clásica Como herramienta de investigación en paises en Desarollo 

Creuci Maria Caetano, Universidade Nacional da Colômbia, Bogotá, Colômbia 
especiación Cromossômica los Plantas Superiores: hum Desafio en la era Genômica 
Lidia Poggio, Universidade de Buenos Aires, Buenos Aires, Argentina 
Patrones de Evolución cromosómica en Solanáceas: una aproximación filogenética 
María Cristina Acosta, Universidad Nacional de Córdoba , Córdoba, Argentina 
Sala Duque de Caxias 
10:30-12:00 h - MESA REDONDA 
Cromossomos sexuais los animais 
Coordenador: Luciana Bolsoni Lourenço, IB-UNICAMP, Campinas, SP, Brasil 

meiose, sexo y Evolución: El caso de los Orthoptera de América del Sur 
Dardo A. Marti, Universidad Nacional de Misiones, Argentina 
Origem e Evolução dos Cromossomos Sexuais los Peixes Neotropicais Marcelo de Bello Cioffi, UFSCAR, São Carlos, SP, Brasil 

12:00-14:00 h - Almoço 

Sala Princesa Isabel 
14:00 - 15:00 h - Conferências EM citogenética evolutiva 

aportes de la citogenética al estudio de la diferenciación GENOMICA en el género Arachis y al origen del GENÉTICO Amendoin 
José Guillermo Seijo, Instituto de Botánica del Nordeste / Universidad Nacional del Nordeste, Corrientes, Argentina 

Coordenador: Magdalena Vaio, Universidade de la Republica, Montevideo, Uruguay 

15:00-16:00 h 
Causas e consequências moleculares de inversões cromossômicas naturais: lições de Drosophila 

Alfredo Ruiz, Universitat Autònoma de Barcelona - Espanha 

Coordenador: Luciana Bolsoni Lourenço, IB-UNICAMP, Campinas, SP, Brasil 

Sala Duque de Caxias 
14:00-15:00 h - CONFERÊNCIA TÉCNICA 
- Affymetrix 
Otimização da Avaliação citogenética com OSU dos microarrays 
Adriana de Godoy, PhD, especialista em vendas Clínica, Latam 

Salão imperial 
14:00-16:00 h - MESA REDONDA 
Análise citogenética de para o Sucesso da Reprodução Assistida 

Coordenadora: Leila Montenegro Silveira Farah, Labgen, São Paulo, SP, Brasil 

when INDICAR uma Análise Cromossômica los Embriões produzidos POR Reprodução Assistida 
Edson Borges Jr., Instituto Sapientiae, São Paulo, SP, Brasil 
Vantagens e desvantagens fazer PGS (Rastreamento GENÉTICO pré-implantacional) EM Embriões 
Juliana F. Cuzzi, Genesis Genetics, São Paulo, SP, Brasil 
Detecção de Aneuploidia e Apoptose los gametas Masculinos de patients inférteis Maria Silvina Juchniuk de Vozzi, Hospital Zonal Trelew, Chubut, Argentina 
16:00-16:30 h - Intervalo 
Salão imperial 
16:30-17:30 h - CONFERÊNCIA 
A Confirmar 

Coordenadora: 

Sala Princesa Isabel 
16:30-18:00 h - MESA REDONDA 
Evolução CARIOTÍPICA 
Coordenador: Andrea Pedrosa-Harand, UFPE, Recife, PE, Brasil 

Evolución cromosómica en el género Oxalis 
Magdalena Vaio Scvortzoff, Universidad de la República, Montevidéu, Uruguai 
recentes avanços na criação ornamental. A abordagem citogenética 
Rodrigo Barba González, Centro de Investigación y Tecnología y Asistencia los Diseñodel Estado de Jalisco, Guadalajara, Jalisco, México
Mecanismos de Evolución cromosómica en Paullinieae-Sapindaceae 
Juan Domingo Urdampilleta, Multidisciplinario Instituto de Biologia Vegetal, CONICET-UNC, Córdoba, Argentina 

Sala Duque de Caxias
16:30-18:00 h - MESA REDONDA
Evolução Cromossômica E GENOMICA Evolução Cromossômica e Organização dos genomasde Mamíferos

Marta Svartman, UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil
Desvendando uma Organização Genômica Dos Cromossomos de Peixes fazer Gênero Leporinus 
Patrícia Pasquali Parise -Maltempi, UNESP, Rio Claro, SP, Brasil
O Impacto dos DNAs repetitivos na Evolução Cromossômica e Genômica de gafanhotos 
Diogo Cavalcanti Cabral de Mello, UNESP, Rio Claro, SP, Brasil 


18:00-20:00 h - Sessão DE PAINEIS 
( numeros PARES ) 
29/05/2013 - Quarta-feira 
Salão imperial
08:00-09:00 h - CONFERÊNCIA 

Next Generation Citogenética: aplicações clínicas da Matriz e NGS 
Adam C. Smith, Instituto de Pesquisa Pelé, Hospital Pequeno Príncipe, Curitiba, PR, Brasil e Departamento de Patologia da Universidade de British Columbia, Vancouver, Canadá
Coordenador: Lucia Regina Martelli, FMRP / USP, Ribeirão Preto, SP
Salão imperial
9:00-10:00 h - CONFERÊNCIA
Chromatin estrutura de ordem superior no desenvolvimento e na doença
 
Maria Cristina Simões da Silva Cardoso, Technische Universität Darmstadt, Alemanha 
Coordenador: Eliana Forni-Martins, UNICAMP, Campinas, SP, Brasil 
10:00 h - 10:30 h - Intervalo
Salão imperial
10:30-11:30 - CONFERÊNCIA
 
Consolidação dos testes de citogenética para amostras pré-natal e perinatal: integração da gama de Hibridização Genômica Comparativa, tela rápida aneuploid e cariótipo. 
Georges Maire, Department of Pediatric Laboratory Medicine, The Hospital for Sick Children, University Avenue, Toronto 
Coordenador: Lucia Regina Martelli, FMRP / USP, Ribeirão Preto, SP

11:30-00:30 h 
- APRESENTAÇÃO ORAL DOS PAINEIS (1 colocado de CADA área) 
12:30-13:00 h - Premiação e Encerramento OFICIAL DA 3 ª RBC E IV-Slace 
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sábado, 27 de abril de 2013

FÓRUM SÍNDROME PÓS POLIOMIELITE SÃO PAULO 27/04/2013


 PROFESSOR OROSCO REPRESENTOU O GEDR



 Depoimento Diretora da Abraspp Maria Amélia Dos Santos - Paciente desde 2004


 Mestre Ft.  Dr Abrahão Augusto Juviniano Quadros Fisioterapeuta que defendeu a tese da SPP
 DRA MONICA TILLI - PEDIATRA EPIDEMIOLOGISTA DA EQUIPE DA UNIFESP 
 Mestre Ft. Tatiana Mesquita e Silva Fisioterapeuta que defendeu tese sobre o tratamento de Hidroginástica em pacientes com SPP
 DRA MARIANNE PINOTTI E VEREADOR DR MARCO AURÉLIO CUNHA

 MARTINHA, BETE , ANDREA E MARIA AMELIA