AVISO IMPORTANTE
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009
QUANDO VOÇE ENCONTRAR UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
QUANDO VOCÊ ENCONTRAR UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
Colaboração ABOI – Associação Brasileira de Osteogenesis Inperfecta
Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente".
Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não-deficientes.
Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.
Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração.
Não subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades e vice-versa.
As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.
Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.
Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como todo mudo.
A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela transforma a realização de algumas tarefas. Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer perguntas muito íntimas.
Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes.
Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceita, antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo. Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois nem sempre as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser melhor desenvolvida sem assistência.
Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.
As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.
Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo.
Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falha. PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA
Se a pessoa usar uma cadeira de rodas, é importante saber que para uma pessoa sentada é incômodo ficar olhando para cima por muito tempo, portanto, se a conversa for demorar mais tempo do que alguns minutos, se for possível, lembre-se de sentar, para que você e ela fiquem com os olhos num mesmo nível.
A cadeira de rodas (assim com as bengalas e muletas) é parte do espaço corporal da pessoa, quase uma extensão do seu corpo. Agarrar ou apoiar-se na cadeira de rodas é como agarrar ou apoiar-se numa pessoa sentada numa cadeira comum. Isso muitas vezes é simpático, se vocês forem amigos, mas não deve ser feito se vocês não se conhecem.
Nunca movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão para a pessoa.
Empurrar uma pessoa em cadeira de rodas não é como empurrar um carrinho de supermercado. Quando estiver empurrando uma pessoa sentada numa cadeira de rodas, e parar para conversar com alguém, lembre-se de virar a cadeira de frente, para que a pessoa também possa participar da conversa.
Ao empurrar uma pessoa em cadeira de rodas, faça-o com cuidado. Preste atenção para não bater nas pessoas que caminham a frente.
Para subir degraus, incline a cadeira para trás para levantar as rodinhas da frente e apoiá-las sobre a elevação. Para descer um degrau, é mais seguro fazê-lo de marcha a ré, sempre apoiando para que a descida seja sem solavancos. Para subir ou descer mais de um degrau em seqüência, será melhor pedir a ajuda de mais uma pessoa.
Se você estiver acompanhando uma pessoa deficiente que anda devagar, com auxílio ou não de aparelhos ou bengalas, procure acompanhar o passo dela.
Mantenha as muletas ou bengalas sempre próximas à pessoa deficiente.
Se achar que ela está em dificuldades, ofereça ajuda e, caso seja aceita, pergunte como deve fazê-lo. As pessoas têm suas técnicas pessoais para subir escadas, por exemplo e, às vezes, uma tentativa de ajuda inadequada pode até mesmo atrapalhar. Outras vezes, a ajuda é essencial. Pergunte e saberá como agir e não se ofenda se a ajuda for recusada.
Se você presenciar um tombo de uma pessoa com deficiência, ofereça ajuda imediatamente. Mas nunca ajude sem perguntar se e como deve fazê-lo.
Esteja atento para a existência de barreiras arquitetônicas quando for escolher uma casa, restaurante, teatro ou qualquer outro local que queira visitar com uma pessoa com deficiência física.
Pessoas com paralisia cerebral podem ter dificuldades para andar, podem fazer movimentos involuntários com pernas e braços e podem apresentar expressões estranhas no rosto. Não se intimide com isso. São pessoas comuns como você. Geralmente, têm inteligência normal ou, às vezes, até acima da média.
Se a pessoa tiver dificuldade na fala e você não compreender imediatamente o que ela está dizendo, peça para que repita. Pessoas com dificuldades desse tipo não se incomodam de repetir quantas vezes seja necessário para que se façam entender.
Não se acanhe em usar palavras como "andar" e "correr". As pessoas com deficiência física empregam naturalmente essas mesmas palavras.
Trate a pessoa com deficiência com a mesma consideração e respeito que você usa com as demais pessoas.
PESSOAS SURDAS OU COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA
Não é correto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Muitas fazem a leitura labial, outras não.
Quando quiser falar com uma pessoa surda, se ela não estiver prestando atenção em você, acene para ela ou toque em seu braço levemente.
Quando estiver conversando com uma pessoa surda, fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas não exagere. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar.
Use um tom normal de voz, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Gritar nunca adianta.
Fale diretamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela.
Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha.
Quando falar com uma pessoa surda, tente ficar num lugar iluminado. Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta ver o seu rosto.
Se você souber alguma linguagem de sinais, tente usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas.
Seja expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer dizer.
Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual, se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.
Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita. Geralmente, as pessoas surdas não se incomodam de repetir quantas for preciso para que sejam entendidas.
Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante.
Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete.
PESSOAS CEGAS OU COM DEFICIÊNCIA VISUAL
Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo.
Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando.
Sempre é bom você avisar antecipadamente a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajeto.
Num corredor estreito, por onde só possa passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar a seguir você.
Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.
Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e especifico possível, de preferência indique as distancias em metros ("uns vinte metros a sua frente").
Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha também uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal.
Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia.
As pessoas cegas ou com visão subnormal são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração que você trata todas as pessoas.
No convívio social ou profissional, não exclua as pessoas com deficiência visual das atividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar.
Proporcione às pessoas cegas ou com deficiência visual a mesma chance que você tem de ter sucesso ou de falhar.
Fique a vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade.
Quando for embora, avise sempre o deficiente visual.
PESSOAS COM DEFICIÊNCIA MENTAL
Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoas com deficiência mental.
Trate-as com respeito e consideração. Se for uma criança, trate como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente. Se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.
Não as ignore. Cumprimente e despeça-se delas normalmente, como faria com qualquer pessoa.
Dê atenção a elas, converse e vai ver como será divertido.
Não superproteja. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário.
Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.
As pessoas com deficiência mental, geralmente, são muito carinhosas.
Deficiência mental não deve ser confundida com doença mental.
FONTE:
Folheto "Quando você encontrar uma pessoa deficiente...", publicado pelo CEDIPOD-Centro de Documentação e Informação do Portador de Deficiência.
domingo, 16 de agosto de 2009
AFLATOXINA
Aflatoxina
Definição:
As aflatoxinas são toxinas produzidas pelo mofo que crescem em estoques de amendoim, avelãs, milho, trigo e sementes para fazer óleo, como a de algodão.Embora saiba-se que as aflatoxinas podem causar câncer (carcinogênico) em animais, o Federal Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, as liberou em baixo nível porque pode serem consideradas "contaminantes inevitáveis" desses alimentos. Para ajudar a minimizar os riscos, o FDA testa os alimentos que podem conter a aflatoxina. O amendoim e a manteiga de amendoim são os produtos mais rigorosamente testados pelo FDA por freqüentemente conterem aflatoxinas e serem muito consumidos.O FDA acredita que o consumo ocasional de pequenas quantidades de aflatoxina oferece pouco risco à vida. Não é nada prático tentar remover a aflatoxina dos alimentos contaminados, a fim de deixá-los comestíveis.Você pode reduzir o consumo da aflatoxina das seguintes maneiras:
comprando apenas as marcas mais conhecidas de amendoim (ou nozes) e manteiga de amendoim.
