AVISO IMPORTANTE

"As informações fornecidas são baseadas em artigos científicos publicados. Os resumos das doenças são criados por especialistas e submetidos a um processo de avaliação científica. Estes textos gerais podem não se aplicar a casos específicos, devido à grande variabilidade de expressão da doença. Algumas das informações podem parecer chocantes. É fundamental verificar se a informação fornecida é relevante ou não para um caso em concreto.

"A informação no Blog Estudandoraras é atualizada regularmente. Pode acontecer que novas descobertas feitas entre atualizações não apareçam ainda no resumo da doença. A data da última atualização é sempre indicada. Os profissionais são sempre incentivados a consultar as publicações mais recentes antes de tomarem alguma decisão baseada na informação fornecida.

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O blog estudandoraras tem como objetivo disponibilizar informação a profissionais de cuidados de saúde, doentes e seus familiares, de forma a contribuir para o melhoramento do diagnóstico, cuidados e tratamento de doenças.

A informação no blog Estudandoraras não está destinada a substituir os cuidados de saúde prestados por profissionais.

terça-feira, 16 de março de 2010

FOBIAS RARAS

Curiosidade:
1º. Antropofobia - Medo da sociedade humana ou aglomerações.
2º. Telefonofobia - Medo dos telefones
3º. Eleuterofobia - Medo de ter liberdade. Mais precisamente, "aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante de ter autonomia ou responsabilidade"
4º. Urofobia - Medo da urina ou de urinar
5º. Unatractifobia - Medo de pessoas feias
6º. Hipnofobia - Medo de dormir; horror ao sono
7º. Fonofobia - Medo e horror à sua própria voz e pavor de falar alto 8º. Fobofobia - Medo dos seus próprios medos; de ter algum tipo de fobia 9º. Catisofobia - Medo de sentar-se. 10º. Pantofobia - Medo de todas as coisas, ou todos os medos e fobias em um só. Pantofobia, em seu estado máximo, domina a mente humana de forma a matar o ser sem causas fisicas reais, ou seja, a Pantofobia induz ao suicídio biológico.

