AVISO IMPORTANTE

"As informações fornecidas são baseadas em artigos científicos publicados. Os resumos das doenças são criados por especialistas e submetidos a um processo de avaliação científica. Estes textos gerais podem não se aplicar a casos específicos, devido à grande variabilidade de expressão da doença. Algumas das informações podem parecer chocantes. É fundamental verificar se a informação fornecida é relevante ou não para um caso em concreto.

"A informação no Blog Estudandoraras é atualizada regularmente. Pode acontecer que novas descobertas feitas entre atualizações não apareçam ainda no resumo da doença. A data da última atualização é sempre indicada. Os profissionais são sempre incentivados a consultar as publicações mais recentes antes de tomarem alguma decisão baseada na informação fornecida.

"O Blog estudandoraras não pode ser responsabilizada pelo uso nocivo, incompleto ou errado da informação encontrada na base de dados da Orphanet.

O blog estudandoraras tem como objetivo disponibilizar informação a profissionais de cuidados de saúde, doentes e seus familiares, de forma a contribuir para o melhoramento do diagnóstico, cuidados e tratamento de doenças.

A informação no blog Estudandoraras não está destinada a substituir os cuidados de saúde prestados por profissionais.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

REUNIÃO EPIDERMOLISE BOLHOSA EM BRASILIA - PARTICIPE


Convidamos a todos para a primeira reunião da APPEB, deste ano que será realizada dia 11 de fevereiro. 
 
Além dos assuntos gerais e trocas de experiências trataremos, ainda, dos seguintes assuntos:
 
- REPORTAGEM SOBRE ACESSIBILIDADE NA TV SENADO;
 
- PRESTAÇÕES DE CONTA;
 
- CURATIVOS E MEDICAMENTOS.
  
DIA 11/02/2012 (SÁBADO)
LOCAL: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA (HUB)
604 NORTE - BLOCO DA ADMINISTRAÇÃO, SALA 3
HORÁRIO: 14:00 – 15:30
Contamos com sua presença!
 
Iolanda Ferreira da Rocha
Presidente 

APPEB - Brasília - DF - Brasil
(61)  3381-9291
www.appeb.org.br

Dispraxia Cerebral


Uma pessoa com dispraxia tem problemas com o movimento ea coordenação. É também conhecido como “aprendizagem motora deficiência”. Alguém com dispraxia tem dificuldade para realizar movimentos suaves e coordenados. Dyspraxia vem frequentemente com problemas de linguagem, e, por vezes um grau de dificuldade com a percepção e do pensamento. Dispraxia não afeta a inteligência de uma pessoa, mas pode causar dificuldades de aprendizagem, especialmente para as crianças.
Dispraxia é também conhecido como Desenvolvimento Coordenação Transtorno (DCD), Perceptuais Motor-Disfunção, Motor e Dificuldades de Aprendizagem. Os termos criança ou Síndrome Clumsy mínimo Brain Damage não são mais usados.
dispraxia do desenvolvimento é uma imaturidade da organização do movimento. O cérebro não processa informações de uma forma que permite uma transmissão integral das mensagens neuronais. Uma pessoa com dispraxia acha difícil planejar o que fazer, e como fazê-lo.
Especialistas dizem que cerca de 10% de pessoas têm algum grau de dispraxia, enquanto que aproximadamente 2% tê-lo severamente. Quatro de cada 5 crianças com dispraxia evidentes são meninos. Se a sala de aula média tem 30 crianças, provavelmente há uma criança com dispraxia em quase cada sala de aula.
Um estudo realizado por pesquisadores da Orebro University Hospital, Suécia, indicado que a coordenação física pobre durante a infância está associada a um maior risco de obesidade na vida adulta.


Então o que está acontecendo no cérebro?