Descartando quaisquer amendoins (ou nozes) que estejam mofados, descoloridos ou murchos.
SINDROME DO CHOQUE TOXICO
Síndrome do choque tóxico
Informações gerais
Sintomas
Tratamento
Prevenção
Figuras
Nomes alternativos:
SCT
Definição:
Doença tóxica grave causada por infecção por cepas de Staphylococcus aureus, observada com maior freqüência em mulheres menstruadas que fazem uso de tampões vaginais de alta absorção.
Causas, incidência e fatores de risco:
A síndrome do choque tóxico (SCT) é causada por uma toxina produzida pela bactéria Staphylococus aureus. É mais comum em mulheres menstruadas que estejam usando tampões vaginais de alta absorção e ocorre no quinto dia da menstruação. A síndrome também tem sido observada em crianças, bebês e homens. Lesões cutâneas ou infecções causadas por Staphylococcus aureus em qualquer parte do corpo também podem causar SCT.
A síndrome é caracterizada pelo aparecimento repentino de sintomas (febre, calafrios, exantema e diarréia) e uma queda rápida da pressão sangüínea, resultando em choque. A incidência anual da doença é de aproximadamente 2 em 10.000 pessoas. Entre os fatores de risco estão: menstruação recente, uso recente de método anticoncepcional de barreira, parto recente, cirurgia recente e infecção prévia por Staphylococcus aureus.
Aplasia Medular
Aplasia de medula óssea
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
A aplasia medular é uma doença caracterizada pela deficiência medular, ou seja, disfunção da medula óssea, sendo tal doença separada em dois níveis, a moderada e a grave. O diagnóstico da aplasia medular é feito através de um exame chamado hemograma, no qual constam todos os componentes sangüineos.
A medula do osso é responsável pela produção dos componentes sanguineos (hemácias, plaquetas, leucócitos). As hemácias são responsáveis por carregar o oxigênio a todas as partes do corpo e possuem uma cor avermelhada, pois possuem em sua composição o ferro. Os leucócitos são responsáveis pela proteção de nosso corpo, são eles os produtores de anticorpos. As plaquetas são responsáveis pela coagulação do sangue.
Os principais sintomas dessa doença são: anemia (palidez), devido ao baixo número de hemácias; infecções contínuas, devido ao baixo número de leucócitos; e sangramento de mucosas, devido ao baixo número de plaquetas.
O tratamento mais eficaz contra a aplasia medular é o transplante de medula óssea, sendo o doador quase sempre um familiar (a chance de o doador ser um irmão é igual a 25%, já para um doador desconhecido as chances caem para uma em dez mil). Contudo, antes de o paciente receber a doação da medula, ele deve se submeter a um tratamento químico feito através de medicamentos por via oral ou intravenosa. Esses medicamentos atuam como estimuladores da medula já falida.
Aplasia medular é uma doença muito séria que pode ser considerada congênita ou adquirida. A aplasia adquirida é geralmente aquela que é causada pela ultilização de certos medicamentos ou drogas ilícitas. Já a congênita é aquela que ocorre devido a um fator genético.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
HIDROSADENITE SUPURATIVA ACNE INVERSA
É uma infecção bacteriana das glândulas sudoríparas apócrinas. A obstrução do ducto glandular com retenção de suor pode ser o factor facilitador da infecção. A doença ocorre nas axilas, regiões perianal e pubiana, virilhas e mamas, locais onde são encontradas as glândulas apócrinas. Caracteriza-se por um nódulo avermelhado e doloroso, semelhante a um furúnculo. Pode ser pequeno e pouco inflamatório ou grande com muita inflamação, vermelhidão e dor. A ruptura da lesão deixa sair pus, sangue, líquidos amarelados, mas, nem sempre, isto é suficiente para a sua regressão. Podem ser uma ou várias lesões e a evolução varia, podendo ocorrer um único episódio ou vários, se repetindo ao longo da vida. Nestes casos, as lesões que se rompem acabam deixando cicatrizes fibrosas nos locais afectados.
Nomes correctos para esta doença:
Hidradenitis Suppurativa Hidrosadenite SupurativaAcne Inversa Acne ConglobataDoença de Verneuil
Porquê chamar à Hidrosadenite Supurativa de Acne Inversa.
* As glândulas sudoríparas produzem o suor e têm grande importância na regulação da temperatura corporal. São de dois tipos: as écrinas, que são mais numerosas, existindo por todo o corpo e produzem o suor eliminando-o directamente na pele. E as apócrinas, existentes principalmente nas axilas, regiões genitais e ao redor dos mamilos. São as responsáveis pelo odor característico do suor, quando a sua secreção sofre decomposição por bactérias.
* As glândulas sebáceas produzem a oleosidade ou o sebo da pele. Mais numerosas e maiores na face, couro cabeludo e porção superior do tronco, não existem nas palmas das mãos e plantas dos pés. Estas glândulas eliminam sua secreção no folículo pilo-sebáceo.
A minha ideia e por o que me dá a entender;
A doença envolve as glândulas apócrinas do suor, o óleo das glândulas sebáceas e os folículos do cabelo embora haja algum discrepância a este respeito, se a infecção começa nos folículos e se espalha às glândulas do suor e do óleo, ou vice-versa.
Sobre a Hidrosadenite Supurativa:
HIDROSADENITE foi descrita primeiramente em 1839 pelo médico Francês Velpeau.
Verneuil em 1854 estudando o trabalho de Velpeau confirmou que a hidrosadenite representa uma doença das glândulas apócrinas.
HIDROSADENITE pode ser hereditária, mas isto não significa que os seus filhos ou outros parentes desenvolverão definitivamente a doença.
HIDROSADENITE não é só uma doença da pele, é uma doença do espírito. Para uma pessoa com HS, o corpo transforma-se em algo que é desconectado, doloroso e odiado.
HIDROSADENITE pode ocorrer com qualquer idade, tanto pode aparecer aos 10 anos de idade como aos 50.
HIDROSADENITE não é causado pela má higiene.
HIDROSADENITE não é contagioso. Também não é transmissível pelo sexo.
HIDROSADENITE é mais comum nas mulheres do que nos homens, embora as diferenças do sexo para a ocorrência sejam insignificantes.
HIDROSADENITE é uma "inabilidade" que não permite que os doentes executem funções normais do trabalho em muitos casos e tenha alguns efeitos drásticos em actividades sociais normais.