CURSO ALIMENTOS FUNCIONAIS

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO ALIMENTOS FUNCIONAIS Primeiro Curso na Área Aprovado pela USP O PECEGE (Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas) vinculado ao Departamento de Economia, Administração e Sociologia da ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) USP, abriu inscrições para o Curso de Especialização Alimentos Funcionais a ser realizado no campus em Piracicaba. INICIO DAS AULAS: Abril de 2010 - FAÇA JÁ SUA INSCRIÇÃO! http://www.pecege.esalq.usp.br/cursos/?id=76 1. OBJETIVOS DO CURSO •Proporcionar uma visão integrada da relação entre a alimentação, saúde e desenvolvimento de novos alimentos, agregando dessa forma valores aos produtos da indústria e mais saúde para os consumidores; •Conhecer os alimentos que além de nutrir, podem reduzir o risco de doenças; •Estudar os possíveis mecanismos de ação das substâncias protetoras desses alimentos, bem como as doses indicadas e as seguranças de uso; •Conhecer a legislação dos alimentos com alegação de saúde ou funcional; •Elaborar projetos de desenvolvimento e pesquisas com alimentos funcionais; 2. PÚBLICO Nutricionistas, Médicos, Pesquisadores, Profissionais da Indústria, Cientistas e Engenheiros de Alimentos, Farmacêutico-Bioquímico e todos os demais interessados da área de Saúde. 3. CARGA HORÁRIA TOTAL E DURAÇÃO DO CURSO 18 meses (360 horas-aula e 40 horas-atividade para trabalho de conclusão de curso/Monografia). 4. PERIODICIDADE, DIAS DE AULAS, HORÁRIOS E LOCAL DE REALIZAÇÃO DO CURSO Aulas Quinzenais: sextas-feiras (19:00 às 22:30) e sábados (das 8:00 às 12:00 e das 13:30 às 18:00), no campus da ESALQ/USP. 5. AVALIAÇÕES A aprovação no curso requer freqüência de 85%, conceito médio mínimo 7,0 (disciplinas e trabalho de conclusão). O certificado de Conclusão do Curso será emitido pela ESALQ/USP. 6. INVESTIMENTO Matrícula (R$ 700,00) + 17 parcelas de R$ 700,00. 7. CORPO DOCENTE Professores doutores, associados e titulares da ESALQ e outras unidades da USP, bem como profissionais de renomada experiência no setor privado e outras Universidades. 8. PROGRAMA Anatomia e Fisiologia Organização do corpo humano. Anatomia e Fisiologia da Nutrição/Interação entre os diversos sistemas. Sistema digestório. Órgão e histologia do trato gastrointestinal. Digestão e absorção. Doenças relacionadas ao trato digestivo. Sistema endócrino. Glândulas exócrinas e endócrinas. Hormônios. Doenças relacionadas ao sistema endócrino. Metabolismo dos Lipídeos, Carboidratos e proteínas. Alimentos Funcionais - Origem Animal e Vegetal Definição e conceito: Tendências nutricionais no Brasil e no mundo. Principais componentes funcionais estudados. Biomarcadores. Soja e seus componentes funcionais. Peixes e óleos de peixe. Probióticos e prebióticos. Ácidos linoleicos conjugados (CLAs). Frutas cítricas e pequenas frutas vermelhas. Tomate. Vegetais crucíferos e seus componentes funcionais. Família Alhum e seus componentes funcionais. Uvas e vinho tinto. Cereais. Chá verde. Carotenóides funcionais: Betacaroteno, Zeaxantina e Luteína Esteróis e Estanóis vegetais. Alimentos funcionais e seu papel protetor em doenças. Sistema de Gestão Gestão da qualidade e desenvolvimento de produtos e serviços. História da administração. Conceitos sobre modelos de gestão sistêmicos e suas técnicas: planejamento estratégico. Desdobramento de estratégia/políticas. Ciclo PDCA e a sua aplicação na gestão. Sistema de informação. Gerenciamento da rotina e melhorias. Ferramentas de gerenciamento. Padronização da rotina. 