O córtex cerebral é a área mais mais alta grande de o cérebro. O córtex cerebral pode ser dividido em quatro áreas distintivas.Estes são; a área motora, o lobo frontal, a área sensorial e o córtex hind cerebral. Como o nome sugere, o lobo frontal está situado na parte da frente do cérebro. Tanto a do motor o e áreas sensoriais são bandas que irradiam em toda a cérebro, imediatamente após o lobo frontal. Atrás do córtex sensorial é o córtex cerebral posterior, onde o sistema auditivo e áreas visuais são mantidos no interior do cérebro em si.
Impulsos a partir de órgãos sensoriais são retransmitidas para o córtex cerebral por meio de uma rede de percursos de fibras nervosas. No curso de crescendo e aprendendo, as conexões entre as células nervosas (vias neurais) tornam-se estabelecida. Eles são reforçadas quando os resultados desejados são alcançados - por exemplo, uma criança aprendendo a processar a série complexa de movimentos necessários para pegar um copo e beber. A repetição constante permite que o planejamento dessas ações que se tornam quase reflexivo. Usando a visão por exemplo, sensorial externo de entrada e de som, juntamente com estes "aprendido" padrões de movimento, o córtex cerebral é capaz de julgar o melhor curso de ação a ser tomada. Em seguida, envia para fora os impulsos motores apropriados.
O córtex cerebral é dividido em um hemisfério direito e esquerdo, que têm funções especializadas. Eles operam de forma quase independente. Muitas funções são "compartilhadas", mas geralmente cada lado parece funcionar quase independente oferecendo o seu pedaço de informação para completar a "imagem" e, portanto, formando um todo. por exemplo, o hemisfério esquerdo recebe a informação, em uma confusa forma, incoerente, é somente quando o hemisfério direito funciona em harmonia com a esquerda que as imagens e ações são interpretadas na ordem correta e as informações é compreendido como uma peça completa ou objeto.
Indivíduos com Dyspraxia não parecem ter ambos os hemisférios respondendo neste simultâneo, forma coordenada. É também o desenvolvimento de os dois hemisférios que decide se uma pessoa é direita ou à esquerda handed, novamente este desenvolvimento básica parece substancialmente reduzidas e, por conseguinte, a criança pode usar ambas as mãos sem preferência por algum tempo, reduzindo assim o desenvolvimento de mão de redacção de habilidades ainda mais longe.
O córtex também envolve estruturas conhecidas como o "tálamo", "hipotálamo" e "hipófise". Esta área-lo conhecido como o sistema límbico.Este sistema é responsável pelas respostas "instintivos" e automático dentro do corpo: ele também está intimamente relacionada com o comportamento emocional. Como o córtex amadurece é atos de "amortecer" os efeitos da saída emocional do sistema límbico em resposta a estímulos. Se não fosse este o caso, o indivíduo seria altamente excitável, mais emocional e ser extremamente sensíveis a estímulos sensoriais 

Equoterapia em São Paulo




Artrite Reumatoide 1º EncontrAR Ajuda Mútua de 2012.