HIDROSADENITE é relacionada directamente ao stress.
HIDROSADENITE pode ser fatal. Todos os casos devem ser revistos por dermatologistas competentes.
É geralmente devido à fissura anal e ou ás infecções associadas. (Estes casos de morte são raros, mas existem)
HIDROSADENITE pode ser controlada, mas não curada.
HIDROSADENITE não tem nenhuma causa sabida.
Há um certo número de tratamentos que estão sendo usados para HS incluindo: os antibióticos, cirurgia laser, cirurgia geral, agentes tópicos, vitaminas, radiação, perda de peso, dieta, e diversas outras coisas, mas nenhuma delas cura a doença.
MOSCAS VOLANTES
Moscas Volantes
São manchas ou pontos escuros no campo de visão.
Não se trata de uma doença, mas de um sintoma que pode aparecer em diversas doenças oculares, após cirurgias, como as de catarata, após traumatismos nos olhos ou espontaneamente.
Em geral, são pequenas opacidades dentro de uma gelatina que temos dentro do olho, chamada humor vítreo. O vítreo preenche toda a cavidade posterior do globo ocular.
Embora esses corpos flutuantes pareçam estar na frente do olho, eles estão realmente flutuando dentro da gelatina e a sombra deles é projetada sobre a retina, conforme a movimentação dos olhos.
O que causa?
São causadas por alterações que ocorrem no vítreo, o gel que preenche o olho, em decorrência da idade ou doenças oculares. Geralmente é acompanhado por um encolhimento ou condensação, chamado de descolamento do vítreo posterior, sendo essa uma causa bastante comum de moscas volantes.
Elas podem resultar também de inflamações dentro dos olhos ou por depósitos de cristais que se depositam na gelatina do vítreo.
O aparecimento dos pontos escuros, pequenos círculos, teias ou sombras podem ser alarmantes, especialmente se aparecem repentinamente. Porém na maioria dos casos eles não são preocupantes e resultam de um processo natural de envelhecimento do olho.
A rotura de retina pode tornar-se importante, pois a partir dela pode se desenvolver o descolamento
Quando elas são importantes?
O humor vítreo está em contato com toda a superfície da retina. Às vezes a retina pode se romper quando o vítreo degenerado a traciona excessivamente. A rotura pode ocorrer sobre um vaso sanguíneo, havendo sangramento para dentro do olho com o aparecimento de mais sombras no campo de visão.
A rotura de retina pode tornar-se importante, pois a partir dela pode se desenvolver o descolamento de retina. Qualquer aparecimento repentino de mais moscas volantes ou "flashes" de luz requer um exame imediato pelo oftalmologista especialista em retina.
Sinais e Sintomas
As moscas volantes geralmente são desconfortáveis logo após o seu aparecimento e com o decorrer do tempo há uma adaptação a elas. A depender da sua localização podem interferir na visão, principalmente na leitura.
Geralmente iniciam-se após os 40 anos de idade, como um processo normal, ou em portadores de miopia. Aparecem feito pontos escuros como se fossem "moscas" ou "teias de aranha" quando movimentamos o olho. É comum surgir primeiramente em um olho e depois passar para o outro.
Tratamento
Nos casos em que o desconforto visual é grande e ocorre baixa importante de visão em decorrência da localização das moscas volantes ou pela mudança de posição delas com a movimentação dos olhos, é necessário realizar uma cirurgia para a remoção das opacidades.
Moscas volantes são alterações que devem ser acompanhadas periodicamente pelo oftalmologista
Mas em todo caso, moscas volantes são alterações que devem ser acompanhadas periodicamente pelo oftalmologista, uma vez que podem causar doenças mais graves porque o Vítreo pode descolar e trazer consigo a Retina (Parte do olho em que as imagens são formadas e que está diretamente em contato com o Vítreo).
O que causa os "flashes" luminosos?
Quando o humor vítreo degenerado traciona a retina, ela produz a sensação de que estamos vendo "flashes" de luz. É um estímulo mecânico direto sobre a retina. O mesmo efeito pode ser conseguido quando, cerrando os olhos, comprimimos o globo ocular.
Os "flashes" de luz podem ser transitórios. Porém, caso eles se mantenham ou estejam associados ao aparecimento súbito das moscas volantes, deve-se examinar os olhos o mais rápido possível para detectar a presença ou não de rotura de retina ou mesmo de descolamento de retina.
Somente um oftalmologista, especialista em retina, poderá dizer se as moscas volantes são ou não perigosas para a sua visão.
Fonte: www.dayhorc.com.br
MOSCAS VOLANTES
As luzes brilhantes são similares às estrelas que você vê ao sofrer uma pancada na região dos olhos. Moscas volantes são pequenas manchas ou nuvens que se movem no seu campo de visão - principalmente quando você está olhando para um fundo liso, como uma parede branca ou um céu sem nuvens.
QUAL A CAUSA?
Com o passar do tempo, o gel vítreo pode encolher, formando minúsculos agrupamentos de substâncias dentro do seu olho. À medida que ocorre o encolhimento, a camada de nervos do fundo do olho vai puxando a retina, o que pode causar luzes brilhantes. Moscas volantes são simplesmente as sombras dos pequenos agrupamentos projetadas na retina.
COMO CORRIGIR?
Olhar para cima e para baixo pode fazer com que as moscas volantes saiam do seu campo de visão. Ainda que algumas moscas possam permanecer, muitas delas desaparecem com o tempo ou se tornam menos inconvenientes. Entretanto, caso você comece a ver novas luzes brilhantes e moscas volantes, marque um exame oftalmológico imediatamente para descobrir se sua retina sofreu alguma alteração ou se há algum outro problema que exija atenção médica.
Fonte: www.bausch.com.br
MOSCAS VOLANTES
São pequenos pontos escuros, manchas, filamentos, círculos ou teias de aranha que parecem mover-se na frente de um ou de ambos os olhos. Percebidas mais facilmente durante a leitura ou quando se olha fixamente para uma parede vazia. A denominação moscas volantes vem do latim, pois há mais de dois mil anos, na Roma antiga, as pessoas já usavam a expressão "muscae volitantes" para descrever esse problema oftalmológico.
Causas
Com o processo natural de envelhecimento, o vítreo - fluído gelatinoso que preenche o globo ocular - contrai-se, podendo se separar da retina em alguns pontos, sem que isto cause obrigatoriamente danos à visão. As moscas volantes são proteínas ou minúsculas partículas de vítreo condensado, tecnicamente chamados grumos, formadas quando o vítreo se solta da retina. Embora pareçam estar na frente do olho, na realidade, elas estão flutuando no vítreo, dentro do olho. Nem sempre as moscas volantes interferem na visão. Mas, quando passam pela linha de visão as partículas bloqueiam a luz e lançam sombras na retina, a parte posterior do olho onde se forma a imagem.