5S. Função desdobramento da qualidade (QFD - Quality Function Deployment) no desenvolvimento de produtos e serviços. Matéria-Prima Análises de Alimentos, Análises Biológicas, Processamento Escala Piloto e Análise Sensorial. Análises Bromatológicas Reações e transformação que ocorrem durante o armazenamento e o processamento. Alterações e contaminações. Determinação da composição química de alimentos e produtos alimentícios. Estudo analítico dos componentes básicos da matéria-prima (umidade, proteína, extrato etéreo, cinzas, fibra alimentar e carboidratos) visando facilitar a interpretação dos dados de Tabelas de Composição Centesimal de alimentos, determinação de componentes funcionais e noções sobre o estado sanitário da matéria-prima. Análises Toxicológicas. Agente tóxico, toxicidade, intoxicação, risco e segurança. Características de exposição. Toxicocinética: vias de introdução, absorção, distribuição e armazenamento, eliminação e principais mecanismos de biotransformação. Toxicodinâmica: principais mecanismos de ação tóxica. Índices de toxicidade. Toxicologia de alimentos: substâncias tóxicas naturalmente presentes em alimentos, aditivos e contaminantes. Toxicologia pós mortem. Relação concentração-efeito. Avaliação de toxicidade. Plantas tóxicas. Toxicologia no sistema endócrino, urinário, respiratório, cardiovascular e digestivo. Análises Biológicas. Métodos de Avaliação da Qualidade Nutricional dos Alimentos. Avaliação da qualidade funcional de nutrientes e de outros componentes ativos dos alimentos. Ensaios com animais (controle de peso e consumo de ração). Avaliação da qualidade funcional de nutrientes e de outros componentes ativos dos alimentos. Aplicação prática de estudo científico envolvendo ensaio biológico, com o objetivo de mostrar a importância deste tipo de experimento dentro da Ciência da Nutrição. Aplicação de análise estatística em estudos com animais experimentais. Processamento escala piloto. Análise Sensorial. Propriedades sensoriais dos alimentos, definição e principais utilizações das técnicas sensoriais. Atributos sensoriais (aparência, aroma, consistência, textura e flavor) e os sentidos humanos. Planejamento e adequação das avaliações sensoriais. Critérios na condução de testes: ambiente, produto, painel e planejamento. Fatores que influenciam as respostas sensoriais, avaliação das respostas, magnitudes de escalas, testes discriminativos, testes descritivos, testes efetivos. Desenvolvimento de novos produtos. Alteração de formulação ou processamento, métodos qualitativos de preferência e aceitabilidade. Estatística básica aplicada aos métodos de avaliação sensorial, estatística paramétrica para tratamento dos dados sensoriais. Princípios do delineamento estatístico e planejamento experimental. Interpretação gráfica da análise multivariada. Embalagens e inovação tecnológica - ITAL Segurança Alimentar e Legislação Qualidade na indústria de alimentos. Legislação. Normas e Regulamentos. Sistemas de gestão da segurança de alimentos. Programa de pré-requisitos para segurança de alimentos. Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle. Auditorias. Certificação. Mercado e Marketing Conceitos, sistema, ferramentas e administração de marketing. O processo de análise do mercado e do ambiente de marketing. Casos, estratégias e táticas mercadológicas aplicadas ao segmento de alimentos funcionais. Mercado Brasileiro e Mundial. Perspectivas para a Indústria. Interesse e Atitude dos consumidores – Comportamento Social. Marketing em Alimentos Funcionais. 9. COORDENAÇÃO Dra. Jocelem Mastrodi Salgado , Professora Titular de Nutrição Humana da ESALQ/USP. 10. VAGAS 40 vagas. A Universidade de São Paulo reserva-se o direito de não oferecer o curso, caso o número mínimo de alunos (35) não seja atingido. 11. INSCRIÇÕES www.pecege.esalq.usp.br 12. CALENDÁRIO ANO DISCIPLINAS DATAS 2010 Anatomia e fisiologia 09/10; 23/24 - abr; 14/15 - mai Avaliação 28 - mai Alimentos Funcionais 29 - mai; 11/12; 25/26 - jun; 30/31 - jul; 13/14; 27/28 - ago Avaliação 10 - set Função Qualidade 11; 24/25 - set; 15/16 - out Avaliação 22 - out Matéria-Prima Análise de Alimento 23 - out; 05/06; 19/20 - nov; 03 - dez Matéria-Prima Análises Biológicas 04 - dez 2011 Matéria-Prima Processamento Escala Piloto 25/26 - fev Matéria-Prima Análise Sensorial 11/12; 25/26 - mar; 08/09; 29/30 - abr; 06/07 - mai Avaliação 20 - mai Segurança Alimentar 21 - mai; 03/04 - jun Avaliação 17 - jun Mercado e Marketing 18 - jun; 01/02 - jul; 05/06; 19/20 - ago Avaliação 02 - set Apresentação de Monografia 03; 16/17 - set Eliane Giuliani Menegatti PECEGE Alimentos Funcionais PECEGE - Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas 19 3447-8605 19 4062-9964 (VOIP) eliane@pecege.esalq.usp.br www.pecege.esalq.usp.br