Neste sábado, 04 de Fevereiro, aconteceu o 1º EncontrAR Ajuda Mútua de 2012.
Presentes neste EncontrAR: 35 pessoas, sendo;
23 pacientes reumáticos
  • 18 convivendo com Artrite Reumatoide
  • 1 pessoa convivendo com Artrite Idiopática Juvenil
  • 2 pessoas convivendo com Fibromialgia
  • 1 pessoa com Esclerodermia - Esclerose Sistêmica
  • 1 pessoa em fase de diagnóstico
12 pessoas que não tem doença reumática, sendo;
  • 06 companheiros (esposa, esposo, namorados e noivos) 
  • 05 Estudantes (sendo; 03 graduandos de Farmácia, 01 de Ciências Biológicas e 1 graduanda de medicina que convive com artrite reumatoide)
  • 02 Filhos
18 pessoas pela primeira vez 
Iniciamos 2012 com provas de que nosso trabalho tem alcançado cada vez mais as famílias, receber a família da pessoa com doença reumática no EncontrAR é algo majestoso, pois as Doenças Reumáticas não são apenas doenças do Indivíduo (paciente), são doenças onde a família é diretamente atingida, por isso, enfatizamos e valorizamos a presença de filho (a), namorados (a) esposo (a), dessa forma é possível educar a família, possibilitando melhor compreensão e apoio para o enfrentamento da doença.
Os casais presentes, na fala de seus companheiros, enfatizaram a importância do companheirismo, expressaram as suas dificuldades enquanto companheiros (as), pois para eles que não tem a doença, é difícil compreender o stress que a dor causa em seus companheiros, expressaram também que procuram ajudar da melhor forma possível tanto nas atividades do dia-a-dia, assim como no suporte emocional.
Uma filha presente no EncontrAR, confessou que está há 2 EncontrAR tentando trazer a mãe para o grupo, por conta da doença, falta de compreensão e sensibilidade do pai para a doença da mãe, tudo contribuiu para o isolamento, e a mãe que antes era a alegria da família já não é a mesma, após muita insistência e uma breve discussão, ela conseguiu trazer a mãe para o Grupo EncontrAR. Essa filha buscou o grupo e vem acompanhando o grupo para ajudar a mãe. Evidente que a Família EncontrAR recebeu essa mãezinha de braços abertos e à partir deste momento ambas não estarão mais sozinhas.
Presente uma graduando de medicina (último ano) que há 1 ano vem lutando em busca do diagnóstico e viveu a tão insuportável sugestão médica de "Somatização", com as palavras dela "Pensei que eu era super poderosa, que conseguir somatizar e fazer as minhas articulações inchar e quando eu já estava cansada de somatizar, a menina louca passou a ter um problema", ela que recebeu diagnóstico clínico de Artrite Reumatoide, mantém provas imunológicas reumáticas (Anti-Ccp, FR, FAN) negativas, viveu o que muitos de nós, já passamos, infelizmente ainda temos médicos que não consideram ser AR se o FR tiver negativo, com An ti-CCP negativo então, somos uma aberração não é Natália e Silene.
Essa questão da "Somatização" é um verdadeiro dizer "não sei o que fazer, então você é culpado pela tua dor e doença", é bem dessa forma que nos sentimos quando ouvimos isso.
Um assunto relevante discutido neste EncontrAR mais uma vez foi, a Gravidez da Pessoa com Artrite Reumatoide, com responsabilidade e cuidados adequados, não existe impedimentos, temos várias mães após a AR no grupo, e estamos na torcida por novas mãezinhas no grupo, ainda iremos fazer muito chá de bebê no EncontrAR.
Recebemos uma pessoa que veio de Santo Amaro, e conheceu o EncontrAR através de um jornal local, ficamos curiosos para saber como nosso Grupo EncontrAR foi parar em um anúncio neste jornal, mas ficamos felizes em saber que temos apoiadores que divulgam nosso grupo. Isso foi muito legal.
E como fruto da I Feira Cultural Inclusiva de 2012, recebemos um casal que esteve em nosso stand na feira do Parque dos Trabalhadores no Tatuapé, isso prova que nossa atuação junto as feiras inclusivas, está alcançando o objetivo de levar informação, acolhimento e estimular o diagnóstico precoce.
Algo novo que ouvimos neste EncontrAR é a Cloroquina usada no tratamento da Artrose, confesso que não sabia dessa indicação. Lembrando que quem faz uso de Cloroquina ou Hidroxicloroquina deve fazer exame de fundo de olho a cada 6 meses e passar por avaliação com oftalmonologista.
Com 35 pessoas presentes é quase impossível transcrever a fala de todos, apenas posso dizer que; nosso primeiro EncontrAR de 2012 foi Show.
Acolhimento, Informação, Histórias de Vidas faladas com a sensibilidade de quem vive a doença e de quem vive o sentimento de impotência por ter alguém que ama com doença reumática em casa.
Hoje, iniciamos parcerias para Projetos e Pesquisas.
Agradecemos a todas as pessoas que dedicaram uma tarde de sábado para CompartilhAR conosco!! ..
Próximo EncontrAR 10 de Março de 2012.
ink para baixar as fotos:
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  Priscila TorresGrupo EncontrAR - Blog Artrite Reumatoide
Colunista Portal Reumatoguia 
Diretora Comunicação Social Grupar-RP
Colaboradora no G.E.D.R
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sábado, 4 de fevereiro de 2012