Grupos de Risco
As moscas volantes ocorrem com maior freqüência após os 45 anos entre as pessoas que têm miopia, as que se submeteram à cirurgia de catarata ou ao tratamento YAG Laser e também entre as que sofreram inflamação dentro do olho.
Tratamento
Caso as moscas volantes não encontrem-se relacionadas a um problema sério, como rasgos na retina, não será necessário tratamento. Com o passar do tempo elas tendem a diminuir. Mas, se as moscas volantes forem um sintoma de rasgo, o mesmo deve ser selado com laser argônico ou por crioterapia, a fim de evitar que eles provoquem o descolamento da retina o que pode ocasionar cegueira.
Fonte: www.cbo.com.br
MOSCAS VOLANTES
São pequenas opacificações (flutuações) que se formam no vítreo (substância gelatinosa transparente que preenche o globo ocular) e percebidas como sendo manchas, nuvens, pontos ou teias de aranha. Na maioria das vezes as flutuações são células que se agrupam e de pouca importância. Podem aparecer e desaparecer e, em geral, o paciente aprende a conviver e tolerar as mesmas e quando necessário faz movimentos com os olhos e para os lados, para cima e para baixo, fazendo com que as flutuações saiam do seu campo visual.
Causas
As flutuações podem ter diferentes graus conforme sua importância e causa. A flutuação pode ser um pequeno grupo de células, parte do vítreo descolada, células de sangue flutuando no vítreo ou inflamação intra-ocular.
Tratamento
Não são indicados quaisquer tratamentos para moscas volantes.
MOSCAS VOLANTES E FLASHES SÃO MOTIVO DE PREOCUPAÇÃO?
Algumas pessoas se queixam de que percebem pequenas manchas ou mosquitos que se movem em seu campo de visão. São as chamadas de moscas volantes, visíveis, principalmente, quando os pacientes olham contra uma superfície plana como o céu azul ou uma parede branca ao fundo. São pequenas condensações da gelatina do olho, denominada vítreo, que é o fluído gelatinoso e transparente que preenche a cavidade interna do olho. Embora aparentemente se apresentem na frente do olho, elas estão realmente flutuando neste fluído, no interior do olho, e são vistas como sombras pela retina (a camada interna do olho sensível à luz, chamada fundo de olho).
As moscas volantes podem se apresentar em forma de pequenos pontos, círculos, linhas ou em teias de aranha, podendo causar muita preocupação, principalmente se aparecem subitamente. No entanto, elas são normalmente de pouca importância, representando um processo de envelhecimento. A gelatina vítrea tende a se contrair com o tempo e assim, separa-se da retina e se apresenta como as moscas volantes. Este é um fenômeno comum em indivíduos com mais de 60 anos, em míopes, e naqueles submetidos à cirurgia intra-oculares como a de catarata.
Quando a gelatina vítrea se separa da retina, a retina pode se rasgar, causando um pequeno sangramento no interior do olho, que também se manifesta com o aparecimento de moscas volantes. Esta minúscula rotura na retina pode ser infiltrada de líquido, internamente causando uma doença que é chamada de descolamento de retina. Assim, múltiplas minúsculas moscas volantes podem ser sinal de rasgo na retina, o que, por sua vez, pode levar a uma doença grave chamada de descolamento de retina. Este rasgo na retina, se descoberto precocemente pelo oftalmologista, pode ser bloqueado com raio laser, impedindo e prevenindo o descolamento de retina.
É pouco comum que moscas volantes resultem de uma inflamação interna do olho ou de depósitos como cristais que se formam na gelatina vítrea. Apenas um exame especializado, por um oftalmologista, pode determinar se as moscas volantes se constituem ou não em situação de risco. Qualquer começo repentino de moscas volantes ou flashes de luz deve ser avaliado pelo retinólogo (especialista em doenças da retina). Embora uma minoria de casos de moscas volante esteja associada ao descolamento de retina, todos os casos devem ser examinados pelo oftalmologista através do exame de fundo e com a técnica oftalmoscopia binocular indireta com depressão escleral.
O QUE PODE SER FEITO EM RELAÇÃO ÀS MOSCAS VOLANTES?
Algumas vezes as moscas volantes interferem na visão clara, principalmente durante a leitura, podendo causar perturbações. A incômoda sensação de percebê-las diante da linha de visão pode ser diminuída com alguns movimentos oculares, para cima, para baixo e para os lados. Isto faz com o fluído interno do olho se reacomode, levando as moscas volantes para fora do eixo de visão.
QUE SÃO OS FLASHES LUMINOSOS?
A gelatina vítrea que preenche o interior do olho pode, às vezes, tracionar a retina. Esta tração produz uma reação semelhante a flashes luminosos, como relâmpagos, embora não haja realmente flashes luminosos, como no caso de alguém que é atingido no olho e vê estrelas.
Quando acontece a separação vítrea da retina esta sensação de flashes de luz pode surgir e permanecer por diversas semanas. Faz parte do processo de envelhecimento e, normalmente, não é motivo de preocupação. Em raras ocasiões, entretanto, quando os flashes luminosos estão associados a um grande número de novas moscas volantes ou ao escurecimento de parte do campo de visão, é importante procurar imediatamente um retinólogo, para examinar a presença de uma rotura retiniana ou de um descolamento de retina. Os flashes luminosos que aparecem como linhas ou ondas de calor durante 10 a 20 minutos e que estão presentes em ambos os olhos são secundários a uma provável cefaléia causada por espasmo dos vasos sanguíneos no cérebro. Denomina-se enxaqueca a uma forte dor de cabeça que se segue ao episódio de flashes luminosos.
A PRESENÇA DE MOSCAS VOLANTES EXIGE SEMPRE A BUSCA DE UM OFTALMOLOGISTA?
Normalmente, as moscas volantes ou flashes de luz não são indício de problema ocular grave. Entretanto, se desenvolve em grande número ou se aumentam muito com o passar do tempo, recomenda-se um exame pelo retinólogo. O exame incluirá uma observação cuidadosa da retina e da gelatina vítrea, o que exige experiência e treinamento específico, o que sugere a procura de um retinólogo, ou seja, um especialista em doenças da retina, médico que é treinado para identificar e tratar os problemas relacionados com as moscas volantes e flashes luminosos.
Fonte: www.portaldaretina.com.br
MOSCAS VOLANTES
O que são Moscas Volantes?