segunda-feira, 15 de março de 2010

MATÉRIA OPOVO ONLINE

Dificuldade de acesso ao tratamento Famílias de pacientes com doenças genéticas, algumas muito raras, sofrem com a dificuldade de acesso aos tratamentos, quando eles existem 13 Mar 2010 - 18h07min O pequeno auditório está lotado. Num breve momento, mães e pais lembram a angústia das expectativas frustradas, da dificuldade de encontrar uma escola para os filhos e o sentimento de que, mesmo diagnosticados com doenças genéticas, algumas muito raras, as crianças são um presente divino. É o primeiro encontro do ano para um dos grupos de famílias atendidas pela Associação Cearense de Profissionais atuantes em Doenças Genéticas, pacientes, familiares e voluntários (ACDG). A entidade existe desde 2001. Atualmente, há 779 pessoas com cadastro na ACDG, o que excede muito a capacidade de atendimento dos profissionais envolvidos no projeto. Apenas 300 pacientes conseguem acessar o serviço. ``A gente aprende a dar valor às pequenas coisas. A minha outra filha andou com dez meses, mas com essa, todo dia é uma vitória``, compartilha uma das mães. Algumas doenças genéticas trazem consequências perversas para a qualidade de vida das crianças e progridem para deficiência mental, perda de mobilidade e problemas no sistema cardíaco e respiratório. ``Temos uma menina com Doença de Niemann Pick que é única no País. Ela é dependente de aparelho de ventilação mecânica. Temos várias crianças nessa situação, a maioria com doenças genéticas``, conta a geneticista clínica Erlane Marques Ribeiro, que também é medica do Hospital Infantil Albert Sabin e uma das fundadoras da ACDG. Luta na Justiça Além das consultas médicas e de trabalhos especializados de terapia ocupacional e psicopedagogia, um dos setores mais movimentados da associação é a procura por auxílio jurídico. Como o Sistema Único de Saúde (SUS) não prevê o custeio de muitos dos medicamentos necessários para os tratamentos das doenças genéticas mais raras, as famílias precisam ingressar com ações judiciais para fazer valer o direito dos filhos à saúde. Dependendo do caso, o custeio cai sobre o Estado ou a União. Somente por meio da ACDG, 33 crianças e adolescentes procuraram a Justiça em busca de tratamento desde 2007. A maior parte delas tem a Doença de Gaucher, mas existem casos de Síndrome de Eisenmenger, Síndrome Parkinsoniana, Síndrome de Hunter, leucinose, fenilcetonúria, Niemann Pick tipo C e mucopolissacaridoses. A advogada da ACDG, Mônica Aderaldo, explica que conseguir a liminar na Justiça cobrando a compra dos medicamentos é até rápido. A demora vem na efetivação da medida por parte do Estado. ``Existe um trâmite burocrático muito grande. União e Estado abrem um processo para solicitar a compra do medicamento. Quando a gente diz que eles estão oito meses sem cumprir a medida, dizem que o remédio chegou, mas não foi entregue``, exemplifica a advogada. Os tratamentos conhecidos são de alto custo. Para os pacientes com mucopolissacaridose, também conhecida como MPS, por exemplo, chega a R$ 30 mil por mês. Como os medicamentos, a criança pode ter uma vida relativamente normal. Sem eles, tem expectativa de 20 anos de vida. ``Tem uma criança aqui que a gente fez o diagnóstico precoce, porque tinha um irmão já afetado. O menino não tinha doença cardíaca. Porém, quando chegou o remédio, ele já tinha problema cardíaco, que vai ficar com ele a vida toda``, ressalta a médica. Também faz parte da realidade dos pacientes, por questões burocráticas e até de interrupção de distribuição das empresas farmacêuticas, lapsos temporais sem os remédios que deixam a doença livre para evoluir. De acordo com Erlane Ribeiro, o prejuízo das quebras de tratamento é incalculável, já que os sintomas, depois de desenvolvidos, não regridem. E-Mais > O Hospital Infantil Albert Sabin é referência para o tratamento de crianças com doenças genéticas. > Para os pacientes que respiram com a ajuda de aparelhos, o hospital desenvolve um projeto em que a criança recebe em casa os equipamentos necessários da UTI e a própria mãe é treinada para cuidar dela. > Nesses casos, o hospital envia uma equipe para fazer o monitoramento da criança toda semana. > As mucopolissacaridoses (MPS) são doenças metabólicas hereditárias causadas por erros inatos do metabolismo que determinam a diminuição da atividade de determinadas enzimas, que atuam numa estrutura da célula chamada lisossomo. > As MPS são um caso exemplar em relação à dificuldade de conseguir tratamento. Já existe medicamento para vários tipos da doença, mas eles não estão incluídos nos protocolos de atendimento do SUS. O tratamento é feito por meio de infusão, na veia do paciente. > De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), quando começaram as primeiras demandas judiciais de medicamentos para tratamento de mucopolissacaridose no Ceará, entre 2006 e 2007, nenhum dos três medicamentos solicitados era sequer registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Assim, era preciso fazer a importação, o que demora no mínimo de 60 a 90 dias. Mesmo hoje alguns desses produtos, embora já possuam registro na Anvisa, ainda não estão disponíveis para aquisição no mercado nacional, o que dificultaria as compras. > O Ministério da Saúde informa que ainda analisa aspectos técnicos e operacionais da Política Nacional de Atenção Integral em Genética Clínica, instituída em 2009. A política garantiria o funcionamento dos serviços de genética no país, conforme as normas de funcionamento e financiamento no Sistema Único de Saúde (SUS). > O estudo deve estabelecer parâmetros de necessidades de serviços, regulação de atendimento e protocolos de atendimento para pessoas portadoras de alterações genéticas. >> Mais informações www.acdgceara.org.br