MALFORMAÇÃO ARTERIOVENOSA DA VEIA DE GALENO E CONVULSÕES NEONATAIS



Trujillo C, González-Luis FG, et al

Servicio de Neonatologia. Hospital Universitario Materno-Infantil de Canarias. Las Palmas de Gran Canaria, Espanha

Rev Neurol 2005; 40:664-7

Realizado por Paulo R. Margotto, Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS)/SES/Distrito Federal


            As malformações arteriovenosas (MAV) aparecem durante o período embrionário por um defeito do desenvolvimento dos capilares que unem as artérias às veias. A malformação arteriovenosa da veia de Galeno (MAVG) se origina ao conectarem-se diretamente ramos da artéria carótida ou das artérias vertebrais com a veia de Galeno e dá lugar a uma complexa rede de vasos arteriais e venosos  que originam uma derivação de sangue desde o parênquima cerebral até a malformação com repercussões hemodinâmicas.
As manifestações clínicas e da idade de início dos sintomas dependem do volume de sangue que atravessa a malformação. Ainda que é possível o diagnóstico pré-natal mediante técnicas de imagem, a maioria dos casos (40 -50% dos casos) se diagnostica durante o período neonatal e a insuficiência cardíaca congestiva é a forma de apresentação em quase todos os casos. Alguns pacientes apresentam hidrocefalia, hemorragia subaracnóide ou intraventricular, mas as convulsões ou outros sinais neurológicos ocorrem raramente no período neonatal.
Os presentes autores relataram um caso de um recém-nascido (RN) de termo, sexo feminino, mãe primigesta de 30 anos, com bom controle pré-natal.. O Apgar foi de 3 e 7, peso ao nascer de 3350g (percentil 50) comprimento de 50 cm (percentil 75) e perímetro cefálico de 37 cm (acima do percentil 90). Deu entrada na UTI Neonatal com 6 horas de vida por desconforto respiratório (Silverman de 6), regular estado geral e com palidez cutânea. A ausculta cardiopulmonar foi normal. Ao exame neurológico, mostrou-se ativo e  reativo aos estímulos e hipotonia axial. A fontanela anterior era normotensa. Os pulsos femorais estavam presentes e eram simétricos.
            Após 3 horas de internação, o RN apresentou movimentos clônicos das extremidades esquerdas e mioclonias faciais que cederam com fenobarbital endovenoso em aproximadamente dois minutos. A dificuldade respiratória aumentou, havendo necessidade de suporte ventilatório. O hemograma, PCR, ionograma e gasometria foram normais. Foi iniciado ampicilina + gentamicina após a coleta de hemocultura, por suspeita de infecção. Nas horas seguintes, apresentou instabilidade hemodinâmica com hipotensão mantenida, havendo necessidade de fármacos vasoativos. A esta altura, a ausculta cardíaca mostrou taquicardia, ritmo de galope, crepitações em ambos  os pulmões. O RX de tórax evidenciou cardiomegalia e infiltrado pulmonar bilateral. O RN apresentou uma piora neurológica progressiva com escassa mobilidade espontânea e ausência de resposta aos estímulos dolorosos que se manteve inclusive por 12 horas após a  retirada da sedoanalgesia. Nas primeiras 24 horas de vida foram realizadas uma ecografia transfontanelar (Figuras 1 e 2) e uma tomografia cerebral computadorizada com contraste (Figura 3). Estes exames mostraram achados compatíveis com aneurisma da veia de Galeno por malformação arteriovenosa e áreas de isquemia cortical de predomínio direito. (veja as figuras).
           








    


      Fig 1.Ecografia transfontanelar, corte sagital, linha média, onde se evidencia uma lesão cística, ovalada de 35 mm, por de trás do terceiro ventrículo, correspondendo a dilatação aneurismática da veia de Galeno

            










Fig 2.Ecografia transfontanelar Doppler realizada na região da veia de Galeno. Mostra um padrão de fístula de baixa resistência.














              Fig.3.Tomografia de crânio computadorizada com contraste endovenoso. Se visualiza  dilatação  aneurismática da veia de Galeno com fístulas arteriovenosas. Na zona de isquemia cortical, se observa hipoatenuação com ausência de realce vascular cortical parietal posterior direito.

