É possível que às vezes você veja pequenas manchas ou nuvens mexendo-se dentro do seu campo de visão. São as chamadas "moscas volantes". Muitas vezes vê-as olhando para um fundo liso, por exemplo, uma parede branca ou um céu azul.Na realidade, as moscas volantes são minúsculos grumos de gel ou células dentro do corpo vítreo, o fluido transparente que enche o interior do seu olho.
Estes objectos dão a impressão de estar diante do seu olho, mas de facto estão flutuando lá dentro. O que vê são as sombras que projectam sobre a retina, a camada de nervos no fundo do seu olho que percebe a luz e permite que você veja.
As moscas volantes podem ostentar formas diferentes, como pequenos pontinhos, círculos, linhas, nuvens ou teias de aranha.
O que provoca as Moscas Volantes?
Ao chegarmos à meia idade, o gel vítreo pode começar a engrossar ou encolher, formando assim grumos ou filamentos dentro do olho.
O gel vítreo afasta-se da parede posterior do olho, provocando um descolamento do vítreo posterior..
Trata-se de uma causa comum de moscas volantes.
Descolamento do vítreo posterior dá-se mais frequentemente em pessoas que:
sofrem de miopia
foram submetidos a cirurgia de catarata
foram submetidos a cirurgia do olho a laser YAG
sofreram de inflamação dentro do olho
O aparecimento de moscas volantes pode causar uma certa apreensão, sobretudo se surgem de repente. Deve consultar um oftalmologista imediatamente se notar a presença de novas moscas volante, particularmente se já passou dos 45 anos.
As Moscas Volantes são graves?
A retina pode rasgar se o encolhimento do gel vítreo fizer com que ele se afaste da parede ocular. Isto às vezes causa um pouco de sangramento no olho que pode aparecer na forma de novas moscas volantes.
Uma retina rasgada é sempre um problema sério, já que pode levar a descolamento de retina.
Consulte o seu oftalmologista o quanto antes se:
aparecer mesmo que seja uma única nova mosca volante;
de repente ver clarões súbitos de luz.
Caso note outros sintomas, assim como perda de visão lateral, deve voltar a ver o seu oftalmologista.
O que pode ser feito com as Moscas Volantes?
Você precisa saber se a sua retina sofreu rotura, então ligue para o seu oftalmologista se uma nova mosca volante surgir de repente.
As moscas volantes podem atrapalhar a clareza da visão, o que pode ser bastante irritante, especialmente se quiser ler. Você pode procurar mexer os olhos, olhando para cima e para baixo para afastar as moscas volantes.
Algumas moscas volantes podem permanecer na sua visão, porém muitas desaparecem com o tempo, tornando-se menos irritantes. Mesmo que tenha tido algumas moscas volantes durante anos a fio, deveria marcar uma consulta com o seu oftalmologista.
O que causa clarões de luz?
Quando o gel vítreo repuxa a retina, você pode ver algo parecido com clarões de luz ou relâmpagos ou "estrelas". É algo parecido com o que se pode sentir quando sofremos um traumatismo no olho, (por exemplo, um murro).
Os clarões de luz podem apresentarem-se de vez em quando durante várias semanas ou meses. Com o passar dos anos é mais comum vermos clarões. Se reparar no aparecimento súbito de clarões de luz, deve consultar o seu oftalmologista imediatamente para verificar se a retina foi rasgada.
Enxaqueca
Alguma pessoas experimentam clarões de luz na forma de linhas recortadas ou "ondas de calor" em ambos os olhos, muitas vezes permanecendo durante 10-20 minutos. Este tipo de clarão costuma ser causado por um espasmo dos vasos sanguíneos no cérebro, chamado enxaqueca.
Se os clarões são acompanhados por dor de cabeça, chamamos a essa dor de cabeça de enxaqueca. Porém linhas recortadas ou ondas de calor podem ocorrer sem enxaqueca. Neste caso, os clarões de luz são chamados de enxaqueca oftálmica, ou enxaqueca sem dor de cabeça.
Como é feito o exame aos seus olhos?
Quando um oftalmologista examina os seus olhos, faz dilatar as pupilas com um colírio. Durante este exame indolor, o seu oftalmologista observará com cuidado a retina e o vítreo. Por ter as pupilas dilatadas, talvez precise que alguém o leve a casa depois de sair do consultório.
As moscas volantes e clarões de luz tornam-se mais frequentes à medida que envelhecemos. Apesar de nem todas as moscas volantes e clarões serem graves, você deveria fazer sempre um exame à vista para verificar se a sua retina não sofreu nenhuma lesão.
Fonte: www.oftalmologia.co.pt
MOSCAS VOLANTES
Os pequenos pontos ou manchas escuras que muitas pessoas costumam ver no seu campo de visão são chamados de Moscas Volantes.
Na verdade, essas manchas são opacificações na gelatina que preenche grande parte do olho, conhecida por vítreo.
Embora pareçam estar à frente do olho, as Moscas Volantes que surgem em nossa visão, principalmente quando olhamos para um campo de cor uniforme como uma parede ou para o céu, estão flutuando inteiramente no olho e provocam uma sombra na retina, a parte sensível à luz, no fundo do olho.
Causas
O surgimento de Moscas Volantes, tanto em forma de pontos, linhas, círculos ou manchas disformes não é na verdade um problema sério.
Normalmente é resultado do envelhecimento, que provoca um encolhimento do vítreo.
É, também, bastante comum em pessoas acima de 40 anos, que têm miopia ou após cirurgia de catarata.
Cuidados
Embora não seja grave, Moscas Volantes devem despertar algum cuidado, se começam a aparecer de repente e com certa frequência.
A medida que o vítreo diminui de volume pode puxar a retina provocando uma ruptura. Isso poderá levar a um descolamento de retina, o que é bastante perigoso para a visão. Por isso, é tão importante a visita periódica ao oftalmologista, pois só ele poderá determinar quando sua visão está correndo algum risco.
Caso você sinta aumentar o surgimento de Moscas Volantes, procure seu oftalmologista.
O que fazer
Moscas Volantes podem, algumas vezes, atrapalhar sua visão ou mesmo serem incômodas para você. Se uma Mosca Volante aparece exatamente na linha da sua visão, a melhor coisa a se fazer é virar os olhos. Isso fará com que o gel dentro do olho se mova mudando de lugar. Movimente o olho de cima para baixo. Essa é a forma mais eficaz de tirar a mancha do seu campo de visão.
Fonte: www.biosaude.com.br
Moscas Volantes
Moscas Volantes, ou muscae volitantes (Latim: "moscas esvoaçantes"), são fenômenos entópticos caracterizados por formas semelhantes a sombras que aparecem sozinhas ou junto com muitas outras no campo visual do indivíduo. Eles podem ter a forma de pontos, linhas, ou fragmentos de teias de aranhas, que flutuam vagarosamente em frente aos olhos.