MATÉRIA OPOVO ONLINE

O que há de genético no adoecer? O Ciência & Saúde fala da relação da carga genética com as doenças. Algumas são muito raras e requerem política específica do Governo para facilitar o acesso aos medicamentos Larissa Lima larissalima@opovo.com.br 13 Mar 2010 - 18h07min Genética não é tudo. Mas a Ciência segue, a cada dia, assumindo mais informações carregadas nos genes como determinantes na vida das pessoas. Características físicas, humor e até o número de parceiros sexuais seriam influenciados pelas combinações das bases dos nucleotídeos formadores do DNA. As pesquisas científicas também permitem identificar que algumas pessoas nascem com cargas genéticas mais pesadas que outras. Se as alterações nos genes podem contribuir para doenças bem comuns, como diabetes e hipertensão, também podem ocasionar síndromes raras, de tratamento desconhecido. O Ciência & Saúde dessa semana traz algumas linhas sobre o que há de genético no adoecer e mostra o que há de difícil e solidário no tratamento de quem nasce programado com uma doença rara. Também conta o caso do município cearense onde um raro defeito no metabolismo é dez vezes mais comum do que a média mundial. Para os especialistas, ainda há muito que estudar sobre como uma ou mais mutações podem mexer no organismo humano. Depois disso, precisam descobrir como tratar os efeitos negativos dessas variações. No Brasil, faz falta saber até mesmo qual a incidência das doenças genéticas. O último 28 de fevereiro marcou o Dia Mundial das Doenças Raras, sem comemorações por aqui. Legislação O tom das entidades brasileiras e dos profissionais que trabalham com a área é, na verdade, de cobrança pela efetivação de leis que poderiam garantir melhor atendimento especializado em genética no Sistema Único de Saúde (SUS) e agilizar os diagnósticos. Estima-se que 80% das doenças consideradas raras têm origem nos genes. Em alguns casos, a enfermidade é tão rara que não há interesse comercial da indústria farmacêutica em produzir medicamento específico. Em outros, o tratamento existe, mas não pode ser classificado como acessível. Consegui-lo pela rede pública ainda significa para a maioria desses pacientes enveredar por caminhos judiciais, numa busca por uma vida sem sequelas, ou pelo menos, mais digna.

HIPOPITUITARISMO

HIPOPITUITARISMO A glândula pituitária ou hipófise está localizada no interior da caixa craniana, numa estrutura óssea chamada sela túrcica. A produção dos hormônios hipofisiários é regulada por uma região do cérebro denominada hipotálamo. A hipófise é responsável pela produção de vários hormônios que atuam sobre várias glândulas e órgãos do corpo, e quando há deficiência desses hormônios ocorre o hipopituitarismo. Os principais hormônios da hipófise são o TSH (controla a tireóide), ACTH (controla as adrenais), FSH e LH (controlam os ovários nas mulheres e os testículos nos homens), GH (hormônio do crescimento), Prolactina (controla a lactação) e ADH (faz retenção de água no organismo). Importância Como a glândula hipófise influencia as demais glândulas do corpo, o hipopituitarismo pode comprometer várias funções importantes do organismo. Tipos/Causas: Tumores da glândula pituitária (adenomas), tumores cerebrais, aneurismas, apoplexia (hemorragia súbita no interior de um tumor), necrose da glândula após parto com hemorragia intensa (Síndrome de Sheehan), traumas, radiação, cirurgia. Existe também formas congênitas de hipopituitarismo. Sinais e Sintomas Dependem de quais hormônios estão deficientes: - Hormônio luteinizante (LH) e folículo-estimulante (FSH), que agem sobre as glândulas sexuais. No adulto, a falta de LH e FSH leva a perda dos pêlos pubianos e axilares, diminuição da libido, infertilidade e, na mulher, ausência da menstruação. Na infância, ocorre atraso da puberdade ou ausência da mesma, não se desenvolvendo adequadamente os caracteres sexuais. - Hormônio estimulante da tireóide (TSH): a sua deficiência leva aos sintomas do hipotireoidismo (ver tópico específico). - Hormônio estimulante da supra-renal (ACTH): a sua falta causa insuficiência adrenal (ver tópico específico). - Hormônio do crescimento (GH): na criança, sua deficiência causa baixa estatura; e no adulto, fraqueza, mudanças na composição corporal com obesidade leve a moderada, diminuição de massa muscular e osteopenia/osteoporose, depressão, indisposição e risco aumentado de doenças cardiovasculares. Evolução da doença Pacientes com tumores destrutivos podem desenvolver complicações relacionadas ao tumor ou ao seu tratamento, por cirurgia e/ou radioterapia. Pode ocorrer prejuízo da visão. As demais complicações dependem de quantos hormônios estão deficientes e da aderência do paciente ao tratamento e acompanhamento médico durante sua vida. Tratamento Deve ser realizada a reposição contínua dos hormônios deficientes por toda a vida. Prognóstico Em geral, a deficiência pluri-hormonal costuma trazer redução na qualidade e na expectativa de vida das pessoas afetadas. O que eu posso fazer para prevenir? Não há como prevenir a maioria das causas de hipopituitarismo, mas o paciente pode ter uma vida normal com o tratamento correto.