            Fig.4. Angiorresonância magnética, onde se observa o sulco longitudinal superior, seio reto com uma evidente dilatação da veia de Galeno rodeada de acúmulos vasculares perianeurismáticos.

            O RN foi transferido a outro Centro Médico onde foi realizada ressonância magnética craniana e uma angioressonância (Fig 4) aos 8 dias de vida que mostraram a malformação, com aferências arteriais procedentes das artérias coroideas e de ambas pericalosas. Também se evidenciaram lesões isquêmicas difusas bihemisféricas. Aos 17 dias de vida se procedeu a embolização das fístulas arteriovenosas que vão a veia de Galeno no hemisfério direito e se ocluiu parcialmente a malformação arteriovenosa da veia de Galeno (em 40-50% do total). Durante o procedimento o RN apresentou hemorragia na face medial do lobo temporal direito secundária a rotura arterial e no translado apresentou episódio de bradicardia grave e hipoxia de vários minutos de duração que requereram manobras de reanimação cardiopulmonar avançada. Aos 24 dias de vida, o RN apresentou uma fontanela tensa e diastase das suturas e se identificou na tomografia computadorizada de crânio um higroma subdural frontoparietal esquerdo e múltiplas áreas de leucomalácia bifrontais e parietoccipital direita, com hidrocefalia triventricular. Com um mês de vida foi colocada uma derivação peritoneal, havendo diminuição da hipertensão intracraniana. Aos 4 meses a criança não apresentava manifestações cardiológicas. A paciente apresentou crises convulsivas generalizadas até aos 9 meses.
            Atualmente, com 2 anos apresenta um importante retardo psicomotor. A paciente mostra-se vigil, conectada, sorri e mantém o controle cefálico, mas não anda sem apoio.

DISCUSSÃO

            A malformação arteriovenosa da veia de Galeno (MAVG) é uma entidade pouco freqüente, sendo descrita pela primeira vez por Steinheil em 1895, embora se tornou conhecida após o estudo de Jaeger e cl de 1937. Até meados dos anos 90 havia sido descrito na literatura ao redor de 300 casos e se observa uma maior incidência no sexo masculino.
O momento da sua apresentação clínica varia muito, segundo o volume de sangue que atravessa a malformação sem irrigar o parênquima cerebral e retorna ao coração com a conseqüente sobrecarga das cavidades direitas. Durante o período neonatal, os sinais clínicos mas freqüentes são secundários a insuficiência cardíaca congestiva e o perímetro cefálico permanece dentro dos limites normais na maioria dos casos.
            Entre 1 mes e 2 anos de vida, a hidrocefalia e a dilatação das veias faciais e cervicais constituem os sinais mais característicos. Durante este período, assim como na infância tardia, podem ocorrer hemorragias  que segundo a sua localização e extensão, podem ocasionar convulsões, meningismo e / ou sinais neurológicos focais. Se a derivação do fluxo é pequena, a MAVG pode passar desapercebida e não dar sintomatologia durante a infância e constitui um achado casual nas provas de imagens posteriormente.
            O presente paciente apresentou macrocrania sem hidrocefalia ao nascimento e o que mais destacou do quadro clínico foi a insuficiência cardíaca congestiva e as convulsões nas primeiras 12 horas de vida. A insuficiência cardíaca congestiva é a forma de apresentação mais freqüente desta malformação no período neonatal. No entanto, as convulsões raramente tem sido descritas. As outras causas de convulsões neonatais nas primeiras 12 horas de vidas foram excluídas, como infecção congênita, meningite, asfixia perinatal, hemorragia intracraniana, transtornos hidreletrolíticos e etc.
            Uma entidade rara, o infarto cerebral do RN, se manifesta habitualmente por crises clônicas focais autolimitadas nas primeiras 24-72 horas de vida. As possibilidades de encontrar um infarto cerebral em um RN a termo com convulsões precoces são ao redor de 30%.  Entre as positiveis causas de  infartos focais no RN se destacam o tromboembolismo, a policitemia, desidratação, exsanguineotransfusão, persistência do canal arterial, consumo de cocaína por parte da mãe, cardiopatias cianóticas, transtornos da coagulação, como déficit de proteínas C, S e fator V de Leyden, etc.. Em porcentagem variável, porém significativo, não se conhece mas causas.
            As MAV são uma causa reconhecida de infarto cerebral em RN a termo. A MAVG pode gerar dano cerebral isquêmico que pode aparecer no período pré-natal e pós-natal. A origem das convulsões precoces no presente RN poderia ser atribuída às lesões parenquimatosas encontradas nos exames de imagem. O caráter autolimitado das crises nos infartos cerebrais poderia fazer com que estas passassem despercebidas por ocorrerem no interior do útero ou quando o doente não é diretamente observado pelos seus progenitores.
            A evolução natural da MAVG no período neonatal sem tratamento leva a uma mortalidade ao redor de 90%. No entanto, a abordagem terapêutica nestes pacientes apresenta alguns aspectos controvertidos. O controle médico da insuficiência cardíaca se considera por alguns como uma contra-indicação para a intervenção, já que permite que o tratamento seja realizado em uma idade posterior, potencialmente com melhores resultados. No entanto, este controle não evitaria o efeito de “roubo” do fluxo sangüíneo cerebral a determinadas áreas, podendo propiciar fenômenos de isquemia e infarto cerebral, o que por outra parte, tem sido considerado uma contra-indicação de intervenção por outros autores. Em qualquer caso, as modernas técnicas de abordagem vascular intervencionista têm conseguido reduzir a morbimortalidade associada ao tratamento, se bem que existem poucos dados de evolução a longo prazo dos pacientes e se tem relatado atraso mental até 62% em algumas séries.
            Os autores julgam que as convulsões nos recém-nascidos com esta malformação possam ser mais freqüentes do que se considera na realidade.