Impressão artística de algumas moscas volantes (muscae volitantes), como seriam vistas contra o céu azul.
As moscas volantes estão suspensas no humor vítreo, o fluido viscoso ou gel que preenche o olho. Assim, elas geralmente acompanham os movimentos rápidos do olho, enquanto "deslizam" vagarosamente dentro do fluido. Moscas volantes localizadas um pouco fora do centro do olhar podem ser muito incômodas. Quando elas são notadas inicialmente, a reação natural é de tentar olhar diretamente para elas. Entretanto, as tentativas de olhar diretamente para elas são frustantes pois as moscas volantes acompanham o movimento do olho e continuam fora da direção do olhar. Moscas volantes são, de fato, visíveis somente porque eles não ficam perfeitamente fixados dentro do olho. Embora os vasos sangüíneos do olho também obstruam a luz, estes são invisíveis sob circunstâncias normais (e assim não incomodam) pois eles estão em uma localização fixa em relação à retina e o cérebro "desliga" imagens estabilizadas. Isto não ocorre com as moscas volantes e elas ficam visíveis e, em alguns casos quando são grandes e numerosas, incomodam muito.
Moscas volantes são notadas particularmente quando o indivíduo está olhando para o céu. Apesar do nome "esvoaçantes", muitas destas têm a tendência de afundar em direção ao chão no olho, em qualquer direção que se esteja olhando. A posição com o rosto voltado para cima tende a concentrá-las próximo à fovea, que é o centro da visão, enquanto o céu limpo e uniforme constrói o plano de fundo ideal para visualizá-las.
Moscas volantes não são incomuns, embora elas raramente causam problemas para aqueles que as têm. Moscas volantes podem ser um incômodo e uma distração para aqueles que sofrem de casos severos, já que os pontos parecem deslizar através do campo de visão. As formas são sombras projetadas na retina por pequenas estruturas de proteína ou de restos de outras células descartadas ao longo dos anos e aprisionadas no humor vítreo. Isto não é só um problema de pessoas mais velhas, entretanto; pode certamente se tornar um problema para pessoas jovens, especialmente se são míopes. Eles também são comuns após cirurgias de catarata ou depois de um trauma. Em alguns casos, as moscas volantes são congênitas.
Causas
Existam várias causas para o aparecimento de moscas volante, das quais as mais comuns está descritas aqui. Basicamente, de qualquer forma que um material entre no humor vítreo, este é a causa das moscas volantes.
Sinérese vítrea
A causa mais comum das moscas volantes é o encolhimento do humor vítreo: esta substância parecida com um gel consiste em 99% de água e 1% de elementos sólidos. A porção sólida consiste em uma rede de colágeno e ácido hialurônico, com o último retendo moléculas de água. A despolimerização desta rede faz com que o ácido hialurônico libere sua água retida, deste modo, liquefazendo o gel. O colágeno quebra-se em fibrilos. que finalmente são as moscas volantes que são a praga do paciente. Moscas volantes causadas desta forma tendem a ser poucas em número e de uma forma linear.
Descolamentos vítreos posteriores e desgrudamentos retinais
Com o tempo, o corpo vítreo liquefeito perde apoio e as suas contrações estruturais. Isto causa o descolamento vítreo posterior, no qual o corpo vítreo é liberado da retina sensorial. Durante este descolamento, o encolhimento vítreo pode estimular a retina mecanicamente, causando ao paciente a visão de "flashes" aleatórios através do seu campo visual. O lançamento final do vítreo às vezes faz aparecer uma grande mosca volante, geralmente no formato de um anel. Numa complicação, parte da retina pode ser rasgada pelo deslocamento do corpo vítreo, em um processo chamado descolamento de retina. Isto freqüentemente causa o vasamento de sangue no vítreo, que é visto pelo paciente como um repentino aparecimento de numerosos pequenos pontos movendo através de todo o campo de visão. O descolamento de retina requer imediata atenção médica já que pode facilmente causar cegueira. Tanto a aparição de "flashes" e o repentino aparecimento de numerosas moscas volantes autorizam uma investigação oftalmológica.
Regressão da artéria hialóide
A artéria hialoide, uma artéria que corre através do humor vítreo durante o estágio fetal de desenvolvimento, regride no terceiro trimestre da gravidez. Sua desintegração pode às vezes deixar material celular.
Outras causas comuns
Outras causas comuns para moscas volantes incluem toxoplasmose ativa, edema macular cistóide e hialose asteróide. A última é uma anomalia do humor vítreo, onde filamentos de cálcio grudam na rede de colageno. Os corpos formados assim movem vagarosamente com o movimento do olho, mas retornam às suas posições fixas.
Restos do filme lacrimal
Às vezes a aparição de moscas volantes pode ser atribuído a pedaços escuros no filme lacrimal. Tecnicamente, estes não são moscas volantes, mas eles parecem ser do ponto de vista do paciente. Pessoas com blefarite ou uma glândula meibomiana disfuncional são especialmente sujeitos a este causa, mas alergias oculares ou mesmo o uso de lentes de contato podem causar o problema. Para diferenciar entre material no humor vítreo do olho e restos do filme lacrimal, o indivíduo pode olhar para o efeito da piscada: restos no filme lacrimal vão se mexer rapidamente com uma piscada, enquanto moscas volantes difícilmente vão responder a isso. Restos no filme lacrimal são diagnosticados pela eliminação da possibilidade de verdadeiras moscas volantes e degeneração macular.
Seroxat
Quem tomar esta medicação ou algum SSRI sujeita-se ao aparecimento de moscas volantes.
Tratamento
Normalmente, não há tratamento indicado. Cirurgia de vitrectomia para removê-las normalmente não são aconselhadas por elas serem arriscadas e poderem causar problemas mais sérios ou até cegueira. O indivíduo deve ter em mente que moscas volantes podem tornar-se menos chatas a medida que a pessoa cresce acostumando-se a elas ou até mesmo pode não notá-las mais.
Outro tratamento é a vitreólise a laser. Neste procedimento, um YAG laser é focado na mosca volante e em um rápido estouro vaporiza a estrutura em uma menos densa e uma consistência não tão notável. Este procedimento pode consumir tempo e não há consenso de como ele é completamente eficaz. Um estudo descobriu que a vitreólise a laser "é tratamento primário seguro mas moderadamente eficaz conferindo benefício clínico a um terço dos pacientes"].
Observando moscas volantes
Moscas volantes são freqüentemente prontamente observados por um médico com o uso de um oftalmoscópio ou biomicroscópio. Aumentando a iluminação de fundo ou usando um "pinhole" para diminuir o diâmetro da pupila pode permitir uma pessoa obter uma melhor visualização das suas moscas volantes. A cabeça pode ser inclinada de uma maneira que uma das moscas volantes deslize para o eixo central do olho.