Pseudotumor Cerebral

Pseudotumor cerebral Nomes alternativos: hipertensão intracraniana benigna, hidropsia meníngea hipertensiva Definição: Processo benigno caracterizado pela pressão intracraniana aumentada, tamanho normal do ventrículo cerebral e ausência de sinais neurológicos focais. Causas, incidência e fatores de risco: Os principais sintomas do pseudotumor são resultado de uma pressão aumentada dentro do crânio (pressão intracraniana - PIC). Existem muitas causas diferentes para o pseudotumor cerebral e abaixo apresentamos uma pequena lista dessas causas. O mecanismo que causa a PIC aumentada não é muito bem compreendido. As prováveis causas incluem problema de absorção do LCR, edema cerebral aumentado ou volumes sangüíneo cerebral aumentados. Sintomas freqüentes do pseudotumor cerebral são: dor de cabeça, tonturas, náusea e vômitos. Alguns pacientes podem apresentar visão dupla (diplopia). Nos bebês, a pressão intracraniana aumentada se manifesta por meio de uma fontanela protuberante e, se o bebê for bem pequeno, as suturas cranianas se separam (o que pode ser percebido por meio dos dedos como uma brecha estreita entre as placas ósseas). Os quadros e as doenças associadas com o pseudotumor cerebral são: doença de Addison anemia por deficiência de ferro galactosemia Guillain-Barre hipoparatireoidismo hipofosfatasemia pseudohipoparatireoidismo roséola infantil tetraciclinas interrupção da terapia com corticosteróides deficiência de vitamina A hiperplasia adrenal congênita superdosagem de vitamina A trombose do seio lateral síndrome de Wiskott-Aldrich doença de Lyme

quarta-feira, 10 de março de 2010

Correios disponibilizam software para portadores de deficiênci

Plantão 16h15m Correios disponibilizam software para portadores de deficiência software para portadores de deficiência Plantão | Publicada em 10/03/2010 às 16h15m Mônica Tavares BRASÍLIA - Teclar o computador e acessar a internet apenas com os olhos ou com o movimento dos lábios e da cabeça deixou de ser ficção científica e está acessível a todos os brasileiros. A partir da tarde desta quarta-feira, o software Headmouse e Teclado Virtual, com esta tecnologia está disponível na página da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e do Ministério das Comunicações - www.correios.com.br e do www.mc.gov.br . Foi assinado nesta quarta-feira um acordo de cooperação entre os Correios e a Indra, multinacional do setor de Tecnologia da Informação. As pessoas com mobilidade reduzida poderão baixar o programa gratuitamente. Para utilizar o sistema, é necessário que a pessoa tenha uma webcan. Durante a assinatura do acordo, Eduardo Sousa dos Santos George, estudante de jornalismo, 22 anos, que também tem dificuldades para usar o mouse por causa de uma má formação congênita, fez uma demonstração da utilização do software. Na primeira vez ao acessar a página dos Correios, durante a apresentação, a conexão caiu, somente da segunda tentativa, piscando os olhos Eduardo conseguiu fazer a ligação. Ele, que mora no Jardim Colonial, em São Paulo, conseguiu o número do Código de Endereçamento Postal (CEP). Atualmente no país, 24,5 milhões de pessoas são portadores de algum tipo de deficiência, segundo dados do IBGE, o que significa 4,5% da população.

terça-feira, 9 de março de 2010

Doença de Whipple

A Doença de Whipple é uma doença bacteriana sistêmica rara, com maior incidência entre a quarta e sexta décadas, no sexo masculino e na raça caucasiana. Cursa com infiltraçäo por macrófagos com grânulo PAS positivos nos órgäos e tecidos afetados. O microrganismo responsável é o bacilo gram-positivo intracelular Tropheryma whippelli. Relata-se o caso de paciente masculino, 53 anos, branco, quadro clínico compatível com doença má-absortiva, cujo diagnóstico foi realizado através da esôfago-gastroduodenoscopia com presença de papilite e duodenite serveras, onde a biópisa evidenciou os grânulos PAS positivos infiltrando a lâmina própria do intestino delgado. Após 3 meses de tratamento com sulfametoxazol e trimetroprim, apresenta-se assintomático e com ganho ponderal satisfatório. Como os sintomas da DW säo inespecíficos é importante a realizaçäo de diagnóstico diferencial com outras doenças má-absortivas(doença celíaca, doença de Crohn, linfoma intra-abdominal,
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