Médicos indianos realizaram no último dia 7 uma cirurgia considerada inovadora para salvar a vida de um menino de 8 anos que sofre de uma rara doença. As informações são da agência Barcroft Media.
Segundo a agência, o iraquiano Sirwaan Sohran sofre de Malformação Aneurismática da Veia de Galeno, que dificulta a circulação do sangue no cérebro. A doença causava a saída de sangue do órgão pelo olho esquerdo do menino e inchava a região.
Para salvar a vida do filho, o pai do menino o levou até Nova Delhi, onde os cirurgiões decidiram pela operação. Segundo o doutor Shakir Hussain, neurologista do hospital, a criança passou por diversos exames e os especialistas decidiram realizar uma operação inovadora "ao fazer desvios ou passagens alternativas para o sangue".
A equipe com uma dúzia de médicos demorou cinco horas para terminar a cirurgia, que foi considerada um sucesso.

Tratamento Diferenciado Para Câncer Raro


Pouco conhecido e raro entre a população, o tumor neuroendócrino é uma proliferação anormal de células neuroendócrinas - linhagem de células com funções distintas dependendo do órgão em que se encontram.
Não se conhece a causa exata deste tumor. Pode se localizar nos pulmões, ao longo do tubo digestivo, incluindo apêndice, estômago, intestino delgado e grosso, reto e pâncreas.
Os sintomas podem demorar anos para aparecer e, devido à liberação de substâncias biologicamente ativas por alguns desses tumores, os pacientes podem manifestar vários sintomas sendo os mais frequentes: rubor facial, diarreia e pressão alta.
Esses tumores têm evolução lenta e indolor. Por isso, o diagnóstico pode demorar a ser concluído. “Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito quando o paciente já está em fase avançada da doença”, diz o dr. Aron J. Belfer, especialista em Medicina Nuclear do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
Dependendo do grau de evolução da doença, uma boa opção de tratamento é o "177Lutécio-Octreatato”
Existem diversos tratamentos para esse tipo de tumor, como a quimioterapia, o Interferon, a embolização de lesões hepáticas (técnica que consiste em obstruir a chegada de sangue para o tumor). Mas todos esses recursos podem ter eficiência limitada no combate ao tumor neuroendócrino. “Dependendo do grau de evolução da doença, uma boa opção de tratamento é o 177Lutécio-Octreatato”, afirma o dr. Aron J. Belfer. Mas o médico avisa: “essa alternativa deve ser discutida com o oncologista do paciente”.
O tratamento tornou-se possível no Einstein graças ao espírito inovador de seu corpo clínico, ao comprometimento dos serviços de apoio e ao compromisso do hospital com o paciente.
A terapia com o 177Lutécio-Octreatato baseia-se na administração de uma substância radioativa ligada a um peptídeo - um conjunto de aminoácidos - que tem a propriedade de se concentrar na camada externa do tumor e, assim, destruir a célula tumoral.
Esse tratamento foi desenvolvido no Hospital Dijkzigt, da Universidade Erasmus, em Roterdam, na Holanda. As pesquisas foram iniciadas em 2000 e concluídas em 2006. Pensando sempre em seu paciente, o HIAE foi o pioneiro na introdução desse tratamento na América Latina, em outubro de 2006.