DOENÇA DE MACHADO JOSEPH
Entidade no Brasil
A doença de Machado-Joseph (DMJ) é uma doença de natureza hereditária, que afecta o sistema nervoso. As primeiras manifestações surgem habitualmente na idade adulta, sendo a média da idade de início de 40 anos. O quadro clínico é dominado pela ataxia cerebelosa, ou seja, a incoordenação motora, presente em praticamente todos os doentes. Inicia-se pela marcha, atingindo depois a fala, que se torna pouco nítida e, finalmente, atinge os movimentos finos das mãos. O segundo tipo de manifestações clínicas mais frequentes são as alterações oculares, que englobam a limitação dos movimentos dos olhos. Outros sinais podem associar-se a estes, determinando a grande variabilidade clínica desta doença. A DMJ transmite-se de um modo autossómico dominante, o que quer dizer, por um lado, que homens e mulheres podem ser afectados e transmitir a doença, e, por outro, que basta uma cópia do gene mutado (alterado) para poderem surgir os sintomas da doença. Numa doença desta natureza, a probabilidade de um filho de um doente poder ser portador do gene (ou seja, o risco de poder vir a ser doente) é de 50%. Nos Açores a prevalência da DMJ doença é particularmente elevada (1 em cada 2402 indivíduos são doentes). O gene responsável pela DMJ foi localizado no cromossoma 14 em 1993, por Takiyama e colaboradores, tendo sido identificado por outra equipa japonesa no ano seguinte. Isso significa que os indivíduos em risco para a DMJ podem agora ser testados directamente, ou seja, podem fazer o chamado “Teste Preditivo” para esta doença. Aconselhamento Genético, Teste Preditivo e Diagnóstico Pré-Natal na DMJ O Programa de Aconselhamento Genético (AG), Teste Preditivo (TP) e Diagnóstico Pré-Natal (DPN) implementado para a DMJ em Portugal foi delineado tendo por base a experiência com doenças semelhantes, noutros países. O projecto "Programa Nacional de Teste Preditivo e Aconselhamento Genético na DMJ" coordenado pelo Professor Doutor Jorge Sequeiros, do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), da Universidade do Porto, constituiu o primeiro esforço de implementar o programa de Teste Preditivo e Diagnóstico Pré-Natal para a DMJ, a nível nacional. O Programa de AG, TP e DPN para a DMJ, nos Açores visa fornecer às famílias com DMJ e, particularmente, aos indivíduos em risco (ou seja, filhos ou filhas de doentes), toda a informação disponível acerca dos aspectos clínicos, genéticos e psico-sociais da doença. Pretende-se que os indivíduos em risco, dispondo de tal informação, sejam capazes de melhorar a sua qualidade de vida. Em termos gerais, o programa segue, nos Açores, o modelo do Protocolo geral de Aconselhamento Genético, Teste Preditivo e Diagnóstico Pré-Natal, acima mencionado. Assim, cada candidato ao programa cumpre um calendário de consultas previamente estabelecido, e devidamente faseado no tempo. Esse calendário inclui consultas de Neurologia, de Aconselhamento Genético, de Psicologia Clínica, uma recolha de sangue para Análise Laboratorial, bem como uma Avaliação Social, se necessário. A DMJ é uma doença crónica que presentemente não tem cura, e que deve ser gerida no dia a dia. Tal como outras doenças crónicas, impõe alterações mais ou menos substanciais no estilo de vida, que têm impactos sociais e psicológicos fortes, tanto no próprio doente como nos seus familiares. Um dos objectivos do GAIN foi elevar o nível de conhecimento relativamente a esta problemática, com a finalidade de contribuir para a melhoria e satisfação da qualidade de vida destas pessoas. Assim, face aos problemas detectados e vividos neste grupo da população, surgiu a necessidade de se criar um projecto integrado de suporte social à doença de Machado-Joseph. O objectivo geral deste projecto, consiste na criação de uma rede de suporte social que permita melhorar a qualidade de vida geral do doente e da sua família, numa perspectiva bio-psico-social. Este projecto, promovido pela Direcção Regional de Solidariedade e Segurança Social e pelo Instituto de Acção Social, tem o apoio do Comissariado Regional do Sul da Luta Contra a Pobreza. A entidade Gestora é a Associação Atlântica de Apoio aos Doentes de Machado-Joseph. O GAIN participa como parceiro neste projecto.
Investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), no Porto, provaram que a ataxia espinocerebelosa do tipo 10 (SCA10), uma doença rara, tem origem ameríndia, disse fonte daquela instituição científica.
As ataxias espino-espinocerebrais são doenças neurodegenerativas que se caracterizam por uma perda de coordenação motora. Alguns pacientes podem ainda sofrer de epilepsia.
A ataxia SCA10 apresenta os mesmos sintomas que a SCA3, mais conhecida por Doença de Machado-Joseph, ainda que, em termos genéticos, sejam diferentes.
Segunda-feira, é publicado na revista científica Plos One o estudo de investigadores daquele Instituto, que comprova a existência de uma origem Ameríndia comum para a ataxia SCA10.
Até agora, esta origem era desconhecida, tendo, nos últimos anos, sido alvo de grande debate.
O tipo de ataxia estudado (SCA10), apenas tinha sido encontrada em populações miscigenadas de origem portuguesa e espanhola com ameríndia.
Outros testes genéticos estudaram regiões do cromossoma onde se encontra o gene responsável pela doença.
Os resultados mostraram que as famílias com SCA10 da América Latina partilham um grupo de características genéticas que são transmitidas em conjunto ao longo das gerações.
As semelhanças genéticas indicam a presença de um antepassado comum.
Como esta mutação não está presente na população portuguesa e espanhola, a hipótese de uma origem ameríndia da doença é reforçada.
Seis famílias com SCA10 (três brasileiras e três mexicanas) foram alvo de estudos genéticos, num total de 54 indivíduos. Destes, 34 eram portadores da doença e 20 eram parentes. Foram ainda estudadas 44 famílias da população normal como controlo.
Este tipo de ataxia espinocerebelosa (SCA10) está entre as mais comuns no México e nas regiões do Estado do Rio Grande do Sul e no Estado do Panamá, no Brasil.
Contudo, os investigadores acreditam que este tipo também deverá ser dos mais comuns noutras regiões ainda por estudar.
Dentro do grupo das doenças raras com prevalência de menos de dez casos em cada 100 mil indivíduos, a prevalência desta é ainda mais escassa.
Em todo o mundo, há cerca de 11 famílias conhecidas que possuem esta mutação.
Os investigadores apontam a importância e a urgência de serem feitos testes genéticos de despiste de SCA10 em populações com origem ameríndia da América do Norte e do Sul, pois apresentam um maior risco de terem esta mutação."