“O tratamento tornou-se possível no Einstein graças ao espírito inovador de seu corpo clínico, ao comprometimento dos serviços de apoio (Enfermagem, Físicos e Medicina Nuclear) e ao compromisso do hospital com o paciente. Tratar de uma doença rara e pouco frequente como essa, implica numa dedicação muito maior”, enfatiza dr. Aron.
Para que esse tratamento pudesse ser realizado no HIAE houve, durante seis meses, intenso treinamento das pessoas envolvidas. “Existe uma integração entre os profissionais que participam do tratamento. Essa integração, aliada à capacitação técnica de todos e ao alto grau de motivação dos envolvidos, proporciona tranquilidade ao paciente e a seus familiares. Desde o início até o hoje foram administradas mais de 100 doses sem nenhuma intercorrência”, informa Dra.Lisiane Nectoux Hilário, da equipe médica.
Os resultados da terapia realizada com o 177Lutécio-Octreatato são muito positivos. Os números em alguns centros internacionais apontam para aproximadamente 45% de regressão do tumor dos pacientes tratados. Em 35% dos casos em que a doença estava progredindo houve estabilização. Os dados preliminares obtidos pela equipe do HIAE e apresentados em junho de 2008 no 19º Congresso Internacional do IRIST, em Krakovia, (Polônia) são semelhantes.

Passo a passo da aplicação

O tratamento é feito em três ou quatro ciclos, em intervalos de 8 a 10 semanas, dependendo da resposta do paciente ao procedimento. Nesses intervalos são realizados exames laboratoriais de controle dos possíveis efeitos do medicamento e para programação do próximo ciclo.
O tratamento, em geral, inicia-se nas primeiras horas da tarde do dia de internação. Antes de aplicar a dose de 177Lutécio-Octreatato é ministrada, pela veia do paciente, uma medicação para prevenir náuseas e uma solução de aminoácidos - que tem o objetivo de proteger os rins. Em seguida, o 177Lutécio-Octreatato é aplicado da mesma forma. Esse processo tem duração de aproximadamente 4 horas. Em cada ciclo, o paciente fica internado no hospital por 24 horas.
Publicada em julho/2008
Atualizada em novembro/2009

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Dia das Doenças Raras de 2012 Maua /SP


estudando raras 400.000 Mil visitas


ATINGIMOS  A GRANDE MARCA DE 400.000 VISITAS EM NOSSO BLOG

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Raro, mas fortes juntos


Raro, mas fortes juntos é o slogan para este "dia raro para as doenças raras": a 29 de fevereiro de 2012, Dia Internacional das Doenças Raras.Coincidentemente, EURORDIS vai celebrar o seu 15 º aniversário em 2012 com o lema do isolamento para a solidariedade . A máxima comum ésolidarity . Missão da EURORDIS é construir uma comunidade pan-europeia de organizações de doentes e pessoas que vivem com doenças raras, ser a sua voz a nível europeu e - direta ou indiretamente - para lutar contra o impacto das doenças raras nas suas vidas. Dia das Doenças Raras objetivo é aumentar a sensibilização para as doenças raras e seu impacto na vida dos pacientes entre o público geral e os tomadores de decisão. O Dia em que gera um impulso político para avançar as políticas nacionais e internacionais em doenças raras.