A doença de Machado-Joseph (DMJ) é uma doença de natureza hereditária, que afecta o sistema nervoso. As primeiras manifestações surgem habitualmente na idade adulta, sendo a média da idade de início de 40 anos. O quadro clínico é dominado pela ataxia cerebelosa, ou seja, a incoordenação motora, presente em praticamente todos os doentes. Inicia-se pela marcha, atingindo depois a fala, que se torna pouco nítida e, finalmente, atinge os movimentos finos das mãos. O segundo tipo de manifestações clínicas mais frequentes são as alterações oculares, que englobam a limitação dos movimentos dos olhos. Outros sinais podem associar-se a estes, determinando a grande variabilidade clínica desta doença. A DMJ transmite-se de um modo autossómico dominante, o que quer dizer, por um lado, que homens e mulheres podem ser afectados e transmitir a doença, e, por outro, que basta uma cópia do gene mutado (alterado) para poderem surgir os sintomas da doença. Numa doença desta natureza, a probabilidade de um filho de um doente poder ser portador do gene (ou seja, o risco de poder vir a ser doente) é de 50%. Nos Açores a prevalência da DMJ doença é particularmente elevada (1 em cada 2402 indivíduos são doentes). O gene responsável pela DMJ foi localizado no cromossoma 14 em 1993, por Takiyama e colaboradores, tendo sido identificado por outra equipa japonesa no ano seguinte. Isso significa que os indivíduos em risco para a DMJ podem agora ser testados directamente, ou seja, podem fazer o chamado “Teste Preditivo” para esta doença. Aconselhamento Genético, Teste Preditivo e Diagnóstico Pré-Natal na DMJ O Programa de Aconselhamento Genético (AG), Teste Preditivo (TP) e Diagnóstico Pré-Natal (DPN) implementado para a DMJ em Portugal foi delineado tendo por base a experiência com doenças semelhantes, noutros países. O projecto "Programa Nacional de Teste Preditivo e Aconselhamento Genético na DMJ" coordenado pelo Professor Doutor Jorge Sequeiros, do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), da Universidade do Porto, constituiu o primeiro esforço de implementar o programa de Teste Preditivo e Diagnóstico Pré-Natal para a DMJ, a nível nacional. O Programa de AG, TP e DPN para a DMJ, nos Açores visa fornecer às famílias com DMJ e, particularmente, aos indivíduos em risco (ou seja, filhos ou filhas de doentes), toda a informação disponível acerca dos aspectos clínicos, genéticos e psico-sociais da doença. Pretende-se que os indivíduos em risco, dispondo de tal informação, sejam capazes de melhorar a sua qualidade de vida. Em termos gerais, o programa segue, nos Açores, o modelo do Protocolo geral de Aconselhamento Genético, Teste Preditivo e Diagnóstico Pré-Natal, acima mencionado. Assim, cada candidato ao programa cumpre um calendário de consultas previamente estabelecido, e devidamente faseado no tempo. Esse calendário inclui consultas de Neurologia, de Aconselhamento Genético, de Psicologia Clínica, uma recolha de sangue para Análise Laboratorial, bem como uma Avaliação Social, se necessário. A DMJ é uma doença crónica que presentemente não tem cura, e que deve ser gerida no dia a dia. Tal como outras doenças crónicas, impõe alterações mais ou menos substanciais no estilo de vida, que têm impactos sociais e psicológicos fortes, tanto no próprio doente como nos seus familiares. Um dos objectivos do GAIN foi elevar o nível de conhecimento relativamente a esta problemática, com a finalidade de contribuir para a melhoria e satisfação da qualidade de vida destas pessoas. Assim, face aos problemas detectados e vividos neste grupo da população, surgiu a necessidade de se criar um projecto integrado de suporte social à doença de Machado-Joseph. O objectivo geral deste projecto, consiste na criação de uma rede de suporte social que permita melhorar a qualidade de vida geral do doente e da sua família, numa perspectiva bio-psico-social. Este projecto, promovido pela Direcção Regional de Solidariedade e Segurança Social e pelo Instituto de Acção Social, tem o apoio do Comissariado Regional do Sul da Luta Contra a Pobreza. A entidade Gestora é a Associação Atlântica de Apoio aos Doentes de Machado-Joseph. O GAIN participa como parceiro neste projecto.
Investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), no Porto, provaram que a ataxia espinocerebelosa do tipo 10 (SCA10), uma doença rara, tem origem ameríndia, disse fonte daquela instituição científica.
As ataxias espino-espinocerebrais são doenças neurodegenerativas que se caracterizam por uma perda de coordenação motora. Alguns pacientes podem ainda sofrer de epilepsia.
A ataxia SCA10 apresenta os mesmos sintomas que a SCA3, mais conhecida por Doença de Machado-Joseph, ainda que, em termos genéticos, sejam diferentes.
Segunda-feira, é publicado na revista científica Plos One o estudo de investigadores daquele Instituto, que comprova a existência de uma origem Ameríndia comum para a ataxia SCA10.
Até agora, esta origem era desconhecida, tendo, nos últimos anos, sido alvo de grande debate.
O tipo de ataxia estudado (SCA10), apenas tinha sido encontrada em populações miscigenadas de origem portuguesa e espanhola com ameríndia.
Outros testes genéticos estudaram regiões do cromossoma onde se encontra o gene responsável pela doença.
Os resultados mostraram que as famílias com SCA10 da América Latina partilham um grupo de características genéticas que são transmitidas em conjunto ao longo das gerações.
As semelhanças genéticas indicam a presença de um antepassado comum.
Como esta mutação não está presente na população portuguesa e espanhola, a hipótese de uma origem ameríndia da doença é reforçada.
Seis famílias com SCA10 (três brasileiras e três mexicanas) foram alvo de estudos genéticos, num total de 54 indivíduos. Destes, 34 eram portadores da doença e 20 eram parentes. Foram ainda estudadas 44 famílias da população normal como controlo.
Este tipo de ataxia espinocerebelosa (SCA10) está entre as mais comuns no México e nas regiões do Estado do Rio Grande do Sul e no Estado do Panamá, no Brasil.
Contudo, os investigadores acreditam que este tipo também deverá ser dos mais comuns noutras regiões ainda por estudar.
Dentro do grupo das doenças raras com prevalência de menos de dez casos em cada 100 mil indivíduos, a prevalência desta é ainda mais escassa.
Em todo o mundo, há cerca de 11 famílias conhecidas que possuem esta mutação.
Os investigadores apontam a importância e a urgência de serem feitos testes genéticos de despiste de SCA10 em populações com origem ameríndia da América do Norte e do Sul, pois apresentam um maior risco de terem esta mutação."
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