O movimento de doença rara é baseada na solidariedade. Solidariedade entre os pacientes e familiares, entre os pacientes acometidos pela mesma doença, bem como em todas as doenças raras, enfrentando os desafios comuns. Solidariedade entre os profissionais de saúde, cuidadores e pacientes. Solidariedade entre pesquisadores, clínicos, pacientes e indústria.Solidariedade entre todos os intervenientes e os decisores políticos que representam os interesses da sociedade em geral. Solidariedade entre os países, na Europa e internacionalmente.

Nosso objetivo é promover a solidariedade entre as pessoas que vivem com doenças raras, todas as partes interessadas ea sociedade em geral.

A solidariedade não é desinteressado, é uma convergência de interesses.

Solidariedade é socialmente, economicamente, politicamente e historicamente mais eficiente.

Através da nossa ação que contribuem para repensar a relação entre o indivíduo eo grupo, o interesse pessoal e ao bem comum, em um mundo mais global.

Graças à nossa dedicação individual e coletiva e habilidade, combinada com a nossa inovação e ação, temos o privilégio de contribuir para a criação de um ambiente melhor para as pessoas afectadas por doenças raras, ou mais amplamente uma categoria de pessoas desfavorecidas em nossa sociedade, agora e para gerações futuras. Temos o privilégio de fazer esta sociedade um lugar melhor, mais fraterno para se viver, com base no respeito, justiça, liberdade e amor.

Desejamos a todos um Dia das Doenças Raras de sucesso 2012!

Yann Le Cam
Chief Executive Officer  
EURORDIS 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

1º Serviço Municipal de Equoterapia na cidade de São Paulo.



PARABÉNS PRA MARTINHA  ESTAMOS SEMPRE JUNTOS JÁ FAZ ANOS E SABEMOS DA SUA DEDICAÇÃO E SEU MERECIMENTO 


Convido a todos para a Inauguração do 1º Serviço Municipal de Equoterapia na cidade de São Paulo.
Agradeço a Deus por ter me concedido forças, determinação e entusiasmo para nunca desistir desse sonho e projeto (SERVIÇO MUNICIPAL DE EQUOTERAPIA).
Ressalto que nada poderia ter sido organizado e construído sem o envolvimento de muitos profissionais da SMPED, da SMS e do CENHA.
Destaco algumas pessoas da SMPED sem as quais a realização deste serviço não seria possível, como: o Secretário Marcos Belizário, o Secretário Antonino Graso, os assessores Luis Carlos Bosio, José Carlos Orosco , Dra. Marcia Montez, entre outros que hoje já não atuam mais na SMPED, mas que estiveram na coordenação e colaboração deste projeto, como: o Roberto Beleza, Alex Freua, entre outros.
Destaco também algumas pessoas da SMS, como: o Secretario Dr. José Maria , Sandra Vieira, Sandra Iglesias , Lourdes Massae,  Magda, Dr. Josino, Claudia , entre outros.
Destaco a equipe do CENHA, como: o Sr. Abdo , o Sr. Saulo, Sra. Rosa, Sra. Myrian, Claudia , Rodrigo entre outros.
Agradeço ao Excelentíssimo Prefeito Gilberto Kassab, pela credibilidade e apoio para com este projeto e por ser o Único e Primeiro Prefeito na cidade de São Paulo a lançar tão importante e eficaz serviço.
Agradeço a todos da assessoria do gabinete do Prefeito Kassab, em especial ao Sr. Nelson Hervey, pela credibilidade, apoio e incentivo.
Agradeço pelo apoio, incentivo, colaboração e importante contribuição de todos os profissionais envolvidos em Equoterapia e na lida com cavalos, que me ajudaram e contribuíram para a realização deste projeto.
Que este serviço possa ser o 1º de muitos outros para que os munícipes recebam gratuitamente o  atendimento de Equoterapia, e possam melhorar a sua qualidade de vida e inclusão na sociedade, como assim eu mesma me beneficiei da Equoterapia e atualmente faço Hipismo Rural e Adestramento Paraolímpico.
Abraços.
Martinha